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terça-feira, 20 de maio de 2014

Nova Iorque | Petiscos, Comidinhas e Gulodices (Parte II)

Depois da primeira parte, aqui vai mais uma leva de locais a visitar em Nova Iorque, se se quiser um docinho, uma guloseima, um lanchinho a meio do dia, mais açucarado. Não é necessário dizer, assumir, sem vergonha nem pudor que sim, somos bem gulosos por aqui, como podem ver.  

Shake Shack - Depois de um dia no Museu de História Natural (obrigatório e onde se pode almoçar, já que é visita para demorar várias horas), sabe sempre bem passar pelo Shake Shack (espalhado também por outros pontos da cidade, e fora dela - ver Location & Menu) e beber um batido. Esta era mais uma recomendação do guia que seguimos e ficámos bastante contentes com a descoberta. Tem dos melhores batidos que já provámos, sem dúvida alguma. Cremosos, densos e com muito sabor. Provámos o de caramelo e o Black & White, uma combinação de chocolate e baulinha, e ambos eram realmente deliciosos. O Shake Shak tem, ainda, hamburguers, combinados e outros petiscos que, a averiguar pela fila para as comidinhas, também devem ser muito bons. O que mais me maravilhou, confesso, pela originalidade e atenção, foram os treats, para os amigos de quatro patas, no menu. Genial, não é?

William Greenberg - Este foi mais um espaço conhecido apenas por causa do guia (cheinho de espaços com petiscos deliciosos). William Greenberg é uma pastelaria a visitar quando forem passear pelo Upper East Side, na Madison Avenue, entre as ruas 82 e 83. Os bolinhos mais famosos são estas Black & White Cookies, Um bolinho fofinho e húmido, redondo, coberto por um creme glacé de açúcar, de um lado, e chocolate, do outro. Tanto adorei a primeira cookie que comi, partilhada, que, quando passámos novamente pela região, quis comer uma sozinha, de sobremesa.  Além desta, tradicional, há ainda outras bolachas, de outras cores e sabores, e outros bolos, todos com um ar muito apetitoso. Mais uma razão para passar por aqui? Fica perto da Space.Nk e da Laura Geller, ambas no Upper East Site, a alguns minutos a pé de distância, onde todas as viciadas em produtos de beleza se podem perder. 

Dylan's Candy Bar - Famosa por ser a loja de doces da filha do Ralph Lauren e aparecer em filmes e séries, a Dylan's Candy Bar (3rd Avenue com a 60th st) é um paraíso para todos os que adoram gomas, rebuçados, chupa-chupas/pirolitos e gulodices no geral. As coisas não são propriamente baratas, mas vale a pena experimentarem as barras de chocolate da loja (3 por 12 dólares mais taxes), com variadíssimos sabores, dos mais normais, como caramelo ou chocolate de leite, simples, aos diferentes e estranhos, como o de bacon ou de massa de cookie e brownie (este o meu favorito de todos os peculiares). A decoração também é digna de nota, especialmente as escadas docinhas e os chupas coloridos, que me fizeram lembrar o Charlie e a Fábrica do Chocolate. 

Eleni's - Aqui está uma loja que, felizmente, não ficava em nenhum lugar pelo qual passávamos todos os dias, se não, teríamos problemas. No Chelsea Market (sítio fantástico para visitar e aproveitar para almoçar), na 75 com a 9th Avenue, a Eleni's é uma pastelaria que tem tanto de agradável à vista, quanto ao paladar. Deste as caixinhas de bolachas (as mais famosas), de vários sabores, que são de comer e chorar por mais, aos cupcakes numa harmonia de bolinho húmido, fresquinho, e cobertura com a delicadeza de um merengue, os produtos são confeccionados com ingredientes de qualidade, e isso nota-se em cada dentada. Eu comi o Mint Chocolate Cupcake (pelo menos é assim que me lembro do nome) e era divinal. Embora possam encontrar as bolachas por vários locais na cidade, como no Whole Foods, eu diria que vale a pena visitar a loja principal, para se maravilharem com as cores e o bom aspecto dos doces, demorarem algum tempo a escolher o que querem, e trazer as mãos cheias de coisinhas boas. Recomendo vivamente (e a salivar de saudades, já agora).  

De seguida, partilharei um post só sobre comidas diversas, sem locais específicos, para uma apreciação geral. Porque há coisas que, parem onde pararem, têm de provar em Nova Iorque. 

Visitaram algum destes templos à gulodice, na vossa estadia em NY?

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nova Iorque | Petiscos, Comidinhas e Gulodices (Parte I)

Uma cidade que nunca dorme tem, obrigatoriamente, muitas bocas, de gostos, culturas e paladares diferentes, para alimentar. Reconheço que, os mais puristas, vão franzir o olho e achar que nos Estados Unidos não há nada de especial para comer, que fritos, molhos, guloseimas ou petiscos mais calóricos não são para apreciar, nem saborear, como se o diabo em forma de comida fossem. Gosto que a minha alimentação seja correcta, especialmente em casa, mas o ser turista que há em mim gosta de provar tudo, desde saladas na Grécia aos bagels com ovo e bacon em Nova Iorque.

Por isso, e sem mais demoras (e já com um mês de atraso), sai mais um post sobre a nossa viagem a NY, com referências aos vários locais onde comemos, dignos de partilha. Relembro que, para quem não sabe, aqui em casa gostamos de tascas, comidas de rua, petiscos e afins, pelo que não verão, nesta leva, restaurantes caros e/ou nos quais se percam horas a comer. Se esses forem os vossos favoritos, poupo-vos já o trabalho de lerem tudo até ao fim. Se gostarem de "biroscas" (adoro esta palavra em português do Brasil, que classifica as nossas tascas ou cafés mais simples, aqueles que até têm um espaço de mercearia, por vezes), vamos lá, de quatro em quatro por leva, para não maçar muito. 



Johnny Rockets - Logo no primeiro dia, como já partilhei convosco no post sobre compras para os pés, fomos até um outlet em Jersey City (para o qual há autocarros a sair de Manhattan, embora tenhamos ficado em casa de uma amiga muito perto e não o tenhamos usado), o Jersey Gardens. Sendo enorme, com excelentes preços (relembro que em New Jersey não se cobram impostos na roupa, além dos preços já muito rebaixados e dos cupões de visitante), e relativamente longe do centro da cidade, é lugar para ser visitado durante um dia inteiro, o que pressupõe uma refeição por lá (pelo menos para mim que não me tenho em pé horas e horas sem comer). Nós optámos pelo Johnny Rockets, pelo ar de cafézinho/restaurante de filmes, daqueles onde param as pessoas que passeiam de carro pelas longas estradas norte-americanas. Com sofás, uma jukebox por mesa, e empregados simpáticos que, de vez em quando, faziam uma coreografia organizada, pelo restaurante (muito gosto eu de flash mobs, mesmo pequenas!), é um espaço acolhedor, que nos envolve ao ponto de quase nos esquecermos que estamos numa praça de restauração de um shopping, fechado. Comemos hamburguers, cada um com o seu acompanhamento, e apercebi-me do meu imenso amor por batata doce (desta, alaranjada, que nem sei qual é) frita. O resto também estava delicioso; o pão (doce), a carne (de frango), os cogumelos frescos e a cebola tinham sabor de comida muito mais "caseira" do que cadeias como o McDonald's ou semelhantes. As batatas fritas comuns, ainda por cima, são à descrição e há a opção de refill da bebida em alguns menus. O ketchup em formato de smiley estava literalmente de roubar sorrisos e acompanhei tudo com um Dr. Pepper (adoro, adoro!). No final, o preço era ainda mais simpático, custando o mesmo que um restaurante de fast food, mas com muito melhor qualidade e atenção. (Confesso que, saídos de Paris, onde comer fora é algo de luxo, quase todas as refeições que fizemos tinham, para nós, uma relação qualidade/preço bestiais.) 


Dunkin' Dounuts - Sou aficionada em Simpsons, o Homer é aficionado em Donuts, pareceu-me portanto impossível deixar de provar uma (ou mais!) gulodices tão apreciadas por ele. Não consegui perceber se, efectivamente, esta era a cadeia de tinha o donuts da série, com cobertura rosa e sprinkles coloridos (embora houvesse um exactamente assim, mas sem qualquer referência à família amarelinha), mas comi vários, incluindo um especial da páscoa, que tinha no meio um Peeps (pintinho típico da época, por aqueles lados) de marshmallow. Admito que os com cobertura colorida não eram os meus favoritos, mas os simples, apenas com açúcar, ou com framboesas na massa, deixaram-me bem impressionada. São produtos totalmente industrializados, numa cadeia que há por todo o lado, portanto nada de artesanal ou caseiro, como os bolos das nossas pastelarias, mas vale a pena provar pelo menos um.    


Eli Zabar - Na Grand Central Station (que, por sinal, é absolutamente linda), há um mercado gourmet, com produtos a preços menos amiguinhos do bolso (embora nada de extraordinário, na Grand Epicerie de Paris a coisa é pior), mas com um ar muito natural e fresco, perfeitos para um pic nic. Com o frio que estava, confesso que deixámos uma refeição no parque para uma próxima visita, mas não saímos de lá sem provar algo da padaria/ pastelaria, mesmo no fundo (para quem entra na estação e se dirige à rua), a Eli Zabar. Tudo tinha tão bom aspecto, que foi difícil escolher, mas, pelo bem do consenso, e com vontade de algo que parecesse um lanchinho salgado enquanto fazíamos tempo para o almoço, trouxemos um quadrado de algo que parecia uma pizza mas que tinha outro nome (não me lembro dele e não o anotei... shame on me!) e adorámos. Era realmente fofinho, com tomate fresco, um queijinho muito saboroso e com ar de acabadinho de sair. Quem for até à Grand Central Station, passe pelo mercado, nós voltaremos lá com certeza.  

McGee's - Ok, sou influenciável e sou, vou fazer o quê? Andávamos nós, vindos do Times Square, em busca do Burguer Joint, recomendado no nosso guia, quando, do nada, o meu companheiro de viagem (de todas e da vida, vá) me diz que, por ali, deveria ser o bar que inspirou o famoso MacLaren's do How I Met Your Mother (série que seguia religiosamente e que deveria ter ficado no penúltimo episódio). Poucos minutos depois, aguardávamos numa passadeira, quando avisto, por sorte, mais para o fundo da rua W55, entre a Broadway e a 8th Avenue, uma grande faixa branca, com letras pretas, muito discreto e, para quem não conhece, pouco visível, a chamar para o McGee's Pub. Era onde os criadores se reuniam, elaboraram o projecto da série e pensavam nos guiões /roteiros dos episódios iniciais (reza a lenda, pelo menos). Quando se entra vê-se alguma semelhança, especialmente num quadro igualzinho ao bar ficcionado, que fica por cima das mesas à esquerda, e na lareira, mas só nesses pormenores. Algumas fotografias dos actores, uma pequena banca com produtos de merchandise à venda e os nomes de alguns cocktails também nos remetem para a série, mas não descaracterizam, de forma alguma, o McGee's como típico pub irlandês. Os preços, esses, era um bocadinho mais picantes que outros bares e restaurantes (não sei se pela fama recente), mas a comida estava realmente boa. Eu comi uma tortilla de espinafres com camarão, servida com batata doce (Whatelse?)  e  ele uma Philly Cheesesteak (típica, a provar, para quem gostar muito de carne) e ambas eram muito frescas e saborosas. Sim, tinham muito molho à mistura e algum queijo, mas notava-se que eram pratos confeccionados ali, com ingredientes de muito boa qualidade. Eu sou esquisita com os camarões e estes eram grandes e carnudos, nada como os mirraditos e esponjosos que às vezes se apanham em sanduíches. Não provei nenhum cocktail, que o dia ainda era longo e não queria ficar pesada, com sono e sem vontade de continuar o passeio, mas deixo-vos a lista, caso queiram experimentar as combinações em casa. Se não houvesse outros restaurantes que eu quero conhecer numa próxima visita, seria um espaço onde voltaria, com certeza. É muito bom, simpático e acolhedor, para quem estiver a fugir do frio, ou quiser algo sentado, para descansar, relaxar, ter uma refeição especial e/ou saborear uns petiscos com qualidade.  

Brevemente mais quatro locais interessantes (ou não) para comer. Estejam atentos, que isto agora vai-se tentar levar tudo de rajada.

Já comeram em algum destes lugares?  O que acharam?

sábado, 26 de abril de 2014

Nova Iorque | Compras para os pezinhos

A sensação que tenho, quando falo de Nova Iorque, é que me inebrio de tal forma com o sentimento de saudade da minha alma nova-iorquina, que as palavras são muito escassas e francamente pequenas, engolidas por algo que se sente, e que não se conseguirá explicar. Queria voltar amanhã, depois, e até morar uma temporada na cidade feita à minha medida, tanto de eclética quanto de frenética, com uma pitada de bairrismo próximo, em comunidades que se entre-ajudam. Queria conhecê-la melhor, vê-la de perto, seduzi-la para que me tornasse um bocadinho dela. Tomara que pudéssemos, na nossa vida, só uma, fazer tudo o que desejamos ardentemente e nos completa *suspiro*.

Caindo na realidade, deixando para trás a tentativa vazia de partilhar convosco o meu sangue nómada, que cresce no caminho, e não prendendo raízes ao chão,  decidi que, talvez mais útil do que lerem os meus devaneios, seria a partilha de algumas lojas interessantes e excelentes negócios feitos por lá. Confesso que o meu foco principal estava, como boa fã do Sexo e a Cidade, em sapatos e, como não poderia deixar de ser, cosmética (sobre a qual falarei noutro post), pelo que não me irão ver a falar de roupa, que não quero induzir ninguém em erro dissertando sobre experiências que não tive. Acreditem, não é muito o meu estilo. 

Crente que os preços de sapatos bons seriam sempre mais convidativos do que os europeus, deixei as compras para os pezinhos que necessitava para Nova Iorque. A lista era simples: sabrinas, sandálias de festa e sapatilhas.  Esqueci-me apenas de um pormenor, no mínimo fundamental; os pés americanos são consideravelmente maiores que os meus, pelo que mesmo o tamanho mais pequeno de mulher, o 5, era, em muitos casos, demasiado grande. Deixei de encontrar sapatos? Não, de facto não. Mas tive de ir com a mente bastante aberta e aproveitar o que havia, sem me fixar em tons e/ou modelos. Estou extremamente satisfeita com o que trouxe. Mas sei que, se fosse mais obstinada, viria de mãos a abanar. 


Mas comecemos por ordem de compra para não vos massacrar demasiado. Ainda em França, antes de ir para NY, decidi estar atenta a promoções e ofertas fantásticas, que ia encontrando pelo Retail Me Not, já que poderia enviar as compras para casa da amiga que me acolheu. Foi assim que vieram aquelas que são, a partir de agora, as minhas sandálias de festa. Todas em pele, de um dourado mais discreto nos pés do que parece, confortáveis e elegantes, encontrei-as no site oficial da Ralph Lauren a 23 euros, em promoção de 80% por causa do Dia do Presidente, no meu tamanho. Claro que este foi um golpe de sorte mas, se querem uma sugestão, quando tiverem a viagem marcada, perguntem ao vosso hotel, ou a algum amigo, se podem receber as encomendas e estejam atentos a promoções. Há ofertas inimagináveis. 

No primeiro dia, mais por causa do meu companheiro de viagem, (compras para homens nos Estados Unidos são de aproveitar e muito), fomos logo ao Jersey Gardens, um outlet enorme, fantástico, cheio de lojas de marcas de qualidade e bons artigos muito mais baratos. Não vos vou mentir, há muitas coisas que não são propriamente "baratas", são é "mais baratas" do que na Europa (por exemplo, uma mala de 300 euros da Michael Kors pode custar lá 150, mas, no entanto, é preciso estar-se disposto a dar esse valor por uma peça. Quem diz esta, diz outra qualquer. Vi lá um vestido da Prada, na Nordstrom desse outlet, que eram 1200 dólares a metade do preço; mas 600 dólares não se dão assim). Embora em New Jersey, muito pouco prático para quem fica em NY, é um lugar a pensar visitar, durante um dia inteiro, com uma mala de viagem vazia, se querem investir em artigos mais luxuosos. Depois de oportunidades perdidas de preços fenomenais na Calvin Klein, na Guess ou na Tommy Hilfiger (entre outras, de desporto), por não haver o meu número, consegui comprar umas Converse All Star menta a cerca de 20 euros, na secção de criança. 

A caminho da downtown, especificamente da Trinity Church, onde, à uma da tarde de todas as segundas-feiras há um mini-concerto com músicas de Bach, gratuito, esbarrámos com a Century 21, a loja na qual a Carrie Bradshaw desgraça o primeiro salário como colunista. Com as marcas mais fantásticas que podemos encontrar, desde Manolo Blahnik, a Calvin Klein, Fendi, Guess, Michael Kors, Moschino, Kate Spade, Prada, Dsquared2, passando pela alta-costura de designers italianos, a C21 é um verdadeiro "templo do consumo", onde podemos comprar roupa para todas as ocasiões, acessórios, cosmética (sem desconto) e sapatos. Muitos sapatos. Quase tudo com 60% de redução. Agora, um pequeno, importante, senão; se tiverem um tamanho de pés dos mais comuns, entre 37-39, poderão ter sorte e muito por onde escolher. Eu não encontrei quase nada; mais uma vez o que havia era demasiado grande, ou caro, e saí apenas com uma carteira em pele, azul, pequena, que me durará com certeza anos, do Vince Camuto. 

Já convicta de que não ia encontrar sapatilhas nem uns sapatos casuais, mas bonitos, fui à Nordstrom Rack, o outlet da loja, na Union Square, em busca da parte de cosméticos. Com uns pads da Neutrogena a 50% de desconto na mão, a caminho das caixas, encontrei as filas dos sapatos em promoção. As caixas muito bem organizadas, por tamanhos, dispostas em ordem crescente e da sapatilha informal para o mais sapato mais formal, foi a minha maior perdição. Não vale minimamente a pena procurar outros modelos, noutros tamanhos, porque o que está à vista é o que há. Mas o que há, já nos enche os olhos de alegria.Todos os pezinhos pequenos tinham, pelo menos, três filas com várias prateleiras de sapatos no tamanho 5 e outras tantas para os 6. Difícil foi escolher só dois pares. De lá trouxe uns mocassins vermelhos da Michael Kors (que combinam com o meu lado fascinado pelo Feiticeiro de Oz), também em pele e ao preço de uns sapatos de algum material sintético das marcas multinacionais que insistem em começar no 36, e uns ténis da Nike a metade do preço que estavam na Macy's e a um terço do das sapatilhas do género em Portugal. Ainda procurei uma gabardine vermelha (sou coerente no meu amor por casacos encarnados, vá), mas em vão, e nem me enfiei pelos corredores e corredores de roupa que por lá encontrei. Admito que não tenho jeito algum para encontrar aquela peça maravilhosa no meio da confusão. Se os artigos não estiverem dispostos de forma a que eu os consiga visualizar, ser-me-á muito difícil (entediante e a roçar o desespero) encontrar algo. Sou menina de saldos, mas não a monte, e agora com o hábito de comprar online o grau de paciência tem decrescido a olhos vistos. 

As minhas compras não foram muitas, como podem ver, mas bastante satisfatórias. Pode ser que a minha experiência nestas lojas dê jeito a alguém que vá passear até Nova Iorque, com um orçamento reduzido, como era o nosso. Quem conhecer outras e tiver encontrado bons negócios em roupa ou acessórios, partilhe por favor a experiência nos comentários. Com certeza ajudará muita gente (incluindo a mim, quando lá voltar. Porque não sei quando, mas voltar eu volto). Obrigada. :)        




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Nova Iorque | Guia útil de mão da Lonely Planet


Há algum tempo que eu desejava ir a Nova Iorque. Anos, direi. Mudaram-se casas, projectos e até de possíveis companhias para a dita viagem, mas a vontade sempre ficou. Firme e com a mesma convicção de que a cidade me iria apaixonar. Ou maior, até, que, com o passar do tempo, os filmes vistos e os milhentos programas sobre o que ver, visitar, comer, e por aí adiante, o desejo só aprimora, adensa e cresce como se a cidade já fosse nossa. 

Quero com isto dizer que foi com muita antecedência, aviso prévio e muita organização que se planeou a viagem do mês passado? Nã... Nada disso. Aproveitando a nossa disponibilidade mais flexível este ano, foi num ápice que encontrámos uma viagem abaixo de 400 euros, entrámos em contacto com a minha amiga que mora por aqueles lados (obrigada mais uma vez, A., sem ti não teria sido possível), e zás trás, viagem comprada. Isto em plena fase de mudanças para Paris, onde todos os dias, incluindo fins de semana, eram passados a trabalhar ou a receber visitas simpáticas, que nos ocupavam (e muito bem) o tempo que poderíamos ter para planear convenientemente a viagem. 

Confesso, desde já também, sem qualquer pudor ou timidez que, na mesma medida em que sou totalmente control-freak (assumidamente, o que é um primeiro passo para tratar qualquer obsessão) ao nível profissional, acabo por relaxar muito mais nas férias e deixar que me guiem. De forma flexível, que não sou pessoa para guiões rígidos nem muito cheios, que me impossibilitem uma das coisas que mais gosto de fazer quando viajo para algum lado; respirar a cidade, observar as gentes, sentir a vida dos espaços, das pessoas, comer o que comem, andar pelas ruas menos turísticas, pelo quotidiano do quem por lá fica quando todos os habitantes de passagem se vão embora. 

Moro, contudo, com alguém que me completa (até) nisto. Ele adora guias, mapas, roteiros, com os quais aprende mais sobre a história dos sítios que visitamos, sobre dicas de restaurantes e espaços de paragem obrigatória, sobre os passos que outros já deram e que aconselham. No final, acabamos por nem ir completamente à toa para perdermos muitas coisas extremamente interessantes, nem tão presos ao turístico que nos esqueçamos de parar a saborear o clima e a observar os transeuntes. É uma situação win-win (que, na primeira viagem feita a dois, teve uma fase de adaptação menos simpática, mas que agora é natural). 

Por isso, e de há uns anos, poucos, para cá, compramos sempre um guia, que levamos em viagem, para nos acompanhar. Desta vez, e acho que a partir de agora terá preferência, optámos pelo da Lonely Planet. Com menos fotografias do que outros, nomeadamente aqueles mais famosos, os branquinhos, acaba por ter mais dicas e informações úteis sobre o que vamos visitar. Alia ainda uma vertente mais cultural às dicas, ao contrário de outros como o Frommer's, mais prático. Como a intenção é conhecer, in loco, os monumentos, restaurantes e afins, e registarmos com a nossa máquina a nossa presença lá, achámos que o que o outro tinha de vantajoso, não traria qualquer vantagem para nós. Queríamos mesmo algo que nos auxiliasse, não que fizesse a visita por nós. E assim foi. 

Separado por bairros e muito bem organizado por temáticas (viagem com família, para shopping, alternativo, etc.), consoante a vontade do freguês, diz-nos onde ir e quando é melhor ir. Dá-nos sugestões, indica faixas de preços, à medida de cada carteira, e ainda propõe roteiros curtos, para quem for fazer alguma visita de quatro dias. Com cinco grandes temas principais -- onde comer, comprar, sair, o que ver e desporto -- apresenta-nos, de forma clara, os imperdíveis de cada região da cidade, para que não percamos o que ela tem de melhor.  E ainda acrescenta dicas para quem quer ter uma experiência de residente, para quem se quer sentir um verdadeiro New Yorker durante uns dias, fugindo dos lugares meramente voltados a turistas. 

O mapa geral da cidade, destacável, e os menores, por secções, foram essenciais na nossa exploração de Nova Iorque que, não sendo das cidades mais difíceis para nos orientarmos, também precisa de algum tempo para se dar a conhecer e parecer menor labiríntica. Fiquei realmente bastante satisfeita com o senhor guia, fiquei.  

Nas próximas semanas partilharei convosco tudo o que achar que possa interessar desta nossa viagem de nove dias. Confesso que a organização da informação, mais que muita, ainda não está totalmente definida, mas irei, com certeza, por partes temáticas, tentando não me esquecer de pitadinha. :) 
   
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