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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Giuseppe e Joaquim, para momentos especiais, em Coimbra

Coimbra tem uma vida voltada para os estudantes. Quem a conhece, sabe que toda a energia e dinâmica da cidade é nutrida pelo entusiasmo e farra dos que por lá passam, de todos os lados, pelo menos três anos, no mínimo. Há uns anos, lembro-me de ser muito difícil para os autóctones, aqueles que vivem Coimbra desde que nasceram, encontrarem algum espaço ao fim de semana que fosse interessante. Os restaurantes eram igualmente mais do mesmo. Mas sinto que, nos últimos tempos, a coisa tem vindo a mudar, e a ajeitar-se.

Um dos restaurantes que descobrimos deste abraço da cidade a todos os seus habitantes, foi o Giuseppe e Joaquim, onde vamos, actualmente, sempre que queremos comemorar algo. Almoçámos lá no dia do casamento civil e por lá passamos vários aniversários, encontros com velhos amigos, e outras ocasiões, sempre que se proporcionarem. Está, por isso, mais do que na altura de eu partilhar convosco este espaço.
foto: tripadvisor.com.br
Situado na Baixa, o Giuseppe e Joaquim está num local privilegiado, com estacionamento relativamente fácil (à noite há um parque à beira rio e, durante o dia, há sempre o subterrâneo da Loja do Cidadão). Por lá passam muitos turistas e, mesmo quem não conhece, chega ao restaurante sem grandes problemas.

O espaço é amplo e está muito bem decorado. À média luz, como me agradam os restaurantes à noite, tudo tem um ar cuidado e quente, acolhedor e moderno, em tons quentes como os avermelhados e amarelos (estou aqui a ver uma semelhança com o Malagueta Afrodisíaca… dêem-lhe um toque exótico/ oriental e conquistam-me). Gosto de espaços que tenham um ar requintado, que me encantem, e o Giuseppe (para os amigos), encanta-me.
foto: boaescolha.pt
Mas, um restaurante sem boa comida não seria nada e todos os pratos que provei estavam deveras deliciosos. Há elementos da minha família que são mais exigentes e, mesmo eles, ficaram convencidíssimos e com vontade de regressar. É um espaço consensual. O que, acreditem, é um feito.

O cardápio é longo e podem escolher entre vários pratos italianos e portugueses. Pizzas e massas ao lado de bifes de vaca, polvo e bacalhau, para agradar a todos os paladares. Eu adoro a Pizza Norvegese, que não encontro em mais lado algum; mozarela fresca, uma camada decente de rúcula e salmão fumado. Até estou a salivar.

Como entrada pedimos sempre a mozarela com presunto e rúcula. Um prato vem com quatro pedaços e cada pessoa come apenas um e fica bem. Entretanto a refeição chega, é rápido, e ficamos entretidos a degustar a combinação de sabores.

Um dos pratos mais interessantes e originais é o Bacalhau no Pão. O Chef pegou num prato tradicional, o peixinho mais famoso de Portugal, juntou-lhe batatas, azeite, cebola, e pô-los dentro de um pão do qual se retirou o recheio, onde leva o últimos retoques. Quem come bem, come-o sozinho, eu teria sempre de dividir, tal não é a quantidade de comida.

A desvantagem para alguns pode ser o preço. Há pratos que não chegam aos dez euros e outros mais próximos dos vinte. A refeição completa, com bebida, andará sempre, no mínimo, à volta de quinze euros por pessoa. Se pedirem vinho e sobremesas podem contar com vinte euros ou consideravelmente mais (consoante o prato que se escolher). Mas, como um dia não são dias, e há momentos que são para celebrar (ok, ok, mais uma vez contra os nutricionistas, mas, que querem? Sou uma gulosinha que gosta de boa comida e de marcar momentos com sabores), julgo ser um excelente espaço a visitar. Recomendo vivamente!

Localização:

Ver mapa maior

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Santini, uma gelataria que alia a experiência à qualidade

Gosto de gelados. No Verão, no Inverno, em qualquer estação do ano, quando são de qualidade, sou uma perdida. Acho que só as minhas bolachas favoritas, especialmente as caseiras, lhes ficam a ganhar na minha lista de gulodices irresistíveis. Por isso, quando me disseram que havia uma gelataria com os melhores gelados do Mundo em Cascais, obviamente que eu fiquei extremamente curiosa e, assim que consegui, fui lá experimentar.


Em 1949, Attilio Santini abriu a primeira gelataria e, desde então, a fama da qualidade dos seus sabores foi crescendo e atraindo clientes de todos os países, incluindo personalidades de renome internacional. No site da casa, podem encontrar toda a história e ficarem a conhecer melhor a Santini. Eu falar-vos-ei da minha experiência.

Como eterna indecisa, quando encontro uma lista enorme de opções para escolher, e esta gelataria tem um leque variadíssimo de sabores de fruta, cada um mais atractivo do que o outro, demoro imenso para escolher a combinação dos dois sabores que queria. A saída mais simples foi escolher aqueles que não encontraria de forma alguma noutra loja, o Marabunta e o Uva Preta "Vale da Rosa". Uma junção que, à partida, fez torcer os narizes mais tradicionais, mas que eu descobri ser fantástica. O primeiro é uma espécie de Stracciatella, um gelado de natas com lascas de chocolate que é, efectivamente dos melhores que já comi; leve e de uma qualidade incrível. O segundo,  alia a doçura da fruta alentejana com a arte e experiência da Santini. Muito bom.


E uma boa gelataria define-se, para mim, numa combinação perfeita de gelados saborosos e uma bolachinha deliciosa. Muitas vezes, o cone oferecido é tão fraquinho, que me tira de imediato a vontade de provar mesmo os sabores mais interessantes. Na Santini, a exigência pela qualidade nota-se igualmente numa bolacha estaladiça, que tem o sabor e o ar artesanal de um produto de anos de experiência e aperfeiçoamento. A assinatura da casa dá-lhe um toque único e esteticamente belo. O cone perfeito.

Pelo preço normal de um gelado deste género, vale a pena visitar. Podem encontrar a Santini em Cascais, Carcavelos, no Chiado e Estoril. Infelizmente, ainda não há gelatarias na zona centro, mas pode ser que abram brevemente. Porque, afinal, aqui também há gulosinhas, residentes e turistas, que adoram gelados de qualidade (como eu! :) ).


Falando de gelados, tenho de partilhar convosco um episódio que nos aconteceu, nestes anos entre  Brasil e Portugal. Um dia, pelas terras lusas, decidimos comer uma sobremesa no Macdonalds. Para não estacionar, parei e ele foi buscar os gelados e demorou, demorou, o que eu achei estranhíssimo. Quando chegou ao carro, explicou a situação: Cheguei lá e pedi um "sorvete na casquinha", várias vezes, e o empregado não percebeu. Tive de explicar exactamente o que queria, descrevendo tudo.  Passados uns minutos: Ah! Quer um gelado no cone!  Fartei-me de rir.  De facto, apesar de falarmos a mesma língua, há expressões que não têm nada a ver. :)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Novos Sabores - Restaurante Malagueta Afrodisíaca, em Leiria

Numa correria para ter tudo pronto até sábado (porque isto de ter decidido ser a principal responsável pela decoração do casamento torna o dia muito mais original e único, mas muito mais cansativo), o tempo para posts fica bastnte reduzido. Mas, mesmo assim, decidi partilhar convosco um restaurante que conheci na minha despedida de solteira e que foi, de facto, uma óptima descoberta. O Malagueta Afrodisíaca, perto da Praça Rodrigues Lobo, em Leiria.
Fotos de Malagueta Afrodisiaca, Leiria

Foto de Malagueta Afrodisiaca é cortesia do TripAdvisor

Quem gosta de um ambiente descontraído mas ao mesmo tempo com requinte, gostará deste espaço. Em tons quentes, despertando desde a entrada os sentidos para o lado oriental e exótico do restaurante, a sala está bem decorada e acolhedora. Gosto especialmente do clima a média luz que, apesar de não ser perfeita para as fotografias, nos deixa com aquele ar mais douradinho de um pôr do sol numa ilha tropical. Ou, pelo menos, na minha cabeça deixa.

A comida, essa, foi a principal razão de no final ter exclamado com convicção: Tenho de cá vir mais vezes e trazer mais gente! Os pratos são bem servidos, embora, para o português mais tradicional em termos gastronómicos, possa parecer pouco. Não é. Está é bem apresentado, em pratos maiores e travessas mais compostas, com um cuidado que não é comum nos restaurantes em Portugal. E é deliciosa. Efectivamente de comer e chorar por mais.


Eu provei a Moqueca de Tamboril com arroz basmati, que estava muito bem confeccionada e saborosa. Ao meu lado vi lombinhos, frango e saladas com um toque diferente, com frutas e molhos que são um prazer para as papilas gustativas do cliente. Acho que todas as pessoas que estavam na mesa ficaram encantadas e a dizer maravilhas do prato que escolheram.

Como noiva pude provar as três sobremesas que estavam disponíveis no nosso menu especial para grupos (sorte a minha!). Serviram-me uma travessinha com um semifrio de framboesa com pão de ló, um pudim de nata com chocolate quente e canela e uma mousse de chocolate branco como coulis de frutos silvestres. Embora todas fossem boas, a última era, efectivamente, de bradar aos céus de tão boa. Quem aprecia tanto o chocolate branco quanto os frutos silvestres não se irá arrepender de um doce cremoso e caseiro.

Recomendo vivamente. Se apreciam pratos diferentes e gostam de experimentar novos sabores, visitem este restaurante. Tenho quase a certeza de que não se vão arrepender.  Quem passar por Leiria, prove e depois diga-me o que achou.

Que género de comida mais apreciam?
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