por Carol Vannier
Semana passada não deu pra escrever nada, e cozinhei pouca coisa, tudo meio desconjuntado. Fui engolfada por trabalho + eleições + trabalhar nas eleições.
Com 50% da população da casa viajando, os produtos da cesta orgânica andaram se acumulando um pouco, e entrei em parafuso pra conseguir gastar as coisas. Ainda por cima não posso ver couve flor e brócolis bonito e barato e não comprar. Então foi assim que esse macarrão nasceu, sem querer, de uma tarde em que tentei dar saída em coisas que já estavam na geladeira antes de colocar as coisas que tinham acabado de chegar. A abóbora e o nabo viraram cubinhos temperados com sal, pimenta e azeite em uma assadeira, e a couve-flor e os tomates-cereja viraram pedaços meio aleatórios, junto com bastante alho picadinho em outra assadeira. Com sal, pimenta e azeite também, claro. Só quando eles já estavam ficando prontos que percebi que era um bom começo pra essa receita aqui. O nabo e a abóbora vão acompanhar uma carne seca futura, e a couve-flor e os tomates vieram parar no macarrão de hoje.
Com pequenas adaptações da receita original, ficou mais ou menos assim: foram ao forno meia couve-flor picada, um bom punhado de tomates-cereja cortados, 3 dentes de alho bem picado, azeite, sal e pimenta, até a couve flor ficar bem dourada/com pontos marronzinhos. Essa foi a parte feita com antecedência.
Hoje: mais ou menos 210g de fusili foram cozidos normalmente. Enquanto a água fervia/macarrão cozinhava eu coloquei numa panela larga um bocado (+-100g) de bacon picado bem pequeno até dourar e depois um maço inteiro de folhas de espinafre. Os itens do forno foram adicionados à panela, depois o macarrão cozido, um pouco da água do cozimento, e um bocado de parmesão ralado. Prontinho!
Pra facilitar e seguir mais a receita original, você pode começar colocando só a couve-flor e os tomates pra assar, temperados e "untados". Depois pode bater o bacon (no original é prosciutto, mas fazemos o que dá né) com o alho num processador pra eles ficarem bem pequeninos e aí adicionar no tabuleiro com a couve-flor e continuar assando. Aviso logo, depois dá vontade de lamber o tabuleiro! Eu não fiz isso porque não tinha bacon em casa no dia que assei a couve-flor.
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sábado, 11 de outubro de 2014
Macarrão com couve flor e mais um monte de coisas
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Macarrão do Papa, e também de acampamento
por Carol Vannier
Essa semana peguei as chaves da minha casa nova! A casa na verdade é um apartamento, e nele ainda não temos quase nada, mas aos pouquinhos vamos preenchendo os espacinhos :)
A receita que eu vou mostrar pra vocês hoje foi a primeira coisa que cozinhei na cozinha nova, algo que poderia ser feito tranquilamente num acampamento, dadas que são essas nossas condições atuais. É sério, usei um fogareiro de camping porque o fogão novo não chegou hehe.
Fiz um macarrão simples, com berinjela e queijo, que minha avó chama de macarrão do Papa. Não sei se a informação confere, pode muito bem ser um desses boatos espalhados pela Ana Maria Braga, mas a história dela é que era o macarrão favorito do Papa (acho que era ainda na época do João Paulo II).
Então lá vai: aqueci numa panela larga um bom fio de azeite, e comecei dourando cebola e alho picados. Quando já estavam macios, acrescentei uma berinjela grande em cubos. Se tivesse pimenta, eu colocaria, mas como não tinha, foi só sal mesmo. Depois que a berinjela estava macia e bem escurinha, reservei essa panela (o fogareiro só tem uma boca!) e coloquei a água do macarrão pra ferver, com sal. Quando o fusili estava al dente, escorri a água reservando um pouco dela para depois. O macarrão cozido foi imediatamente para a panela com a berinjela, que voltou pro fogo pra dar mais uma aquecida, junto com pedacinhos de mozzarela (essa não era muçarela não, era das boas rsrs), que poderiam ser parmesão se eu tivesse achado um bom e barato o mercado, mas não achei. Pinguei um pouco da água do cozimento do macarrão só pra dar alguma liga (eu gosto de fazer isso em pratos de macarrão que não têm um molho realmente molhado) e fui mexendo até a mozzarela fazer alguns fiapinhos. Pronto! :D
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Massa folheada
por Carol Vannier
Uma das minhas perdições culinárias, como boa viciada em carboidratos e amante fervorosa de manteiga é a massa folheada. Acho que é uma sorte que seja algo tão difícil de fazer, porque assim fico limitada a comprar pronta, o que nunca sai muito barato, ainda mais se escolhermos marcas de qualidade. Costumo comprar da Arosa, que vende rolos grandes, que acabam tendo um custo benefício melhor, e duram bastante no freezer. Pena que não se vende aqui massas como as pur beurre (massas só com farinha e manteiga sem nenhuma gordura hidrogenada) que eu comprava por uns dois eurinhos (olha o perigo!) nos supermercados franceses.
Antigamente eu fazia tortas fechadas, como se fosse um strudel, só que com recheios salgados. Até que vi por aí a idéia de fazer simplesmente a massa aberta, como uma pizza, só que muito melhor. Acho que a torta fica até mais bonita assim aberta, e usa menos massa, então o fígado agradece ;)
Os "recheios" podem ser variados. Se for botar queijo, não convém colocar muito, porque ao contrário da massa de pizza, a folheada já vem com sua dose de gordura. Então qualquer queijo deve entrar apenas como mais uma camada de sabor. Eu já fiz de tomate e queijo de cabra e ficou espetacular.
Na torta da foto abaixo usei um pouco de muçarela (escrita brasileira como o queijo em si, que não era nenhuma mozzarella) e berinjelas em cubinhos refogadas na frigideira antes de ir pro forno. (Use uma frigideira ou panela de fundo grosso, senão vai precisar de muito óleo para que as berinjelas não queimem antes de cozinhar um pouco.) O tempo de forno é até a massa dourar, o que é rápido, coisa de 20 minutos, por isso mesmo a berinjela já entrou cozida.
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| foto e torta improvisados |
Na falta de alguma erva seca ou fresca para dar um tempero especial, apelei para um Ras el hanout, que é um mix de temperos em pó do norte da África. Numa situação normal acho que usaria pimenta calabresa e tomilho seco, ou manjericão fresco depois de assar. Mas aí cada um sabe os perfumes que gosta :)
E claro que a sobremesa foi um mini strudel de maçã feito com a sobrinha da massa. Desse nem foto sobrou, mas caso alguém nunca tenha feito e queira uma dica, eu coloco, além das maçãs picadas (enquanto pico vou pingando limão para elas não escurecerem e também para realçar o azedinho que eu gosto), açúcar e canela sem exageros e uma pitada (literalmente, é só um pouquinho mesmo) de farinha ou maizena, que serve para "engrossar" o caldinho que sai da maçã, ou de qualquer fruta que você asse dentro de uma massa.
Para terminar, um lembrete (ou uma desculpinha) de que o equilíbrio não precisa estar em cada refeição, mas sim na sucessão de tudo que comemos, certo? Ou seja, próximo post é sopa!
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Fast Food
por Carol Vannier
Achei que hoje não ia sair texto, ia ter que puxar dos arquivos, até que me dei conta que, apesar da pressa e de mil coisas pra fazer, eu precisava almoçar. Resolvi fazer uma comida bem rápida, e vi que pensando bem, seria legal compartilhar a "receita" e quem sabe ajudar outros enrolados por aí ;)
Eu digo "receita", porque, ao contrário de doces e pães, que costumam ser bem exatos, fazer um prato de massa pra almoçar não precisa, e na verdade, não deve, ser exato. (Demorei mas aprendi a desapegar de certos detalhes!) Isso porque, se a idéia é ser rápido, não é pra abrir computador, nem livro. É só pra abrir a geladeira mesmo.
E a minha receita coringa é um carbonara com abobrinhas, inspirado numa receita do Jaime Oliver, mas que já fui adaptando e fazendo tantas vezes que sinto que é minha!
Primeiro é preciso dizer que esse carbonara não inclui ovos mexidos, como eu antigamente achava que era uma regra, e me fazia odiar carbonaras... O medo da salmonela* levou a esse fim triste o que era um molho tão gostoso: ovo quase cru. Na receita do Jamie, ele coloca queijo e creme de leite também no molho, e do ovo coloca só as gemas, mas eu prefiro colocar o ovo inteiro, clara e gema, e cortar o queijo e o creme. Assim fica menos gordo e quando esfria não fica super grudento.
Então além do ovo, você só precisa ter macarrão, bacon, abobrinha, sal e pimenta, se quiser. E mesmo a abobrinha pode ser trocada por outro vegetal que você goste. A vantagem dela é que dura muito na geladeira, então quase sempre tem uma perdida lá em casa.
Então inspirada no 30 minute meals, o passo a passo pra fazer um Carbonara de Abobrinha rápido é o seguinte:

- Encha uma panela de água e ponha pra ferver.
- Pique o bacon em cubinhos e jogue numa frigideira grande, ainda fria.
- Pique a abobrinha em cubos ou palitos (mais ou menos meia abobrinha por pessoa). Quando você terminar, o bacon já deve estar bem dourado, então acrescente as abobrinhas na frigideira.
- Quando a água ferver, coloque o macarrão pra cozinhar (mais ou menos 80g dele seco por pessoa).
- Quando as abobrinhas já estiverem cozidas ao seu gosto, apague o fogo e prepare uma tigela com ovos (1 por pessoa), dando uma batida neles de leve com um garfo, pra misturar as claras com as gemas.
- Quando o macarrão terminar de cozinhar, escorra e acrescente à frigideira. Religue o fogo, se você tiver apagado. O macarrão úmido vai ajudar a raspar qualquer casquinha de bacon que ficou no fundo da frigideira. Tempere com sal e pimenta à gosto.
- Apague o fogo e espere a frigideira parar de fazer aquele barulhinho de fritura. Então jogue os ovos e mexa bem pra incorporar. Se jogar na frigideira muito quente vai virar ovo mexido...
*Não estou dizendo pra não ter medo de salmonela, mas acho que há um enorme exagero hoje em dia. A questão é que mesmo que tenha um pouco de salmonela no seu ovo, se ela não tiver a chance de se reproduzir muito (passando muitas horas no calor) a quantidade não é fatal, seu organismo pode dar conta. E pra completar, eu nunca passei mal comendo carbonara, nem ovo quente, nem maionese caseira... mas eu posso ter estômago de avestruz! hehe.
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