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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Clinique | Blush Cheek Pop, tom Ginger Pop


Perdidinha que sou por coisas bonitas com margaridas (digam o que disseram, é essa a flor em alto relevo deste produto), quando vi as fotos do lançamento dos novos blushes da Clinique, soube desde logo que tinha de ter um. O facto de ter viajado para Nova Iorque por altura da chegada dos quatro tons às lojas, confesso que aumentou este meu ímpeto e esta foi, sem dúvida, uma das primeiras compras que fiz, assim que cheguei. Depois de pesquisar e de lhes pôr o dedo, veio comigo o Ginger Pop, que deve ser, provavelmente, o mais atractivo, já que estava esgotado em várias Sephoras por onde passei. 

Os Cheek Pop são, segundo a marca, uma cor para as maçãs do rosto vibrante e ao mesmo tempo natural, que não deixa a pele com ar de empoeirada, com uma fórmula suave como a seda, que se adapta a qualquer tom de pele. É uma promessa ambiciosa para apenas quatro tons, mas, depois de usar o meu várias vezes, com diferentes tipos de base e primers, com a pele mais branca e, agora, mais morena, percebo que é um produto que se mistura perfeitamente com a tez, permitindo a tal adaptabilidade. Há algum tempo que a Clinique não me surpreendia tanto. Bate aos pontos (e disparadinho) o primeiríssimo blush que tive, também da marca americana, com a qual comecei a aprender a maquilhar-me.

Paremos um minuto para apreciar este desenho, senhoras e senhores. Lindo e bem gravado, dos que não nos deixam em duas pinceladas.

O Ginger Pop, o que trouxe, é um coral vivo, mais para o avermelhado que o alaranjado de outros tons do género. É um pó tão fininho e pigmentado que um suave toque com o pincel já é suficiente para nos dar um ar saudável de cor na pele. Contudo, se preferirem, consegue trabalhar-se ao ponto de ficar numa cor mais semelhante ao da embalagem (como fiz na mão, para conseguirem ver exactamente a textura e acabamento, espero que ambos sejam perceptíveis na foto), mais bonito em quem tem uma tez mais morena. Eu prefiro tocar-lhe levemente com um pincel de blush (tenho usado principalmente o da Real Techniques), para o tal efeito natural, corado, e fica perfeito. Por ter um acabamento acetinado, dá ainda um toque de luz ao rosto, não sendo nem um pouco exagerado.


Quando achamos que a cor e o toque na pele já era o suficiente para nos agradar  (e muito!), eis que estes meninos se portam lindamente ao longo do dia. Discretos, macios, com um ar de textura creme, sem ponta de ar de pó, este Ginger Pop é, talvez, um dos blushes que tenho que mais dura na pele. Independentemente de o aplicar por cima de uma textura em pó ou mais líquida, na realidade, ao fim de oito horas, ainda estava com aquele aspecto saudável, rosadinho (ou coraladinho, vá, se existisse) e não o pálido-zombie dos dias em que passo a trabalhar em frente ao computador, sem apanhar sol. 
      
Julgo que, se não chegou, deverá chegar em breve às perfumarias lusófonas. Com envio para Portugal, podem ainda comprá-lo online na Boots por £16,5 / ca € 20, mais portes. Nos Estados Unidos, onde comprei o meu, podem encontrá-lo nas várias Sephoras americanas, onde está a cerca de 17 €, se forem até lá, tragam um convosco. É bom, bonito e, apesar de não ser dos mais baratos para a quantidade (3,5g), durar-vos-á, provavelmente, imenso, de tão pigmentado que é.

Alguém já conseguiu pôr a mão numa flor destas? Digam-nos tudo, somos todas ouvidos. :)   

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tarte | Power Couple Amazonian Clay Bronzer & Blush


Desde que perdi dois duos de bronzer e blush dos quais gostei imenso, um da Guerlain, da colecção de Emilio Pucci, do Verão de 2012 e o na época estival anterior, da Dior, que ando mais atentamente à procura de um compacto destes, para me acompanhar em viagens pequenas, quando o limite de peso da mala dita assertivamente o que podemos levar. É um conjunto prático, especialmente no Verão, quando a pele está em melhor estado e um leve toque de Sol (para uniformizar o tom do rosto e do corpo) e de cor a aprimoram ainda mais.

Por isso, quando encontrei, online, este Power Couple, da Tarte, com boas críticas e a um excelente preço (com o desconto que uma amiga conseguiu. Muito obrigada, M.!), pu-lo logo no carrinho, que, desta vez, não iria deixar a oportunidade escapar. A marca ainda não está acessível em Portugal, mas conseguem comprar os produtos através do site oficial da marca ou Sephora americana, para os Estados Unidos, ou desta última, para o Reino Unido. Eu aproveitei a minha viagem a Nova Iorque (suspiro, suspiro) para o trazer comigo e testar a tão badalada Tarte.


Este "casal poderoso" vem com o aclamado bronzer Park Avenue Princess e o famoso blush Dollface, ambos com base no ingrediente-rei da Tarte, a argila da Amazónia (Amazonian clay).  Esta edição limitada, apenas à venda no site oficial da marca, custa cerca de 24 € e oferece 7 gramas de pó em cada metade (logo 14g), o que a torna realmente aliciante, especialmente se a compararmos com o tamanho de outros como o novo da Clinique (3,5g), os Radiance, da YSL ( 4g), os cremosos da Chanel (2,5 g), ou mesmo os da MAC ou Guerlain, ambos com 6 g (isto só para referir os que tenho aqui ao meu lado).

O Park Avenue Princess, que, no site, a Tarte classifica como mate, é um pó bronzeador quente, fino (mas não amanteigado), que se aplica com muita facilidade, sem parecer artificial, esbatendo-se e misturando-se com a pele de forma muito natural, sem ser minimamente laranja. Agora, não é, de todo, baço. Pensando, inicialmente, que poderia haver transferência de micro purpurinas do pó ao lado, usei-o várias vezes, passando com convicção o pincel (para retirar o brilho e não para passar depois na cara, já que é realmente pigmentado e uma mão leve basta para o tal efeito beijado pelo Sol) em todo o bronzer. O brilho continuava lá. Na pele, confesso, o máximo que faz é dar uma luminosidade à pele, pelo que eu continuo a gostar imenso dele, especialmente quando a minha tez acorda mais fosca e pálida. Mas, em dias em que está mais radiante, o clima está mais húmido, ou quando quero algo totalmente mate, não posso, de forma alguma, recorrer a ele.

O Dollface é um blush rosa clarinho, que o meu leigo olhar diria mais para o frio, também com algum brilho (micro, infinitamente mais discreto do que o do Orgasm, da NARS, para quem conhece, ao pé do qual parece mate), mas muito natural. Em combinação com o bronzer, dá efectivamente um toque de cor à pele mais morena, sendo perfeito como blush do dia a dia (caso só queiram ter um), para quem preferir algo mais subtil. É, como o colega do lado, um pó muito fininho, que se esbate facilmente na pele, sem acumular.

com luz artificial

com luz natural
Usei a combinação repetidamente, com e sem primer, com bases em pó, mousse e líquida. Não sei se a promessa das 12 horas de durabilidade da Tarte se aguentará efectivamente com um spray de fixação (que, na verdade, faltou), mas, com qualquer uma das experiências, no final de 8 horas, ainda mantinha um ar saudável e de luz, na pele, desvanecendo um pouco, especialmente o Dollface. Passadas 10 horas (portanto das 9 às 19, num ambiente mais húmido), ainda havia um toque do bronzer, mas o blush quase não se via. No final de um dia mais comprido, ambos não me deixavam totalmente, mas não mantinham a mesma prestação, de forma alguma. Agora, se são daqueles que não precisam de retoques constantes e podemos confiar e nos esquecer deles? São, sim senhora!

Eu sei que pode ser frustrante lerem sobre um produto que não é de acesso fácil (não fosse alguém ficar com uma vontade enorme de correr desesperadamente para lhe pôr a mão), mas pode ser que conheçam alguém que vá ou que more nos Estados Unidos, que vos possa enviar. Ou podem vocês estar a planear uma visita àqueles lados, vá. O site da Tarte aceita os cartões de crédito internacionais, mesmo com morada em Portugal ou no Brasil, o que facilita imenso a compra (acreditem, tentei várias vezes, em vão, comprar no site da Sephora americana com o meu cartão português e só aceitou o francês, ou o brasileiro). Pelo preço que custa, vale muito a pena.





segunda-feira, 17 de março de 2014

MUFE | HD Blush, no tom 335 Fawn

Quanto mais me conheço, mais me convenço que os meus blushes favoritos são os neutros, nudes, naturais, como lhes quiserem chamar. Aliada a tal cor uma textura que não seja demasiado poeirenta, daqueles que migram e nem dão tempo para despedidas, nem colante, como alguns blushes cremosos me parecem, temos uma relação duradoura. Foi o que aconteceu com o meu novo blush HD da Make Up Foverer.


A MUFE garante ter criado, com esta fórmula, um produto que se “funde com a pele para um rubor natural da pele, com um resultado duradouro”. Com uma textura fácil de misturar na pele, permite ainda uma “aplicação controlada”, supostamente perfeita para quem tem medo de, desajeitadamente, abusar do blush. Ando há semanas a usá-lo (não diariamente, mais o suficiente para o ter posto à prova) e é, actualmente, aquele no qual pego quando quero algo simples, fácil, natural e sem brilho ou confusões.


O que veio morar comigo foi o 335 Fawn, um castanho rosado, o que me pareceu o mais neutro de todos e que veio colmatar uma lacuna na colecção. A escolha pareceu-me ser bem segura, dado que, se eu, por acaso, não gostasse da textura, ao menos tinha um tom que não precisaria de muita mestria na aplicação, dado que era dos mais discretos que vi. Mas apercebi-me logo que os meus receios eram infundados.

De facto, é um produto que tem uma consistência cremosa ao toque, mas que se esbate e funde perfeitamente na pele, sem se notar as linhas de onde foi aplicado. Comparando com o Le Blush Crème da Chanel, o mais próximo que tenho dele, consigo facilmente dizer-vos com toda a certeza que parece menos pigmentado ao toque, mas que, depois de aplicado, tem um ar muito mais natural do que o primeiro, como se o tom fosse vosso, e não criado com maquilhagem. Não que não aprecie o da Chanel, pelo contrário, o meu coração é grande o suficiente para os dois, cada um na sua área de especialização e expertise, mas o da MUFE tem sido o mais recorrente, especialmente quando coloco apenas o BB da Missha, blush, rímel, um bálsamo e mais nada.


O facto de parecer natural deixou-me bastante confusa relativamente à sua duração logo no primeiro dia em que o usei. A determinada altura, já não sabia se era a minha pele que estava com um toque de cor bonito, ou se era o produto em si. Foi só na altura da desmaquilhagem que me apercebi que ele ainda estava na pele, quando dei por mim a ficar mais pálida em frente ao espelho, e o “calor” da minha pele a ir embora com o disco de algodão. Percebi que, efectivamente, estava perante um senhor produto, cumpridor de promessas.   

Consoante a cor que escolherem, parece-me portanto uma boa aposta para quem gosta de um rubor natural na pele, e que não sai de casa sem uma base ou um BB cream. O blush HD criará, discretamente, esse efeito. Sublinho, discreto. Não esperem ter um ar tcharam com este produto, arrisco-me a dizer que tal não será conseguido (se bem aplicado) independentemente da cor. Este é, como o nome indica, para dar o efeito de segunda pele, o mais natural possível, que fique, como garante a linha, bem em fotos e vídeo. 

Encontram este blush HD nas Sephoras por aí, provavelmente entre 25 e 30 euros (comprei o meu com promoção, muito mais barato, na loja francesa, onde a MUFE é, normalmente, mais acessível). Nos Estados Unidos são, mais uma vez, mais baratos do que noutras paragens. Já estamos habituadas a isso, nada a fazer. 
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