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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Malévola e as asas perdidas

foto: disney.wikia.com
Finalmente fui ao cinema ver a Maleficent, semanas depois de estrear, já em 2D (como preferia), com olhos carregados e tshirt da Evil Queen, que há qualquer coisa nos vilões tradicionais que sempre me puxou mais do que nos heróis sem sal. Babei pelo baton da Angelina Jolie do início ao fim e saí de lá com a nítida sensação que, a ser alguma personagem ficcional, seria sempre algo parecido com esta Malévola, que voa, que sente, que se revolta, que parece mais humana que dezenas Auroras, sempre a rir, sempre alegres. E que se veste e maquilha muito melhor!

Vejamos, também, como ela, perco a minha luz quando sou colocada numa situação em que fico sem asas, sem ter como nem onde me movimentar livremente, descontraidamente, sem ter de olhar para o lado em constante sensação de perigo, sem me sentir plenamente segura e confiante no caminho que estou a percorrer. Sem asas também me fecho nos lugares mais tenebrosos da minha alma, os mais escuros, procurando razões e formas de sair dali, sem conseguir voar dali para fora, como tão bem sei fazer. E a angústia apodera-se de mim, e os dias ficam mais cinzentos, e o Sol não brilha com a mesma intensidade. Porque me deixei arrastar, porque fui obrigada, porque não é com ferro que se condenam todas as criaturas aladas. Em silêncio.

Portanto, ponham-me um baton vermelho daqueles, prendam-me num espaço do qual não posso ver além das nuvens e sim, seria uma Malévola facilmente, com olhar atroz e sarcasmo nos lábios. Sobre o filme, não é brilhante (embora eu adore fantasia e tenha adorado ver este no cinema), mas vale quanto mais não seja pela caracterização fantástica da Angelina Jolie.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Filmes | Hobbit 2, estreia dia 12 de Dezembro



Caramba! O Hobbit já está aí no dia 12 e ainda não acabei de ler o livro. Tenho de me despachar. 

Como já vos disse noutras horas, adoro fantasia, especialmente em livros bons e que despertam o que de mais irreal (ou surreal) há em mim (o que também não precisa de muito, porque sempre gostei de manter a magia na minha vida). J.R.R. Tolkien fê-lo sempre muito bem e, à semelhança do que aconteceu com o Senhor dos Anéis (a trilogia), e outros filmes que sejam adaptações de livros, quero ler este antes de vê-lo no grande ecrã. 

Se há uma coisa que me dá imenso prazer, é ver de que forma o mundo que eu crio ao ler o livro, o meu imaginário, se assemelha àquilo que quem o adaptou em filme criou. Se tive algumas decepções até hoje (nunca me esquecerei do papel minúsculo que dão aos meus queridos Cavaleiros de Rohan), há outras situações em que me parto a rir sozinha, ao ver no cinema os cenários que iam aparecendo na minha cabeça, ao percorrer as linhas que alguém com uma imaginação fabulosa como a de Tolkien escreveu. 

Li no outro dia, numa dessas fotos com frases que passam no facebook. que "Books are proof that humans can work magic"*. É bem verdade, em qualquer género.  



*Livros são a prova que os humanos conseguem fazer magia


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