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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dicas | Quando bate a saudade de Milkshake de Ovomaltine por aí

Tenho uma incapacidade tremenda, confesso, para tentar recriar pratos ou comidinhas das quais gosto muito, com outros ingredientes. Cá em casa, o cozinheiro diário é ele, o que me deixa livre desse pesadelo que é, para mim, a eterna questão de "O que preparar hoje?", num primeiríssimo lugar em ex aequo com outros sacrifícios chatos que são as listas de compras, deambulações por supermercados e tentar procurar ingredientes que consigam combinar de modo a criar pratos dos quais gostámos, em qualquer parte do mundo. Sim, porque viajar é maravilhoso, mas quando temos um especial gosto pela gastronomia alheia e não encontramos exactamente este ou aquele produto à venda noutro país (tentem encontrar alheira de caça no Brasil ou paneer em Portugal, por exemplo, só para falar em dois que adoro), reproduzir algo pode ser uma aventura. Já conseguimos fazer uma Salada Grega fantástica em Portugal, por exemplo, mas a Dakos nunca fica nem semelhante. 

Outra descoberta à qual se chegou cá em casa (mais uma vez, ele, não eu, há muitos anos atrás), foi a algo muito parecido com o famoso Milkshake de Ovomaltine do famoso Bob's, brasileiro. Já mostrei o dito numa foto do Instagram. É algo realmente delicioso (claro, para quem gosta de Ovomaltine) e, apesar de não ser crocante como o que se bebe por aqui, uma vez que usam o pó com flocos crocantes, que não se vende em Portugal (pelo menos eu nunca o vi), dá para matar saudades. 

A receita é muito simples; basicamente usamos um gelado de baunilha, que normalmente vamos buscar ao Macdonalds, no drive thru, por ser o que fica francamente melhor. E mosturamos com o Ovomaltine normal, o comum, com uma varinha mágica (é o que dá a consistência semelhante ao batido). Como é um dos meus pós favoritos (a par com o da Suchard Express) para misturar no leite, tem presença permanente na minha dispensa, pelo que não se estraga, mesmo que só faça um batido destes de vez em quando. No final, colocamos mais uma colher de pó et voilá, fica um bocadinho crocante (mas não muito, vá.)   

Quase de regresso a Portugal, tenho-me lembrado de alguns destes truques nossos, para matar saudades de coisinhas brasileiras. Pensei que alguém, por aí, com tão pouca criatividade para o improviso culinário quanto eu, pudesse querer experimentar. Boa gulodice! 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Viagem | Três sites de interesse: Skyscanner, Booking e Hostelworld

Aproximando-se o nosso regresso ao velho continente, com companhias low cost e uma mobilidade única (quer queiram, quer não), começamos aqui em casa a pensar em possíveis escapadelas de fim de semana por algumas capitais europeias, especialmente para comemorar uma ou outra data especial. Andamos sempre à procura das melhores ofertas, para os turistas de bolso raso que somos, sem grandes exigências de topo no que diz respeito a hotel (claro que um bom nível de higiene é característica obrigatória, isso nem se coloca, mas tamanho de quarto, tipo de cama, extras não são, para nós, de todo necessários) ou conforto na viagem (conseguimos tanto andar num avião low cost, a um melhor ou a um autocarro cheio, se o preço for melhor). Por isso, há alguns sites onde pesquisamos sempre promoções e/ou ofertas imperdíveis que nos permitam ter uma viagem com a melhor relação qualidade/preço possível. Como várias pessoas me perguntam onde encontramos alojamento e viagens aos preços a que encontramos, eis as três dicas que vos deixo (conselhos à Bruno Aleixo, que, afinal, também é da minha maravilhosa Coimbra):

1. Skyscanner - Já escrevi aqui sobre este site no post sobre a preparação da viagem a Paris. É uma página que lista uma comparação de voos, com várias opções de companhias e até mesmo de combinações variadas entre várias agências, pelo melhor preço. Não faz a venda de bilhetes, quando um valor nos interessa, redirecciona-nos para outro, mas, como inclui até as companhias low cost, acaba por fazer todo o trabalho de pesquisa por nós. Muito prático, muito simples. Podemos até colocar apenas o país e o mês em que pretendemos viajar e ele analisa o melhor preço para os vários aeroportos do destino e para os vários dias do mês escolhido. É, sem dúvida, o primeiro site que abrimos, ao planear uma viagem.

Filoxenia Studios, Galaxidi,Grécia
2. Booking - Quando começamos a receber o nosso salário, quando a escassez de fundos para viajar é ainda maior, eis que podemos adoptar o Booking como nosso amiguinho. Depois de fazermos o registo, chegam-nos sempre ofertas imperdíveis, com descontos consideráveis, com as quais já encontrámos algumas pérolas. Em Galaxidi, Grécia, por exemplo, perdido na pequena vila, estava o alojamento digno de uma comédia romântica, das gregas, muito bem cuidado, bem decorado, com pequenas varandas de onde se viam um pôr do sol lindo e um pequeno almoço de ir ao céu e voltar. Tudo, a preço de amiguinho, claro. Um pequeno tesouro apresentado pelo Booking que, como este, já nos mostrou outros. Tem hotéis, pensões, residenciais, apart-hotéis, variadíssimas opções do mais caro (muito mais caro!) ao mais barato, pelo mundo fora. Dá mais trabalho do que ir a uma agência e pedir que nos façam tudo? Claro que dá, mas, pelas nossas contas, o esforço de preparação que temos tido nas viagens tem-nos poupado pelo menos metade do que custam alguns pacotes, fazendo o roteiro à nossa medida. Para nós, não há melhor (mas claro que isto depende de cada pessoa e o estilo de viagem que quer fazer, mais ou menos activo).

3. HostelWorld - Para quem gosta de viagem de mochila às costas e dormitórios (que era o que fazíamos sempre e que, agora, também não nos importamos de fazer, consoante a situação e o local), o HostelWorld pode ser um auxílio tremendo. Segue a lógica do Booking, mas com alojamentos mais baratos, com preços por pessoa bastante menores do que os hotéis, especialmente em dormitórios de muita gente, com casa de banho partilhada e todas essas delícias de partir à aventura com tudo às costas e poucas moedas nos bolsos. Para algumas cidades, como por exemplo Londres, em que a estadia arromba qualquer um, é ainda o nosso site de eleição, já que não nos incomodamos de ficar umas noites (poucas, vá) em dormitórios e partilhar casa de banho desde que tudo seja limpo e em condições. Até agora não temos tido problemas com os que acabamos por escolher. 

Se tiverem mais alguma sugestão, partilhem connosco, nos comentários, por favor. É sempre bom saber estas ajudas para viagens boas e baratas. 

sábado, 29 de março de 2014

Dicas que dão jeito # 13 - Beleza aérea

Quando a Lisinha se predispõe a fazer um vídeo sobre os cuidados com a pele em viagens de longa duração, é com atenção e caneta em punho que o vemos, ouvimos e interiorizamos. Tendo oito horas de avião pela frente, sofrendo de ansiedade por causa de voo e uma pele que reage sem piedade ao ar condicionado, decidi trazer comigo, algumas coisinhas inspiradas nas sugestões da mestre, e que, de facto, resultaram de forma brilhante. Cheguei ao destino com o cérebro frito, mas uma pele radiante, como se tivesse descansado o voo todo. Eis o meu kit SOS voo longo:


Homeoplasmine - Desde Janeiro que esta "vaselina melhorada" tem sido o meu fiel companheiro de luta. Com o tempo frio e seco os lábios cá de casa, os meus e os do monsieur que mora comigo, ficam secos e a pelar. Este produto tem-nos valido tanto em Paris, à noite, quanto no avião ou por aqui, sempre que o ar está mais agreste.

Caudalie Eau de Beauté - Andei a procrastinar a compra deste produto até um belo dia, em que o vi na Citypharma, neste formato reduzido, com o design da L'Wren Scott. Já tinha sentido o aroma dele e não tinha ficado maravilhada, mas, para a viagem, depois dos elogios rasgados da Lisinha, decidi que poderia ser uma adição interessante. Não o uso como spray para refrescar (as águas termais são melhores para o efeito), mas é um boost revitalizante para uma pele cansada, baça e desidratada de se lhe tirar o chapéu. Esguicho umas borrifadelas nas mãos, limpas, e passo-as no rosto, pressionando. Ao mesmo tempo que sinto a pele a ficar mais nutrida, o aroma acalma-me. 

Bioderma Água Micelar H2O - O primeiro passo de todo o processo foi a limpeza de um rosto que já ia sem maquilhagem. Gosto deste produto para refrescar, embora não seja o meu desmaquilhante favorito, como já vos falei noutra altura. Este formato mini é perfeito para trazer na cabine. 

Caudalie creme de mãos - Mais uma vez, não é novidade, eu gosto imenso destes cremes de mãos da Caudalie. O tamanho é bom, não é gorduroso, hidrata a pele e tem um cheirinho, especialmente este de cassis, divinal. Já anda comigo na bolsa diária, portanto foi o companheiro das minhas mãos na viagem. 

Masque Hidratante Monoprix - Com todas as restrições a líquidos e afins na mala de mão, achei que o mais prático seria levar uma pequena máscara de hidratação, unidose. Esta é de uma cadeia francesa, mas há várias, acessíveis. O importante, pelo menos no meu caso, é que seja hidratante, para dar a elasticidade e luz natural que o ar condicionado retira. Depois da pele limpa com a água micelar, espalhei a máscara pelo rosto e tentei adormecer. Enquanto que este segundo objectivo foi completamente falhado, o creme foi rapidamente absorvido pela pele, sem necessidade de remover excessos ou enxaguar. Muito prático. Na minha viagem de regresso talvez leve uma da The Body Shop, que também tem várias opções. 

Se disser que a pessoa que está ao nosso lado não olha para nós, perante tal manancial de produtos, e questiona o que estaremos a fazer, estaria a mentir. Mas, esquecendo o mundo que nos rodeia, confesso que, pela primeira vez, não aterrei com uma pele de bradar aos céus, desgastada e sem luz. Vou, com certeza, adaptar os produtos (se tiverem alguma dica, digam, por favor), mas, para primeira vez, confesso que fiquei muito satisfeita. 

E vocês, têm algum ritual de beleza em voos de longa duração?

sábado, 22 de março de 2014

Dicas que dão jeito # 12 - Cocooncenter e a descoberta da semana


Passo por aqui muito rapidamente só para partilhar convosco o site de uma parafarmácia, a Cocooncenter, com preços extremamente interessantes, com entrega tanto em Portugal quanto no Brasil. Os portes não são gratuitos para o Brasil e, para Portugal, só são oferecidos a partir de 99 € de compras, mas, se fizerem uma encomenda considerável, ou se se juntarem com amigas, será sempre um óptimo negócio. Especialmente se considerarmos os preços dos produtos em Portugal ou no Brasil.

Vejam só alguns preços:

Uriage Hyséac Mon Kit Zero Brillance - 11,9€

Estes são só alguns produtos que eu andei à procura ou comparei. Vejam no site qual a diferença para outros preços, inscrevam-se na newsletter e conseguirão, provavelmente, ofertas muito boas. 

Excelente descoberta, esta, não?


domingo, 16 de março de 2014

Dicas que dão jeito # 11 - Salinha vai à Laurinha

Quando a página de facebook da Laura Mercier Paris nos informa que teremos, à nossa disposição, para tirar dúvidas, mostrar como um ou outro produto se usa e qual a melhor maquilhagem de pele para nós, um maquilhador internacional, conceituado, é óbvio que ficamos interessadas e, no meio do nosso horário (felizmente, no meu caso, mais flexível, este ano), lá pegamos nós no telefone para marcar uma horinha para um “me time”. Foi assim que, esta semana, tive uma horinha muito interessante no Bon Marché, na companhia da Rania (conselheira LM do balcão do BM) e de Benjamin Ruiz, o especialista da vez.


Levei a minha Luxe Wardrobe, porque, afinal, já que era para tirar partido dos produtos da Laurinha, que eu adoro, mais valia começar pelos que já tinha. A cara ia sem nada, nem uma base, nem corrector de borbulhinhas, para que pudessem avaliar, assim a nu, o que melhor se adequaria à minha pele (Gostava de acordar à la filme, maquilhada e perfeita, mas, confesso, o meu acordar é muito mais primitivo do que isso). Cheguei à hora, até uns minutos antes, depois de meia hora de caminhada, que bem me soube. Estava prontinha.

Em jeito de tópicos, que é mais prático, farei a listagem dos passos e produtos, especialmente para pele, que usaram em mim, com uns pequenos comentários. Relembro que eu tenho pele normal a mista (aqui em França, mas mista a oleosa, no Verão ou climas húmidos), sensível e, neste momento, ligeiramente desidratada (estava a testar um produto que não será o mais adequado para o clima seco, mas sim para o húmido, e já o larguei), portanto, os produtos serão sempre os mais indicados para este tipo:

1. Em primeiro lugar, aplicaram-me o primer mineral, por considerarem o mais adequado para peles sensíveis. Claro que, se fosse comprar um dos famosos e, pela minha experiência com este, francamente bons, primers da marca, compraria o oil free, por conhecer a minha pele o ano inteiro, mas gostei de experimentar este.

2. De seguida, mais uma novidade. Eu, que sempre achei que o melhor seria a base silk cream, levei com uma base Oil-free Supreme, no tom Blush Ivory. Eu sou de sub-tom quente e, provavelmente, depois de uns meses sem sol aqui em França, um NC 20. Gostei francamente de como assentou na pele e, especialmente, de não se ter mexido o dia todo. Pelo que me disseram, a silk cream seria melhor para peles mais secas, e se quisesse uma cobertura maior. Para um clima húmido e quente, aconselharam, por exemplo, um tinted moisturizer oil-free ou um pó mineral. Disseram-me, novamente, que a base deve ser exactamente no nosso tom de pele, o que faz que tenhamos de ter sempre dois tons distintos; um para o Verão e um para o Inverno, que possamos misturar para tons intermédios, por exemplo.

3. Para camuflarem as regiões menos perfeitas da minha pele, como algumas manchas de borbulhas antigas, ou zonas mais escuras, usaram os dois pesos pesados da marca; o Secret Camouflage e o Undercover pot, no tom 3. Ambos são absolutamente fantásticos, não acumularam, ficaram perfeitos o dia todo e cumpriram a sua função, naturalmente, sem efeito de reboco, com mestria e dignidade. Não serei eu a falar mal destes tão adorados produtos, pelo menos não nas duas ou três vezes que os experimentei. Parece-me que teremos relação mais próxima brevemente.  

4. Um passo que sublinharam que nunca deveria ser descurado (e que, confesso, não faço muitas vezes) foi a aplicação do pó, por cima da base. Em primeiro lugar, usaram o Invisible loose setting powder universal, translúcido, que é a coisa mais leve e aérea que alguma vez vi. Não sei como se porta com fotos de flash, mas confesso que, nesta primeira abordagem, é muito mais fininho e de toque mais perfeito do que o da Make up Forever que tenho. De seguida um pózinho perlimpimpim para aquecer uma cara acinzentada do Inverno, mas não demasiado, um matte radiance powder, aplicado com a finishing brush, que lhe deu um ar muito leve e natural. Com aquele tom e brilho que vêm de dentro, se é que me entendem. Segundo me explicaram, o primeiro pó é essencial para os outros pós de cor assentem de forma natural, sem se agarrarem aos produtos líquidos e formarem aquelas manchas mais pigmentadas que algumas vezes vemos por aí. A verdade é que esta filosofia do flawless skin, a pele perfeita, da Laurinha é uma das melhores que já tive a oportunidade de experimentar e, não fossem todos os produtos de acesso mais dificultado, sem existir balcão em Portugal e sempre sem promoções, podem crer que já estavam todos com o seu lugar devido, no grupo dos mais queridos, na minha colecçãozinha de maquilhagem. Até o pincel foi apreciado pela minha pele, que se pela (salvo o trocadilho) por umas carícias com cerdas das boas.

5. De seguida, passaram para a maquilhagem. Nos olhos, um Caviar Stick em Sandglow, lindíssimo, um cobre com toque caqui, que fica perfeito como base de uma série de sombras, ou sozinho, no Verão. Já pus à prova os meus mini caviar sticks em ambientes bem húmidos, como jacuzzi e piscina aquecida, e os meninos não mexem, de todo. Daqui a nada, testo-os na humidade brasileira e, se forem tão bons quanto estou a pensar, toca a exigir a Laurinha por esses lados que serão, sem dúvida, produtos indispensáveis para dias em que a maquilhagem menos resistente escorre pela cara. Por cima uma sombra, um eyeliner, um rímel e já está, bem simples.

6. Como blush, aplicou o Barely Pink, um Second Skin Cheek Colour que fica discreto e muito natural, com um pincel cheek colour da marca, que eu adoro (mais uma vez, confesso). Segundo Benjamin Ruiz, a Laurinha não gosta do blush “esticado” para cima, como se faz para dar um efeito lifting, mas sim esbatido, de forma muito natural, nas regiões onde normalmente enrubesceríamos, sem subir muito.   

7. Para iluminar o rosto usou o Golden Shimmer, o pó que vem na Luxe Wardrobe, por toda a cara, com o pincel finishing também. Admito que tremi quando ele disse que se poderia fazer assim, dado que, com todos os pincéis que tenho, o resultado ficaria mais próximo do dourado Xerxes, do 300, do que de um glow natural. Mas com o pincel que usou, tiro o chapéu, ficou muito bem.

8. (Já me ia esquecendo) Nos lábios, depois de um creme de hidratação SOS, de tão secos que estavam, que até me pareceu interessante, mas usá-lo-ia apenas à noite, se o comprasse, aplicaram aquele que, provavelmente, é o baton mais parecido com o tom dos meus lábios, o crème smooth lip colour em Spiced Rose . É, por isso, um nude perfeito para lábios naturais, mas embelezados, com ar de hidratados. Estava a usá-lo numa das fotos que publiquei no Instagram, para ver do que falo. Não é um baton de longa duração, devendo ser reaplicado ao longo do dia, já que aguenta umas quatro horas nos lábios, sem comer nem beber, e não mais. A mim isso não me incomoda, mas há quem prefira fórmulas mais duradouras.  

No final, ainda ficámos a falar das maravilhas dos Shimmer Blocs, dos mais apreciados pelo Benjamin Ruiz. Tanto servem como sombras de olhos, iluminadores ou blush, sempre com um pó fininho e luminoso, sem glitter em demasia. A minha adoração é pelo Golden Mosaic, que virá morar comigo muito em breve, mas os outros são igualmente bonitos.  Para quem gosta de produtos multi-facetados, que sirvam para vários propósitos, especialmente o de manter uma bolsinha de maquilhagem simples e eficaz, e não se incomode com algum brilho, palpita-me que este deva ser um daqueles produtos que vos faria muito feliz.  

A Laura Mercier, cujo balcão ainda não chegou a Portugal, pode ser encontrada em alguns espaços parisiences, entre os quais o Bon Marché, ou, online, na Space.nk, com entrega em terras lusas. Os preços nos Estados Unidos são os mais convidativos, pelo que, se forem até lá, ou se conhecerem alguém que vá, aproveitem. Só há o grande inconveniente de não conseguirem ver os produtos para a pele que vos assentarão na perfeição, mas, com alguma pesquisa na net e algum conhecimento sobre tons e texturas, talvez acertem à primeira. 

Entretanto, vamos pensando positivo e com força para que a Laurinha decida comercializar para Portugal e Brasil, a preços simpáticos, próximos aos dos Estados Unidos. As peles lusófonas agradecerão com pompa e circunstância, embelezando-se alegremente.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Utilidades de cozinha

por Carol Vannier

Existem alguns equipamentos de cozinha que considero de grande ajuda, mas por um motivo ou outro não são tão populares aqui no Brasil. Como não estão em toda cozinha, viram artigo de luxo e quando dão as caras nas lojas, muitas vezes são vendidos a peso de ouro.

Muitos deles são simples bugigangas feitas na China, só que algumas chegam aqui bem mais caras do que nos sites chineses. Então antes de comprar é sempre bom dar uma olhada na internet pra ter uma ordem de grandeza. Se você encontrar nas lojas por um pouco só a mais, pode valer a pena por não ter que esperar os longos prazos de entrega. Mas às vezes a economia é tão grande que é melhor esperar com o bolso mais feliz ;)

Vou citar aqui alguns itens que considero pouco apreciados, mas se você está querendo alguma outra coisa que eu não mencionei, procure por ela em sites como o Ali Express ou o Deal Extreme e veja se tem sorte.

Balança digital

fonte: Extra
Fonte: Deal Extreme
Pra mim nenhuma outra forma de medir ingredientes faz mais sentido do que na balança. Talvez minha formação científica reforce minhas neuroses naturais, mas eu realmente acho que todo mundo devia ter uma balança na cozinha. Não é que seja impossível medir bem de outras maneiras, mas é bem mais complicado. Você precisa de recipientes de volume conhecido, e precisa saber a densidade das coisas que vai medir, sendo que essa densidade pode variar. Já deu pancadinhas no pote de farinha pra caber mais? Pois é. E experimente ver quantos gramas de água cabem nas xícaras medidoras padrão. Elas dizem que têm 240ml mas nunca achei uma que coubesse 240g de água, nem duas que tivessem o mesmo tamanho. Claro, não estou dizendo que o seu bolo vai virar um alien só porque você usou uma xícara meio pequena pra medir, mas que mal tem ser um pouco mais preciso? Você ganha um controle melhor sobre suas experiências culinárias e ainda suja menos potes, porque pode botar uma única tigela em cima da balança e ir adicionando cada ingrediente e tarando a balança antes do próximo.


Antigamente era mais difícil encontrar por aqui balanças de cozinha que não fossem uma fortuna. Agora as opções mais baratas ficam em torno de R$50 com frete. Nos sites chineses dá pra conseguir por valores entre US$10 e US$20 dependendo do modelo, com frete incluso (normalmente o frete é incluído no preço então dá na mesma para qualquer lugar no mundo).


Termômetro de forno

fonte:  Deal Extreme
Eu acredito que existam fornos que dispensem o uso de um termômetro. Infelizmente é difícil topar com um desses no Brasil. Alguns (mais honestos eu diria) têm opções simplesmente de muito alto, alto, médio, baixo e muito baixo. Outros dão faixas de temperaturas que na maioria das vezes são mentirosas. Por essas e por outras um termômetro de forno pode ser muito útil. Infelizmente ainda me deparo com outro problema: a não-uniformidade da temperatura. Eu sempre tenho que girar os tabuleiros no forno pra tentar garantir um cozimento uniforme. Esse tipo de problema é resolvido por uma ventilação de forno, mas aqui no Brasil é preciso dar pelo menos um dos olhos da cara por um forno com ventilação.



Outros termômetros


fonte: AliExpress
fonte: AliExpress
Ok, aqui já é um pouco de exagero, mas o que vocês esperavam de alguém que escreve uma coluna de culinária? Pois é...
Eu já tive um termômetro digital com uma sonda que você podia mergulhar numa panela ou espetar numa carne, e adorava. Infelizmente ele quebrou e agora estou pensando em comprar um que fica preso na panela e é analógico (eu me acho incrivelmente azarada com equipamentos digitais). Mas para espetar carnes, o mais comum é digital mesmo, só que acho menos útil. Se bem que depois de tanto trabalho assando um pernil ou peru, é bem reconfortante ter certeza que o interior já atingiu a temperatura adequada, e que você não precisa deixar ele lá esturricando só por medo de talvez comer carne crua.

E como todo post das sextas-feiras termina com receitinhas, e mantendo a linha de utilidades de cozinha, compartilho duas receitas de produtos de limpeza feitos em casa (os dois testados e aprovados!) para você economizar uns trocados pra comprar bugigangas super úteis ;)


DESENGORDURANTE DE COZINHA

2L de água
500ml de detergente líquido de lavar louça
100ml de amônia*

Misture tudo num balde e guarde em garrafas PET. Para usar, reaproveite um desses vaporizadores dos produtos de limpeza para esguichar o desengordurante.


SABÃO PARA MÁQUINA DE LAVAR LOUÇA

(as partes são em peso, não em volume, então use sua balança!)
2 partes de borax* (borato de sódio)
2 partes de bicarbonato de sódio*
1 parte de ácido cítrico em pó*
1 parte de sal

Misture tudo e guarde em recipientes de boca larga, tipo pote de sorvete, porque ele absorve umidade e fica empedrado com o tempo. Então aquelas garrafinhas do sabão comprado pronto não são a melhor opção. 

*A amônia é vendida em frasquinhos na farmácia por menos de R$2, mas não fica exposta, tem que pedir no balcão. Já os ingredientes pro sabão da máquina foram comprados numa loja especializada em produtos químicos a varejo no centro do Rio, a B. Herzog. Pelas nossas contas custa entre 40% e 50% do preço do sabão no supermercado.

sábado, 8 de março de 2014

Dicas que dão jeito # 10 - Os sabores do Quartier Latin

Quando passeamos por Paris, uma das coisas que nos chama desde logo a atenção é o preço da restauração. Toda a gente que por aqui passa leva na memória pratos, normais, a mais de 15 euros (e a chegar aos entas num sítio melhor), cafés a três ou seis euros, sobremesas a perto de dez e vá, nem se fala do que custam as bebidas, um assombro para quem, no seu país, paga o mesmo por um prato. Ao todo, numa refeição completa, num restaurante mais comum, aqueles cujas esplanadinhas com aquecedores e mantas polares no Inverno criam cenários românticos cinematográficos, podemos preparar-nos para receber contas de quarenta euros, ou mais, por pessoa. Por isso, o turista mais descapitalizado come crepes, sandes e as pequenas viennoiseries que vai encontrando nas boulangeries espalhadas pela cidade, ou nas cadeias de comida rápida, que encontram em todo o lado. Cá em casa, por mais que sejamos práticos e bem humildes na escolha das refeições, não conseguimos, nem queremos, visitar uma cidade sem provar alguns pratos mais tradicionais. Nas nossas buscas estão sempre, por isso, locais bons e baratos, onde quer que vamos. E foi assim que abraçámos, com carinho e muito amor, zona de Saint Michel e o Quartier Latin.


As pequenas ruas repletas de restaurantes a bons preços, mesmo à beira do Sena, ali pertinho de Notre Dame, do Panthéon e a uma caminhada do Louvre, têm qualquer coisa de acolhedor e pitoresco que eu adoro. Lá, sinto-me, realmente, num Paris do qual gosto imenso, multicultural, com escolha e, acima de tudo, amiguinho dos bolsos mais pequenos. As opções são diversas, entre comidinha tipicamente francesa, com a sopa de cebola gratinada a aparecer em todos os menus, até aos souvlakis gregos, ou às especiarias indianas e ao que mais consenso reúne, a culinária italiana. É um Paris acessível a todos, que convida a entrar, sentar, relaxar e a reunir forças para o resto do dia de passeio.

Normalmente gerido por estrangeiros (o que incomoda os autóctones, orgulhosos da manutenção dos preços mais elevados, desafiados por estes), é uma região com várias línguas e sotaques, que nos chamam a descobrir as várias Formules (menus), a preços competitivos, que têm para oferecer ao transeunte. A Rue de la Huchette é sempre o nosso ponto de partida em busca de um lugar para comer, consoante o que nos apetecer no dia. Em frente de cada restaurante há placas com as ofertas que começam, normalmente, nos menus de 10 euros, podendo chegar aos 16, com entrada, prato e sobremesa. Os três, com umas quatro ou cinco opções entre as quais podemos escolher o que mais convém à nossa fome e vontade. Vários serão os senhores, ou senhoras, a aliciar-vos para o deles, quando vos virem a olhar para as ofertas, mas, não se preocupem, levem o tempo que quiserem para ver as outras e decidir, sem se enfiarem no primeiro. Há muito por onde escolher.

Nos vários meses que já passámos pela cidade das luzes, há alguns restaurantes que mereceram destaque e, até, um regresso simpático. Para uma refeição com pratos franceses, com toque de caseirinho e um espaço muito convidativo, temos o Petite Hostelerie, na Rue de la Harpe, onde encontrámos a melhor sopa de cebola gratinada que já provámos, como entrada. Duas das especialidades como prato principal da casa são o Boeuf Bourguinon, uma carne estufada servida com batata cozida ou puré, ou a Andouillete, uma salsicha fresca feita de tripas de porco ou vaca, de sabor bem forte, só mesmo para quem gosta. Para fechar a refeição, a Tarte de Maçã, quentinha e ladeada de crème fraîche, é uma óptima escolha. Os três, no menu de 10 euros.

Quem quiser pratos mais simples, com massas ou um bife com molho de pimenta, encontra várias opções, na Rue de la Huchette. Um dos nossos favoritos deste género é o La Braserade, com um empregado muito simpático e boa comida, com menus a 12 euros. Como entrada, o melhor que já lá comi foi o crepe de queijo e, diz quem o provou, o gelado de baunilha é delicioso como sobremesa. A mousse de chocolate também não é má, admito. Como prato principal, eu já provei uma massa com cogumelos boa e o Steak au Poivre (bife com pimenta) é muito bom, acompanhado com as melhores batatas fritas que comemos nessa região.  


Se, por outro lado, quiserem provar algo diferente, podem experimentar alguma especialidade grega. Recentemente, descobrimos o Le Fil d’Ariane, com especialidades da Ilha de Creta e um espaço bastante agradável, à média luz. Confesso que não é tão bom quanto o que comi na Grécia, mas posso também estar a ser atraiçoada pela memória inebriada da lua de mel. De qualquer forma, é muito bom para provarem algumas delícias helénicas, entre as quais, para entrada, um Tzatziki (pasta de iogurte com pepino e ervas), o Souvlaki (espetadinhas de carne) e, para finalizar, um Galaktobureko, um dos muitos sabores maravilhosos que trouxe e que, julgava eu, não iria encontrar noutros lados. Bem doce, é uma sobremesa com massa brique, estaladiça, com um creme de leite dentro e embebida em calda de açúcar. Uma pessoa saliva só de falar nela.

Estes são apenas três exemplos de restaurantes a bons preços e boa comida (a relação ideal), que encontramos pelo Quartier Latin. Entre 10 a 16 euros por pessoa, podem ficar pelas formules e pedir apenas uma Carafe d’eau (gratuita), ou vinho no jarro (uns 10 euros), para acompanhar. Guardem um espaço na vossa agenda para passearem por lá, quem sabe entre a visita à catedral do Quasimodo e a entrada no Louvre, ou depois da visita ao Panthéon e antes do passeio no Sena de barco, que se apanha ali ao lado. Não se esqueçam de que vale sempre a pena, também, conhecer os sabores de uma cidade.



Ver mapa maior

sábado, 1 de março de 2014

Dicas #9 | Compras online e onde encontrar promoções

As compras online são assustadoras para muita gente. Há quem não arrisque o uso do cartão de crédito (para tal há outros sistemas como o MBnet) e quem não se sinta à vontade para escolher algo sem tocar, sentir, cheirar, experimentar, e tudo o que uma loja física garante. Eu confesso que, mesmo gostando de comprar neste mundo vasto que é a internet, não o faço sem um estudo prévio e, acima de tudo, sem garantir que conheço minimamente o que estou a comprar. Na roupa é mais fácil, umas medições e sabemos qual o tamanho correspondente, mas, na maquilhagem do rosto e cuidados de pele, não arrisquei por produtos específicos sem antes conhecê-la bem, tratá-la por tu e sentir o que ela precisa.

Desconfianças à parte, a verdade é que podemos encontrar negócios maravilhosos e, como caça promoções que sou, quis deixar, para este Dicas, os sites aos quais eu recorro para ir vendo, normalmente uma vez por semana, quais os cupões, vales de desconto e outros saldos e acções. Confesso que há muito tempo que não compro maquilhagem ou qualquer outro produto sem ter, no mínimo, 20 % de redução sobre o preço marcado. Mas isto requer paciência, racionalização e atenção, para que consigamos ter o que queremos mais baratos do que se comprarmos logo.

Por isso, e sem mais demoras, aqui vão três sites que vos poderão dar jeito quando andarem à procura dos melhores preços. Eu não compro nada sem encontrar num deles um vale de desconto. 

RetailMeNot – É, provavelmente, o site mais completo com promoções e vales de desconto que conheço. Tem de tudo e, normalmente, está atualizado e com cupões válidos. Basta procurarem pelo nome do site e diz-vos os vales que estão válidos. É só testarem.

Ma-Reduc.com – É o site que uso principalmente para vales e promoções de lojas francesas. Parecido com o primeiro, mas mais localizado.

Temptalia – De vez em quando, a Christine, do site Temptalia, actualiza as promoções (os deals) e vales de destaque em várias lojas, principalmente americanas. Embora algumas tenham envio internacional, é especialmente interessante se tiverem alguém nos Estados Unidos para onde possam enviar as coisas, e que as guarde até à vossa visita, ou que vos envie, se preferirem. 

Estes são os meus ajudantes na poupança em produtos de beleza e/ou outros, pela internet. Se conhecerem mais algum, igualmente bom, por favor partilhem connosco essa informação preciosa que, de promoções, arrisco a dizer que tod@s gostamos! 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dicas que dão jeito # 8

Ao fazer a mala para dois dias passados em Amesterdão, lembrei-me que poderia ser interessante mostrar-vos, como Dicas, a pequena bolsinha que levei com maquilhagem. Não tanto como produtos a levar em viagem, mas sim como os básicos que eu acho que servirão para a maioria das mulheres, pelo menos pensando no universo feminino que me rodeia. Para quem me pergunta frequentemente quais os essenciais, aqui vai uma opção.

Antes de mais, sinto-me na obrigação de sublinhar que a maquilhagem, como qualquer outro produto que acabam por reflectir quem somos e o que gostamos, em nós, é extremamente subjectiva. São escolhas que fazemos não apenas tendo em conta escolhas estéticas, mas também de conforto. Por exemplo, a minha mãe e uma grande amiga minha não saem de casa sem lápis preto, no mínimo, por mais que outros produtos, de outras cores, lhes salientassem o tamanho e cor dos olhos. É uma questão de auto-estima e segurança.


Este conjunto, por isso, pode ser perfeitamente de básicos, essenciais, dos mais fáceis de aplicar, para quem quer ter maquilhagem para o dia e para a noite. De salientar que servirá melhor a quem gosta de olhos e lábios simples, sem esfumados, sem pincéis. Posto isto e sem mais demoras, eis o que eu levei e pode servir de guia para comprar o “kit de primeiros passos na maquilhagem”, para estar sempre bem, sem esforço.

Face:
Muitas pessoas não gostam de base porque acham que vai “entupir” a pele ou parecer reboco, ou qualquer outra opinião formada de experiências que correram mal. Na realidade, como já escrevi por aqui, a base deve ser, provavelmente, o produto mais pessoal, que devemos experimentar, várias vezes, de vários tons e feitios, antes de optar por uma apenas. É algo que não devemos delegar a outra pessoa, nem comprar um tamanho grande antes de experimentar algumas amostras. Vale o que vale, mas é a minha dica.
Contudo, para algo simples e rápido, feito para ser inclusivamente aplicado com os dedos (apesar de já haver pinceis para o efeito, que eu não uso, confesso), temos sempre um BB cream. Este é o da Missha, coreano, que estou a testar agora, mas há vários no mercado, adequado a vários tipos de pele. Outro do qual gostei imenso foi o da Shiseido, e, no ano passado, usava um da Garnier, que, com a apliação de outros produtos, mais adequados para a minha pele, acabei por pôr de lado (sem desprezar a relação feliz que tivemos, juntos).

Ainda para a cara, podemos ter sempre um blush em creme que pode ser aplicado com os dedos. No início, pode parecer tarefa de gigante, mas, acreditem, com o tempo vai-se dominando a técnica e consegue-se, rapidamente, com os dedos, dar um tonzinho bonito às maçãs do rosto. Este, que estou a testar, é o Fawn dos novos blushes HD da Make up forever. Cada vez aprecio mais um blush de tom mais terra, neutro, que pode ser usado com qualquer maquilhagem. se tivesse se escolher um apenas para usar toda a vida, teria de optar por um nestes tons (qual, não sei. :) ) Brevemente falarei sobre este, especificamente, num post só para ele.

O iluminador pode parecer escolha estranha para um conjunto de básicos, mas não é. Pelo menos para mim. Desde a minha primeira caneta Touche Eclat da YSL que tem ganho o meu reconhecimento crescente como utensílio até nos dias em que não queremos pôr mais nada. Este é um da Becca, que estou a experimentar, que é mais brilhante que o famoso da YSL. Serve na perfeição para “acordar” o meu olhar, seja com uma pitadinha de produto no canto interno do olho, ou no osso superior da maçã do rosto. Algumas canetas iluminadoras sem purpurinas (dão luz à pele, mas não brilham), especialmente, têm ainda a vantagem de poder servir de corrector, já com um pincel, sendo um dois em um interessante.

Como eu tenho tendência para acne, acrescento ainda um corretor da Clinique, que trata as borbulhas/espinhas enquanto as trata. Caso surja uma, pelo caminho, leva com este produto e tem funcionado muito bem.

Olhos:
 Para os olhos, levei mais dois produtos que estão em testes e que encontram, na categoria, em todas as marcas e preços. Claro que uns melhores do que outros, mas isso cabe a cada uma averiguar a relação preço/qualidade que está disposta a seguir. Um rímel preto e um lápis preto (podem ver as minhas considerações sobre o meu ajuntamento no post que escrevi há pouco tempo), simples, ambos muito fáceis de aplicar e sem necessitar de grande savoir-faire. Durante o dia, apliquei o lápis preto na linha de água e o rímel nas pestanas só para abrir o olhar. Levei o conjunto da CK one para experimentar, aproveitando o facto de que o lápis tem uma ponta iluminadora, para o canto interno do olho.

À noite, para criar algo mais intenso, retoquei o lápis preto em baixo, desenhei uma linha, fina, junto à raíz das pestanas superiores, sem necessitar de ser muito precisa, e, com a sombra cinza taupe da Sisley, no tom Quartz 10, usando mesmo a esponja que vem na caixinha, puxei o tom do lápis para cima, carregando mais no canto externo do olho e deixado o interno apenas com uma linha preta discreta. Com a mesma esponja, fiz o mesmo em baixo e “rasguei” o olhar, arrastando o tom no canto externo ara fora. Muito simples e sem necessitar de grande técnica.

Lábios:
Com uns olhos e uma tez discretos achei que faria sentido dar uma corzinha aos lábios, especialmente à noite. Eu tenho este kit da Dior, o Holiday Couture collection, que tem um bálsamo, que usei durante o dia, um Dior Addict Extreme no tom 756 e um gloss, para a noite, mas há, mais uma vez, batons e produtos para os lábios de vários tons e preços. Eu apostaria sempre num mais nude, ou num simples bálsamo, para quem quiser, para o dia e num vermelho bonito (cuidado, há muitos com ar pouco elegante por aí), ou outra cor divertida, para a noite. Depende mesmo daquilo que mais gostarem, tendo em conta que são dicas para quem não tem quase nada de maquilhagem e só quer ter o básico.

Unhas:
O kit de lábios tem a vantagem de ter o verniz/esmalte 999, da Dior, em miniatura, perfeito para retoques. Admito que, até conhecer o duo 999, e depois de muito observar os vermelhos que por aí andam (e de muito conversar com a autora do Coisas e Cenas sobre o assunto), ainda não me tinha aventurado pelo tom. Há imensos do género, especialmente para as unhas, mas nenhum com a classe deste (mais uma vez, é uma opinião, subjectiva, que é válida para mim, mas pode não ser para vocês). Como a minha roupa era mais neutra, como é a minha roupa comum no inverno, optei por levar umas unhas vermelhas, que combinariam com os lábios.

Confesso que fiquei extremamente contente com a escolha e, se eu fosse pessoa para ter apenas uns básicos para usar de vez em quando, em reuniões e festas, seria esta a minha opção. Mas não sou, que eu cá prefiro, como já devem ter entendido, diversidade e experiências. Fica a dica, para quem gostar de olhos de lápis preto, com opção de algo discreto para dia e algo mais intenso, com um pop de cor elegante nos lábios, para ocasiões especiais. Com um vestidinho preto, acreditem, estarão elegantes e brilharão com uma maquilhagem simples, fácil de fazer em casa e que fica sempre bem (ou quase sempre, vá). Digna de passadeira vermelha, olhem vejam aqui: 







sábado, 15 de fevereiro de 2014

Dicas que dão jeito #7

A vida é feita de prioridades. Até aqui ninguém questiona. Não estou a falar das necessidades básicas que, dessas, ninguém deve escapar e nem se coloca a sua importância. Comer, beber, andar vestido e um tecto. Para ficar bem claro e evitar confusões porque não, não acho que um batom ou uma sombra seja mais importante do que tudo isto. Mas, havendo como desejar uns produtinhos de beleza que nos façam sentir bem, bonitas e alegres (porque, por mais que haja muita gente que não o entenda, há tantas, como nós, que o compreendemos bem), podemos optar por investir mais numas categorias e menos noutras.

Esta semana, vi este vídeo do Wayne Goss sobre “onde poupar e onde gastar em maquilhagem” e achei que seria interessante partilhá-lo convosco. A tónica nos produtos para a cara é algo com o qual concordo, humildemente, no meu amadorismo. É importante termos uma tez  bonita que, em primeiro lugar, como já partilhei convosco noutro post de dicas, deve vir de uma pele bem cuidada e não da quantidade massiva que pomos de base (porque não há base no mundo tão bonita quanto uma pele cuidada, natural, digam lá o que disserem). Depois, uma boa base, mesmo que seja mais cara, é fundamental para um aspecto o mais natural possível. “Abaixo o reboco!”, como carinhosamente chama o espécimen masculino que mora aqui em casa a todas as bases pesadas e que se notam.

Confesso que gosto igualmente de produtos melhores para os lábios (que não passam por ser exactamente os mais caros), com uma fórmula que me agrade e não apenas com uma cor bonita. Os meus lábios são sensíveis e tenho uma aversão a cheiros que me incomodem. Mas, quando quero um tom que não usarei frequentemente e do qual já sei que me cansarei com facilidade, opto por um mais acessível, normalmente da KIKO, cuja relação qualidade/preço me interessa.

Não sendo exemplo para ninguém, porque, vá, nem toda a gente se interessa ao ponto de ter um blog dedicado (não só, mas principalmente), ao mundo do “all things beauty” (sim, sim, em inglês, pode parecer presunção mas, admito, é uma expressão como “bits&bobs”, sem a carga equivalente em português), aprecio francamente a qualidade ainda de vernizes que são, normalmente, mais caros. Voltar de um Dior (ainda esta semana falava disto a uma amiga enquanto partilhava o meu amor pelo 999) a um  corriqueiro, sem especificar marca, é francamente difícil. Não só porque há tons que são absolutamente fantásticos, nos mais caros, mas alguns têm, também, fórmulas bestiais. Pensando nos mais recentes, ainda dentro dos acessíveis, um 1 Seconde da Bourjois (uns 10 euros) é bem mais apreciado aqui em casa do que quatro vernizes de 2,5 €, que não me aguentam uma semana.

Enfim, um dia partilharei convosco as minhas prioridades enquanto aficionada nesta área, que não são as de quem prefere ter só alguns essenciais em casa. Para quem quiser, seguem as dicas do Wayne Goss, maquilhador profissional inglês, que é bastante claro e genial em muitas das coisas que diz. Claro que cabe a cada um ouvi-lo (a ele e a toda a gente) criticamente, adaptando as dicas àquilo que mais gosta. Espero que vos dê jeito. :)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Dicas que dão jeito # 6

Viajar é bom e recomenda-se. Para qualquer lado, dentro do país, fora, sozinhos ou acompanhados, por um fim de semana ou meses de aventura. Qualquer destino vale. Por isso, decidi que seria interessante partilhar convosco, aqui nas “Dicas que dão jeito”, algumas informações úteis que fui vivendo, recolhendo, nos meus passeios por aí.


Começo com uma das perguntas que mais me fazem, agora que estou em Paris, sobre como escolher a viagem e chegar ao centro da cidade, partindo de um ou outro aeroporto. Vou tentar dar a informação mais detalhada possível, mas, como cada um tem a sua experiência, quem quiser, coloque nos comentários as dicas e sugestões que achem pertinentes e das quais me esqueci. Obrigada. :)

Visitar Paris, especialmente para quem mora na Europa, não é difícil. Há vários voos, diariamente, que fazem a ligação às horas que mais nos convêm.  Os preços diferem e as condições de vôo também, consoante a companhia, mas, de qualquer forma, é relativamente fácil encontrar uma viagem que nos agrade, por menos de 100 euros, se procurada com alguma antecedência.

Eu recorro muito ao site www.skyscanner.com para encontrar viagens a preços interessantes. Eles recolhem preços de várias agências online de viagens, de várias companhias, e listam as opções segundo a ordem que queremos, normalmente do mais barato ao mais caro. Poder fazer uma pesquisa por mês e ver quais as datas mais baratas é algo que acho, também, realmente muito útil.

Para vir para Paris, há algumas considerações que coloco sempre a quem me pede ajuda para organizar a viagem:

1) Escolher datas que coincidam com o primeiro domingo do mês – No primeiro domingo de cada mês é tradição ser, aqui em Paris, o dia dos Museus gratuitos. Não sei se é o nome comum, mas é o que lhe damos aqui em casa. Há alguns que são de entrada livre, nesse dia, durante todo o ano (como é o caso do d’Orsay ou o Cluny, da Idade Média) e outros só de Novembro a 31 de Março, como o Louvre, Pompidou, a Sainte Chapelle ou a Conciergerie. Também conseguem subir o Arco do Triunfo ou até às torres de Notre Dame, sem pagar, nesses meses. Podem ver neste link do site Paris Info a lista dos gratuitos, por datas. Se forem pessoas que gostam de visitar museus e monumentos, e pensando que conseguem ver três (cansativo, mas possível) num domingo gratuito, podem poupar, pelo menos, 30 euros (média). Já é um valor a considerar na hora de comparar preços de viagens.

2) Mala de porão – Aqui falo directamente para todas as pessoas que cuidam da pele e querem aproveitar para comprar produtos de marcas farmacêuticas. Para os outros não interessará tanto. Como já partilhei convosco aqui pela salinha, há algumas farmácias que têm uma quantidade enorme de produtos a preços muito simpáticos. A Citypharma é conhecida. É de aproveitar para fazer stock dos produtos que usam, ou querem experimentar. Por isso, torna-se essencial que tragam uma mala de porão, factor que deverá também ser considerado na vossa escolha da companhia aérea (nem todas têm uma mala incluída no preço). Às vezes uma diferença de 10 euros na viagem é suficiente para vos permitir trazer uma mala na qual podem levar, no regresso, produtos líquidos e (quase) tudo o que quiserem. Acreditem que pouparão muito mais do que isso na diferença dos preços com os de Portugal (e ainda mais se compararmos com os brasileiros).

3) Saldos – Em Paris há duas épocas oficiais de saldos, uma no Inverno (início de Janeiro/Fevereiro) e outra (fim de Junho/Julho). Apesar de, normalmente, as coisas aqui não serem assim tão baratas (sendo mais caras do que em Portugal), as lojas baixam os preços duas e três vezes até ao final. Na 3eme démarque (última semana de saldos, normalmente), ainda se encontram algumas peças ou produtos interessantes, a menos 50 ou 60% do preço inicial, embora, convenhamos, muito escolhidos.  

4) Charles de Gaulle (CDG), Orly (ORY) ou Beauvais (BVA)? – Paris tem dois aeroportos à volta da cidade, o CDG e o ORY, e um mais longe, o BVA, para onde viaja a Ryanair. O de Vatry é mais usado para quem quer ir até à Disney, e não tem tantos voos frequentes. Portanto, os principais são esses três. Tanto o de Orly quanto o CDG estão ligados à rede de transportes públicos que vos farão chegar, facilmente, ao centro da cidade, por RER (um comboio suburbano, ligado à rede de metro) ou autocarro. Em ambos os casos, contem com um bilhete de cerca de 7 euros até a uma estação maior, onde apanharão o metro para vos levar onde quiserem. Antes de irem, consultem o site da RATP e vejam qual o melhor trajecto. Basta conhecerem o nome da rua onde vão ficar e saberão como lá chegar, desde o aeroporto.

4.a) Do CGD para Paris – Fácil, mais fácil não há. A linha de RER vai até ao aeroporto pelo que é só apanharem o comboio que vos levará, em 45 minutos, mais coisa menos coisa, para o centro da cidade. Basta seguirem as indicações RER, no vosso terminal. Como é fim de linha, não há nada que saber. Com o mesmo bilhete podem apanhar o metro e chegar ao vosso destino. Há outras opções, como mini bus, que também vos levam até à cidade, mas são sempre mais caras. (E nós aqui conhecemos as opções mais amiguinhas dos bolsos, sempre.)

4.b) De Orly para Paris – A rede ferroviária de Paris não vai até Orly. Mas, não se preocupem, que é tão fácil chegar à cidade quanto por Charles de Gaulle, embora possam ter de esperar um bocadinho mais. De Orly também saem vários mini-bus e autocarros para a cidade, mas a opção mais barata é, sem dúvida, o autocarro. No Terminal Oeste (Ouest), seguem até à porta C5 e vêem a paragem do Orlybus logo em frente. No Sul não sei qual a porta mas podem perguntar pelo Orlybus, mesmo em inglês, que alguém vos dirá. Na paragem, têm um guichet automático, que aceita dinheiro ou cartões, onde devem comprar o bilhete, mais uma vez, por volta de 7 euros. Chegada a uma estação que tenha ligação ao metro ou RER que devem apanhar, têm de comprar um bilhete (há guichets automáticos também em inglês e espanhol), que custa 1,7€, à unidade. O melhor é comprarem logo um conjunto de 10 viagens (se pretenderem andar muito de metro) que vos ficará a 13 euros. Não se esqueçam de verificar bem, no site RATP, qual a estação na qual devem sair e que linha de metro apanhar depois.  

4.c) De Beauvais para Paris – Como em quase todos os aeroportos nos quais aterra a Ryanair, há shuttles, autocarros, que vos farão a ligação com a cidade maior, neste caso Paris. Custam cerca de 13 euros a viagem (26 ida e volta, a última vez que vi) e demora, de Beauvais até Porte Maillot (de onde podem apanhar o metro para onde quiserem) cerca de uma hora e meia. Esta informação é extremamente relevante na hora de escolher a hora de partida e chegada, já que devem ter as viagens de um lado para o outro em atenção.  

5) Horário da viagem – Algo extremamente importante no momento de escolherem o horário da vossa viagem e comparar preços é, sem dúvida, a hora de chegada. Tenham em mente que as ligações por transportes públicos terminam às 22/23 horas. Logo, se o vosso voo chegar às 23, só estarão despachados lá para a meia noite e têm de apanhar um táxi, que vos ficará entre 50 e 60 euros. Portanto, se possível, é preferível apanhar um voo que chegue, no máximo, até às 20, para terem tempo de recolher a bagagem e deslocarem-se para comboio ou autocarro sem grandes pressas. Mesmo que o voo seja mais caro, tenham em conta o valor do táxi, quando estiverem a considerar todas as hipóteses.

Estas são algumas das dicas que temos em consideração quando, ainda em casa, escolhemos a viagem, para nós, ou para quem nos vem visitar. Algumas foram acrescentadas pela experiência com amigos que vieram até cá e que achei que poderiam ser muito úteis. Se tiverem mais alguma sugestão sobre a escolha da viagem e a chegada a Paris (outros temas como passeios e restaurantes serão abordados posteriormente), deixem por favor, nos comentários. Os futuros aventureiros que venham até cá agradecem. :)

Ficaram com vontade de entrar já num site de compra de bilhetes e comprar o vosso, para virem? 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Dicas que dão jeito #5

Desde que comecei o blog, tenho estado mais atenta não só a tudo o que diz respeito a maquilhagem, mas também, e devo dizer principalmente, à necessidade de cuidar da pele correctamente. Ainda esta semana disse a uma amiga minha e acredito piamente que, se não tivermos uma tela limpa, cuidada, na qual possamos trabalhar a maquilhagem em todo o seu esplendor, não vale a pena gastarmos rios de dinheiro em produtos bons que não se adaptarão como deviam. Há que reconhecer as falhas, ver o que precisamos e corrigir desequilíbrios da nossa pele. Para mim, bases, correctores, ou, num limite extremo, os botox, peelings e afins, são meras ajudas imediatas, que servirão para corrigir um problema naquele momento, mas não o previne, de raiz. E nunca ficarão tão bem como uma pele bem tratada.

Posto isto, e relembrando que sou apenas uma amadora (não sou profissional de saúde, nem de estética ou semelhantes), que gosta de se informar e de tratar da sua pele, decidi que esta era uma boa altura para partilhar uma dica de quem sempre teve pele mista a oleosa e que, com a obsessão do mate, acabou por criar problemas a uma pele boa e nada esquisita. Sei que há várias pessoas, especialmente em países mais húmidos, que fazem exactamente o mesmo que eu fazia e, em vez de repetir o meu caso um a um, mais vale torná-lo logo um post e pronto.

Há uns cinco anos eu, como tantas outras pessoas, cuidava apenas na medida do necessário da pele, com a gama Normaderm, da Vichy, para peles mistas a oleosas com tendência a acne (mesmo só tendo acne no queixo, de vez em quando), coisa que havia feito desde que me lembre de começar a cuidar da pele. Muitas vezes, até “esquecia” da parte do hidratante porque, pensava eu, “não deve ser necessário”. Nada de confusões, nada de complicações, e nada de rotinas.

Morando há um ano num país quente, mais próximo do Equador, vi-me sem creme e, não estando prevista nenhuma viagem a Portugal nos tempos seguintes, fui forçada a comprar algo que não conhecia, acreditando na “expertise” da pessoa que me atendeu (sim, sim, agora não o faria, não). Pedi-lhe o que considerava mais indicado para a minha pele, mesmo que não fosse dos produtos mais baratos. Ela olhou para mim e deu-me a coisinha mais fluida (mas supostamente das melhores marcas) para quem sofre de oleosidade. Extrema, pelos vistos, que o que ele fez à minha pele foi do pior.

Passados meses a lavar a cara com um gel de limpeza profunda, esquecendo muitas vezes o tónico e usando um hidratante fluido (que acho que nem deveria ser chamado de hidratante) o resultado foi uma pele massacrada. Poros abertos, sensibilidade, irritação, secura, escamações… E aquela sensação constante de que a pele estava cada vez mais oleosa, por mais que a limpasse.

A única solução passava, na altura, por confiar nos anos de experiência da minha mãe, que me alertava frequentemente para a importância de usar cremes de qualidade, e ler tudo o que pudesse sobre o assunto, na internet, para ver se, não podendo fechar os poros abertos, nem corrigir as consequências da falta de cuidado (pois é, achamos que não, mas há coisas que não voltam atrás, por mais botox que injectemos na pele), evitava a continuação do massacre. Em SOS, ela conseguiu enviar, por um amigo meu que, por acaso, veio a Portugal, um Super Aqua Day da Guerlain (caro, mas salvador da pátria) para tratar a minha pele com o carinho que ela precisava, sem me esquecer dos passos necessários: limpar, tonificar, hidratar. Sempre, independentemente do tipo de clima.

Desde então que tenho reconhecido os desequilíbrios da minha pele e, com muita pesquisa e consulta de amigas, profissionais e amantes do mundo da Beleza, lhe tenho dado óleos, bálsamos, , máscaras  de limpeza, hidratantes, e tudo o que seja necessário para me sentir confortável. Sem que a pele (que é mista a oleosa, sublinho uma vez mais) fique a brilhar o dia todo e sem que as glândulas sebáceas disparem a produção de sebum à louca. 

Tudo isto para chegar ao ponto principal e à minha humilde dica de hoje. Uma pele desidratada não é sinónimo de uma pele seca. E uma pele oleosa não significa que está hidratada. A minha, quando tem picos de desidratação, produz sebum em excesso e, aos olhos dos demais, parece extremamente brilhante, incapaz de reter qualquer maquilhagem. Mas lavá-la e usar produtos matificantes à toa não é a solução, no meu caso. Muito menos limpá-la profundamente, sem mais nada. Isso é convidar os meus poros a abrirem-se para o mundo, sem lhe dar o tónico e o hidratante que precisam para se recompor. Já ouvi imensa gente a afirmar que usa excelentes produtos de limpeza, exfoliantes de acção profunda e que não percebe porque continua a produzir tanto óleo e porque os poros estão cada vez mais abertos. Quando lhes pergunto: Mas o que usas depois da limpeza?, a resposta é, invariavelmente, “Nada! Credo, o clima é tão húmido que nem preciso”. Falácia comum. Infelizmente.

É, sim, preciso um cuidado com a pele mais consciente do que isto. As melhores marcas têm gamas de produtos hidratantes à base de água para quem tem a pele mais oleosa, pelo que há oferta no mercado para cada tipo de pele. Informem-se. A leitura e pesquisa na net pode ajudar-nos a clarificar muito sobre como tratarmos dela e não a massacrarmos. Antes de ter lido os alertas da Caroline Hirons sobre o Effaclar Duo, já sabia que não era produto para aplicar em toda a cara, só porque se acha que ela tem tendência a acne, mesmo quando não está em fases problemáticas. Há óleos hidratantes para peles mistas a oleosas (isso, óleos! Acreditem, funciona. Uso todas as noites um óleo da Clarins e adoro-o); Há máscaras variadas, enzimáticas, mecânicas, com ácidos, de argila, etc; existem blogues que falam com conhecimento de causa, cientificamente, sobre ácidos, produtos, técnicas, etc. (Se não os conhecem, sigam já o Make Down e a Bola de Sabão e consultem os posts anteriores, com certeza aprenderão muito.); Há pessoas, amadoras, como eu, como nós, que partilham as opiniões e experiências (mas saibam analisar criticamente o que lêem, o que significa não correr atrás de um produto-maravilha para uma pele seca que não serve para uma pele oleosa); há todo um mundo que está disponível a esclarecer dúvidas e a aconselhar, na medida do possível. 

Mesmo que estejam em climas húmidos, a pele precisa de ser cuidada e, vão por mim, há sensações de desconforto que surgem de faltas que podem ser facilmente nutridas, com uma rotina de cuidado de pele diário adaptada a nós (que não será, nunca, apenas lavar a cara e retirar-lhe todo o óleo sem a hidratar). Invistam em produtos de tratamento e cuidado da pele, mais do que tudo o resto. A maquilhagem vem depois, é secundária, sob pena de parecer reboco numa pele que queremos camuflar a todo o custo. E, também ela, deve adaptar-se ao que somos e não ao que bloggers ou youtubers que gostamos são. Nas alturas de desidratação grave da minha pele (em que produz mais óleo) posso usar uma base líquida (por mais que alguém famoso a adore)? Claro que não! Um pó é suficiente e mais do que recomendável. Há primers matificantes; há protectores solares aquosos, leves; há blotting papers; há sombras, blushes, e tudo mais de todas as formas e feitios; há tantos produtos para tantos tipos de pele que, tendo uma tela cuidada, o resto é só bónus para o embelezamento de uma tez já bonita.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Dicas que dão jeito # 4

Uma das questões que mais vezes me colocam é, sem dúvida, sobre como escolher uma boa base. Não sou profissional da área da cosmética, como já se devem ter apercebido, mas há alguns sites, algumas pessoas às quais reconheço credibilidade, às quais recorro sempre que tenho uma dúvida. A verdade é que, infelizmente, muitas vezes, chegamos a casa com recomendações de empregadas de perfumarias menos interessadas  que não se adequa minimamente à nossa pele. Conhecer o que e como procurar ajuda a evitar muitas chatices. 

Mais uma vez, a minha Lisinha querida é a pessoa ideal para nos elucidar sobre bases. Com a tal voz que me acalma sempre, aprendo imenso. Espero que vos dê jeito também. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Dicas que dão jeito #3

Depois da dica dos olhos, o vídeo de Wayne Goss para ajudar a reconhecer o tipo de rosto foi, para mim, um dos mais úteis como base para tudo o que diz respeito à modelação facial, uso de bronzer e iluminador. Nos pontos chave, a maquilhagem pode dar, efectivamente, a ilusão de alterar o formato do nosso rosto, camuflando o que queremos esconder e pondo em destaque o que temos de melhor.

Deixo-vos, por isso, três vídeos interessantes, o primeiro do maquilhador britânico e os seguintes da fantástica Lisa Eldridge, sobre modelar e iluminar a face. Para mim, são de visualização obrigatória por todos os que querem aprender um pouco mais sobre maquilhagem, sem erros e natural.  





Os vídeos da Lisa Eldridge têm, em vocês, o efeito relaxante que têm em mim? A voz dela acalma-me imenso.  :)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Dicas que dão jeito # 2

Está quase a fazer um ano que fui até à Maison Guerlain da Rue de Sèvres para que me dessem algumas dicas sobre como me maquilhar no dia do casamento. Quase duas horas depois, saí de lá com a cabeça cheia de informações e dicas da conselheira simpática e experiente que me atendeu. Desde então que tenho seguido, sempre que possível e que ache pertinente, as sugestões. Hoje, posso garantir, estou muito mais experiente e muito mais consciente das melhorias na minha pele e com uma noção mais aprofundada daquilo que posso fazer com a maquilhagem (embora o caminho ainda seja longo para ter ainda confiança plena naquilo que faço). 

Uma vez que decidi partilhar aos sábados algumas coisas que fui vendo, lendo, conhecendo e que me têm dado muito jeito, deixo-vos o link para os posts que saíram dessa visita, quando a Salinha ainda era pequenina. Há alguns produtos que já mudaram, desde então, mas sobre eles vou falando por aqui. A quem já leu, peço desculpa pela repetição, mas pode ser que algumas já estejam esquecidas. Eu própria volto a estes três textos quando tenho alguma dúvida. 

foto:beaute-addict.com
DICAS GUERLAIN:


Cuidados com a pele






E vocês? Seguem estas dicas?
E, já agora, gostam desta nova categoria da Salinha, dá-vos jeito? :) 


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