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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Guerlain | Les Voilettes Mineral

Dir-se-ia de alguém que gosta muito da sua colecção de maquilhagem, que não haveria de faltar produto algum. Pois bem, esse poderia ser o caso, se considerarmos as tentativas falhadas de pós de marcas mais baratas e as quedas no buraco negro de outros, nunca completamente satisfatórios. Mas, se, até à compra completamente por acaso, deste pó solto da Guerlain me tivessem perguntado qual o pó de acabamento que me agradava em larga medida, engoliria em seco, reviraria os olhos em dúvida, mas não seria capaz de dar uma resposta. 

Foi, então, neste contexto que, quando encontrei o Les Voilettes Mineral, Invisible Skin-Fusion Loose Powder Unifying & Mattifying (uma explicação enorme, não fosse alguém ficar com dúvidas) em promoção na Sephora, ainda por cima no meu tom, peguei imediatamente nele para o trazer para casa e experimentar com muito amor e carinho. Os produtos de pele da Guerlain têm imensa fama; pelo histórico deste blog devem aperceber-se da minha devoção à marca (julgo que só partilhada, até agora, ao mesmo nível, pela Laura Mercier) e, com 40% ou 50% de desconto (já não me recordo), as probabilidades de um desastre seguido de dias de arrependimento eram, à partida, reduzidas.  

Em primeiro lugar, há que parar um momento para contemplar a beleza da embalagem. Dourada, espelhada, assinatura da marca desenhada, é péssima para manter limpinha e lustrada e pouco prática para uma bolsa de maquilhagem pequena, mas como é bonita! Ao rodar a tampa redonda encontramos uma esponja de tecido, muito macia e de excelente qualidade, que apanha o produto e o espalha, sem arrastar a base, de forma homogénea e subtil. Os buracos podem ser abertos ou fechados, com um simples movimento rotativo, controlando a quantidade de pó que queremos cá fora facilmente. 
não liguem, por favor, ao estado do pó; ele tinha acabado de sofrer um senhor trambolhão pelas escadas
O produto em si é realmente fantástico. Muito fininho e leve, cobre perfeitamente a pele para um acabamento mate e aveludado, tipo pêssego, mas deixando a luminosidade natural da pele sobressair. Funde-se na perfeição ao contacto com o rosto, permitindo um efeito homogéneo e bastante invisível, mesmo para um pó colorido (há cinco cores disponíveis, três beiges e dois rosados). Já o usei com a esponja, para algo com mais cobertura, e com o pincel de pó, quando quero apenas e só aquele ar saudável de pele perfeita. Em ambos os casos portou-se lindamente e aumentou a longevidade da base do dia (ou a MUFE HD, ou a Lingerie de Peau ou até mesmo o BB da Dior, o Diorskin), evitando que tanto as manchas vermelhas do final do dia, quanto aquele aspecto de pele mais brilhante aparecessem sem piedade depois de um dia mais cansativo. 

A minha mãe, que sempre foi pessoa de maquilhagem, mas apenas dos básicos, já não vai a evento algum sem o pózinho maravilha, que complementa com o Terracotta Light que lhe dá um ar luminoso, com um toque de sol que, confesso, para mim só a Guerlain dá. Depois daquele desastre com o blush "feito para ela", o Caresse de l'Aube, também da marca, que já não existe, encontrámos um substituto quase à medida. 

Pode ser que, um dia mais tarde, outro me arrebate. Afinal, há tantos pós que queria experimentar depois deste... O da Hourglass... O Les Beiges... Até os pós compactos da Guerlain... E provavelmente outros que ainda nem conheço. Mas, para já, especialmente aproveitando os descontos de perfumarias como a Perfumes & Companhia ou a Balvera (mais uma vez, onde encontro os melhores preços de Guerlain), estou à vontade e digo-o com toda a convicção: É um produto fantástico, que tem tudo para estar entre os melhores, e vale tudo o que custa. 


  

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Maternidade | Roupas interessantes a bons preços



Se já gerou dentro de si um pequeno goblinzinho (e sim, e chamo-o carinhosamente assim, e fujo de todas as variações de bebé, que parece serem as únicas possíveis para demonstrar carinho sem olhares horrorizados) durante nove meses e conseguiu encontrar sempre roupa que se adaptasse não apenas a uma barriga crescente mas também ao seu formato de corpo, então tiro-lhe o chapéu e faço vénia. Por aqui, tenho visto a minha roupa a ser posta de lado desde os primeiros meses com toda esta adaptação, num misto de entusiasmo e resignação (e esporádicos episódios, felizmente curtos, de "oh meu deus, estou uma lontrinha desajeitada!"). 

Eu explico. Tenho um corpo de estrutura em pêra, baixinho, no qual normalmente enfio vestidos justos em cima e evasés, ou mais largos, em baixo, ou calças que me alonguem as pernas, combinadas com tops que assentam bem ao corpo. Nunca me aventurei por peças direitas ou mais largas, porque, no alto do meu pouco mais de metro e meio, sempre me fizeram sentir um saco de batatas, nada feminino. Por isso, assim que a minha estrutura começou a alargar (primeiro para os lados e, assim que as ancas estavam prontinhas, para a frente -- e como alarguei! Um dia, escreverei sobre isso.), escusado será dizer que tudo o que era partes de cima deixou de passar a região do peito. Depois na anca. Depois na barriga. E, semana a semana, lá ia mais um montinho para as caixas de arrumação, para mais tarde voltarem a uso.     

Foi, então, com alguma resistência, mas muita urgência, que comecei a procurar soluções que não me custassem os olhos da cara, dentro dos departamentos de roupa de maternidade de alguns sites e lojas. "Porquê roupa específica para esta fase?", perguntam vocês... Como eu também me perguntava aqui há uns largos meses. Eu sempre vesti o tamanho S na parte de cima e nos vestidos, pelo que, pensava eu, durante a gravidez bastaria aumentar um ou dois tamanhos e teria roupa para os nove meses (e mais alguns, caso a recuperação não fosse tão fácil assim). O problema desta ingénua, que aqui se assume à vossa frente, foi não me ter lembrado que os ombros não crescem ao mesmo tempo e não, o tamanho do resto do corpo nunca ficará proporcional ao da dita barriga proeminente (quando o primeiro é pequeno e o segundo cresce desalmadamente para albergar um bichinho grande, vá).  Mantendo o mesmo número que sempre vesti, consegui, no entanto, nos departamentos específicos, encontrar artigos que acompanham uma barriga em crescimento e que não pareciam de outra pessoa, fracamente maior do que eu. 

Não foi, contudo, uma tarefa tão simples quanto isso, mas tenho agora algumas peças-chave, suficientes para os próximos meses (espero!). E, algumas sortudas, mais um ou outro top num tamanho demasiado grande, que nunca me assentariam e acabei por dar. Até agora, houve três lojas (principais) que me valeram, e passo a listar, das quais aproveitei sempre as promoções. Acreditem, estar atenta a descontos vale, efectivamente, a pena. 

ASOS

A ASOS Maternity foi, até agora, a minha melhor amiga. Além de ter encontrado, logo no início, ainda nos saldos de Verão, um sobretudo com uma grande percentagem de lã e a um preço muitíssimo considerável (que ainda não vesti, mas que sei que me dará imenso jeito), já de lá vieram tops, camisolas, vestidos, calças e leggings que tenho usado continuamente, lavado já algumas vezes, e que se mantêm confortáveis e bonitas. Acreditem, é um excelente sinal (Comprei umas calças ainda no Brasil, da Renner, especiais para grávidas que, apesar de confortáveis no início, se tornaram ásperas como uma serapilheira, impossíveis de usar e três vezes mais caras do que as compradas neste site).  

A preço normal, encontram peças muito interessantes mas que podem não ser tão acessíveis, embora valham o que custam. Há, então, para quem preferir, que aguardar, ou estar atenta aos tais descontos que vão aparecendo, bem como a promoções várias que a loja lança, nas quais está igualmente incluído este departamento. Eu comprei muitas peças de Inverno ainda nos saldos de Verão, antevendo a necessidade de hoje, o que me deixa muito contente comigo mesma (e sim, continuo a orgulhar-me pelos negócios que faço e por não comprar nada sem qualquer tipo de desconto). 


Dorothy Perkins

A minha relação com a Dorothy Perkins ainda não se definiu totalmente. Adoro alguns vestidos da loja, especialmente os da marca Closet. Comprei, no ano passado, algumas peças fantásticas. Mas, os portes para Portugal e a oferta limitada de produtos para esta fase têm-me dissuadido de lá voltar mais vezes. Por agora, vá. Foi, contudo, ainda em Junho, a primeira loja onde comprei, principalmente, calças de ioga, collants e outros pequenos acessórios, como faixas de algodão para aconchegar a barriga. Uns petits riens que dão agora muito jeito. 

Apesar do baixo poder atractivo da maioria dos produtos (pelos quais se navega rapidamente já que não são muitos) e de um estranho desfasamento com a estação vigente, aproveitei dois códigos de promoção e, passado pouco tempo, já chegava a casa dos meus pais a encomenda, muito antes até de eu regressar. O algodão é bom; as calças, especialmente, dão imenso jeito para o ioga e servirão para toda a gravidez, dado que têm uma banda mais elástica na região da barriga, mas igualmente confortável; as faixas valem-me um cavalo na guerra, quando uso vestidos. Para básicos, pode dar muito jeito.  

H&M

A H&M, acessível à maioria do comum dos mortais que não gosta de fazer compras online (e a todos os outros, nós, já agora), também tem uma linha para grávidas que, apesar de não ser muito variada, tem exactamente o que cada mulher precisa para acomodar a barriga (e o resto do corpo que, desajeitadamente, se vai adaptando à nova e momentânea realidade). Podemos ir lá comprar o guarda roupa inteiro, dado que oferece desde a lingerie adequada e muitíssimo confortável a parkas e sobretudos. Já lá comprei um pack de três boxers, que adoro, umas calças pretas, giras e adaptadas (o que nem sempre é fácil de encontrar), uma blusa, uns collants com motivos (elogiados pelas massas, que queriam ter uns iguais e dificílimos de encontrar em qualquer lado) e um impermeável caqui (o único que havia e que, felizmente, era tudo o que eu queria). 

Tenho aproveitado as promoções de 25% que a marca lança em campanhas de facebook. Fui comprando peça a peça, consoante as indicações da campanha em questão, para que todas tivessem desconto. Confiram isso antes de chegar à caixa e descobrirem que, afinal, só uma peça terá direito. 

Além das peças que comprei nestas lojas, já me aventurei por dois vestidos simples, direitos e largos, de malha, da Mango (que me ficam super bem e se ajustam na perfeição ao novo formato) e me apaixonei por um sobretudo turquesa, que não comprei pelo preço, mas que, segundo a minha mãe, me fazia uma grávida linda e elegante (e em tamanho S, que até poderia vestir depois). Rondei a Zara, em vão, e a Primark, de onde trarei, brevemente, soutiens de amamentação e collants, sobre os quais escreverei mais tarde. 

Se souberem de mais lojas, online ou físicas, onde se encontram peças giras, confortáveis e a bons preços, partilhem comigo por favor. Apesar de achar que o meu guarda roupa de grávida, com as peças que tem, já está composto e fechado, estou sempre aberta a novas buscas por essenciais que nem sabia que precisava (confesso, esta é uma aventura completamente desconhecida para mim, todas as dicas são boas).


sábado, 25 de outubro de 2014

Saladão e falação

por Carol Vannier

Está acontecendo uma pequena revolução alimentar aqui em casa. Alguma ficha caiu. Uma ficha que diz que ser bom de boca e comer qualquer legume ou verdura que apareça pela frente não basta. Tem que aparecer todo dia, e em maior quantidade do que vem aparecendo. Não estamos fazendo nada mirabolante, nem temos pretensão de abandonar nossas gulodices ocasionais. Só estamos tentando consumir mais vegetais na nossa rotina do dia-a-dia.

Ultimamente existem muitas pessoas advogando em prol dos alimentos crus e também dos que têm baixo índice glicêmico. O índice glicêmico é uma medida do quanto cada alimento aumenta o açúcar no seu sangue nas primeiras horas após ser ingerido. É uma maneira de avaliar os alimentos mais baseada no efeito que eles têm no seu corpo, diferentemente das calorias. As calorias podem ter sido um guia razoável por muitos anos, mas se baseiam simplesmente na energia que é liberada na queima (literalmente, na combustão) de cada tipo de alimento. Acontece que o que o nosso corpo efetivamente queima é açúcar, e por isso ele é capaz até de transformar proteína e gorduras em açúcar, se for isso que tiver pra usar. Por isso também essas dietas de zero carboidratos costumam dar resultados impressionantes mesmo que sejam à base de bacon e ovos. O problema é fazer os efeitos durarem, mantendo saúde e bem estar.

Já o álcool é um caso mais extremo, pois é um ótimo combustível (nossos carros flex que o digam) mas o corpo não parece ser capaz de transformá-lo em açúcar. O álcool que bebemos vem de processos de fermentação que se iniciam com açúcar, é verdade, mas quem consome esse açúcar são as células de fermento, e não sobra praticamente nada pra nós de açúcar ali, mesmo na tão difamada cerveja. Outra coisa que as calorias parecem ignorar é o processo de cozimento dos alimentos. Por exemplo, quantas calorias tem uma xícara de macarrão al dente ou super cozido? A mesma, né? Mas o índice glicêmico dele vai aumentando a medida que ele é mais cozido.

Eu não acredito que a privação absoluta de carboidratos seja uma saída nem saudável, nem que gere bem-estar. Acho que se esse é o alimento-base do nosso corpo, ele deve ganhar sua cota merecida, junto com todo o resto que também tem sua utilidade - e seus sabores! Mas parece haver uma opinião geral de que alimentos feitos de açúcares mais simples (carboidratos de cadeias mais curtas) por serem muito rapidamente processados no nosso corpo levam a picos glicêmicos, que não fazem bem ao nosso metabolismo. Por isso é comum vermos uma preferência dos nutricionistas a carboidratos mais complexos, de digestão mais lenta, como grão integrais por exemplo. De maneira nenhuma eles deixam de te dar energia, e portanto de te engordar, mas fazem isso de forma mais distribuída, o que parece ser melhor.

Note que eu não tenho nenhuma formação em nutrição ou medicina, e tudo que falo aqui é como leiga que já fez muita dieta. Espero que não tenha falado muita bobagem e peço que qualquer leitor que possa me corrigir o faça. Ficarei muito grata!

Voltando à nossa tentativa de mudança de hábitos, uma prática que surgiu foi a dos sucos verdes. Eles são uma forma inigualável de te fazer consumir uma bacia de verduras cruas que de outra forma seria difícil. Fizemos uns testes com o juicer da minha mãe, mas resolvemos comprar um liquidificador bem poderoso e depois coar. Ele só chegou ontem e por enquanto só fizemos vitamina de morango - um dos nossos lanches da tarde favoritos, e suco de limão com gengibre. Mas assim que tiver resultados interessantes eu compartilho por aqui.

Nesse meio tempo, resolvi explorar mais saladas feitas de coisas cruas, e foi assim que acabei com essa aqui. Em inglês se chamam slaw, ou coleslaw, essas saladas de repolho cru cortado bem fininho, com mais algumas coisas e molho em geral a base de maionese. Mas os slaws já viraram muito mais que isso, e muita coisa além do repolho é usada, e molhos sem maionese também são permitidos. E foi por aí que eu fui. O blog Shutterbean tem várias receitas interessantíssimas, e lendo algumas, me inspirei para fazer o meu próprio, sem muita complicação e com o que achei de interessante no hortifruti.


SALADÃO DE REPOLHO CRU + UM MONTE DE COISAS

Para esse tipo de receita onde não é prático recorrer sempre a anotações, gosto de tirar alguns princípios básicos:

  • Vegetais crus em fiapos finos. Ex: repolho verde e roxo, couve, cenoura, talo do brócolis, brotos, acelga... alguns corta-se na faca, outros um ralador/processador/aquele apetrecho que se vende em camelôs que corta tirinhas finas pode te ajudar.
  • Tudo que você achar meio duro e fibroso demais pra ser comido cru pode ser massageado - isso mesmo, mete a mãozona e massageia! - usando parte do molho para lubrificar. O negócio é intenso! Eu fiz isso com repolho, couve e broto até agora, e não fiz com cenoura nem talo de brócolis.
  • Cebola. Pois é, tem um tempo que descobri que em saladas cruas eu adoro cebola crua. A roxa costuma ser mais usada crua, mas uso a branca também e gosto muito. Sem ela fica meio sem graça. Não precisa ser muito, de 1/8 a 1/4 de cebola por pessoa.
  • Molho: uma proporção de 3 de azeite pra 1 de vinagre é um bom começo. Eu uso muito o balsâmico porque é difícil achar de outros tipos e de boa qualidade. Mas vai do gosto de cada um. Se quiser um toque mais doce, aqueles cremes de vinagre balsâmico caem bem, ou mel, melado, etc. Outras coisas fáceis para incrementar o molho são shoyo, mostarda, limão... sem esquecer do sal e da pimenta do reino ou outra que preferir.
  • Itens especiais: sementes ou castanhas torradas, frutas secas, o que você gostar. Prefiro colocar no final, meio de enfeite.
Pronto! Essa da foto é: 1/4 de repolho roxo, umas 6 folhas de couve, meio saco de broto de feijão (+-125g). 1/2 cebola roxa. Tudo cortado fininho e massageado com azeite, vinagre balsâmico e creme de vinagre balsâmico, sal e pimenta. Pra finalizar, sementes de girassol tostadinhas e cranberries secas - já falei que tô viciada nelas né?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Amazónia Viva | Exfoliante Energizante de Cupuaçu

Quem acompanha este espaço há algum tempo, já deve ter percebido a minha total afeição pelo exfoliante da Body Shop, de Brazilian Nut, que faz um excelente trabalho, me mima, e ainda me deixa a cheirar a bolachas (ou pelo menos, é o que eu acho, mesmo tendo um narizinho muito esquisito). Contudo, no início do ano, decidi comprar um em promoção, na Sephora, que tenho usado, no banho, de forma bastante indisciplinada (confesso!), desde então. Tem sido o exfoliante mais viajado de sempre e, como podem ver pelo belo estado dele na foto (horroroso, sim, sim), já está a terminar com um grande cansaço e sem a sua bela forma.


O exfoliante energizante da Amazónia Viva, com manteiga de cupuaçu e óleo de castanha do Brasil (e sim, mantenho a coerência na preferência de aromas) é, segundo a marca, “dotado de propriedades hidratantes, nutritivas, suavizante e reparadoras”, ao mesmo tempo que elimina as impurezas com argila branca e exfolia a pele com grãos de maracujá.  Tem uma textura que está entre a manteiga e o creme (mais para a parte mais clara, na foto), endurecendo com o tempo e diluindo na água, ao mesmo tempo que ganha um aspecto de leite vegetal, uma seiva esbranquiçada que vai escorrendo pelo corpo, deixando efectivamente a pele mais hidratada. Os grãos são grandes o suficiente para uma boa exfoliação e, em movimentos circulares, faz um bom trabalho, sem grande esforço.

Contudo, não me deslumbrou por aí além. Pelos 11 euros que me custou, a metade do preço, valeu bem o produto que foi, mas há qualquer coisa nele que, não sei, não me agrada a 100%. Talvez seja por ficar muito consistente, passado algum tempo, perdendo a cremosidade até de uma simples manteiga (como as da The Body Shop, por exemplo), o que torna mais difícil o uso, ou porque o aroma, do qual eu gosto, desvanece passada uma meia hora (o que pode ser fantástico para muita gente mas não para mim, vá, que, nos dias em que não ponho perfume, ou fico por casa, gosto de usar determinados produtos corporais com aromas mais intensos e aconchegantes). Talvez seja só uma mera relação desgastada, quem sabe? Mas a vontade agora é de mudar para outro, que me fascine ainda mais. 

É um bom exfoliante, não me entendam mal, mas não destronou o da The Body Shop e, só depois de outros testados, a História dirá se ficará entre os dez predilectos ou não. Para já, procurarei um melhor.

Ingredientes:

Kaolin, Helianthus Annuss (sunflower) Seed Oil, Tapioca Starch, Cetearyl Alcohol, Oleyl Alcohol, Bertholletia Excelsa Oil, Sodium Lauryl Sulfate, Prunus Amygdalus Dulcis (sweet Almond) Oil, Carapa Guaianesis Seed Oil, Theobroma Grandisflorum Seed Butter, Passiflora Edulis Seed Powder And Passiflora Incarnata Seed Powder, Divinyldimethicone/dimethicone Copolymer And C12-13 Pareth-23 And C12-13 Pareth-3 Caprylic/capric Triglyceride, Tocopehryl Acetate, Fragrance/parfum Quaternium-90, Bentonite And Cyclomethicone, Propylene Carbonate, Copaifera Officinalis Resin, Methylchloroisothiazolinone And Methylisothiazolinone, Benzotriazolyl Dodecyl P-cresol, Tetradibutyl Pentaerythrityl Hyroxyhydrocinnmate, Butylphenyl Methylpropinoal, Eugenol, Limonene, Linalool.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Minha primeira granola

por Carol Vannier

Taí, por que eu nunca tinha feito granola em casa? Vamos combinar que eu tinha todos os pré-requisitos: adorar granola, ter frequentemente todos os ingredientes necessários em casa, ter mania de fazer coisas que se compram prontas... já falei adorar granola?

Acho que um possível empecilho era o medo de enfrentar a realidade, e ver que granola está naquele rol de coisas saudáveis ma non troppo. A gente (eu no topo da lista) confunde muito saudável com light, e com "posso comer o quanto eu quiser disso". A verdade é que praticamente nada entra nessa categoria, nem a granola mais hipponga. O que é uma pena, pois eu jantaria granola muitos dias da semana.

Outro fator que costuma entrar nas minhas considerações é o custo de fazer em casa ou comprar pronto. Essa granola saiu a quase R$28 o quilo. É mais barato do que uma granola Kelness, que eu já comprei muito, mas é mais cara que a granola da Member's Mark do Sams Club, que como tudo no Sams Club, nem sempre que eu vou tem - infelizmente, porque hoje em dia é minha granola comercial favorita. Ah sim, porque essa primeira que eu fiz já virou a minha favorita de todas! Nela faltaram as deliciosas lascas de coco que a do Sams club tem, mas faltaram também as passas terríveis de duras que eles colocam e que eu cato pra fora. Em vez disso tem as cranberries macias e azedinhas que eu amo e que são o ingrediente mais caro, e tem muito mais castanhas, que são o segundo ingrediente mais caro.

Agora, sobre a receita em si, é claro que tem um milhão de receitas de granola por aí. Depois de fazer a minha, já descobri muitas outras versões que quero tentar. Essa aqui que usa banana amassada em especial! Mas acho que o lance da granola é você colocar tudo que você mais gosta, não precisa de muita receita. Sendo a primeira vez, quis ter uma noção da proporção de aveia para mel e óleo. Segui uma das preciosas dicas relâmpago da Ana Elisa que, citando a revista do Jamie Oliver, deu a seguinte proporção: 300g de aveia para 2 colheres de sopa de óleo vegetal e 6 colheres de sopa de mel. Eu tinha um pouco menos de aveia, 244g, e acabei medindo tudo em gramas e não em colheres, porque já tava na balança. Então, arredondando um pouco as quantidades, minha primeiríssima granola foi assim:

GRANOLA INAUGURAL

Ingredientes:

250g de aveia
150g de sementes e oleaginosas variadas (eu usei semente de girassol, linhaça, amêndoa, castanha de caju e do Pará)
60g de frutas secas (Podia ter sido mais, e mais variado. Usei só cranberry.)
50g de mel (Na verdade foi um restinho de melado junto, que eu queria matar. Podia ter ido açúcar mascavo também.)
15g de óleo de canola (Ainda não comprei o tão falado óleo de coco, mas aqui seria um ótimo lugar pra usá-lo)

Preparo:
  • Acenda o forno na marca de 180ºC e vá preparando a mistura.
  • Se o mel estiver muito grosso, aqueça-o em banho maria para que ele fique bem fluido e espalhe melhor. 
  • Pique as castanhas se preferir. Eu gosto, para dificultar o trabalho de um certo pescador de castanha de granola que mora comigo.
  • Misture a aveia com as sementes/oleaginosas picadas ou não, coloque o óleo e o mel e misture bem. Espalhe tudo num tabuleiro.
  • Asse por aprox. 15 minutos e só então adicione as frutas secas que for usar. Asse por mais 10 ou 15 minutos, até ficar no ponto de cor que você gosta.


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