UA-40840920-1
Mostrar mensagens com a etiqueta Maternidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maternidade. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

GAP | O site de roupa do bebé A.

Para o bebé A., a regra de ter pouco e de qualidade é ainda mais seguida do que para qualquer um dos pais. Como a roupa deixa de servir, preferimos ter meia dúzia de peças essenciais, de qualidade, compradas sempre no tamanho acima, que se lavam e lavam e lavam e que aguentam durante algum tempo, garantindo sempre o mesmo conforto. Não vou negar, já lhe comprámos roupa de lojas mais baratas, das que todos tão bem conhecem, mas apercebemo-nos de que era um gasto estúpido de dinheiro. Em primeiro lugar, porque a roupa não se mantinha com qualidade e conforto durante muito tempo (na sua maioria, não vou dizer que não haja excepções); em segundo lugar, porque o mais barato tendia sempre a ser o de pior qualidade em termos de materiais (alergias a poliéster, não obrigada!); em terceiro, porque tínhamos de comprar mais quantidade de roupa quase descartável, que deformava toda (nos bodies a diferença de algo bom para algo medíocre é abismal e, convenhamos, é o que está em contacto com a pele do bebé), o que se tornava mais caro. 

Assim sendo, quando o bebé A nasceu, o pai F foi a trabalho aos Estados Unidos e eu acabei por comprar, online, uma série de essenciais, roupa interior, exterior, casacos, tudo o que fosse preciso, de duas marcas muitíssimo conhecidas: a GAP e a Ralph Lauren. Quando cito estes nomes, os olhos reviram-se e todo o tipo de comentário sobre a "grandeza" dos nossos bolsos surge até das bocas mais tímidas. Se há coisa que tenho andado a aprender é que a maternidade é um passe para opiniões, palpites, comentários ou bitaites de todos os lados, sobre tudo. Mas fechando aqui o desabafo, passo a explicar que os nossos bolsos são curtos e que o que sabemos fazer, e muito bem, é aproveitar descontos, promoções, saldos, acumulando uns com os outros e tendo peças boas ao mesmo preço ou pouco mais do que as lojas às quais todos recorrem. 

Regressando à compra, descobri que os sites das duas marcas tinham promoções únicas, especialmente o da GAP, com descontos de 30 % e 40% sobre o preço de saldo! Os americanos não brincam com os seus descontos, cupões e oportunidades fantásticas, não, não brincam! Posso dizer que os pijamas da Ralph Lauren, cinco, comprados num tamanho maior, por 13 euros cada duraram-lhe a primavera e o verão, inteiros, sendo os únicos que usámos e lavámos constantemente. Neste momento estão arrumados, impecáveis, como novos, para um próximo irmão ou irmã do bebé A. 

Depois disso, já fiz encomendas na Gap americana, quando o euro estava melhor de saúde, que uma amiga minha gentilmente me enviava. Até agora, era assim que lhe comprava roupa, sempre para vários tamanhos de uma vez, aproveitando promoções imperdíveis, de roupa boa e muito barata, independentemente do estilo. Nunca me preocupo que o A esteja ou não vestido nas últimas tendências da moda. Para mim é simples; é uma boa peça, da qual eu gosto, de muito boa qualidade, e a um preço imbatível?! A Gap é perfeita nisso. Temos casacos, calças, t-shirts, bonés, calções, meias, sweats e camisolas de uma qualidade superior, muitas vezes em dois tamanhos, que se vestem e se lavam, repetidamente, com sinais mínimos de uso. Estou agora a arrumar e a guardar as peças de 3-6 meses e a dar vez às de 6-12 e fico maravilhada com o estado das coisas.

Entretanto, com o euro próximo do dólar, decidi dar uma oportunidade à GAP europeia e, para meu espanto, também é adepta dos descontos por cima dos saldos da irmã americana. Numa promoção de 35% de desconto sobre peças já rebaixadas até 70%, comprei especialmente peças mais difíceis de encontrar que sejam de boa qualidade e baratas; casacos, calças, calções, sapatos e acessórios. Alguns necessários para agora, outros para a primavera que vem (afinal, os saldos eram, principalmente, sobre a colecção de primavera/verão). 

Com este testemunho, que saiu bem maior do que estava à espera -- e prometo que paro por aqui e mostro fotos e pronto -- fica uma sugestão e dica para quem prefere comprar menos roupa, mas com mais qualidade e não se importa nem de estar atenta a promoções, nem de fazer uma gestão do armário a médio prazo. Nós recorreremos à GAP muito mais vezes para apetrecharmos o roupeiro do bebé A. Até agora não temos qualquer queixa, ele parece-nos sempre confortável quando veste a marca e só recebe elogios (e eu fico, à cliché e tudo, muito vaidosa!).


   


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Chicco | O berço Next 2 Me para os primeiros meses

Antes de mais, tenho de me declarar a sonequinha do ano. Sim, quando a noite cai e o cansaço se instala, se eu não for dormir umas horinhas, é certo e sabido que me tornarei um bicho agressivo no dia seguinte. Nem preciso de dormir muito, nem consigo ficar na cama muito tempo, mas quando o sono aperta preciso de dormir pelo menos três, quatro horas seguidas para ficar bem.

Posto isto, não será difícil de perceberem o completo amor pelo objecto (objecto? mobiliário? artigo de puericultura? hmmm enfim... a coisa!) que me deu imenso jeito durante os primeiros seis meses depois do parto: o berço Next2Me da Chicco! Na verdade, trata-se de um berço rectangular, normal, com uma abertura de um dos lados (que se pode fechar para o tornar um berço "normal" durante as sestas da tarde, por exemplo, em qualquer outra divisão), que se pode acoplar à nossa cama. Não é único da marca e há esta primeira caminha em vários formatos, feitios e materiais. Esta resultou muitíssimo bem para nós.  


O Next2Me é uma caminha numa estrutura de metal, resistente, estável e ao mesmo tempo não muito pesada, na qual encaixa a parte do "berço" em si, de tecido, com um colchão muito macio (mas duro o suficiente para não haver qualquer perigo de sufoco). Muito prático para lavar e à prova de bebés mexilhões, como o nosso, que desde que se consegue mexer que dança o vira enquanto dorme. Uma vez que as "paredes" da caminha eram de tecido, estávamos sempre descansados, já que não se iria magoar. O nosso é em Dove Gray, um cinza neutro, que achámos mais bonito e versátil. 

Para quem não é adepto do co-sleeping e acha que os bebés deverão estar no seu quarto desde sempre, então o Next2Me é completamente desnecessário. Mas, se forem como eu, tiverem um bebé no Inverno, apenas um quarto aquecido, e muita dificuldade com sono para serem minimamente resistentes e atentas (ou até mesmo acordadas!), então não há melhor. O bebé chorava, pegávamos nele, eu amamentava-o com um olho aberto e outro fechado, mas sempre quentinha, ia para as pernas do pai um bocadinho para aconchegar o leitinho no estômago (calhou-nos um bolçador de serviço e ter de o deixar pelo menos 15 minutos na vertical depois de mamar à noite era tarefa hercúlea, para a qual eu estava verdadeiramente incapacitada) e era deitado calmamente, sem grandes balanços. Até tentámos, nos primeiros tempos, eliminar a etapa das pernas do pai, já que acordava algumas vezes nessa passagem, mas eu tive uns episódios de sonambulismo assustadores, de me levantar para ir pôr o bebé no berço (sendo que ele já estava a dormir lá há muito), por exemplo, que nos mostraram quão perigosa eu era com sono. O pai dormia sempre ao lado dele, passava-mo para mamar, mamava, relaxava, dormia seguro na sua caminha. Simples, rápido, sem termos de sair do quarto ou do quentinho. Bestial, não é?

Como os pés são dobráveis, ajustou-se sempre com facilidade a todas as camas e sofás-cama onde dormimos. Tem seis níveis de altura que são completamente adaptáveis a várias camas e que nós aproveitávamos, cá em casa, para criar a elevação na cabeça necessária e aconselhável aos bebés pequenos, especialmente os que bolçam muito. Por ser totalmente desmontável e portátil, também foi perfeito para fins de semana fora ou viagens para casa de familiares. Não é propriamente pequeno, mas se tiverem um carro médio (o nosso é minúsculo e, obviamente, tínhamos de arrumar as coisas à la tetris quando saíamos) cabe sem esforço no porta-bagagem e podem levar a cama do bebé para todo o lado facilmente. 

Uma vez que o berço tem medidas especiais, nem todos os lençóis de baixo cabem -- os de alcofa são pequenos e os do berço de grades são grandes -- mas na Pré-Natal encontram facilmente protectores de colchão e outros têxteis de cama que se adaptam perfeitamente, em 100 % algodão. Se querem um conselho, não invistam no edredão da Chicco supostamente indicado para o Next2Me. Em primeiro lugar porque é demasiado pesado, grosso e rígido para o bebé, não o aconchega o suficiente; em segundo lugar porque não se deve cobrir um recém nascido com o edredão (nós experimentámos quando ele era maior mas não foi muito confortável para o bebé A.), por causa do sobre aquecimento ligado à morte súbita, e, por último, porque é, na minha opinião, caro para o que é (mas, lá está, cada um sabe da sua carteira, como é óbvio). 

O nosso já está arrumado, quem sabe para um próximo irmão, irmã, familiar ou amigo que precise. Mas, durante todas as noites dos primeiros seis meses não o trocaria por nada neste mundo. Valeu-me muito mais que um cavalo na guerra.          

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Maternidade | O meu parto supersónico

(Depois de alguns pedidos, aqui vai um relato do meu parto ao pormenor. Gente grávida, não temeis. Esta minha experiência foi a excepção que confirma a regra, não quero com isto assustar ninguém. Se forem mais impressionáveis e têm um parto para breve, não leiam por favor, não quero aumentar o nível de ansiedade de ninguém.)
foto:celebbabylaundry.com
Enquanto pessoa cronicamente ansiosa, tento contornar os momentos de pânico com informação. Sobre tudo, sobre todos, para que, numa situação desconhecida, eu já tenha ferramentas para reconhecer onde estou e o que devo fazer. Podem chamar-me nerd, control-freak, e tantas outras coisas (acreditem, já ouvi de tudo!), mas cada um sabe os mecanismos aos quais deve recorrer para se sentir bem. A gravidez, sendo a primeira, foi um desses momentos cheio de inesperados,  de desconhecidos, para os quais tentava estar minimamente preparada informando-me. Não que faça do que leio/sei/aprendo regras inflexíveis. Pelo contrário, gosto de saber onde me movimentar  para, inclusivamente, me movimentar melhor. Quase como na dança, deve-se saber a técnica para depois a podermos desconstruir e ultrapassar os seus limites.  

Por isso, fui, toda contente e aplicada, às aulas de preparação para o parto, duas vezes por semana, na maternidade a 45 minutos de carro da minha casa. Li artigos, pesquisei fóruns, pedi testemunhos, e vi inclusivamente vídeos no Youtube (não aconselho a ninguém!). Tudo, para não chegar o meu momento do parto e eu sem saber o que fazer. "Respirar, encher a barriga num balão, expirar devagar como se estivessem a inclinar uma vela", incorporei eu, para as longas horas de trabalho de parto que, segundo todos os profissionais, era o que me esperava como mãe de primeira viagem. Risos era o que eu obtinha sempre quando perguntava se iria ter tempo de chegar à maternidade, com a tal quase hora de viagem. "Depois da primeira contracção ainda terá muito tempo, menina, pode esperar em casa, venha só quando as contracções estiverem próximas, não venha de véspera!", respondiam. E lá estava eu, toda confiante, de que teria todo o tempo do mundo e que, com a epidural não se sente nada que "até podes estar a ler revistas e tudo!".   

Como se passou então? Como previsto? Claro que não. As semanas completavam ao domingo e, na terça feira da 37ª (semana na qual eu sempre disse que ele nasceria), lá fui eu à médica que mediu 1,5 cm de dilatação, num colo mole, que se daria facilmente à abertura. Contudo, a previsão de nascimento seria com certeza para a semana seguinte, dados todos os sinais. Fui para casa, fechei de vez a mala do petiz, e deixei para o fim de semana os últimos preparativos, nomeadamente os electrónicos e alguma roupa minha. Ainda não tinha tido qualquer contracção de treino, as famosas Braxton-Hicks, o tal "rolhão" mucoso e sanguinolento não tinha dado qualquer aviso que iria sair, enfim, nada apontava, efectivamente, para que a criança nascesse entretanto. 

Já em descanso forçado por ordens da médica, passei a quarta feira nauseada, o que poderia ter a ver com a azia constante dos últimos meses ou com qualquer das muitas coisas que eu comia. A fome que eu senti nos últimos três meses não teve explicação. Comia uma tira de dez ossinhos de entrecosto sozinha e conseguia comer mais, não me travasse eu.  Não foi, portanto, nada ao qual eu ligasse muito (até porque não tinha lido em parte alguma que se enjoava um bocadinho na véspera do parto). 

Às cinco da manhã de quinta feira acordei com uma dor e um mal-estar estranhos. Sabendo que poderia ser o trabalho de parto, fui tomar um banho e vestir-me. Acordei o F., disse-lhe que podia continuar a dormir porque tinha tido uma dor mas ainda queria tomar o pequeno almoço e supostamente a segunda contracção poderia demorar horas a vir. Tinha acabado de torrar o pão e veio outra dor, mais forte ainda. O F. já em pé, começou a contar o intervalo. Quinze minutos, uns míseros quinze minutos. "Não deveríamos estar já em Coimbra com este intervalo?!". Fui à casa de banho e eis que o tal muco com sangue tinha começado a sair também. Agarrámos o que nos lembrámos; tablet, máquina fotográfica, telemóveis, carregadores, tudo num daqueles sacos pretos da Space.nk e "vamos lá que agora a dor voltou em dez minutos!".

A viagem de carro, feita de madrugada e com as estradas vazias (felizmente!), pareceu-me maior do que as 14 horas Coimbra-Paris que tínhamos feito no ano anterior. No caminho, inclinei um bocadinho o banco, para me sentir mais confortável, fiz a respiração do ioga (que me valeu imenso neste momento para não entrar em taquicardia) e evitei olhar para o relógio, que as contracções já vinham em intervalos de 4 minutos. Confesso que, naquele momento, a única coisa que queria era entrar na maternidade e deixarem-me fazer o que quisessem. O que eu não queria era ter a criança ali, no carro. Até os semáforos vermelhos passámos, com os quatro piscas ligados, que não era tempo para regras de trânsito (que não pusessem ninguém em risco). 

Cheguei à maternidade com dores incríveis e a ponderar seriamente entrar numa cadeira de rodas. A respiração é boa, mas não alivia a dor. Pode até atenuar, acredito, mas eu, com muito pouca tolerância à dor, achei que aquilo não estava a fazer efeito algum. Ao ponto de, segundo o F. (que nesta altura eu já não era eu (nem o outro, nem qualquer coisa de intermédio, diria o poeta), entrar pela urgência a pedir epidural ao segurança. Muito glamour, elegância e sensatez, como podem ver. 

Da equipa que me recebeu só tenho bem a dizer. Mediram a minha dilatação -- 3,5 cm, normal -- prepararam-me para subir para a sala de parto, e fizeram-me uma série de perguntas às quais eu respondi meio em modo automático. A determinada altura, o F. já tinha entrado e já tratava ele de tudo por mim, que eu andava de um lado para o outro feito barata tonta, a aguentar a dor, a libertar gases e a vomitar o pão que eu não tinha comido. "Parto vomitado, parto apressado", tentava confortar-me a médica, e eu de balde de cartão improvisado na mão, suor frio na cabeça, de bata da maternidade, cabelo despenteado e ar desnorteado. Sem esquecer todos os aromas que exalavam do meu corpo, desde o sangue, ao suor, aos gases, ao vomitado. Não, minhas senhoras e meus senhores, não foi um momento bonito, cor de rosa, especial de se ver, não foi, não. Nem eu me senti, naquele momento, uma luz eterna de radiância suprema por estar prestes a fazer nascer um ser do meu corpo gracioso e mágico. Nada disso!

Naquele momento, às sete da manhã, estava tudo encaminhado para ainda umas horas pela frente, já na sala de trabalho de parto, na qual me dariam a epidural e controlariam as contracções. Entre momentos de contorcionismo de dor e gritos (que sou muito pouco contida nestas situações, temos pena), de preparação para a analgesia, e de mudança de turno da equipa médica, lá estava eu, acompanhada de uma ou outra enfermeira. O pai da criança só pode entrar depois da mãe estar preparada para esperar o parto. Ninguém acreditava que, passada meia hora de dar entrada, a dilatação já estivesse completa e o bebé A. já estivesse prontinho para sair. 

Foi quando eu comecei a gritar que a sensação de expulsão de algo já era demasiado forte que me deram mais atenção. Uma das enfermeiras agarrou-me nas pernas, de lado, fechadas, e disse para eu aguentar. Naquele instante queria mandá-la passear, que o meu corpo já tinha vida própria e contraía sozinho, sem que eu mandasse nele... ela que aguentasse o dela! Mas calei-me, concentrei-me no momento e pensei que não tarda nada teria a epidural e tudo ficaria mais fácil. Foi no corre, corre da equipa, que entretanto se apercebeu que o expulsivo já tinha começado, que entrou a anestesista e se apresentou da melhor forma que uma pessoa, naquela situação, quer ouvir: "Bom dia, eu sou a anestesista que lhe ia dar a epidural...". Nesse instante tenho a nítida noção que rangi os dentes, abri os olhos e disse: "Como ia?! Já não vai?!". Não havia tempo. Propuseram-me uma pequena analgesia local, a raquidiana, momentânea, com um curto tempo de actuação. Aceitei de imediato, que naquela hora tudo o que me proporcionasse uns minutos sem dor, para respirar um bocadinho de alívio, seria bem-vindo. E assim foi. Durante uma hora lá estive eu a recuperar as forças, já com o F. ao lado a mandar-me respirar e a enviar pontos de situação pelo whatsapp a várias pessoas. Agora era só aguardar que a cabecinha do A. se visse, o que aconteceu no momento em que eu já sentia tudo e a dor voltava. 

O parto em si foi rápido e muito mais simples do que eu achava que iria ser. Muito à National Geographic, se me permitem a imagem. Agarrada a uns ferros, eu fazia força sempre que vinha a dor e ajudava ao máximo o bebé a descer. A cama já estava preparada, a equipa a postos e assim que o pai voltou à sala, eis que sai o A., o líquido amniótico, a placenta, e tudo o que andava por ali. A barriga esvaziou e a equipa saiu ficou prontinha para ir para debaixo do chuveiro. 

Não fiz episiotomia, o tal corte lateral para ajudar o bebé a sair, porque também não houve tempo, mas rasguei um bocadinho. A médica, depois do parto, estando já o bebé em cima de mim para o contacto pele a pele, tentou suturar sem anestesia porque, dizem, a adrenalina do bebé em cima ajuda. A minha deve ter feito greve nesse dia porque senti tudinho. Lá me tiveram de dar uma anestesia local injectável (coisa fraquinha, fraquinha), para ver se conseguiam terminar o trabalho minucioso sem que eu pusesse lá a mão constantemente (sim, eu sou muito pouco disciplinada quando estou com dor). 

Às 09:38, quatro horas e meia desde a primeira contracção, em casa, passando pela viagem e uma hora a relaxar com a analgesia momentânea (sem a qual, segundo a médica, teria sido ainda mais rápido o processo), nasceu o A., com 48,5 cm e pouco mais de três quilos, e num choro grave e baixo, muito diferente do que vemos nos filmes, coberto de vérnix e sangue. Mais uma hora de pele a pele, maravilhosa, e fomos para o quarto. Não me esqueci da dor, não me tornei de direita (como tanta gente dizia que me aconteceria), não deixei de ser quem sou naquele momento, mas passei a ser mais. A ter mais um papel. 

(48 horas depois viemos os três para casa e a recuperação terá direito a todo um outro post. Adianto já que foi simples também.)

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Maternidade | Entendamo-nos antes de mais!

Desde que engravidei e especialmente agora, nesta aventura com o bebé A., várias pessoas acabaram por manifestar os seus receios e dúvidas relativamente a tudo o que tem a ver com maternidade. Não me tinha apercebido, anteriormente (porque era assunto que, realmente, não me interessava), das reticências que muitas pessoas têm de ter efectivamente um filho por causa de mitos, medos, estereótipos e deturpações da realidade. Na verdade, e ainda este fim de semana conversava sobre isto com uma amiga, a maternidade está, ainda, envolta em tabus, camuflada num véu rosa pastel com brilhos mágicos, e deus-nos-valha-que-falemos-mal-deste-que-é-um-estado-de-graça-tão-divino! 

Pois bem, e antes de começar a escrever sobre a minha experiência (que eu nunca gostei de véus ou peneiras a tapar o sol), deixem-me que avance desde já com a minha posição geral sobre o assunto para não criar confusões e estar tudo claro. Eu não acho que todas as mulheres tenham de ser mães, não acho que isso nos faz melhores, mais femininas ou mais realizadas. Respeito bastante quem opta por não ter filhos e o assume, até porque, nesta nossa sociedade ainda extremamente conservadora, é preciso ter coragem para tal (Eu casei e tive um filho depois dos trinta e tive de ouvir milhentas parvoíces, desde questionarem se eu seria lésbica até afirmarem com toda a certeza que eu já estaria infértil... Enfim!). 

Da mesma forma, respeito igualmente quem decide ter filhos e, havendo sensatez e consciência na criação de uma criança feliz, cada um sabe como e quando o quer fazer. Não acho que haja um contexto "ideal" para ter um filho (como tantas vezes eu ouvi) e, estando asseguradas as necessidades básicas do bebé a vários níveis, as pessoas, o casal, os pais, que decidam e ninguém tem de julgar (o processo já é bem complicado sem haver dedos a apontar constantemente, fará com!). Na minha pequena família multi-cultural, o nosso petiz já vai andar sempre entre dois continentes e, nesta nossa mente aventureira, ele será o nosso companheiro de viagem, onde quer que ela nos leve. Nós sabemos que não somos desprovidos de racionalidade, pelo que não lhe faremos mal, mesmo não estando presos a uma casa (e a um crédito que nos tolhe a alma), a um país, a uma vida para o resto dos nossos tempos (até porque tal é cada vez mais impossível, mesmo para quem o deseja). Pelo contrário!  

Portanto, e mesmo acedendo a pedidos de partilhar como foi o está a ser este processo, quero lembrar que cada gravidez é uma gravidez, cada parto é um parto e cada criação é uma criação. Há quem adore amamentar, há quem deteste; há quem queira um parto com dor, sentido, em casa, e, outras pessoas, no hospital, com todos os analgésicos aos quais têm direito; há quem se sinta luminosa, radiante, bonita e sexy com uma barriga proeminente, há quem demore para se sentir novamente sensual e irresistível e que não se sinta tão bem com as mudanças que a gravidez faz. Há tantas experiências quanto mulheres e não nos devemos prender a uma apenas, nem nos sentirmos culpadas ou piores por não sermos mulheres que nasceram para ser mãe (porque as há... e muitas!). 

Vou relembrando isto ao longo dos textos, mas mulheres receosas por aqui, não levem tão a sério o que dizem como dogmas e verdades únicas. Não tenham medo de serem "más mães". Para falar verdade, não há um manual e todos os pais erram, bastante, e cada um tem o direito de acertar e errar à sua maneira. Se quiserem e acharem que pode ser, força! Que se danem os outros! 

domingo, 12 de abril de 2015

Prendas | E aí vem o Dia da Mãe! #1

Este ano é o meu primeiro Dia da Mãe enquanto tal, portanto, nada mais adequado do que juntar umas quantas coisinhas que, vá lá, se tornam essenciais na vida de uma mãe de um recém nascido (que durante nove meses carregou o pequeno goblinzinho do amor -- Mila Kunis, estou contigo! -- e se sentiu grande, redonda, e muito pouco glamorosa). É o regresso à feminilidade, à confiança e ao mundo maravilhoso das coisas (materiais, sim senhora, que de mundos inundados de arco-íris e unicórnios rosa podemos ficar fartinhos) belas!


1 - O tempo passa a ser medido constantemente... São horas entre mamadas, são minutos a mamar, tempo para o banho, leites artificiais que precisam de descansar antes de ser dados (exactamente 7 minutos!), minutos longos (que mais parecem horas) à espera para ser atendida onde quer que seja se o petiz está a choramingar... Enfim, que melhor forma de acompanhar o tempo com um Michael Kors no pulso, neste tom rosa dourado, de preferência (e não, não entro na onda dos DW, sou fã destes aqui e continuarei fiel). 

2 - Adoro All Star! Sim, não me enganei, sapatilhas converse all star, agora em cano baixo, que, pudesse eu, teria em todas as cores do arco-íris e mais algumas. Mas, depois de meses de salto rasinho e reconhecendo que agora é o melhor (que eu não quero desequilibrar-me com um bebé grande e energético no colo), há dias em que os pés precisam de se sentir bonitos (eles, os grandes vaidosos, não eu). Umas Adilina destas da Ted Baker, que eu adoro eu nude, resolveriam a questão e tornariam qualquer cheiro a leite azedo constante na roupa praticamente imperceptível (não há relação directa mas, acreditem, embelezem qualquer mãe de um recém nascido e verão a fénix renascer das cinzas).

3 - Coloquei esta da Guerlain, a Selection d'Été (luxo, puro luxo) no rol de prendas, mas poderia ser qualquer paleta de maquilhagem (como a Showstopper da Tarte, por exemplo, ou outras que apareçam, normalmente nos aeroportos ou em edições limitadas) com um ar elegante e que tivesse, dentro, produtos de cara, olhos, pincéis decentes e, já que é para pedir, um ou outro baton ou gloss. Uma embalagem bonita e resistente e chamar-lhe-íamos "Kit Salva Brilho". Eu juntei um conjuntinho de produtos que não me decepcionam numa bolsinha e maquilho-me, frequentemente, no carro (porque, lá está, as saídas de casa em família são um processo frenético, ao qual nos temos de adaptar, mas que nunca nos deverá apagar, atenção!). Como uma paleta destas não daria jeito a tanta gente... Marcas, fica a dica!

4 - Sair rapidamente de casa, leve, com uma malinha a tira-colo é coisa cada vez mais rara, confesso. Preparar passeios a três requer sempre uma certa bagagem para o bebé A., com mudas de roupa, fraldas, cremes e afins. Ter, por isso, uma malita assim, como esta da Yummy Mummy, que nos agrade tanto ao olho quanto tem de útil não me parece, por isso, pedido escabroso, vá. (Já nem falamos em manter o estilo com uma Armani, Gucci, Burberry... e por aí fora)


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Maternidade | E que assim se abra o diálogo!

Cada pessoa sente a sua gravidez (e a própria vida, se formos a estender o conceito) à sua maneira. Por mais que nos informemos, que procuremos estar preparados para tudo e mais alguma coisa, na realidade os sintomas vão e vêm e são mais ou menos arrebatadores independentemente dos livros que leiamos, dos especialistas que consultemos, das pessoas que ouçamos. Não estou a dizer para seguirem a vossa intuição de forma totalmente aventureira, se tal não o quiserem fazer, mas apenas para relaxarem e fazerem o que mais segurança, confiança e paz vos dê, com a consciência de que a vossa gravidez será sempre a vossa, de mais ninguém. Eu, por exemplo, leio sobre determinados assuntos e separo muito o que acho que vai ao encontro daquilo que eu sinto e quero, estando sempre aberta a imprevistos, que são o prato de cada dia. Mas nem toda a gente tem, nem deve, ser assim. Estamos a falar de escolhas, não de um manual fechado de como se viver esta fase. 

Posto isto, e sublinhando o facto de este relato ser só e tão somente a minha visão (mais uma vez, a minha experiência, destes meus nove meses que estão no final), se alguém vos disser, logo no início, mal apresentam a boa nova, para aproveitarem tudinho da gravidez ao pormenor, ao segundo, porque será uma das melhores, mais felizes, mais bonitas, mais etc. e tal fases da vossa vida, franzam a sobrancelha e façam cara ameaçadora: das duas uma, ou essa pessoa vos mente, ou encontrou algum elixir mágico e não quer partilhá-lo com o mundo. Ou, numa terceira hipótese, essa pessoa tem alguma disfunção em algum (ou mais) campos da vida pessoal, que canaliza tudo para um determinado momento, tornando-o um mundo de nuvens de algodão doce e cavalos mágicos alados, mas, mais uma vez, isso são outros quinhentos.

A gravidez, ou, vejamos, para não ferir susceptibilidades, a minha, não é pêra doce. Nem poderia ser. O corpo está, afinal, a adaptar-se a um ser estranho, que se gera e cresce dentro dele, forçando-o a reequilibrar-se, a reestruturar-se, a abrir-se e a trabalhar de forma diferente e muito mais acelerada. Parece uma tarefa simples e sem quaisquer danos colaterais? A mim não, nunca me pareceu, muito embora tivesse sido uma gravidez planeada, desejada e que nos faz muitíssimo felizes, não me entendam mal. Talvez o meu corpo, numa mente de control-freak, frenética, não estivesse habituado a ser forçado literalmente a abrandar, a sentir o descontrolo total e necessidades absolutas. Durante a gravidez, se houve coisa que o meu corpo me ensinou foi que quem mandava aqui, nesta fase, era ele, na sua tarefa hercúlea de gerador de um novo ser, uma nova entidade, com uma mente, com vontades, com uma vida que não era a minha, que eu não controlava totalmente. Mais uma vez, digam a uma fanática pelo controlo e perfeccionismo que, a partir de agora, nem tudo dependerá dela, por mais que ela seja o palco no qual se dá toda a acção. Digam-lhe que pode fazer tudo bem, tudo da melhor forma possível, que pode organizar o tempo, a sua vida, como especialistas mandam, e mesmo assim ser assolada por imprevistos que obrigam a mudar agendas, a rever objectivos, a reescrever o caminho que traçou, mesmo a curto prazo... É tarefa árdua (por mais que seja desejado!). 

Conciliar papéis e funções de facto não é fácil, mas, acreditem, para mim, estes têm sido meses de aprendizagem, com o meu corpo no lugar de professor paciente. O tempo é contado de forma diferente, meses passam a semanas, os trimestres ganham outro sentido e as metas começam a ser instituídas por ecografias morfológicas, análises ao sangue e preparativos básicos como a compra de carrinhos, berços, fraldas e tudo o que o bebé precisar. Afinal, queremos que seja bem-vindo, com o melhor que temos para dar (que, mais uma vez, depende de cada pai/mãe e não é necessariamente a mesma coisa). As horas que consagrámos a determinados fins são, subitamente, arrebatadas por necessidades com as quais não estávamos à espera e a nossa reacção, outrora (quiçá) intensa, afectará, agora, outro ser. O stress, a ansiedade, as preocupações devem ficar para segundo plano e, para uma ansiosa crónica, reconhecer quando parar e quais as prioridades que marcarão o resto da nossa vida é um passo importante e essencial a dar. Sim, estes nove meses não têm sido apenas de crescimento físico, a adaptação mental, identitária, foi um processo que começou no início, desde que as duas linhas ficaram vermelhas, não apenas algo que se dará na altura do parto (pelo menos da mãe, o pai é todo um outro assunto).  

Como, nesta Salinha, sempre se propôs falar, partilhar, dialogar sobre qualquer assunto que poderá ser de interesse, eis que este será o primeiro de alguns mais pessoais sobre o que foram estes nove meses. Sem cavalos brancos alados e arco-íris mágicos. Não porque quero massacrar alguém com relatos chatos e até incomodativos de uma intimidade forçada (nem isto é um diário, nem eu sou pessoa para os pequenos dramas sensacionalistas que tanto atraem), mas porque a alguém que, como eu, procure a internet para outras experiências, outras visões, outras sanidades (que há algumas à minha volta que eu questiono, francamente -- e que por sua vez me devem questionar a mim, e eu vivo muitíssimo bem com esta multiplicidade de perspectivas, desde que não haja coerções de parte alguma), a minha pode agradar e até servir de alívio entre tanta coisa que se ouve, mesmo sem se pedir, de gente tão diferente de nós. Felizmente tenho, agora, algumas pessoas, que se contam pelos dedos das mãos, cuja opinião prezo e com a qual me identifico, perto de mim. Recorro a elas, sempre, em dúvida. Mas nem sempre foi o caso e confesso que o primeiro trimestre (o próximo post) foi o que mais me assustou. 

Se tiverem alguma sugestão, opinião, experiência ou partilha, não se acanhem, por favor. Eu ainda sou uma novata, ainda no processo, muito já passou mas ainda mais está pela frente. Todo o diálogo é bem-vindo. Obrigada! :) 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Maternidade | Cheques-dentista

Às vezes não nos apercebemos dos pequenos pormenores (que podem não ser assim tão insignificantes) que tornam o que temos como algo a valorizar. O panorama político e económico português está verdadeiramente nas lonas e, de facto, queixas, reclamações, desabafos, críticas são sempre válidas, compreensíveis e legítimas, quando bem justificadas. Mas, acreditem, de alguém que tem experiências noutros sistemas, noutras realidades, há algumas áreas em que nós estamos bem, mesmo que pudéssemos estar melhor, mesmo que não o vejamos, mas que são de facto boas e de elogiar (e não atacar com os normais acessos de raiva assentes em lugares-comuns, em argumentos ocos sem reflexão). 


Cada um tem a sua experiência, mas admito que, depois de ter sido seguida durante os primeiros três meses de gravidez noutro país, voltar para o sistema nacional de saúde foi realmente um alívio, não só pelas questões económicas (afinal, uma gravidez aqui em Portugal pode ser praticamente gratuita, se quisermos), mas também pelo acompanhamento fantástico que tenho tido, tanto no centro de saúde, quanto na maternidade. Mas questões banais à parte, uma das surpresas de aqui estar, que me agradou realmente, foi o cuidado com os dentes nesta fase em que, sem nos apercebermos, a dedicação do nosso corpo à geração do novo ser pode descurar o nosso, nomeadamente no que respeita a boca. Qualquer grávida tem, por isso, direito a, no máximo, três cheques-dentista, incluídos no Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, que pode pedir ao médico de família, que a seguirá todos os meses, e que pode utilizar no seu dentista (pelo que me disseram há convénios com a maioria dos privados).

Nem todas as grávidas têm acesso aos três cheques. No primeiro, é feito um diagnóstico e, se necessário, um primeiro tratamento. Os cheques seguintes são válidos para dois tratamentos curativos por cada cheque, caso o dentista considere necessário o acompanhamento na primeira consulta, na qual fará o plano de tratamento para as consultas seguintes. As consultas podem ser realizadas durante toda a gravidez e até 60 dias depois do parto (cuidado com as datas de validade que estão nos cheques, que indicam até quando os podem usar). Portanto, há tempo suficiente para estarmos atentas às nossas bocas, prevenir e tratar qualquer problema que possa surgir nestes quase 11 meses nos quais temos direito ao acesso a cuidados de saúde oral gratuitos. 

Não há nada de complicado, nem de excessivamente burocrático neste processo. Basta pedirem ao/à vosso/a médico/a de família que vos dê o cheque-dentista (no centro de saúde estão preparados para vos responder às vossas dúvidas, com certeza), a partir do momento em que estão nas consultas pré-natais, e procurarem um dentista que os aceite. A clínica dentária onde vou normalmente, há anos, aceitou sem qualquer hesitação ou questão, pelo que me pareceu algo bastante normal e frequente. Posso, assim, continuar a ser seguida, desta vez gratuitamente, durante a gravidez, pelo meu dentista, que tem acesso ao histórico dentário de uma boca digna dos ficheiros secretos, dados os problemas estranhos que foi tendo ao longo destes anos. Para mim, genial!

Se tiverem outra experiência, podem deixar nos comentários abaixo. Sei que a saúde, infelizmente, também não é igual ao nível nacional. Em Coimbra, pelo menos, estamos bem servidos!

  

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

ISDIN | Velastisa - Creme anti-estrias

Mais de 300 ml depois, um uso o mais disciplinado possível, pelo menos uma vez por dia, e uma pele bastante esticada depois, acho que está na hora de falar do creme que me tem tratado da pele e, espero eu, continue a fazer um bom serviço, o creme anti-estrias Velastisa, dos laboratórios ISDIN. 


Recomendado pela S. do Bola de Sabão (muito obrigada!), o Velastisa veio cá para casa depois de competir com o D'Aveia (também muito elogiado pela S. do Make Down) e de ter ganhado por uma razão meramente utilitária; numa promoção, ficava muito mais barato do que o rival. Foi assim que, meio por acaso, com um quê de coincidência, se apresentou na minha mesinha de cabeceira, há pouco mais de dois meses, este suposto ajudante imbatível na luta contra as estrias. No meu caso, uso-o para tentar reduzir as mazelas de uma barriga a esticar em pouco tempo, mas adapta-se a qualquer situação, em qualquer parte do corpo. Não é, de todo, um produto específico para maternidade, o que pode interessar a muita gente. 

O Velastisa tem uma textura untuosa, mas fácil de espalhar, branca, fresquinha, e com um aroma que pode não agradar a toda a gente, mas do qual eu gosto bastante. Tem, pela sua descrição, uma série de componentes que proporcionam o aumento da elasticidade e hidratação da pele prometido, como o extracto de centelha asiática, óleo de rosa musqueta, glicerina ou óleo de jojoba.  Deve ser usado "duas vezes por dia, de preferência depois do banho e antes de deitar, sobre as zonas mais distendidas da pele, massajando suavemente". Eu aplico quando me lembro, confesso, na maioria das vezes seguindo as recomendações, mas outras nem por isso. Apesar de não ser absorvido de imediato (e aqui eu acredito que ponho numa quantidade razoável, e não mais do que devia), consigo vestir-me de seguida e a minha roupa nunca ficou manchada, nem mesmo tecidos mais frágeis ou mais escuros.

Não vos posso garantir (ainda) que fique imune a estrias até ao final da gravidez, mas garanto-vos que não tenho uma única numa barriga já proeminente. Aliás, quando olho para ela, tão esticada, e quando sinto a pele na minha mão, ao massajá-la, é notório quão hidratada e elástica está. Mesmo nas zonas mais redondas, vê-se uma pele bonita, macia, que parece prestar-se ao seu trabalho de esticar sem esforço algum. E tanto a minha mãe quanto a minha avó têm estrias, muitas, pelo que a genética está totalmente contra ela.

Parece-me, portanto, seguro dizer que, e sempre considerando que cada pele é uma pele, este produto cumpre com braveza o que promete, mesmo com uma tarefa árdua e ingrata de desafiar a própria natureza (ou quase, vá). Se querem prevenir estrias de aumento e perda de peso menos acentuados, deve ser perfeito. Para os nove meses, está a resultar comigo, mas veremos como se porta neste último trimestre, o mais competitivo.

Para o final, o pequeno travo amargo na boca; não é dos cremes mais acessíveis. Pessoalmente, eu não o acho caro para o valor que tem, mas reconheço que há outras marcas com preços mais amiguinhos do bolso. Não posso falar por outros (a não ser por uma barra da Lush que complementa este creme quando quero ficar muito cheirosinha), mas se garantem a boa prestação de outra marca, por favor partilhem nos comentários o dito produto. Poderá dar imenso jeito a quem peleja neste combate feroz.  Obrigada!

Adenda -  E faltou o preço (bem lembrado, A.)! Eu comprei o meu, em promoção, por cerca de 34 €, com uma bisnaga de produto extra. Julgo que não deverá estar muito longe do preço praticado pelos costumeiros 250 ml da bisnaga normal.

Ingredientes:

Aqua (water). Cetearyl ethylhexanoate. Glycerin. Isopropyl palmitate. Rosa canina fruit oil. Glyceryl stearate. PEG-40 stearate. Methylsilanol hydroxyproline aspartate. Cetyl alcohol. Cetyl palmitate. Octyldodecanol. Shorea stenoptera butter. Dimethicone. Ethylhexylglycerin. Carbomer. Butylene glycol. 1,2-hexanediol. Caprylyl glycol. Cyclopentasiloxane. Palmitic acid. Stearic acid. Tocopheryl acetate. Cyclohexasiloxane. Sodium hydroxide. Parfum (fragrance). BHT. Disodium EDTA. Asiaticoside. Madecassic acid. Asiatic acid. Butylphenyl methylpropional. Sodium benzoate. Limonene. Linalool. Tocopherol.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Maternidade | Roupas interessantes a bons preços



Se já gerou dentro de si um pequeno goblinzinho (e sim, e chamo-o carinhosamente assim, e fujo de todas as variações de bebé, que parece serem as únicas possíveis para demonstrar carinho sem olhares horrorizados) durante nove meses e conseguiu encontrar sempre roupa que se adaptasse não apenas a uma barriga crescente mas também ao seu formato de corpo, então tiro-lhe o chapéu e faço vénia. Por aqui, tenho visto a minha roupa a ser posta de lado desde os primeiros meses com toda esta adaptação, num misto de entusiasmo e resignação (e esporádicos episódios, felizmente curtos, de "oh meu deus, estou uma lontrinha desajeitada!"). 

Eu explico. Tenho um corpo de estrutura em pêra, baixinho, no qual normalmente enfio vestidos justos em cima e evasés, ou mais largos, em baixo, ou calças que me alonguem as pernas, combinadas com tops que assentam bem ao corpo. Nunca me aventurei por peças direitas ou mais largas, porque, no alto do meu pouco mais de metro e meio, sempre me fizeram sentir um saco de batatas, nada feminino. Por isso, assim que a minha estrutura começou a alargar (primeiro para os lados e, assim que as ancas estavam prontinhas, para a frente -- e como alarguei! Um dia, escreverei sobre isso.), escusado será dizer que tudo o que era partes de cima deixou de passar a região do peito. Depois na anca. Depois na barriga. E, semana a semana, lá ia mais um montinho para as caixas de arrumação, para mais tarde voltarem a uso.     

Foi, então, com alguma resistência, mas muita urgência, que comecei a procurar soluções que não me custassem os olhos da cara, dentro dos departamentos de roupa de maternidade de alguns sites e lojas. "Porquê roupa específica para esta fase?", perguntam vocês... Como eu também me perguntava aqui há uns largos meses. Eu sempre vesti o tamanho S na parte de cima e nos vestidos, pelo que, pensava eu, durante a gravidez bastaria aumentar um ou dois tamanhos e teria roupa para os nove meses (e mais alguns, caso a recuperação não fosse tão fácil assim). O problema desta ingénua, que aqui se assume à vossa frente, foi não me ter lembrado que os ombros não crescem ao mesmo tempo e não, o tamanho do resto do corpo nunca ficará proporcional ao da dita barriga proeminente (quando o primeiro é pequeno e o segundo cresce desalmadamente para albergar um bichinho grande, vá).  Mantendo o mesmo número que sempre vesti, consegui, no entanto, nos departamentos específicos, encontrar artigos que acompanham uma barriga em crescimento e que não pareciam de outra pessoa, fracamente maior do que eu. 

Não foi, contudo, uma tarefa tão simples quanto isso, mas tenho agora algumas peças-chave, suficientes para os próximos meses (espero!). E, algumas sortudas, mais um ou outro top num tamanho demasiado grande, que nunca me assentariam e acabei por dar. Até agora, houve três lojas (principais) que me valeram, e passo a listar, das quais aproveitei sempre as promoções. Acreditem, estar atenta a descontos vale, efectivamente, a pena. 

ASOS

A ASOS Maternity foi, até agora, a minha melhor amiga. Além de ter encontrado, logo no início, ainda nos saldos de Verão, um sobretudo com uma grande percentagem de lã e a um preço muitíssimo considerável (que ainda não vesti, mas que sei que me dará imenso jeito), já de lá vieram tops, camisolas, vestidos, calças e leggings que tenho usado continuamente, lavado já algumas vezes, e que se mantêm confortáveis e bonitas. Acreditem, é um excelente sinal (Comprei umas calças ainda no Brasil, da Renner, especiais para grávidas que, apesar de confortáveis no início, se tornaram ásperas como uma serapilheira, impossíveis de usar e três vezes mais caras do que as compradas neste site).  

A preço normal, encontram peças muito interessantes mas que podem não ser tão acessíveis, embora valham o que custam. Há, então, para quem preferir, que aguardar, ou estar atenta aos tais descontos que vão aparecendo, bem como a promoções várias que a loja lança, nas quais está igualmente incluído este departamento. Eu comprei muitas peças de Inverno ainda nos saldos de Verão, antevendo a necessidade de hoje, o que me deixa muito contente comigo mesma (e sim, continuo a orgulhar-me pelos negócios que faço e por não comprar nada sem qualquer tipo de desconto). 


Dorothy Perkins

A minha relação com a Dorothy Perkins ainda não se definiu totalmente. Adoro alguns vestidos da loja, especialmente os da marca Closet. Comprei, no ano passado, algumas peças fantásticas. Mas, os portes para Portugal e a oferta limitada de produtos para esta fase têm-me dissuadido de lá voltar mais vezes. Por agora, vá. Foi, contudo, ainda em Junho, a primeira loja onde comprei, principalmente, calças de ioga, collants e outros pequenos acessórios, como faixas de algodão para aconchegar a barriga. Uns petits riens que dão agora muito jeito. 

Apesar do baixo poder atractivo da maioria dos produtos (pelos quais se navega rapidamente já que não são muitos) e de um estranho desfasamento com a estação vigente, aproveitei dois códigos de promoção e, passado pouco tempo, já chegava a casa dos meus pais a encomenda, muito antes até de eu regressar. O algodão é bom; as calças, especialmente, dão imenso jeito para o ioga e servirão para toda a gravidez, dado que têm uma banda mais elástica na região da barriga, mas igualmente confortável; as faixas valem-me um cavalo na guerra, quando uso vestidos. Para básicos, pode dar muito jeito.  

H&M

A H&M, acessível à maioria do comum dos mortais que não gosta de fazer compras online (e a todos os outros, nós, já agora), também tem uma linha para grávidas que, apesar de não ser muito variada, tem exactamente o que cada mulher precisa para acomodar a barriga (e o resto do corpo que, desajeitadamente, se vai adaptando à nova e momentânea realidade). Podemos ir lá comprar o guarda roupa inteiro, dado que oferece desde a lingerie adequada e muitíssimo confortável a parkas e sobretudos. Já lá comprei um pack de três boxers, que adoro, umas calças pretas, giras e adaptadas (o que nem sempre é fácil de encontrar), uma blusa, uns collants com motivos (elogiados pelas massas, que queriam ter uns iguais e dificílimos de encontrar em qualquer lado) e um impermeável caqui (o único que havia e que, felizmente, era tudo o que eu queria). 

Tenho aproveitado as promoções de 25% que a marca lança em campanhas de facebook. Fui comprando peça a peça, consoante as indicações da campanha em questão, para que todas tivessem desconto. Confiram isso antes de chegar à caixa e descobrirem que, afinal, só uma peça terá direito. 

Além das peças que comprei nestas lojas, já me aventurei por dois vestidos simples, direitos e largos, de malha, da Mango (que me ficam super bem e se ajustam na perfeição ao novo formato) e me apaixonei por um sobretudo turquesa, que não comprei pelo preço, mas que, segundo a minha mãe, me fazia uma grávida linda e elegante (e em tamanho S, que até poderia vestir depois). Rondei a Zara, em vão, e a Primark, de onde trarei, brevemente, soutiens de amamentação e collants, sobre os quais escreverei mais tarde. 

Se souberem de mais lojas, online ou físicas, onde se encontram peças giras, confortáveis e a bons preços, partilhem comigo por favor. Apesar de achar que o meu guarda roupa de grávida, com as peças que tem, já está composto e fechado, estou sempre aberta a novas buscas por essenciais que nem sabia que precisava (confesso, esta é uma aventura completamente desconhecida para mim, todas as dicas são boas).


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Maternidade | O Abono Pré-Natal

Hoje vamos a um post de serviço público, que a coisa não está fácil e, quando há apoios interessantes e que mostram que o dinheiro dos contribuintes não está (todo) a ser mal aproveitado, há que divulgar e chegar a toda a gente (especialmente a que precisa e não aos que se julgam no direito de sugar toda a acção social que podem, contornando declarações e vestindo a pele de coitadinhos -- mas isso seriam outros quinhentos e não é o nosso foco).

A maternidade em Portugal não está fácil e muito se fala da queda das taxas de natalidade. Ainda a semana passada, o governo falava de pacotes de apoio às famílias que decidem ter filhos, mas entre o muito que se fala no Parlamento e a acção propriamente dita, já vimos que vai uma distância que leva projectos menos interessantes economicamente a perder o rumo, a velocidade e a ficar a meio do caminho. Mas, entre promessas futuras e cortes em subsídios que já se conhecem bem, há um abono que passa despercebido e não é tão divulgado quanto deveria (creio eu, pelo que converso com as pessoas desde que o conheço) -- o Abono Pré-natal (APN).  

A informação sobre o abono e o procedimento para se candidatarem a ele está praticamente toda, bem clara e discriminada, no site da Segurança Social, mas, resumindo alguns pontos chave, aqui vão as questões mais básicas, que possam interessar a todos os que decidiram aceitar o desafio de ser pais (ou foram lá parar por acaso, que aqui tudo é valido). 

Quem pode pedir e quando? 
Mulheres grávidas, a partir da 13ª semana de gravidez (comprovada pelo centro de saúde ou maternidade), nacionais ou estrangeiras a residir em Portugal. O APN pode ser pedido, junto da Segurança Social, em qualquer fase da gravidez ou seis meses após o parto (contado a partir do mês seguinte ao nascimento.

Quais as condições para se ter direito?
A mulher que pedir o APN tem de já ter completado a 13ª de gravidez; ser residente em Portugal e "ter um rendimento de referência igual ou inferior ao valor estabelecido para o 3º escalão de rendimentos" (todas as informações sobre a fórmula de cálculo podem ser encontradas, mais uma vez, no site da Segurança Social e, em dúvida, o melhor é ir à Loja do Cidadão ou à Seg Social mais próxima. Eu tentei ligar à linha directa e, depois de esperar um bom tempo, nunca consegui falar com ninguém.).

É importante igualmente considerar que a requerente e o seu agregado familiar, à data do requerimento, "não podem ter um património imobiliário (depósitos bancários, acções, obrigações, certificados de aforro, títulos de participação e unidades de participação em instituições de investimento coletivo) no valor superior a 100.612,80 EUR (corresponde a 240 vezes o valor do IAS)."

Qual a duração e o valor?
O APN é dado durante seis meses (contar com dois meses para resposta por parte da Segurança Social, que, se considerado como válido e elegível o processo, dá sempre os seis meses, independentemente dos prazos de candidatura), e pode oscilar entre três escalões, de 92, 29€/mês a 140,76 €/mês, para casais, e entre 110,75€/ mês e 168,91 €/ mês para famílias monoparentais.

Como requerer?
A mulher grávida ou o seu representante legal pode dirigir-se às Lojas do Cidadão, às agências de Segurança Social espalhadas pelo país, ou até mesmo inscrever-se na Segurança Social Directa e dar início ao processo todo online, e entregar os seguintes documentos:

  • Formulário Mod. RP5045-DGSS (clicar aqui para ver a versão pdf)
  • Fotocópia de documento de identificação civil (certidão de registo civil, bilhete de identidade, boletim de nascimento, cartão de cidadão, passaporte, etc.)
  • Fotocópia de cartão de identificação fiscal (no caso de já terem o Cartão do Cidadão, o número já vem na fotocópia acima)
  • Documento comprovativo de residência em território nacional, no caso de cidadã estrangeira
  • Certificação médica do tempo de gravidez, Mod. GF44-DGSS (clicar aqui para ver a versão em pdf), que é assinada pelo/a médico/a que aompanha a gravidez e carimbada no Centro de Saúde ou Maternidade
  • Documento da instituição bancária comprovativo do NIB, no caso de pretender que o pagamento seja efetuado por depósito em conta bancário.
  • Se o abono for requerido online, no serviço Segurança Social Direta, os meios de prova podem ser enviados pela mesma via desde que corretamente digitalizados.
O site indica ainda os direitos e deveres de todos aqueles a quem é concedido o Abono Pré-Natal e ainda esclarece alguns conceitos úteis que são usados ao longo do processo. Portanto, mais uma vez, sugiro, a quem estiver interessado e que cumpra os requisitos, a leitura da página da Segurança Social.

Espero que esta informação seja útil para todas as leitoras que estão grávidas, estão a pensar engravidar ou conhecem alguém que possa usufruir deste Abono. Afinal, é sempre bom sabermos que os descontos (ou alguns) que fazemos mensalmente têm um propósito mais nobre. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...