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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

LUSH | Barra de massagem Therapy

Em Outubro, assim que tive oportunidade de ir a uma Lush, em Lisboa, lá fui eu abastecer o meu stock de balísticas e manteigas de banho. Nada como um banho relaxante por semana (sempre que possível), para me aquecer a alma e revigorar o espírito. Meses de jejum e a chegada promissora do friozinho (do qual eu gosto cada vez mais) pareceram-me boas razões para encher a banheira e demorar-me lá dentro, com ou sem espuma, a mimar a pele. 

Uma vez na loja, uma empregada muito simpática começou a mostrar-nos as barras de massagem. Entre algumas que não me seduziram, e depois de um engraçado e sorridente "Isso é um ser que está aí dentro?", a apontar para a minha barriga, disse que eu tinha de levar a Therapy. Além do efeito hidratante e relaxante, os buracos simbolizavam os umbigos dos bebés (supostamente em cada quatro para dentro, fica um para fora, reza o mito por detrás do design da barra), pelo que era perfeita para esta fase que põe à prova a elasticidade de qualquer pele. Sorri, experimentei-a e pu-la no carrinho.
foto:Lushusa.com (a minha barra já não está com bom aspecto para fotos)
A Therapy contém manteiga de cacau, carité e óleos de lavanda e neroli. Depois de aquecida nas mãos, transforma-se praticamente num óleo com aroma cítrico em contacto com a pele e deixa-a realmente untada. Eu gosto muito da sensação para massajar suavemente a barriga e, agora com 30 semanas, é engraçado brincar com o bebé e senti-lo a seguir os meus dedos, pondo-se a jeito para, quem sabe, sentir uma massagem calmante (dura vida lá dentro, de comer, dormir, brincar e pouco mais!), mas, para quem quer um creme de absorção mais rápida, esta não é uma boa opção. É untuoso, com um cheiro intenso e demora muito até ser sugado pela pele (que fica oleada como o corpo da Kim Kardashian naquela famosa foto da Paper. Facto.). 

Apesar do meu ajudante anti-estrias diário ser o Velastisa da ISDIN que, como já escrevi, acredito que esteja a ser um combatente à altura de uma genética propícia às horríveis marcas de uma pele rachada, uso esta barra da Lush sempre que quero um momento mais hidratante, naqueles dias em que se sentem as comichões de uma pele a esticar.  Por 9,95€, dá para a gravidez inteira se usada assim como eu, no mínimo duas vezes por semana.

Até agora, não tenho estria alguma. Estou a torcer para que, até ao final, especialmente nesta recta final, se mantenha assim, uma pele macia, hidratada e elástica. Dedinhos cruzados e fica a dica. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Disfarçar quem somos ou Valorizar o que temos de melhor?

Hoje li num blog, que eu sigo e até gosto, não me interpretem mal, mais um post de como disfarçar o corpo que se tem, como se de uma coisa tenebrosa se tratasse e fiquei, mais uma vez, arroxeada de raiva. Não totalmente roxa porque, definitivamente, não é algo que mereça assim tanto a minha atenção, mas, talvez por causa da sequência de lamúrias constantes ou atentados à saúde alheios que me têm rodeado, decidi partilhar convosco o que penso sobre o assunto.

Depois de anos e anos subjugados a uma cultura da magreza total, de Kate Moss para ainda menos pesadas, de mulheres direitíssimas e com um ar pouco saudável, foi com bastante alegria que vi emergirem como os mais bonitos e sexys do mundo corpos curvilíneos, delineados, com brilho. As campanhas Dove e tantas outras seguiram a onda dos corpos naturais, que sentem orgulho da estrutura que têm e a abraçam todos os dias. Mulheres com sorrisos na cara e segurança no caminhar. Mulheres que se querem valorizar.

Não estou com isto a dizer que devemos descurar o equilíbrio e engordar indefinidamente, porque devemos gostar de nós independentemente de tudo. Nada disso. Mas sim que a alimentação saudável e o exercício devem fazer da nossa rotina de bem-estar, de corpo e mente, e não serem os capatazes cruéis de uma dieta louca que fazemos para emagrecer x quilos e que, cumprida a meta, esquecemos. E aí engordamos tudo de novo, ficamos frustradas e lá vamos nós transformar o corpo num io-io maluco, que um dia se revoltará contra nós. A saúde deve sempre estar em primeiro lugar.

Cuidando da alimentação diariamente e fazendo exercício (que pode ser meia hora a dançar na vossa sala, sozinhas, não precisa de ser uma corrida todos os dias. Quem me conhece sabe que sou mais dancer -- o que eu salto ao som dos The Killers --  do que runner e temos de fazer o que nos dá prazer), os passos mais importantes estão dados para a aceitação do corpo que se tem e que muitas pessoas, a não ser por cirurgia estética (da qual também não sou propriamente fã, na maioria dos casos), não irão conseguir mudar.

Portanto a palavra de ordem não deveria nunca ser "disfarçar" mas sim "valorizar", "tirar proveito", "engrandecer" o que temos de melhor. Uma sublimação sensata. Do nosso corpo, da nossa felicidade, da nossa confiança e segurança. Chega de mulheres que vivem os dias frustradas porque não emagrecem independentemente do que comem, ou porque têm mais curvas que outras que comem muito mais. Porque os maridos/namorados as querem diferentes (nem vou começar por aqui, porque daria todo um post separado). Ou porque engordaram um quilo na barriga (que ninguém vê), mesmo tendo IMC 18 ou menor. Cada uma tem o seu metabolismo e não somos todas iguais. E ainda bem! Que triste seria o mundo se assim fosse.

Tendo dito isto, eu sou baixinha e em formato de pêra. Passei a minha adolescência a ouvir que bonitas são as altas e magras, ao mesmo tempo que as vendedoras das lojas me tentavam vender vestidos/saias/calças que me "disfarçassem"  ou retirassem tudo o que era curva do corpo (como se tal fosse possível!). A ouvir que o meu "problema" estava atrás, no rabiosque, que, antes de Beyoncé, Alicia Keys, Tais Araújo, Leandra Leal, Jennifer Lopez e tantas outras, era uma afronta à beleza. Era frustrante? Pois claro que era, mas felizmente cresci. Hoje vou a uma loja, visto um vestido justo (com uma cueca da Tezenis, que não marca, porque gosto de curvas bem definidas) e gosto de me ver ao espelho. Tento equilibrar o que como, mas como de tudo. Se abuso durante uns dias, compenso com mais sopas, frutas e legumes nos outros. Bebo muitos chás, dos bons, que não precisam de açúcar. Tento ter uma alimentação equilibrada, com tudo o que o meu corpo precisa. E não deixo que uns quilos a mais sejam, de todo, motivo de ansiedade, revolta ou infelicidade. Se não os perco em uma semana, num mês, perco em mais.

Sejamos então altas, baixas, direitas ou com curvas, tenhamos o cabelo encaracolado ou liso, um tom de pele mais claro ou mais escuro, valorizemos o que temos, todos os dias. Sejamos saudáveis, equilibradas e felizes porque, se há coisas que até podemos mudar temporariamente, há traços e formas que nos fazem ser quem somos, diferentes e com heranças genéticas que mais ninguém tem. Cuidemo-nos e aceitemo-nos. Acreditem, isso vale muito.Valorizemo-nos! 
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