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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Coimbra | As iguarias do Chá dos Cinco

Têm sido dias cheios, como são, especialmente, os de todas as minhas quadras natalícias. Por isso, os posts podem sofrer algum atraso, pelo qual peço desde já desculpa. De qualquer forma e mantendo a relação de um por dia, dos mais variados assuntos, achei que já estava mais do que na hora de vos falar do meu espaço de chá favorito em Coimbra – O Chá dos Cinco.

foto:chá dos cinco
Não me lembro da primeira vez que fui àquele espaço de chás maravilhosos, acolhedor e escondido do rebuliço citadino, mas, com idas e vindas irregulares, é onde regresso sempre que quero recompor o meu stock de infusões e misturas de ervas diferentes. Quando tenho tempo, aproveito e sento-me à conversa, enquanto me delicio com as opções de bolinhos e tostas.

À media luz, decorado com tons quentes, o Chá dos cinco é ideal para um momento mais calmo, acompanhados ou sozinhos, com um bom autor nas mãos. Há quem também aproveite para levar o material de preparação de exames e frequências e estudar com o aroma dos chás mais encorpados que conheço, com especiarias divinas, chocolate, caramelo ou frutas dos mais variados tons e sabores.  

De todos os que já experimentei, recomendo o Pecado dos Deuses, um chá preto com chocolate e especiarias que é dos melhores que já bebi até hoje. Como tive de deixar de beber chás com teína, fico-me pelas infusões ou chás com base no Rooibos, dos quais os meus favoritos são, sem dúvida, o Chocolate de Inverno e o Chá do Entardecer (ou qualquer coisa do género). Contudo, como eu acho que a escolha de um chá pode ser tão pessoal quanto a de um perfume, aconselhava-vos a, antes de pedirem um, conversarem com a senhora, que vos guiará pelo fantástico mundo da mistura de ervas. Melhor do que ninguém, ela saberá o que mais agradará ao vosso palato.  

Entretanto, enquanto escolhem o chá, peçam uns scones, feitos na hora e servidos com doces e manteiga. Eu faço-os em casa e nunca consegui que chegassem ao nível dos do Chá dos Cinco. São perfeitos. Quentinhos, frescos e estaladiços são de comer e chorar por mais. Acho que só comi melhores num recanto perdido a caminho das Highlands escocesas, numa manhã fria, na qual me souberam a um autêntico manjar dos deuses. Quem preferir, pode sempre optar por uma fatia de bolo, sempre caseiro, ou uma tosta em pão tradicional. Garanto-vos, momentos deliciosos.  

Além dos chás que podem beber por lá, também podem trazer para casa as vossas misturas favoritas em pacotes de, no mínimo, 50 g, por 4,5€. Actualmente, tenho três que vou rodando; o do Entardecer, o Verdes Tesouros e o Rooibos Capuccino. No Verão, as misturas escolhidas são sempre mais cítricas e frescas. Para uma prendinha janota, podem optar por um acessório para beber chá em casa, como um bonito bule ou um infusor de qualidade.

O Chá dos Cinco fica na Rua Luís A D Santos, 13, loja 3. Para quem conhece, nas galerias ao lado do Leroy Merlin, antiga Makro. Recebem também encomendas e enviam para Portugal e outros países, é só contactá-los através da página de Facebook, onde também encontram fotos de algumas iguarias servidas neste espaço. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Giuseppe e Joaquim, para momentos especiais, em Coimbra

Coimbra tem uma vida voltada para os estudantes. Quem a conhece, sabe que toda a energia e dinâmica da cidade é nutrida pelo entusiasmo e farra dos que por lá passam, de todos os lados, pelo menos três anos, no mínimo. Há uns anos, lembro-me de ser muito difícil para os autóctones, aqueles que vivem Coimbra desde que nasceram, encontrarem algum espaço ao fim de semana que fosse interessante. Os restaurantes eram igualmente mais do mesmo. Mas sinto que, nos últimos tempos, a coisa tem vindo a mudar, e a ajeitar-se.

Um dos restaurantes que descobrimos deste abraço da cidade a todos os seus habitantes, foi o Giuseppe e Joaquim, onde vamos, actualmente, sempre que queremos comemorar algo. Almoçámos lá no dia do casamento civil e por lá passamos vários aniversários, encontros com velhos amigos, e outras ocasiões, sempre que se proporcionarem. Está, por isso, mais do que na altura de eu partilhar convosco este espaço.
foto: tripadvisor.com.br
Situado na Baixa, o Giuseppe e Joaquim está num local privilegiado, com estacionamento relativamente fácil (à noite há um parque à beira rio e, durante o dia, há sempre o subterrâneo da Loja do Cidadão). Por lá passam muitos turistas e, mesmo quem não conhece, chega ao restaurante sem grandes problemas.

O espaço é amplo e está muito bem decorado. À média luz, como me agradam os restaurantes à noite, tudo tem um ar cuidado e quente, acolhedor e moderno, em tons quentes como os avermelhados e amarelos (estou aqui a ver uma semelhança com o Malagueta Afrodisíaca… dêem-lhe um toque exótico/ oriental e conquistam-me). Gosto de espaços que tenham um ar requintado, que me encantem, e o Giuseppe (para os amigos), encanta-me.
foto: boaescolha.pt
Mas, um restaurante sem boa comida não seria nada e todos os pratos que provei estavam deveras deliciosos. Há elementos da minha família que são mais exigentes e, mesmo eles, ficaram convencidíssimos e com vontade de regressar. É um espaço consensual. O que, acreditem, é um feito.

O cardápio é longo e podem escolher entre vários pratos italianos e portugueses. Pizzas e massas ao lado de bifes de vaca, polvo e bacalhau, para agradar a todos os paladares. Eu adoro a Pizza Norvegese, que não encontro em mais lado algum; mozarela fresca, uma camada decente de rúcula e salmão fumado. Até estou a salivar.

Como entrada pedimos sempre a mozarela com presunto e rúcula. Um prato vem com quatro pedaços e cada pessoa come apenas um e fica bem. Entretanto a refeição chega, é rápido, e ficamos entretidos a degustar a combinação de sabores.

Um dos pratos mais interessantes e originais é o Bacalhau no Pão. O Chef pegou num prato tradicional, o peixinho mais famoso de Portugal, juntou-lhe batatas, azeite, cebola, e pô-los dentro de um pão do qual se retirou o recheio, onde leva o últimos retoques. Quem come bem, come-o sozinho, eu teria sempre de dividir, tal não é a quantidade de comida.

A desvantagem para alguns pode ser o preço. Há pratos que não chegam aos dez euros e outros mais próximos dos vinte. A refeição completa, com bebida, andará sempre, no mínimo, à volta de quinze euros por pessoa. Se pedirem vinho e sobremesas podem contar com vinte euros ou consideravelmente mais (consoante o prato que se escolher). Mas, como um dia não são dias, e há momentos que são para celebrar (ok, ok, mais uma vez contra os nutricionistas, mas, que querem? Sou uma gulosinha que gosta de boa comida e de marcar momentos com sabores), julgo ser um excelente espaço a visitar. Recomendo vivamente!

Localização:

Ver mapa maior

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Pousadinha, em Tentúgal, para os amantes de doces conventuais


Quem viajar de carro até Coimbra e gostar de doce de ovos, tem obrigatoriamente de ir até Tentúgal. Na estrada que liga a cidade dos estudantes à Figueira da Foz (N111), à praia, sensivelmente a meio, é fácil descobrir a localidade onde foram criados alguns dos doces conventuais que eu mais gosto, os Pastéis de Tentúgal. Ao longo do caminho, encontramos, de um lado e outro, vários cafés com doçaria típica, que marcam a chegada ao nosso destino. Mas, para mim, há uma pastelaria que detém, hoje, o estatuto de a melhor da região, a Pousadinha.

A Pousadinha não é um dos estabelecimentos mais antigos de Tentúgal. Lembro-me perfeitamente de quando abriram e do percurso que fizeram até terem o tamanho e qualidade que têm hoje (evolução que observei anualmente com bastante agrado). Mas é, actualmente, um local de paragem sempre que fazemos esse caminho. É impensável passar ao lado e não parar (quase como o que eu sinto relativamente à Casa do Alemão, no Rio) para comer um doce ou até mesmo um salgado. Dos pastéis e queijadas de Tentúgal, às Barrigas de Freira, às tortas de vários sabores, ao pão de ló com ovos maravilhoso, e passando pelas empadas variadas (de Cozido à Portuguesa, pato, frango, alheira, camarão, legumes,...) e pelos pães caseiros, é impossível não sair de lá com o estômago feliz e um saquinho para trazer para casa.

Fica a dica e mais algumas fotos para vos aguçar o apetite. :) 



Alguns dos meus doces típicos favoritos, que dou a provar a quem visitar comigo a Pousadinha:


Gostaram? Quão fãs são de doces conventuais?

terça-feira, 2 de abril de 2013

8 1/2 Festa do Cinema Italiano

Depois de passar por Lisboa, a 8 1/2 arranca hoje, com seis curtas-metragens, no Teatro Gil Vicente de Coimbra. Até 5 de Abril, a cidade universitária receberá curtas-metragens e filmes de reconhecidos realizadores italianos, "títulos que estiveram presentes em festivais internacionais como Veneza ou Cannes". 

A Festa passará ainda pelo Porto, Funchal, Loulé e terminará em Luanda, nos dias 6 a 9 de Junho. 

Notícias, programa e outras informações podem ser encontradas no site do 8 1/2. Quem estiver por perto, aproveite. 
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