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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Brasil | Compras dos últimos meses (que a coisa anda fraquinha)

Já não me lembro da última vez que escrevi algo sobre as compras que tinha feito recentemente. Deve ter sido há algum tempo, que estes foram meses de muito poucas aquisições, muitas reflexões e bastantes exercícios de organização mental. No meio disto tudo, aliado às condições pouco propícias ao gasto em coisas de beleza e afins (confesso que a relação preço/qualidade me barrou quase sempre que vi algo que me interessava), ficou de lado o blog e a minha singela incursão por estas coisas que me atraem e que me divertem, de beleza e afins. Enfim, posto o desabafo, vou mostrar-vos algumas coisas que decidi experimentar, principalmente de marcas nacionais, para verem que ainda não perdi totalmente o gás.

A foto está assim, assim, mas com pouca  luz e tempo foi o que se pôde arranjar. As minhas desculpas.
Assim que vim para aqui, perguntei na página do facebook se alguém aconselhava um produto ou marca para comprar aqui. Clara Alva, muito simpática, falou-me de um pó finalizador, da Payot, que, comparável com os das grandes marcas de luxo. por trinta e poucos reais (equivalente a uns 10 euros) achei que não custava nada tentar, já que, na minha colecção, ainda não está ocupado o lugar para tal pó que me agrade a 100 % (a busca continua).Ultramicronizado, este pó HD Translucent veio substituir o aconselhado pela Clara, sendo, supostamente, ainda melhor, por estar preparado para alta definição. À primeira vista, e esquecendo o ar simples e de pouca qualidade da embalagem, num plástico muito fraquinho (já se partiu e tudo), parece-me um pó interessante, embora peque pelo excesso de purpurinas. Vamos continuar a testar a ver como e onde resulta, depois contar-vos-ei tudinho. 

No mesmo dia, veio comigo, do Shopping do Leblon, o baton da Boticário no tom Guaraná Tropical da colecção Torcida Linda. À semelhança do vizinho da Payot, a embalagem peca pelo ar rasco (francamente poderiam fazer algo melhor, mais elegante e resistente, mesmo em plástico), e não sou a maior fã do cheiro tipo baton do cieiro deste produto, mas a cor seduziu-me e vou dar-lhe mais umas voltas até um veredicto final pormenorizado. Custou-me por volta de 15 reais, uns 5 euros, mais coisa, menos coisa.

Da Contém 1gr, singelamente, trouxe apenas uma sombra, num tom azul (Azul Real Opaco) que me seduziu à primeira. Ao ponto de estar para a comprar num quarteto de outras cores da bandeira do Brasil (mais uma colecção para o Mundial), onde constava um amarelo e um verde que dificilmente eu iria usar. A menina, muito simpática, alertou-me para o facto de poder comprar o azul individual e olhem, aqui está ele, merecedor de um post futuro sozinho. Tenho alguma pena que os produtos da marca sejam, para mim, caros para o que me parecem. Fico com receio de me aventurar por algo desconhecido e ficar muito frustrada. Esta sombra, para terem uma noção, custou 44 reais, cerca de 15 euros.

Hoje, finalmente, depois de telefonemas à Sephora e à transportadora, que parecia não dar com a casa, chegou a minha encomenda com dois produtos que achei interessantes.  Um sabonete em forma de gelado/ picolé da Feito Brasil, colecção Dom Tropical, com cheirinho de coco e pedacinhos de casca da fruta para exfoliar, que estou em pulgas para experimentar, e um verniz da Revlon cujo tom tinha de ser meu, o Fashionista, um azul/verde/petróleo, daqueles que eu tenho muita dificuldade em categorizar concretamente e de forma assertiva. O sabonete foi 22 Reais, cerca de 7 euros, e o verniz 18, uns 6.  

Por aqui não há os saldos maravilhosos que encontramos aí nas perfumarias e lojas de roupa. Pelo contrário, mesmo com saldo, vejo cada preço na etiqueta das coisas que de facto me captam o olhar que me dá vontade de cair para trás à gargalhada. Pensando positivo, pode ser que ainda haja algo de interessante por Portugal no mês que vem porque estou a chegar!

Como têm sido as vossas compras? Algo de interessante?

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Compras | O último mês (e meio, vá!)

Depois de uns dias em cheio em Nova Iorque, o regresso ao Rio de Janeiro foi de contenção orçamental. Aproveitei. mesmo assim, para comprar umas coisas que aqui são realmente mais baratas, especialmente para os pés, e algo de uma loja que eu realmente prefiro, especialmente quando feita a relação preço/qualidade (já que não é, de todo, barata per se). 


Sempre que estou no Brasil aproveito para comprar Havaianas. Eu e quase todos os europeus que conheço, vá. Dão jeito, são práticas, divertidas, resistentes e, aqui, custam metade (ou menos) do preço que conhecemos na Europa. É, por isso, de aproveitar, especialmente por todos os que gostam de andar de chinelos de dedo no Verão, de forma descontraída, com modelos mais divertidos, até para ir às compras ou passeios informais. Eu comprei duas, até agora; A primeira (12€), adorada, comprei-a na loja oficial em Búzios, assim que a vi, porque tinha de ser minha, da colecção das Vilãs, que tem também a Cruella (muito giras!), além da Rainha Má (queria mostrar-vos online, mas não a encontro na loja virtual, só nas físicas). A segunda é muito recente. Já a tinha visto quando trouxe as primeiras, mas acabei por deixá-las lá, reticente com o formato completamente diferente, o Flat Mix (7€). Contudo, a minha cunhada tem umas e, apesar de menos justas, não me pareceram desconfortáveis, pelo que, quando ela passou por uma loja, trouxe-me umas e aqui estão, lindas e graciosas, numa mistura muito feminina.  Acho que, até me ir embora, vou comprar mais algumas, quase de certeza. 

As minhas sabrinas nude (30€) vieram da minha loja favorita brasileira, e devo dizer, quase com convicção assumida, que está no meu top três de marcas favoritas de sapatos, a Mr. Cat. Tenho três pares, de sandálias altas a  chinelos, e garanto que, mesmo usadas em situações extremas, horas e horas seguidas, em terra batida, aguentaram muitíssimo bem, com muita dignidade. No meu dia de casamento, quando tirei os sapatos amarelos, os oficiais, calcei imediatamente outros bastante altos, da Mr. Cat, que tenho há anos, e que nunca me deixam mal. São extremamente confortáveis e as que comprei agora, especificamente, fazem-me lembrar as minhas sabrinas do ballet, maleáveis e quase como se fossem uma segunda pele, de tão ajustadas ao pé. Claro que experimentei outras que não assentavam nem um pouco, mas lá, como em qualquer outra loja, há sempre modelos dos quais não gosto e outros dos quais gosto imenso. É, sem dúvida, o local onde sei que encontro o que procuro, especialmente nos modelos mais simples, aqueles para usar todos os dias, dos formais aos informais, de cores mais neutras. Não são sapatos baratos, de todo, mas são muito mais em conta do que os sapatos confortáveis, de pele, em Portugal, e duram muito tempo. Aqui em casa somos dois adeptos da marca, ele a elogiar sapatilhas e sapatos informais, e eu a encontrar sempre os meus básicos elegantes e confortáveis, por lá. 


Quando se chega aqui, já com dois biquinis na mala, para não gastar dinheiro com algo que já temos, e se descobre que, afinal, um veio completo e o outro afinal são apenas duas partes de baixo, diferentes, temos de ir a correr comprar algum. Felizmente, no primeiro fim de semana no Brasil fui a Cabo Frio, onde há uma "Rua dos Biquinis" dedicada quase exclusivamente a lojas de artigos para a praia, de biquinis a fatos de banho, passando por pareos/cangas, sacos, tshirts, para homem ou mulher. Várias marcas, a preço de fábrica, umas mais baratas outras mais caras (ao mesmo preço de Portugal, sensivelmente), onde encontramos padrões e feitios para todos os gostos. O que mais me agrada é o facto de podermos misturar parte de cima e baixo como quisermos. Eu não gostava nem um pouco da cueca do soutien das cerejas e consegui comprar uma normal, só em vermelho, mesmo em lojas diferentes. Ao todo o biquini custou-me 10 €, em promoção. Eu adoro o padrão e adoro como assenta. Foi um verdadeiro achado, confesso, porque sou muito esquisita. Noutro dia,  enquanto passeava pela rua como acompanhante da Carol, que procurava algo para ela, vi esse fato de banho caqui, útil para churrascos e outros encontros com piscina, com almoço e muito calor, no qual não queiramos andar sempre apenas de soutien. Também com desconto, ficou-me por 13 € e combina muito bem com uma saia esvoançante, exactamente para passeios estivais, em sítios de veraneio.      

Planeadas, planeadas estavam só mesmo as primeiras três compras, mas, felizmente, encontrei bons negócios para a praia, também. Acho que, se assim não fosse, teria ficado realmente chateada com a minha "distraçãozinha" a fazer a mala (bem, foi a única, numa loucura entre Verão, Inverno, Primavera, Coimbra, Figueira da Foz, Paris, Nova Iorque, até chegar aqui... não estou assim tão mal, vá) .

Já agora, quando vêm (ou alguém conhecido vem) ao Brasil, também aproveitam para pedir Havaianas e fatos de banho? 

sábado, 17 de maio de 2014

Fim de Semana em São Paulo

Foto: lugarzinho.com

Este fim de semana estaremos a passear por São Paulo, passando, obrigatoriamente, pelo Mercadão (que eu acho fantástico!), que receberá, hoje, durante horas, grupos de forró para dançarmos. Este fim de semana é o da Virada Cultural, que começa às 18 e terá 24 horas seguidas de actividades culturais, espalhados pela cidade, para todos os gostos e interesses, dos mais pequenos aos mais velhos. Bestial, não é? Por isso, como deverão entender, talvez não consiga vir aqui publicar posts hoje e amanhã. Vou tentar, mas não prometo. 

Entretanto, sigam a Salinha no Facebook e no Instagram que, não tendo tempo para escrever, é lá que partilho, sempre que tenho internet, fotos ou links interessantes. 

Bom fim de semana! :)  

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Brasil | Acampar no Parque Estadual do Ibitipoca

Se há coisa que muitos (e, felizmente, com o crescimento económico do país, cada vez mais) brasileiros fazem muitíssimo bem é aproveitar os fins de semana alargados, os feridões, para conhecerem melhor o próprio país. O "vá para fora, cá dentro", num país que tem tanto de extenso, quanto de diversificado e eclético -- cultural, social e geograficamente falando --, ainda é norma para quem quer (e pode!) aproveitar uns dias diferentes, longe da vida frenética das grandes cidades. Todos ganham; o turismo cresce, a pessoa relaxa, o dinheiro flui, a economia movimenta-se (vá-se lá entender os políticos em Portugal, que acham que é mais produtivo cortar com todos os feriados e deixar os trabalhadores, descontentes, oito horas, num dia tradicionalmente não-útil, cortando as asas a quem quer conhecer o país, a quem recebe mais turistas nessas alturas, aos fluxos que nos unem... Mas enfim, isso seriam outros quinhentos para outro post, daqueles a acompanhar com chá e bolachas, não este. E não sou economista.).  

No último, fomos até Conceição do Ibitipoca, no município de Lima Duarte (isso, como o actor) - Minas Gerais, com cerca de 2000 habitantes, a sensivelmente quatro-cinco horas do Rio de Janeiro, de carro. Acampámos no Parque Estadual, a três quilómetros da Vila, num lugar remoto, limitado a poucas tendas, que abraça a natureza e nos desliga do mundo. Foram quatro dias sem internet e, a não ser pelo telefone português, em roaming, que lá ia apanhando, no cimo da montanha, a Claro (operadora brasileira), a rede/o sinal de Oi, Vivo, etc., ficou para trás, na portaria, convidando a dias longe das modernidades tecnológicas que nos unem ao mundo que não está e nos separam daquele que está. Apesar da reticência inicial, e deixando todos os posts programados, na Salinha, confesso que foram dias que me fizeram muito bem, e me mostraram que consigo, ainda, passar um tempo sem telefone, tablet ou computador na mão, e não tenho ataques de pânico por causa disso. Pelo contrário. 

O Parque, bem organizado, oferece várias opções de trilhas e passeios, mais ou menos curtas, para o visitante aventureiro. No primeiro dia, cansados da viagem, o máximo que conseguimos fazer foi passear pela Prainha e mirante mais próximos. Por aqui tem escurecido por volta das 17:30-18:00, o que, num parque com pouca luz eléctrica, significa que as actividades têm de se adaptar às horas do Sol, sob pena de ficarmos num caminho desconhecido, à noite, apenas com a ajuda de uma lanterna (objecto obrigatório quando se vai acampar até Ibitipoca!). Deslumbrados pela beleza da Serra que nos envolvia, com tendas/barracas montadas, jantar feito com a ajuda de um pequeno fogareiro de campismo, panelas e outros utensílios de cozinha que levámos, passámos a primeira noite no Parque, onde ficámos deslumbrados com o céu estrelado, onde se via claramente a via láctea, várias constelações e planetas. (Se me permitem um conselho, levem roupas quentes e sacos-cama /de dormir quentinhos, muito quentinhos, porque, mesmo agora, ainda no Outono e com vinte e muitos graus durante o dia, a noite é de bater o dente, continuamente. Eu sou, francamente, a pessoa mais friorenta que eu conheço, especialmente à noite, portanto sinto sempre mais frio do que os que me rodeiam, mas, quando, de manhã, todos se queixaram do mesmo, vi que era, de facto, algo para o qual nenhum de nós estava realmente preparado. E olhem que levei roupa quente para o frio brasileiro, mas nem ela me salvou. )


No segundo dia, "no susto" (já que a caminhada era longa e a dúvida da nossa resistência era grande), aventurámo-nos pela trilha mais longa e exigente do Parque, a da Janela do Céu. O início, numa subida longa, com caminho que alterna entre a terra arenosa e a pedra, com vegetação rasteira e pouca sombra, foi, para mim, o que mais custou, embora o tivesse feito bem. O Sol da manhã ainda não era muito forte (nem imagino como será este caminho em pleno calor do Verão) e as pernas ainda estavam frescas. Muito bem sinalizada, ao longo da trilha podemos ver grutas, mirantes, espaços verdejantes e mais secos, mais ou menos agrestes, culminando no topo de uma cachoeira, do qual vemos a imensidão da paisagem e o céu. Os mais fortes mergulharam na água gelada da pequena piscina natural, formada pela água que aí aguarda até cair, pela Janela, continuando o seu curso. Eu molhei as pernas e tirei fotos, e já fiquei muito orgulhosa comigo mesma. Almoçámos umas sandes lá em cima, bebemos água de uma nascente próxima, antes de descer, por outro lado, mais fácil (afinal, "para baixo todos os santos ajudam"), e, passadas sete horas, estávamos de regresso ao camping, exaustos, mas muito satisfeitos e cheios de histórias para contar (especialmente as crianças, duas, que estavam connosco, e que aguentaram e se portaram heroicamente). Tomámos um banho merecido, quentinho, nos balneários/ banheiros do camping (bons para o que são), jantámos uma sopa encomendada na lanchonete no dia anterior, assámos uma linguiça e uma calabresa, e "descansa, corpo santo".
  

No sábado, os músculos relembravam o "susto" do dia anterior. Depois de mais uma noite fria, acordámos para um novo dia de caminhadas, desta feita até alguns pontos naturais mais próximos do parque de campismo, tendo a Cachoeira dos Macacos (vá-se lá entender o porquê do nome) como meta. Passámos pela Ponte de Pedra -- um enorme buraco escavado pela Natureza no monte de pedra, que se pode atravessar por baixo ou por cima --, por vários mirantes e chegámos a mais um oásis plano, entre quedas de água, numa harmonia entre pedra e rio, onde nos podemos deitar, sentar, ou sentir a força da queda nas nossas costas. A água estava menos fria do que na Janela do Céu, mas não estava, de todo, convidativa à entrada demorada sem tremeliques ou pele roxa. Quem não sofre de vertigens (como a minha cabeça, que quer ir mais além, mas é impedida pelas pernas que ficam bambas e ameaçam rebelar-se), conseguirá ver ainda uma pedra esculpida em forma de cubo, a Pedra Quadrada, e apreciar, mais uma vez, o horizonte que se perde por montanhas verdejantes e imponentes. Não sei se o regresso, quase sempre a subir e com muito menos sombra do que a ida, foi mais difícil pela fome, o cansaço acumulado, ou a inclinação do terreno, da qual o corpo já se sentia estafado. Mas, depois de um almoço tardio no buffet do restaurante do camping (no seu geral mais caro do que merecia, vá, mesmo sendo o único e a comida até fosse boa), a vontade de percorrer a outra trilha que nos faltava, para o Lago dos Espelhos, foi deixada, por alguns, para a manhã do dia seguinte, antes de arrumar tendas e seguir viagem, até ao Rio de Janeiro e Niterói. 


Quarto e último dia, que segunda feira já se trabalhava, foi muito mais relaxado. Fazendo a caminhada em falta, pelo Lago dos Espelhos, o Lago Negro e a Ducha, que afinal era muito mais curta do que, pelas contas feitas aos quilómetros, com o mapa na mão, nos fazia prever, dissemos um até breve ao parque e a Ibitipoca (cuja explicação do nome podem ver aqui). No primeiro, uma pequena praia de areia grossa, com um laguinho para onde cai uma cachoeirinha, apenas dois corajosos mergulharam; o cedo do dia e a sombra ainda não tinham deixado aquecer água e corpos para tal. O segundo, negro da profundidade do lago, era o menos convidativo e a Ducha, ponto final, onde ficámos mais tempo, a apreciar a fauna e flora do lugar, foi onde alguns aproveitaram para se despedir das cachoeiras. Em três horas, estávamos de regresso ao camping, arrumámos tudo nos carros, comemos um bolinho de aipim na lachonete, uns com carne, outros com queijo minas (o meu favorito) e seguimos viagem. 


No caminho Rio - Parque do Ibitipoca - Rio, houve ainda três paragens, duas delas que são, sem dúvida questões, nem contra-argumentos (sou assim, déspota), obrigatórias; a Casa do Alemão e o Pão de Canela da Dona Maria. A primeira, na saída ou chegada ao Rio, é famoso pelos croquetes e o pão com linguiça, ambos muito bons. Agora, as sandes que fazem com pão brioche, são de comer e chorar por mais. À ida, comi com queijo minas (de lamber os dedos e ficar com pena quando se dá a última dentada), que é um assombro de sanduíche, com uma quantidade de recheio assombrosa; no regresso, para um lanche com ar de jantar, optei por uma, recomendada por uma gulosa mais experiente, de lombinho fumado/defumado, e tive vontade de pedir a receita do brioche (cuja massa parece levar queijo, mas que tem algum segredo, com certeza), para fazer em casa. Di-vi-nais! Assim, sem mais comentários. 


A segunda paragem, à porta do Parque, no caminho entre a vila e a portaria, foi indicada, com fortes recomendações, pela veterana nos passeios a Ibitipoca, do grupo. Há mais de 15 anos que a Dona Maria vende o seu Pão de Canela, agora acompanhado por pães de banana, goiabada, coco com leite condensado (R$4/ 1,3€ cada) e broinhas de milho (R$0,50/0,16€), a quem sobe até à serra. Quentinho, preferi o de banana, mas o de canela aguentou para os pequenos almoços /cafés da manhã seguintes, mantendo todo o sabor. Parem, é o que vos digo, na Dona Maria, as pessoas que vos atenderão na janelinha da casa familiar são muito simpáticas, e o pão é delicioso. 


Parámos ainda no Armazen de Minas, tanto na ida, quanto na volta, onde comemos um pão de queijo, quentinho, delicioso, com pedaços de queijo derretido, e aproveitámos para comprar doces de leite caseiros, figadas e vários tipos de queijo (desculpem a repetição, mas não é à toa que Minas dá o nome a um deles, muito conhecido). Em Lima Duarte, é um óptimo lugar para abastecer, dar uma mangueirada ao carro todo empoeirado, no regresso, e comprar umas lembranças. Foi aqui que vimos o creme para pés, mãos e cotovelos de Sebo de Carneiro, que vos mostrei no Instagram. 

Quatro dias sem internet depois, o balanço resume-se a "quero voltar, várias vezes, mas levarei sacos cama e roupa para a noite muito mais quentes". É um passeio que se faz em grupo de amigos, adolescentes, adultos e até em família, para que as crianças comecem a apreciar o campismo, a natureza, a vida longe do movimento que nos aproxima e isola, das cidades. 

Aqui estou eu, o chapeuzinho amarelo, na foto. 


sábado, 3 de maio de 2014

Acampar | Os meus essenciais (de beleza)

Janela do Céu - Ibitipoca (foto:trekkingbrasil.com)

Com o "feriadão" que começou na passada quinta feira, decidimos dar um passeio até Ibitipoca, e aproveitar para conhecer um dos parques estaduais mais elogiados da região. Assim que regressar, mostrar-vos-ei as fotos e contar-vos-ei como correu. Entretanto, enquanto fazia a mala, julguei que poderia dar jeito a alguém ver a lista de produtos de beleza que vou levar para acampar durante quatro dias. Podem parecer muitos, mas, acreditem, são apenas essenciais. 

Sem mais demoras, que este post está a ser escrito com muito pouco tempo disponível, aqui vai a listinha (pequenina, pequenina), seguindo a ordem na fotografia, e não a de uso: 


1. Álcool Gel, de qualquer marca.
2. Toalhitas refrescantes/desinfectantes - Estas são as da Primark, que vêm um twin pack por 1 €, têm um cheiro agradável e são de facto frescas.
3. Desodorizante - Procuro sempre os minerais, sem alumínio nem álcool. Costumo usar um verde, da Sanex, este é da Bourjois. 
4. Tónico - Actualmente estou a usar o Sanoflore Eau Florale de Camomille, para peles sensíveis.
5. Protector para o Cabelo - Adoro este leave in com protecção solar, contra o cloro e os danos causados pela água do mar da Matrix Biolage Sunsorials. O cheirinho é qualquer coisa de divinal. 
6. Chapéu - Este comprado na Paco Martinez, que anda sempre comigo. 
7. Águas Termais/Hidratantes - Na realidade vão duas comigo, esta Hydrabio, da Bioderma e uma da Avéne. Desde o bem que me fez na Grécia que não vou a lado algum com sol sem um spray destes. 
8. Gel/Creme de Limpeza Facial - Trouxe com pontos, da Sephora dos Estados Unidos, este creme de limpeza suave da Algenist. Aproveito para o levar comigo sempre em viagens. 
9. Creme de Olhos - Mais uma compra maravilha dos Estados Unidos, este creme de olhsos da Tarte, da linha Maracuja, segue-me, também, nos meus passeios. 
10. Óleo/Serum - No final do dia, a pele estará massacrada pelo Sol, mergulhos, etc. Por isso, gosto sempre de levar um produto que ajude a descansar e revitalizar a pele. Trouxe dos Estados Unidos este óleo de maracujá. Vamos ver como se porta. 
11. Produtos de cabelo - Na foto esqueci-me do champô, mas levo sempre formatos de viagem de champô e outros que dêem jeito, como este Voluminous Spray, da John Frieda, para o caso de precisar de ir dar um passeio mais formal. 
12. Creme Hidratante Corporal - Normalmente levo alguma amostra ou tamanho de viagem que estiver por perto. Desta vez, vem o creme Anti - Peau de Croco, da Garancia. 
13. Lágrimas artificiais - Porque uso lentes e tem de ser. 
14. Repelente - Num país com dengue e muitos mosquitos, é essencial levar repelente. Levo o da OFF, que é dos mais vendidos por aqui, que sou muito docinha e os mosquitos nunca me largam.
15. Produtos para os Dentes - Escova e Pasta, óbvio!
16. Protector solar - Aqui só está este, mas cá em casa usamos, este ano todos da Piz buin, vindos da Frangrance direct a preços fantásticos, pelo menos dois, com dois factores de protecção diferentes.
17. Corta unhas - As trilhas serão mais que muitas, vá que alguém parte uma unha...
18. Creme de noite - Também vindo com pontos, da Sephora dos Estados Unidos (fabulosa, por sinal) este Firming and Lifting Cream, da Algenist, anti-idade, tem sido o meu creme de noite. 
19. Creme de dia/protector solar - Este meu creme da Filorga, o UV Defense, com propriedades anti-idade e anti-mancah e SPF 50+, tem sido o meu creme dois em um para os dias de muito sol.
20. Perfume - Actualmente, especialmente em viagem, uso este Born in Paradise, da Escada, muito prático.
21. Halibut - Porque caminhadas longas misturadas com água e muito sol pode sensibilizar algumas regiões do corpo. 
22. Biafine Act - Apesar de todos os cuidados com o sol, e a aplicação de protector solar de x em x horas, há sempre alguém (não eu!) que fica vermelhinho. Aplicar à noite nas zonas mais quentes e vermelhas, ajuda a pessoa a dormir à noite.   

(que não estão na foto, mas vieram também passear)
23. Cotonetes
24. Discos de Algodão
25. Gel de Banho

Se me tiver esquecido de algo, acrescenta-lo-ei numa adenda ao post, quando regressar, para que fique o mais completo possível. 

O que levam quando vão acampar? 


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pão de queijo

por Carol Vannier

Essa receita vem mais a calhar para quem não mora no Brasil, porque fica mais fácil levar alguns pacotes de polvilho na mala do que pão de queijo congelado, que é a forma mais comum de consumir pão de queijo nas casas brasileiras. Aliás, o pão de queijo figurou nessa lista do BuzzFeed de comidas brasileiras. Eu achei a lista ótima, e talvez me inspire a colocar as minhas versões de algumas dessas receitas.

Há quem diga que essa receitinha de pão de queijo é mais gostosa do que pão de queijo comprado pronto... Só que confesso que dá um bom trabalho, porque a massa é grudenta e tem que ter disposição pra sovar. Mas no fim você é recompensado com um estoque de pão de queijo para alimentar um batalhão!

Para quem quiser se aventurar, é importante saber que o passo crucial é jogar os líquidos realmente ferventes sobre o polvilho. É esse processo que faz o polvilho dar liga. Se o líquido já estiver morno, a massa fica mole e vai ser impossível fazer bolinhas (mas acho que daria pra salvar usando forma de mini-muffin ou algo parecido).

Para quem não conhece o polvilho, ele é o amido da mandioca. Não sei explicar o processo que transforma o polvilho doce no azedo, mas com certeza é o azedo que tem mais sabor, então se for mudar a receita, pode fazer com 100% do azedo, mas se usar só o doce fica meio sem graça. Usando meio a meio eu acho que fica um equilíbrio bom entre sabor e o efeito "puxa".

Não fique com medo de fazer uma batelada grande: é só fazer as bolinhas e congelar separadamente. Depois que estiverem duras, coloque num saquinho e guarde esse tesouro no seu congelador para uma hora de necessidade ;)



PÃO DE QUEIJO

Ingredientes:

5 ovos
250 g de parmesão ralado em tiras 
(pode aumentar a gosto, ou usar do ralado fino)
100 ml óleo
200ml de água
300ml de leite
250g de polvilho azedo
250g de polvilho doce
1 colher de chá cheia de sal



Preparo:
  • Coloque para ferver o óleo, o leite e a água.
  • Quando ferver (cuidado pra não derramar porque o leite sobe!), adicione a uma tigela grande onde esteja o polvilho, para escaldá-lo. (ou adicione o polvilho à panela, se ela for bem grande).
  • Espere esfriar um pouco e coloque os ovos, 1 a 1, sovando sempre.
  • Acrescente o queijo e o sal e sove mais.
  • Faça bolinhas (para não grudar na mão, unte-a com óleo) e disponha num tabuleiro.
  • Asse em forno bem quente até dourar.

terça-feira, 23 de julho de 2013

D. Irene em Teresópolis, para um autêntico jantar dos czares


Na catalogação dos nossos caixotes e caixotes de livros, encontrámos um panfleto de um restaurante que adorámos, o D. Irene, em Teresópolis (RJ - Brasil).  Num ambiente acolhedor, com uma fogueira acesa nas noites mais frias da serra, somos recebidos de braços abertos para umas longas horas de excelente gastronomia russa, num verdadeiro jantar dos czares. Foi, sem dúvida, um passeio inesquecível.

Nós fomos a Teresópolis no inverno brasileiro. Num mês de Agosto especialmente frio, há uns anos, decidimos dar um passeio até à serra, sentir um friozinho e provar algumas iguarias russas. Já sabíamos que seria uma experiência diferente e boa, mas eu não estava à espera de ser algo tão familiar e caseiro. Valeu-nos o facto de não estar mais ninguém no restaurante (fomos durante a semana, numa altura em que não há férias) para sermos servidos realmente como czares e ainda ficarmos à conversa com a responsável, uma senhora extremamente simpática e interessante.

Reservámos antes de ir, por telefone, e escolhemos o prato principal. Já com hora marcada, chegámos ao local, uma vivenda grande, mas discreta, sem qualquer ar de restaurante, com uns salões decorados como uma casa de família russa e com fotografias de família, que nos dão a sensação de estarmos realmente num espaço aconchegante, como convidados de alguém.

Sentámo-nos numa mesa enorme, com um sininho para chamar a empregada quando fosse para passar para o prato seguinte, e começou a aventura pelas quatro etapas que compunham um banquete da aristocracia russa até 1917.  Para este post não ficar muito longo, podem descobri-las no site do D.Irene. Depois de entradas frias, quentes e a sopa tradicional de beterraba, Borscht, eu comi, como prato principal, o Frango à Kiev. Apesar de delicioso, devo reconhecer que era demais para mim, com a manteiga derretida a escorrer de dentro da carne frita e envolta por uns pedacinhos crocantes (de pão, pareceu-me).   

Não é um passeio barato. A refeição custa, actualmente, R$110 /ca 38€, fora as bebidas. Se houver um concerto, o couvert artístico acrescenta ainda R$45/ ca 15€ à conta, mas não são assim tão frequentes. A comida é de facto muito boa e é uma refeição diferente e longa. Perfeita para um momento especial, a dois (como nós fomos), com família ou amigos, que gostem de comer coisas novas e provar iguarias de outros países.  

Para reservas ou qualquer dúvida, visitem o site do restaurante. Tem tudo o que precisam saber para irem desfrutar de um jantar de czares, incluindo o trajecto para lá chegar.


Alguém já lá foi? Foi uma experiência tão boa quanto a nossa?  

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