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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Minha primeira granola

por Carol Vannier

Taí, por que eu nunca tinha feito granola em casa? Vamos combinar que eu tinha todos os pré-requisitos: adorar granola, ter frequentemente todos os ingredientes necessários em casa, ter mania de fazer coisas que se compram prontas... já falei adorar granola?

Acho que um possível empecilho era o medo de enfrentar a realidade, e ver que granola está naquele rol de coisas saudáveis ma non troppo. A gente (eu no topo da lista) confunde muito saudável com light, e com "posso comer o quanto eu quiser disso". A verdade é que praticamente nada entra nessa categoria, nem a granola mais hipponga. O que é uma pena, pois eu jantaria granola muitos dias da semana.

Outro fator que costuma entrar nas minhas considerações é o custo de fazer em casa ou comprar pronto. Essa granola saiu a quase R$28 o quilo. É mais barato do que uma granola Kelness, que eu já comprei muito, mas é mais cara que a granola da Member's Mark do Sams Club, que como tudo no Sams Club, nem sempre que eu vou tem - infelizmente, porque hoje em dia é minha granola comercial favorita. Ah sim, porque essa primeira que eu fiz já virou a minha favorita de todas! Nela faltaram as deliciosas lascas de coco que a do Sams club tem, mas faltaram também as passas terríveis de duras que eles colocam e que eu cato pra fora. Em vez disso tem as cranberries macias e azedinhas que eu amo e que são o ingrediente mais caro, e tem muito mais castanhas, que são o segundo ingrediente mais caro.

Agora, sobre a receita em si, é claro que tem um milhão de receitas de granola por aí. Depois de fazer a minha, já descobri muitas outras versões que quero tentar. Essa aqui que usa banana amassada em especial! Mas acho que o lance da granola é você colocar tudo que você mais gosta, não precisa de muita receita. Sendo a primeira vez, quis ter uma noção da proporção de aveia para mel e óleo. Segui uma das preciosas dicas relâmpago da Ana Elisa que, citando a revista do Jamie Oliver, deu a seguinte proporção: 300g de aveia para 2 colheres de sopa de óleo vegetal e 6 colheres de sopa de mel. Eu tinha um pouco menos de aveia, 244g, e acabei medindo tudo em gramas e não em colheres, porque já tava na balança. Então, arredondando um pouco as quantidades, minha primeiríssima granola foi assim:

GRANOLA INAUGURAL

Ingredientes:

250g de aveia
150g de sementes e oleaginosas variadas (eu usei semente de girassol, linhaça, amêndoa, castanha de caju e do Pará)
60g de frutas secas (Podia ter sido mais, e mais variado. Usei só cranberry.)
50g de mel (Na verdade foi um restinho de melado junto, que eu queria matar. Podia ter ido açúcar mascavo também.)
15g de óleo de canola (Ainda não comprei o tão falado óleo de coco, mas aqui seria um ótimo lugar pra usá-lo)

Preparo:
  • Acenda o forno na marca de 180ºC e vá preparando a mistura.
  • Se o mel estiver muito grosso, aqueça-o em banho maria para que ele fique bem fluido e espalhe melhor. 
  • Pique as castanhas se preferir. Eu gosto, para dificultar o trabalho de um certo pescador de castanha de granola que mora comigo.
  • Misture a aveia com as sementes/oleaginosas picadas ou não, coloque o óleo e o mel e misture bem. Espalhe tudo num tabuleiro.
  • Asse por aprox. 15 minutos e só então adicione as frutas secas que for usar. Asse por mais 10 ou 15 minutos, até ficar no ponto de cor que você gosta.


sábado, 11 de outubro de 2014

Macarrão com couve flor e mais um monte de coisas

por Carol Vannier

Semana passada não deu pra escrever nada, e cozinhei pouca coisa, tudo meio desconjuntado. Fui engolfada por trabalho + eleições + trabalhar nas eleições.

Com 50% da população da casa viajando, os produtos da cesta orgânica andaram se acumulando um pouco, e entrei em parafuso pra conseguir gastar as coisas. Ainda por cima não posso ver couve flor e brócolis bonito e barato e não comprar. Então foi assim que esse macarrão nasceu, sem querer, de uma tarde em que tentei dar saída em coisas que já estavam na geladeira antes de colocar as coisas que tinham acabado de chegar. A abóbora e o nabo viraram cubinhos temperados com sal, pimenta e azeite em uma assadeira, e a couve-flor e os tomates-cereja viraram pedaços meio aleatórios, junto com bastante alho picadinho em outra assadeira. Com sal, pimenta e azeite também, claro. Só quando eles já estavam ficando prontos que percebi que era um bom começo pra essa receita aqui. O nabo e a abóbora vão acompanhar uma carne seca futura, e a couve-flor e os tomates vieram parar no macarrão de hoje.


Com pequenas adaptações da receita original, ficou mais ou menos assim: foram ao forno meia couve-flor picada, um bom punhado de tomates-cereja cortados, 3 dentes de alho bem picado, azeite, sal e pimenta, até a couve flor ficar bem dourada/com pontos marronzinhos. Essa foi a parte feita com antecedência.
Hoje: mais ou menos 210g de fusili foram cozidos normalmente. Enquanto a água fervia/macarrão cozinhava eu coloquei numa panela larga um bocado (+-100g) de bacon picado bem pequeno até dourar e depois um maço inteiro de folhas de espinafre. Os itens do forno foram adicionados à panela, depois o macarrão cozido, um pouco da água do cozimento, e um bocado de parmesão ralado. Prontinho!

Pra facilitar e seguir mais a receita original, você pode começar colocando só a couve-flor e os tomates pra assar, temperados e "untados". Depois pode bater o bacon (no original é prosciutto, mas fazemos o que dá né) com o alho num processador pra eles ficarem bem pequeninos e aí adicionar no tabuleiro com a couve-flor e continuar assando. Aviso logo, depois dá vontade de lamber o tabuleiro! Eu não fiz isso porque não tinha bacon em casa no dia que assei a couve-flor.




terça-feira, 7 de outubro de 2014

Desejos | Limpezas, Olhos e pele em geral

Quando eu disse, aqui há uns dias, que as minhas vontades e desejos actuais pendiam muito mais para o lado do tratamento de pele, não estava, de todo, a exagerar. A coisa está de tal modo que, a ter um bolso fundo e carregado, teria experimento para meses e meses (quiçá anos!) de tantos produtos, novos e mais antigos, que me chamam a atenção e que gostaria, enquanto muito iniciante nestas lides, testar. Mas, nestas coisas, há que reconhecer que, muitas vezes, com a qualidade vem o preço mais elevado (às vezes nem por isso, mas esse é o caso da maioria dos que tenho na minha lista) e, vá, há, normalmente, um certo je ne sais quoi nos produtos de linhas mais caras, seja pelas embalagens mais cuidadas ou nos aromas com cheiro de luxo que, vá, aqui me confesso, tocam o lado mais bourgeois que há em mim.  

Então, sem mais demoras, eis a minha singela listinha que, com certeza, só aumentará com o tempo, sob pena de nunca chegar ao zero:


1. Georgia Louise Cleanse + Heal Balm - Posso, até, um dia, ficar muito decepcionada com este bálsamo de limpeza, mas desde que testei o da Eve Lom (e adorei, por sinal), que quero experimentar este, bem como outros que me pareçam aliciantes. Da Georgia Louise gosto particularmente do que promete, especialmente para os meses mais frio em que a minha pele fica baça e acinzentada, além de me parecer um bom apoio para as massagens faciais que quero começar a fazer. Vamos ver. (na Space.nk por £46)

2. Eve Lom Rescue Mask - Acho que, na verdade, esta máscara está aqui em representação de todos os produtos da Eve Lom que eu gostaria de experimentar. Se eu pudesse, oferecer-me-ia um pequeno cestinho cheio destas embalagens brancas, simples, que prometem imenso e, a avaliar pelo bálsamo de limpeza, têm potencial para fazer muito. Entretanto, na lista está só esta máscara, reparadora, para limpar o rosto de forma profunda, acalmando a vermelhidão e trazendo luminosidade à pele. (na Space.nk por £35 ou £55)

3. Kiehl's Creamy Eye Treatment with Avocato - Depois de tantos elogios a este creme de hidratação da zona ocular, não foi difícil que o menino viesse parar à listinha de desejos. Sou pessoa para ter, de facto, de me disciplinar quanto à região dos olhos, confesso, e ainda não lhe dei a devida atenção. Mas este creme parece-me uma boa forma de começar. (na Space.nk por £20)

4. Emma Hardie Amazing Face Age support eye cream - Enquanto que o anterior poderia ser um titular da rotina facial matinal, este parece-me perfeito para a nocturna. Cheio de promessas das boas, e ingredientes que, aos olhos de uma leiga, parecem de facto muito interessantes, iniciaria a minha aventura pelo fabuloso mundo da Emma Hardie com este produto. Só para ver se a senhora me convencia como convence a tanta gente (que eu sou uma criatura esquisita e difícil). (na Space.nk por £39)

5. Zelens Triple Action Advanced Eye Cream - E lá está, mais um creme de olhos a comprovar que, de facto, alguma coisa tem de mudar, que isto de não tratar a região como deve sr já começa a ser grave. Este da Zelens também seria usado com muito amor e carinho de dia, já que promete, inclusivamente, abrir e iluminar o olhar (convenhamos, por mais que eu acorde normalmente bem, os meus olhos às vezes não acordam comigo, ficam a dormir mais um bocadinho e são os primeiros a ir para a cama, também). Mais uma marca que eu gostaria de testar, acima de tudo. (na Space.nk por £75 -- e uma razão pela qual ali está o da Kiehl's)

6. Dermalogica gentle cream exfoliant - Não posso ver a Lisinha Eldridge a sugerir uma coisa que, na maioria das vezes, fico a desejá-la. Esta máscara/esfoliante químico é uma delas. Desde que comecei a usar o Glycolactic, da REN, que fiquei fã de uma boa limpeza com ácidos, que faz magia apenas por si só, sem precisar de massagens ou grandes complicações. Adoro o meu momento spa semanal, com a cara toda besuntada, a relaxar em casa, a fazer o que bem me der na real gana, sem pensar em obrigações, trabalho e coisas afins. Era mais uma marca da qual viria um cestinho, para testes, cheio de cremes e coisinhas boas. (na Lookfantastic por €50,44)

7. Aésop Parsley Mask - Sou uma Maria vai com as outras! Depois de tanto se falar desta máscara com convicção e carinho, bem que eu gostaria de lhe pôr a mão. Não porque, em si, me aliciaria (confesso, confesso!), a não ser na embalagem com ar de farmácia antiga que me agrada imenso nos produtos da Aesop (todos!), mas porque faz tão bem a tantas peles deste mundo fora, também deveria fazer à minha. Mas antes desta viriam outras, com certeza. (na Aesop por €33)

8. Botanics Hot Cloth Cleansing Balm - Mais uma sugestão da Lisinha, que, quando me disse que esta seria uma alternativa ao bálsamo da Eve Lom, me deixou extremamente curiosa. Vendida na Boots a um preço realmente acessível, acho que aproveitarei a próxima ida de alguém às terras de Suas Majestade para pedir um boiãozinho e comprovar, por mim mesma, os elogios feitos a este produto supostamente bom e barato. Como adepta, cada vez mais, e principalmente nos meses que aí vêm, de limpezas com bálsamos, não me vai escapar. (na Boots por £8,99)  

9. Laura Mercier Body Soufflé Almond Coconut Milk - Não preciso dizer mais nada. Há anos que quero testar um soufflézinho destes, que é um produto corporal de culto para tanta gente. Da Laurinha, com um cheirinho delicioso, com promessas de hidratação diária de luxo. Senão, o querido preço, sempre o mesmo sacana. (na Space.nk por £44,5)  

10. Eisenberg Firming Remodeling Mask - Já testei uma pequena amostra desta menina e deslumbrou-me, na altura. Aliando rosto,olhos e pescoço, poderia ser facilmente o meu chuchuzinho de hidratação, firmeza, radiância e jovialidade, que a idade já pesa, especialmente na linha do pescoço e nos olhos. De resto, até estou bem, que se há coisa que as pessoas ultimamente fazem é pensar e verbalizar (claro!) quão jovem eu sou para ser mãe *sorriso aberto e pronto a dar uma gargalhada, contido com um singelo "muito obrigada!"* . (na Perfumes & Companhia por ca €73, a aproveitar em épocas de promoções) 

11. Sarah Chapman Skinesis Morning Facial - Mais uma vez, serum supostamente bendito para aqueles dias em que a minha pele não acorda tão bem-disposta quanto eu. Prometendo um boost de radiância, firmeza e elasticidade logo pela manhã, só não substitui o pequeno almoço, que de resto promete nutrir com generosidade e coragem o dia inteiro. Não é tentador? Seria mais um produto que poderia vir num cestinho com os amiguinhos todos, que eu não me importaria nem um pouquinho. (na Space.nk por £45)

12. Strivectin tightening neck cream - Ah o pescoço... ah a herança genética... ah a gravidade. Rai'spartam! Se este creme promete combater esses pequeninos problemas, venha ele para a lista, assim, sem grandes explicações! (na Space.nk por £83 -- e o combate à gravidade fica para outros bolsos)  

Como devem reparar, não estão aqui imensos produtos que fazem parte de rotinas faciais normais, como os cremes de dia e noite. Isto porque, a avaliar a lista destas maravilhas específicas, imaginam quão grande, confusa e eclética é a dos restantes. Especialmente quando vou precisar muito em breve, efectivamente, de toda uma nova rotina matinal, que os produtos que tenho estão a acabar e, apesar de ter gostado deles, julgo que alguns precisam de alguma distância e espaço, permitindo a entrada de outros, melhores (espera-se). 

Entretanto, para quem se aliciar por algum destes produtos na lista, poderá aproveitar o desconto da Space.nk (e não, não há aqui qualquer comissão, só informação desligada) de £10 em compras de £40, para descobrirem algum novo produto, ou reforçarem o stock de um antigo (código DISCOVER10). Eu vou aproveitar, com certeza. Fica a dica. 


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Clarins | Huile Orchidée Bleue, para peles desidratadas

Depois de uma longa seca de produção aqui pela Salinha, que, não fosse a dedicação da Carolina que todas as sextas-feiras nos traz um petisquinho, seria ainda pior, porque há dias em que não há tempo (ou o tempo que havia desaparece numa urgência) ou que não há cabeça, ou que não há condições físicas para continuar no computador (ou todas as anteriormente mencionadas, de uma só vez, que é o pior), acho que está mais do que na hora de vos falar de um produto que eu adoro, sobre o qual já escrevi uma ou outra linha, mas que merece mais destaque. Não é novo, nem recente, e provavelmente já ouviram falar dele, ou leram algo sobre este menino, por aí, mas caso façam parte do grupo de pessoas distraídas que entram neste espaço, apresento-vos um produto que tem direito a reposição directa no meu stock antes de acabar, o óleo da Clarins de Orquídea Azul, para peles desidratadas. 


Vejamos, leram bem, desidratadas. Não quer dizer que seja apenas para peles secas, nem que completamente proibido às oleosas (por favor, não fujam logo a correr ao ler a palavra "óleo"), pelo contrário, falamos de desidratação, que pode acontecer em qualquer tipo de pele. A minha era, normalmente, mista a oleosa e, por isso, eu achava que o melhor a fazer era retirar qualquer óleo natural e brilho que pudesse ter. Quantas vezes não lavei a cara com um produto mais agressivo, para que ela deixasse de brilhar... Resultado: a pele ressentia-se e a única defesa possível (coitada, já que não podia gritar comigo e chamar-me os nomes que lhe apetecesse pelas tropelias que lhe andava a fazer) era produzir ainda mais óleo. Imaginam o ciclo vicioso da coisa... Uma pele sempre desconfortável, desequilibrada, com borbulhas e eu sem saber o que lhe fazer mais. A solução era simples, mas havia que começar com uma rotina que lhe desse a hidratação necessária. Comecei com a vichy, passei pela clinique, quando dei cabo dela em Cabo Verde com um produto que comprei numa drogaria brasileira, só consegui recuperar alguma elasticidade e brilho perdidos com o Super Aqua Day, da Guerlain, e desde então, há uns anos para cá, que por aí vou, tentando incorporar produtos, trocando alguns, disciplinar-me e, mais do que tudo, tentando aprender com a minha pele o que ela precisa, gosta e quer. 

Nesse percurso, fui conhecendo gente que experimenta muito, gente que percebe muito do assunto, que por aqui somos apenas amadoras acidentais, que partilham a experiência do ponto de vista do usuário, e entretanto, já com a disciplina básica incorporada na rotina (digo lavar, tonificar e hidratar), decidi experimentar um óleo, elogiado pela A., do Coisas e Cenas, numa altura em que a minha pele ainda não estava totalmente confortável com os produtos (e ainda não está, ela vai mudando, por isso mantenho a minha busca por aqueles produtos que sejam feitos para mim, que não são obrigatoriamente os mesmos que os de outra pessoa com um tipo de pele semelhante, e vice-versa). Fui à Perfumes & Companhia, para aproveitar uma das magníficas promoções (agora comprei o meu segundo frasco por cerca de 21 €, com o desconto), e acabei por trazer este de Orquídea Azul, deixando lá o de peles secas, de Santal, que não é de todo para mim, e o de Lotus, para peles mistas oleosas, cujo cheiro francamente me nauseou.  

Feitos para reequilibrar a pele, a Clarins promete uma "alquimia de extractos de plantas e de óleos essenciais que transmitem, pelas suas propriedades de tratamento e olfactivas, os benefícios da fitoterapia e da aromaterapia".  O de orquídea azul, especificamente, um dos produtos mais vendidos da marca, contém o extracto da flor que lhe dá o nome e o "óleo essencial de patchouli para tonificar, revitalizar e dar às peles sedentas brilho" e luminosidade. É um produto que vou recomeçar a usar este mês, já que ficou em Portugal nos meses que passei no Brasil (com muita pena minha, que bem pensei nele enquanto lá estava e na falta que me fazia) e garanto-vos que, duas semanas depois de uma utilização contínua, à noite, com a pele húmida do tónico, é sempre produto para me maravilhar. A pele fica mais bonita, radiante, com mais elasticidade e realmente com um aspecto mais saudável. Da primeira vez que usei, apercebi-me que haveria ali muito mais desidratação que eu alguma vez tinha pensado, numa pele que, achava eu, sofria era de excesso de óleo. 

Tem, inclusivamente a vantagem, enquanto produto para usar à noite, de me acalmar e pôr a dormir relaxadamente, num sono profundo. Julgo que isto não acontece a todas as pessoas que o usam, pelo menos não me recordo de ler o comentário de alguém a quem desse semelhante prazer, mas pode ser que a algum outro ser, por aí, a precisar de umas boas horas de sono, ou a quem o João Pestana decidiu boicotar, faça o mesmo. E convém aproveitar. Um produto que nos mima a pele e que nos põe a dormir como crianças depois de uma tardada no parque, ainda por cima não muito caro para aquilo que proporciona, há que ser aproveitado.  

Os óleos da Clarins são facilmente encontrados em várias perfumarias, mas o preço mais acessível ao qual o encontrei foi mesmo da Perfumes & Companhia aqui perto de casa, a 21 euros e qualquer coisinha. Se conhecerem outras lojas, ainda mais baratas, deixem nos comentários, por favor, pode sempre dar um belo jeitinho a quem passar por aqui. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Babycakes

por Carol Vannier

Tem um fenômeno engraçado que acontece com nomes estrangeiros às vezes. A gente usa um nome estrangeiro pra uma coisa estrangeira, crente que é assim que o povo "dono" dessa coisa a chama, mas na verdade não é. Às vezes, pra piorar, a coisa nem é original daquele país. Por exemplo, na França eles chamam de sporting aquela uma esticada pra beber alguma coisa depois do trabalho. Nenhum inglês ou americano consultado conhecia a expressão. Eu poderia dar exemplos de coisas assim que falamos aqui no Brasil, mas só porque eu queria usar nesses texto, esqueci todos, claro.

Foto: Nigella.com
Mas um que eu não esqueci é esse: a gente chama de petit gâteau um bolinho que até pode ser comum na França, só que em francês petit gâteau quer dizer muita coisa, mas eu arriscaria dizer que nunca é aquele que a gente imagina. Se quiser pedir algo parecido com o "nosso" petit gâteau, peça um moelleux au chocolat. Ele pode ser pequeno ou um bolo grande cortado em fatias, mas vai ter aquele centro de chocolate derretido que povoa nosso sonhos gulosos, lindamente chamado de coeur fondant.

Toda essa introdução para dizer que eu faço há anos essa receita que todo mundo chama de petit gâteau, mas que veio de um livro da Nigella, o How to be a domestic goddess, e nele se chama Molten Chocolate Babycakes. Chame como quiser, o importante é que é bem simples de fazer e agrada todo mundo :)

Sobre o chocolate, eu já fiz com variados tipos e qualidades, sempre deu certo, mas o resultado pode ficar mais ou menos doce dependendo do teor de açúcar do seu chocolate. Como sempre acompanho com sorvete, acho que quanto menos doce melhor, para contrastar. Esse último foi com chocolate 70% cacau e ficou ótimo!


Foto improvisada, só para documentar 
MOLTEN CHOCOLATE BABYCAKES
Do How to be a domestic goddess, da Nigella Lawson
Rende aprox. 12 bolinhos do tamanho de um cupcake, ou 6 bolinhos em fôrmas de 180ml

Ingredientes:50 g de manteiga amolecida + manteiga para untar
350 g chocolate meio amargo (É o ingrediente principal. Se puder, capriche na qualidade.)
100 g (1/2 xíc.) de açúcar
4 ovos grandes, batidos com uma pitada de sal
1 c. chá de extrato de baunilha
50 g (1/3 xíc.) farinha de trigo


Preparo:
  • Se você for assar na hora, e não estiver preparando com antecedência, pré-aqueça o forno a 200ºC e coloque um tabuleiro vazio dentro.
  • Unte as fôrmas que for usar. A receita manda fazer discos de papel manteiga e forrar o fundo das fôrmas depois de untar. Eu fazia obedientemente, mas descobri que nas minhas fôrmas de alumínio isso não faz a menor diferença.
  • Derreta o chocolate, no microondas ou em banho maria, e deixe esfriar um pouco.
  • Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar até ficar um creme fofo e claro. Vá adicionando aos poucos os ovos com sal e a baunilha e batendo. Depois adicione a farinha, e quando estiver misturado, adicione o chocolate, até que fique homogêneo.
  • Distribua a massa nas fôrmas, e coloque-as no tabuleiro que já estava no forno. O tempo de forno depende da temperatura do seu forno e do tamanho das fôrmas que você escolheu. Deve ser algo entre 7 e 10 minutos se a massa não estiver gelada. Minha sugestão é fazer um bolinho de teste e depois ajustar o tempo dos próximos se for o caso. Se sobrarem bolinhos você pode guardá-los na geladeira e assar depois, aumentando o tempo de forno (+- 2 minutos a mais).






sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Rolinhos

por Carol Vannier

Até escrever aqui na Salinha, nunca tinha me dado conta de como gosto de aperitivos/petiscos variados. Olhando bem, já foram várias receitas, e sempre me animo de conhecer mais alguma. Gosto tanto do fato de saber que eles estarão ali para não deixar ninguém com fome esperando o prato principal, quanto gosto de fazer uma refeição sem prato principal, só com uma boa variedade de petiscos diferentes. Sinais da gulodice... ;)

Hoje o post é 2 em 1, até porque uma das receitas nem pode ser chamada de receita, é quase um bônus: enrole fatias de bacon em volta de tâmaras sem caroço e asse. Pronto! Simples assim, e o resultado é tipo uma bala toffee de bacon. (Faltou aqui um emoticon chocado em descobrir que algo tão bom pode ser tão fácil de fazer).
Dicas: 
1- Uma tâmara consegue ser enrolada com metade de uma fatia de bacon, ou até um terço, dependendo do tamanho dela e da sua vontade de aumentar a proporção de bacon.
2- Trate isso exatamente como um pacote de bala: o quanto você fizer é o tanto que você vai comer, um atrás do outro, compulsivamente. Ou é isso que eu faço pelo menos. Então produza com moderação!

Essa foto é da hora de servir. No tabuleiro eles estavam bem mais espalhados.

Para contrabalançar essa farra do bacon, um rolinho vegetariano e bem light: fatias de abobrinha grelhadas com recheio cremoso de ricotta. Calma, não fuja ainda, tem azeite também, e fica muito bom!

Essa receita é adaptada do Shutterbean, e lá tem muitas fotos que ajudam a explicar o processo. Como vocês podem ver olhando para a minha foto, acho que grelhei pouco as abobrinhas. Na receita original elas estão bem mais douradas e nem precisaram de um palito para ficar enroladas. Mas cozinha é treino, né? Quem sabe na próxima?


Dá pra ver que regularidade não é meu forte


ROLINHO DE ABOBRINHA
adaptado daqui - veja o link se quiser imagens passo a passo muito lindas
  • A parte difícil é logo a primeira: cortar algumas abobrinhas em fatias, nem muito finas, nem muito grossas. Algo em torno de 0,5 cm. Antes de cortar tudo, corte algumas e faça o teste, grelhando dos dois lados e vendo se ela fica firme o suficiente para não se despedaçar, e macia o suficiente para se enrolar sem quebrar.
  • Para grelhar, pincele cada fatia generosamente com azeite, para garantir que não vai agarrar. Tempere com sal e pimenta do reino também, porque leva pouco recheio proporcionalmente, então ele não vai segurar sozinho todo o tempero.
  • Prepare um recheio cremoso de queijo. Pode ser queijo de cabra se você for uma pessoa sortuda, ou ricotta caseira se você for como eu (gosta de ter trabalho e não gosta de gastar dinheiro). Ou ricotta fresca comprada pronta (eu te admiro, juro). O importante é ter um certo grude, pra facilitar na hora de enrolar. Tempere o queijo com sal, pimenta do reino, salsinha picadinha, o que gostar. A minha ricotta caseira não teve todo o grude que eu queria, então botei uma colherada de requeijão também.
  • Enrole cada fatia com uma colher de chá de recheio e algumas folhinhas de manjericão e espete com um palito para segurar se precisar. 
Quantidades aproximadas: para umas 5 abobrinhas (fora os descartes nas tentativas e erros) eu usei mais ou menos 300g de ricotta.  

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Amores de Outono 2014

O Outono chegou, desagradando uns e alegrando outros que, como eu, adoram voltar às mantinhas polares no sofá, às maquilhagens mais carregadas, às roupas de tons mais escuros, aos collants (ah como os adoro!), aos cházinhos com bolachas sem suar e tudo o que tem de bom esta estação. Cada vez mais tenho a certeza que sou uma criatura de Primavera e Outono, que gosta pouco de calor ou frio extremo (reagindo muito pior com o primeiro, admito), e que preza a beleza da mudança de tons, aromas e sensações, de umas estações para as outras. Depois de muitos anos a escapar ao processo e sentir uma falta enorme dele, eis que o Outono chega, para limpar armários, cabeças e organizar o ano. E como me estou a divertir com isso, de forma muito produtiva!

Apesar de as colecções de maquilhagem estarem repletas de coisinhas que gostaria de testar, neste meu processo de limpeza de tudo o que está a mais, de vontade de terminar produtos e de definição de prioridades daquilo que quero mesmo, pouquíssimo seria o que, se estivesse para aí inclinada, compraria. Considerando que, neste momento, se precisa (realmente) de uma base ou um BB que me agrade, para todos os dias, e de novos produtos de firmeza e anti-idade a introduzir à rotina diária de pele (assim que terminar os que tenho), escolhi apenas cinco produtos de maquilhagem como predilectos deste Outono (a minha lista de desejos de cremes, séruns e afins é muito maior): 


1. Guerlain KissKiss 303 "Beige Booster" - Confesso que sou uma apaixonada pelo ar luxuoso das embalagens da Guerlain. Especialmente quando aliadas a produtos de qualidade, que os meus lábios adoram, são os batons de sonho que a minha colecção sempre quis ter. Este Outono a marca francesa lançou vários Kiss Kiss, nesta embalagem preta, linda, com cores que serão permanentes. Não carecem, então, de histeria profunda e de corridas à loja com cabelo desgrenhado, o que permite que, mais tarde, quem sabe, um dia, quando achar que no topo de prioridades está um nude bonito, já sei por qual vou procurar. 

2. Tom Ford Contouring Cheek Colour Duo "Softcore" - Enquanto não conseguir pôr as mãos num destes conjuntos de blush e iluminador da Tom Ford não descanso. Gosto da embalagem, gosto dos tons e especialmente da praticidade de ter ali dois produtos num só, extremamente útil para viagens. Este Softcore parece-me um tom ideal para a estação que se aproxima, numa pele que não bronzeou, como a minha, com um acabamento bastante natural (pelas fotos que vi, pelo menos). É preciso mais razões ou basta olhar para ele e suspirar de desejo?

3. Givenchy Jelly Blush "Rose Extravagant" - Não tenho blush algum com esta textura, o que por si só já desperta o bichinho curioso que há em mim. Nas fotos que vi parece-me dar um tom bastante saudável, quando espalhado correctamente, mas ainda não consegui fazer o teste por mim, em loja. Infelizmente, não conheço perfumaria alguma, algures aqui por Coimbra, que tenha Givenchy. Se conhecerem, digam-me, por favor, para eu ir inspecionar esta geleia colorida. Obrigada!

4. Laura Mercier Sensual Reflections Cheek Melange "Sensual Reflections" - Pelas opiniões que vi sobre este blush, questiono-me se a qualidade valerá o preço ou estará à altura de algo da minha querida Laurinha. Mas olhemos para ele... Quão bonitinho é? Gosto das três cores separadas e poderá ser uma mistura interessante, muito outonal e luminosa. Mas ficaremos pela contemplação virtual, que dificilmente seria produto para vir morar cá para casa especialmente quando compete com os dois de cima, muito mais apetecíveis.

5. Dior verniz 902 Bar - Da mesma forma que não resisto à paleta de sombras com o mesmo nome, pudesse eu usar verniz este Outono/Inverno e esta cor já tinha lugar garantido na minha caixinha de produtos para as unhas. Testei-o apenas e haja preto mais bonito! Seca rápido, é brilhante mas sem exagerar e tem um toque de brilho discreto e elegante. Estão rendidas? Eu estou!  

Estou de poucas paixões, não é? Ando assim, vamos ver até quando. E o que vos atraiu irremediavelmente nas colecções de Outono?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Maternidade | O Abono Pré-Natal

Hoje vamos a um post de serviço público, que a coisa não está fácil e, quando há apoios interessantes e que mostram que o dinheiro dos contribuintes não está (todo) a ser mal aproveitado, há que divulgar e chegar a toda a gente (especialmente a que precisa e não aos que se julgam no direito de sugar toda a acção social que podem, contornando declarações e vestindo a pele de coitadinhos -- mas isso seriam outros quinhentos e não é o nosso foco).

A maternidade em Portugal não está fácil e muito se fala da queda das taxas de natalidade. Ainda a semana passada, o governo falava de pacotes de apoio às famílias que decidem ter filhos, mas entre o muito que se fala no Parlamento e a acção propriamente dita, já vimos que vai uma distância que leva projectos menos interessantes economicamente a perder o rumo, a velocidade e a ficar a meio do caminho. Mas, entre promessas futuras e cortes em subsídios que já se conhecem bem, há um abono que passa despercebido e não é tão divulgado quanto deveria (creio eu, pelo que converso com as pessoas desde que o conheço) -- o Abono Pré-natal (APN).  

A informação sobre o abono e o procedimento para se candidatarem a ele está praticamente toda, bem clara e discriminada, no site da Segurança Social, mas, resumindo alguns pontos chave, aqui vão as questões mais básicas, que possam interessar a todos os que decidiram aceitar o desafio de ser pais (ou foram lá parar por acaso, que aqui tudo é valido). 

Quem pode pedir e quando? 
Mulheres grávidas, a partir da 13ª semana de gravidez (comprovada pelo centro de saúde ou maternidade), nacionais ou estrangeiras a residir em Portugal. O APN pode ser pedido, junto da Segurança Social, em qualquer fase da gravidez ou seis meses após o parto (contado a partir do mês seguinte ao nascimento.

Quais as condições para se ter direito?
A mulher que pedir o APN tem de já ter completado a 13ª de gravidez; ser residente em Portugal e "ter um rendimento de referência igual ou inferior ao valor estabelecido para o 3º escalão de rendimentos" (todas as informações sobre a fórmula de cálculo podem ser encontradas, mais uma vez, no site da Segurança Social e, em dúvida, o melhor é ir à Loja do Cidadão ou à Seg Social mais próxima. Eu tentei ligar à linha directa e, depois de esperar um bom tempo, nunca consegui falar com ninguém.).

É importante igualmente considerar que a requerente e o seu agregado familiar, à data do requerimento, "não podem ter um património imobiliário (depósitos bancários, acções, obrigações, certificados de aforro, títulos de participação e unidades de participação em instituições de investimento coletivo) no valor superior a 100.612,80 EUR (corresponde a 240 vezes o valor do IAS)."

Qual a duração e o valor?
O APN é dado durante seis meses (contar com dois meses para resposta por parte da Segurança Social, que, se considerado como válido e elegível o processo, dá sempre os seis meses, independentemente dos prazos de candidatura), e pode oscilar entre três escalões, de 92, 29€/mês a 140,76 €/mês, para casais, e entre 110,75€/ mês e 168,91 €/ mês para famílias monoparentais.

Como requerer?
A mulher grávida ou o seu representante legal pode dirigir-se às Lojas do Cidadão, às agências de Segurança Social espalhadas pelo país, ou até mesmo inscrever-se na Segurança Social Directa e dar início ao processo todo online, e entregar os seguintes documentos:

  • Formulário Mod. RP5045-DGSS (clicar aqui para ver a versão pdf)
  • Fotocópia de documento de identificação civil (certidão de registo civil, bilhete de identidade, boletim de nascimento, cartão de cidadão, passaporte, etc.)
  • Fotocópia de cartão de identificação fiscal (no caso de já terem o Cartão do Cidadão, o número já vem na fotocópia acima)
  • Documento comprovativo de residência em território nacional, no caso de cidadã estrangeira
  • Certificação médica do tempo de gravidez, Mod. GF44-DGSS (clicar aqui para ver a versão em pdf), que é assinada pelo/a médico/a que aompanha a gravidez e carimbada no Centro de Saúde ou Maternidade
  • Documento da instituição bancária comprovativo do NIB, no caso de pretender que o pagamento seja efetuado por depósito em conta bancário.
  • Se o abono for requerido online, no serviço Segurança Social Direta, os meios de prova podem ser enviados pela mesma via desde que corretamente digitalizados.
O site indica ainda os direitos e deveres de todos aqueles a quem é concedido o Abono Pré-Natal e ainda esclarece alguns conceitos úteis que são usados ao longo do processo. Portanto, mais uma vez, sugiro, a quem estiver interessado e que cumpra os requisitos, a leitura da página da Segurança Social.

Espero que esta informação seja útil para todas as leitoras que estão grávidas, estão a pensar engravidar ou conhecem alguém que possa usufruir deste Abono. Afinal, é sempre bom sabermos que os descontos (ou alguns) que fazemos mensalmente têm um propósito mais nobre. 

sábado, 13 de setembro de 2014

German Chocolate Cake, que não é alemão

por Carol Vannier

Na busca por um bolo de camadas para fazer pro aniversário da minha mãe, me lembrei dessa receita que já vi aparecer em mais de um blog de culinária dos que eu sigo, e que já tinha me saltado aos olhos desde a primeira vez. Um bolo de chocolate com recheio de nozes pecã e coco, e cobertura de chocolate. Como não amar? O nome do bolo é German Chocolate Cake, mas não é por ser alemão. Na verdade, segundo a Wikipedia, é devido ao nome de um desenvolvedor de chocolates americano, Sam German, que fez uma barra para uso culinário que levou seu nome. Depois uma receita de bolo usando essa barra foi publicada num jornal. Ela levava adiante o nome dele, fez sucesso e o nome se espalhou.

O resultado não ficou devendo em nada às minhas expectativas. O bolo é simplesmente delicioso, ganhou muitos elogios, e pretendo repetir certamente! Gostei tanto que é capaz de quando for fazer de novo, nem mexer na farinha, e manter a misturinha sem glúten que eu fiz. Opa, peraí! É isso mesmo, sem glúten? Mas não era eu que até ontem proclamava meu amor pelo glúten?

Calma, nada mudou por aqui. Eu continuo amando glúten e as maravilhas que ele faz nos pães. E continuo achando que se você não tem nenhum bom motivo pra evitar, ficar evitando por puro esporte é meio estranho. Mas acontece que minha mãe arranjou uns bons motivos pra evitar... e desde que ela cortou trigo da dieta dela, reduziu uma dor crônica e melhorou a sensação de sonolência que ela andava tendo. Ela ainda vai fazer um exame pra confirmar, mas tudo indica que ela tem alguma intolerância ao trigo. E aí eu não vou contrariar, né? Não, de jeito nenhum. Festinha de aniversário sem glúten pra ela então :)

Minhas andanças por blogs de culinária já tinham me levado ao Gluten Free Girl, que eu até citei por aqui antes. Nesse post muito útil a Shauna fez um vídeo, além do texto, falando sobre como fazer seu próprio mix de farinhas sem glúten. O resumo da ópera é: 40% de farinhas integrais e 60% de amidos (em peso e não volume). Ela dá vários exemplos de farinhas integrais e amidos sem glúten, mas muitos são desconhecidos por aqui. Com as minhas reduzidas possibilidades eu fiz a seguinte mistura:

Farinhas Integrais:
20% de arroz
20% de aveia

Amidos:
30% de milho (maisena)
15% de arroz (creme de arroz)
15% de mandioca (polvilho doce)

O bolo ficou super fofo, mas suspeito que seria assim também com trigo, já que ele leva pouca farinha proporcionalmente. Com certeza a falta de glúten deve ter diminuído a elasticidade dele, e na hora de montar as camadas ele sofreu algumas rachaduras, mas nada que a cobertura não tenha conseguido remendar. Acredito que a quantidade de ovos ajude a compensar a elasticidade também.

Não se assuste com o tamanho da receita, porque apesar de grande, ela não tem ingredientes nem passos difíceis. Só que tem várias etapas... todas importantíssimas para a gostosura do bolo!

Enquadramento é tudo...


GERMAN CHOCOLATE CAKE
convertido e ligeiramente adaptado daqui
Para duas fôrmas de 20cm de diâmetro

Ingredientes

Bolo:
200ml (1 xíc.*) de leite
1 c. sopa de suco de limão
100g de chocolate meio amargo picado
75ml (5 c. sopa) de água
180g de manteiga, ligeiramente amolecida
200g + 40g (1 xíc.* + 1/5 xíc.*) de açúcar
4 ovos, gemas e claras separadas
224g (2 xíc.*) de farinha (de trigo ou do mix sem glúten acima)
1 c. chá de fermento em pó
1 c. chá de bicarbonato de sódio
1/2 c. chá de sal
1 c. chá de extrato de baunilha

Recheio:
200ml (1 xíc.*) de creme de leite fresco
200g (1 xíc.*) de açúcar
3 gemas
70g de manteiga
1/2 c. chá de sal
1 xíc.* de nozes pecã, tostadas e picadinhas
1 1/3 xíc.* de coco ralado não adoçado, tostado

Calda:
100ml (1/2 xíc.*) de água
70g (1/3 xíc.*) de açúcar
2 c. sopa de rum escuro, ou brandy, ou whisky, ou... pegou a idéia, né? ;)

Cobertura:
200g de chocolate meio amargo picado
2 c. sopa de glucose de milho
30g de manteiga
200ml (1 xíc.*) de creme de leite fresco

Preparo

Bolo:
  • Misture o leite e o limão e reserve. Esse é seu buttermilk brazuca.
  • Derreta o chocolate junto com a água, ou no microondas, ou em banho maria. Mexa até ficar homogêneo e reserve.
  • Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte duas fôrmas redondas de 20cm e forre o fundo delas com discos de papel manteiga.
  • Na batedeira ou no "braço", bata a manteiga junto com os 200g de açúcar até ficar fofo. Vá adicionando então o chocolate derretido e as gemas, uma de cada vez.
  • Misture numa vasilha a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal.
  • Acrescente metade da mistura de farinha na mistura da manteiga, depois acrescente o leite com limão e a baunilha, e depois a outra metade. 
  • Bata as claras em neve e quando elas estiverem ficando firmes, adicione os 40g de açúcar. 
  • Misture delicadamente as claras no resto da massa, por partes. 
  • Divida a massa entre as duas fôrmas e leve ao forno por aprox. 45 minutos ou até um palito inserido sair limpo e o topo do bolo parecer firme.
Recheio:
  • Prepare as nozes e coco ralado, tostando e picando, e disponha numa vasilha com a manteiga e o sal.
  • Numa panelinha, misture o creme de leite, o açúcar e as gemas. Leve ao fogo mexendo sempre, até a mistura engrossar um pouco, e ficar viscosa o suficiente para cobrir uma colher.
  • Jogue esse creme quente sobre a mistura de nozes e coco e misture bem. A medida que esfriar o recheio deve firmar um pouco.
Calda:
  • Numa panelinha aqueça a água e o açúcar juntos até o açúcar se dissolver todo. Tire do fogo e misture a bebida escolhida.
Cobertura:
  • Coloque o chocolate picado, a glucose e a manteiga numa vasilha. 
  • Aqueça o creme de leite numa panela só até ele dar algum sinal de fervura. Retire do fogo e despeje em cima da vasilha de chocolate. Espere um minuto e misture bem até tudo se incorporar. 
  • Espere esfriar e firmar para usar. Se não firmar nunca como o meu (eu acho que esquentei demais o creme) bata na batedeira um tempo e coloque na geladeira um tempo. Não ficou ideal porque ficou muito aerado, tipo uma mousse, mas ficou bem firme e deu pra confeitar o bolo! 
Montagem:
  • Corte os dois bolos na metade com uma faca grande de serra ou um cortador de bolo. 
  • Arrume as camadas colocando: bolo, algumas colheradas de xarope, 1/4 do recheio, e repita. Lembre de colocar recheio até a borda porque esse não vai espalhar sozinho quando a próxima camada vier. Na camada do topo você pode deixar um pequeno espaço na borda sem recheio para o acabamento da cobertura.
  • Usando uma espátula, cubra as laterais do bolo com a cobertura. Coloque cobertura numa manga de confeitar e decore as bordas da última camada.

*Xícaras de 200ml, que são comuns no Brasil, mas não são o padrão das receitas americanas. Nessas a "cup" equivale a 240ml.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Desejos | A listinha dos 31

Passar os 30 não dói, não nos corrói a alma, nem o ser, nem a essência daquilo que somos e defendemos. Sim, sim, a todos os que me continuam a dizer "quando lá chegares" ou "quando tu fores" isto ou aquilo, "tu vais ver", ofereço um grande sorriso de vilã à la Angelina Jolie em Maleficent e, depois de um irónico "Well, well..." (para quem me conhece, o meu sempre amado "pois é" arrastado, na mesma entoação), penso no quanto estão equivocadinhos (sem lhes dizer, que aqui não é preciso comprovar nada a ninguém a não ser a mim mesma. Pelo contrário, gosta-se sempre de ver dogmas certos, certeiros, indiscutíveis e únicos *pfff* a cair sozinhos, depois de se abrirem os olhos para outras realidades. As tentativas de mostrar que não há só uma forma de se ser algo já se esgotaram e levaram com elas a minha paciência para essas declarações de sábios de algibeira. Discussão é boa, mas com quem vale a pena.). 

Portanto, daqui a nada faço 31, de cabeça erguida, olhando para trás, gostando do meu caminho e reconhecendo que há muita coisa ainda para descobrir, muitos obstáculos ainda por passar e desafios (uns mais fáceis que outros) a enfrentar. E, por mais que as melhores coisas do mundo não tenham preço, há coisas que o têm e que entram rapidamente para a lista dos meus desejos mundanos da vez, que nem só de mente cultivada vive uma pessoa, como também não vive só de luxos exagerados numa cabeça oca (ah, quantas destas eu conheço... e de quantas eu não fujo!).

Assim, a década começa com um desejo antigo e daqueles que dificilmente passará disso, mas aqui vem outra vez:


O meu querido relógio Lexington da Michael Kors, que, infelizmente, pelo que me apercebo, anda a sair da colecção, em rose gold, é tudo o que um pulsinho minúsculo gostava (especialmente se fosse o meu). 


A acompanhar o menino de cima, ou sozinha, que é menina para ter luz por si mesma, uma Interchangeable 2 Rangs Metal, em Beige Rosé 3 e não se falava mais no assunto. 


Não sou a maior fã (em mim, claro) das Pandoras tradicionais, mas confesso que estas de pele têm um je ne sais quoi que me levam à época dos pulsos cheios de entrelaçados e acessórios que tal, que não saiam até apodrecerem, mas dão o pulo para o que me agrada mais agora. Com meia dúzia de pendentes e continhas simbólicas ficam giríssimas e, assim, entre a marca pela primeira vez na listinha deste ano. 

As pulseiras, estas ou outras, marcam assim a data que se aproxima, e ajudam à inspiração daqueles que, aproximando-se o dia, me colocam a inveterada pergunta: "O que queres para os anos?".

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Devaneios | Sobre decotes profundos e liberdade

Os decotes profundos e uma vida sem soutien não são para todas. Pronto. Tenho dito, repito, e as grandes defensoras de uma emancipação do peito livre podem parar de ler aqui e continuar a divagar por outros cantos da vasta web, que aqui carregamos o estandarte da igualdade de género, sim, mas, convenhamos, que também somos livres para nos incomodarmos com o deselegante e o feio. E, vejamos, se push-ups, aros e wonderbras, ou a falta deles, tivesse alguma relação com a consciência de género e a emancipação feminina, quão melhor seria o mundo (dada a quantidade de gente que vejo que não usa o dito suporte como deve ser).

Há peitos, ou vales abismais (de grandes e descaídos, de todas as idades – que não é coisa de mulher “madura”, desenganem-se) que não são para serem partilhados com os restantes mortais assim, sem aviso, com um decote que nunca mais acaba. Pelo menos não sem a consciência que vão atrair olhares (o meu atraem com certeza) pelos piores motivos e não, não valoriza em nada um busto feminino, pelo contrário. Da mesma forma que também não são comummente apreciadas (pelo contrário) tshirts em V nos homens com pelinhos saltitantes e desorganizados, nem lycras justinhas e transparências a qualquer um que não seja o Daffyd Thomas, do Little Britain. Nem calções minúsculos a quem não tiver as pernas da Kate Moss ou com a “polpinha” (como afectivamente lhe chama o espécimen masculino desta casa) do rabinho a espreitar lá por baixo, tal qual prisioneiro a planear a sua fuga.

Gosto de curvas, e muito. Mas também gosto que elas sejam tratadas com carinho, valorizadas, emancipadas sem perderem o encanto. Isso é possível. A indústria da moda, especialmente das grandes multinacionais, não está adaptada a todos os estilos de corpo. O padrão é bem simplificado e direccionado. Mas mesmo assim há como encontrar determinados modelos que favorecem o corpo feminino e o tornam mais bonito e elegante. E olhem que não sou nem fashionista, nem muito dada a tendências, nem tenho um guarda roupa cheio. Portanto, as exigências são realmente básicas (para mim, são minhas, cada um tem as suas).

Atenção, e isto também há que ser dito, antes que me caiam em cima, sou inclusivamente a favor da liberdade em (quase) tudo, inclusivamente de se vestir o que quiser, sempre consciente do efeito que se causa, positivo ou negativo, da mesma forma que, pelo menos sem ofender ninguém, temos o direito (neste caso meu, nesta página, e de quem comentar por aqui), de opinar e manifestar a vergonha alheia (que é coisa para me incomodar horrores) quando algo nos afecta. Sou totalmente a favor da troca de opiniões, mesmo calorosas, e isso alenta o meu espírito. Ao contrário do que muito se pensa, e pouco se compreende, gosto muito que cada um defenda o seu ponto de vista, de forma assertiva, com asserção, argumentando com informação válida, sem que, no final, alguém seja obrigado a se submeter ao outro ou que a apatia vença (gente blasé incomoda-me, confesso). Seria efectivamente uma maçada se pensássemos e fôssemos todos iguais. Um "admirável mundo novo" nunca seria para mim. Disso tenho a certeza.   

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Tabule de Quinoa

por Carol Vannier

Adoro esses saladões bem substanciais que podem tanto acompanhar alguma carne, como virarem uma refeição vegetariana. A idéia é usar algum grão cozido como base e ir enfeitando e temperando como gostar. Gosto de usar cevadinha, couscous e até arroz. E agora a quinoa entrou na roda também. Você pode num dia cozinhar o grão e comer puro como acompanhamento pra outra coisa, e usar a sobra pra fazer uma salada. Assim já diminui o tempo de preparo. O grão de bico eu costumo cozinhar um pacote todo de uma vez e congelar porções pequenas, porque gosto dele assim, como enfeite nessas misturinhas. Aqui no Brasil até encontro ele já cozido em lata ou em caixinhas, mas não acho o preço tão convidativo quanto achava na França.

receita que eu usei como base chama essa salada de tabule de quinoa, mas não é muito parecida com o que a gente come aqui no Rio chamando de tabule. Pelo que eu já vi por aí, tem tabule de todo jeito. Na falta de um nome melhor, mantive esse mesmo. Ficou uma delícia na hora, e até melhor no dia seguinte como almoço no trabalho.


TABULE DE QUINOA

Ingredientes:
1 xíc. de quinoa crua
2 xíc. de água
1 cebola
1 1/2 c. sopa de extrato de tomate
1 c. sopa de sementes de coentro em pó*
2 c. sopa de cominho em pó*
pimenta calabresa a gosto
1 xíc. de grão de bico cozido
3 ou 4 tomates picados em cubos
1/2 pepino picado em cubos
hortelã, salsinha e cebolinha a gosto, picadas
limão a gosto 
extrato de romã a gosto (eu substituiria por um pouco de vinagre balsâmico se não tivesse em casa)
sal, pimenta do reino e azeite a gosto

*Eu só tinha esses temperos inteiros, então tentei triturar no pilão, mas não fiquei satisfeita e bati um pouco no liquidificador. Depois penerei numa peneira grossa, porque as sementes de coentro tem uma casca que não tritura muito facilmente.

Preparo:
  • Cozinhe a quinoa da maneira que preferir. Eu faço tipo arroz, dando uma fritada nela antes, com ou sem temperos, e depois jogando água e cozinhando até secar. Depois de cozida, coloque numa vasilha grande e deixe esfriando.
  • Cebola temperada: pique a cebola em cubinhos pequenos e refogue em um pouco de óleo ou azeite até que ela fique translúcida. Acrescente o cominho, a semente de coentro e a pimenta calabresa, frite um pouco e acrescente o extrato de tomate, deixando cozinhar mais um pouco.
  • Misture a cebola na quinoa e coloque os outros ingredientes: grão de bico, tomate, pepino e as ervas.
  • Vá provando e temperando a gosto com sal, pimenta do reino, azeite, limão e extrato de romã.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Compras | Mimos e saldos no regresso


Depois de uns meses pacatos, sem grandes compras nem incursões neste mundo de coisas bonitas, cheirosas e resplandecentes, eis que, no regresso, tenho à minha espera não só um saquinho com alguns produtos únicos e como também os saldos por aqui, caso me faltasse algo. Embora, no segundo caso, não tivesse ficado deslumbrada com a oferta nas diversas perfumarias, já que estava tudo muito escolhido e, o que havia, não tinha um desconto que valesse a pena, vários mimos que me aguardavam já me arrebataram por completo. 

Começando pelos produtos de cima, temos do lado esquerdo o pó solto matificante Les Voilettes da Guerlain, que encontrei perdido numa Sephora, exactamente no meu tom 03 Beige Medium, com 30 ou 40 % de desconto (confesso que já não me recordo). Andava há algum tempo à procura de um pó de acabamento que me satisfizesse e, com o da Hourglass e o Les Beiges na lista, este será provavelmente o primeiro de alguns que vou com certeza testar, para descobrir do qual gosto mais (e, nada a fazer, vem-me imediatamente a imagem do microfone saltitante do Marco Paulo à cabeça). Usei-o no meu único casamento de Verão deste ano e, a avaliar pela cara de espanto e deslumbramento da minha mãe que quis que lhe aplicasse de imediato o pó na pele dela para ficar com o ar da minha, temos amor. A ver vamos, com o uso continuado, como se porta. Para já, fico a babar pela embalagem elegante, com a esponja luxuosa, de qualidade, que traz. 

O meu primeiro mimo que veio dos Estados Unidos é este conjunto de lápis à prova de água da Sephora, da colecção de Verão passada, dedicada ao Brasil. O 10 Shades of Samba tem todas as cores de eyeliner que eu uso e gosto e, até agora, os que usei têm aguentado firmemente nos meus olhos. Assim que tiver usado e abusado de todos (ou pelo menos da maioria, vá), voltam aqui à Salinha. Em cima, temos um pequeno kit da Benefit, o Good Gals, com três produtos extremamente badalados -- o blush Posietint, o primer That Gal e o iluminador Girl Meets Pearl -- mas que ainda nem abri. Entre obras na casa e as novidades do ano, não tenho tido tempo para brincar com tudo.

Ao lado um protector solar do qual já falei que veio entre bisnagas para mim e para a minha mãe da Cocooncenter. Já escrevi sobre o Filorga UV Defense num outro post, pelo que mantenho o que disse e, neste caso, acrescento que, de facto, o Cocooncenter é bestial para comprarmos produtos de farmácia a um preço óptimo, com uma entrega rápida e segura. Adorei esta experiência e parece-me que nos próximos meses, ou mesmo ano, recorrerei muito ao site. 

Na fila de baixo, à esquerda, ó amor, ó amor! O pó bronzer/blush Sun Celebration da gama Terracotta da Guerlain também veio no mesmo saquinho dos Estados Unidos e, meu deus, é o meu amorzinho do momento, sem dúvida. O bronzeador é de facto alaranjado, mais do que o 4 seasons da marca, por exemplo, mas tem um acabamento mais natural do que à primeira vista parece, se usado com moderação, e os dois blushes são divinais. Tudo numa embalagem de madeira com o sol dourado, selo da linha Terracotta da Guerlain. Puro luxo, senhoras e senhores, puro luxo. Assim que a tiver usado mais umas vezes contar-vos-ei como correu a experiência (mesmo que, infelizmente, talvez só a encontrem agora nos ebays e amazons da vida, quem sabe).

Ao lado temos o primer matificante da Becca que supostamente era para usar no Brasil mas não chegou a tempo. Temos, portanto, base para dias húmidos e chuvosos, e vamos lá ver como aguenta a maquilhagem no sítio. Com o sol que tem feito, não o tenho usado, apesar de, pelos elogios tecidos, até estou a desejar por um dia mais húmido só para lhe dar umas voltas. 

Mais um mimo dos Estados Unidos que ainda está intacto, o blush da colecção de Pedro Lourenço, da MAC. Na passagem do dedo pareceu-me produto para ter um toque mais "cremoso" do que outros blushes da marca, que têm um ar, por vezes, bastante poeirento. Este, pelo contrário, pareceu-me o tal mate-acetinado (mais um conceito aprendido hoje no blog Coisas e Cenas, que isto de explicação de texturas é às vezes bicho com mais de sete cabeças), saudável e natural. Vamos ver qual a duração e comportamento, com um pincel. 

E para concluir esta minha leva de estragos ao bolso do momento, mais um produto que veio de uma promoção de 40% na Perfumes e Companhia do sítio, com a qual queria aproveitar para me reabastecer deste óleo maravilha, de Orquídea Azul, da Clarins, cujo meu primeiro frasco já está pelas últimas (gotas). Terá brevemente um post a ele dedicado, mas se há coisa que avanço já é que não só é bom para a minha pele, como me adormece que é uma maravilha (A. obrigada pela sugestão, uma vez mais!).

A minha próxima compra, assim que tiver encontrado algo que me agrade mesmo, será uma base boa, leve, com um aspecto natural para usar diariamente. Um pequeno véu, que não tenha uma cobertura demasiado pesada nem se sinta. Sugestões?   
  




terça-feira, 2 de setembro de 2014

Nioxin | Hair System Kit 2 (para cabelos finos)

Setembro para mim sempre foi o mês do recomeço, de limpar a mente em profundidade, de organizá-la e prepará-la para o ano que aí vem. O ano para mim nunca começou com Janeiro, pelo contrário, é Setembro que me dá a energia sugada pelo término que marca o Verão, nomeadamente Agosto. Cada vez mais sei que sou pessoa de Outono e Primavera, de temperaturas moderadas e definitivamente de um casaquinho leve. O calor excessivo e constante não é, de todo, para mim.

Mas posto o desabafo, não poderia deixar de recomeçar o blog, ou pelo menos de tentar seguir o mesmo padrão diário (ou dia sim, dia não, vamos ver) que já era rotineiro, por um produto, ou melhor três, num kit, que já estão para ser partilhados há meses e meses, mas que ficam sempre para trás – o tratamento capilar da Nioxin para cabelos finos.
foto:thefunkygroup.co.uk (entre malas e bolsas o trio não veio comigo)
Há alguns anos atrás, morava eu em Cabo Verde, o meu couro cabeludo andava constantemente irritado, o que provocava imensa queda, muito provavelmente por causa de uma água que não passava pelos tratamentos aos quais estamos habituados, com a qual tomava banho. Como me recusava, por variadíssimas razões, a lavar a cabeça com água de garrafão, comprada, como me aconselhavam alguns a fazer,  chegava sempre a Portugal, nas férias, com um couro cabeludo lastimável, sempre com comichão e uma caspa grossa. No terceiro ano a sofrer o mesmo problema sabia que tinha de encontrar algo que me ajudasse a manter a cabeça mais equilibrada e o cabelo consequentemente mais forte. Foi numa dessas buscas que ouvi uma youtuber (que já não me lembro qual) a falar deste sistema da Nioxin e decidi comprar o starter kit 2, para o meu tipo de cabelo. O trio, que pretende, no seu todo, fortalecer e dar volume ao cabelo, vem com um champô (cleanser), um condicionador (scalp revitalizer) para a raiz e um tratamento específico, para refrescar e manter mais equilibrado o couro cabeludo.

Usando-o por duas semanas, sempre que lavava o cabelo (o que faço dia sim, dia não), pude efectivamente sentir o alívio que pelo menos um deles me proporcionava. Como sempre, ao testar os produtos, acabei por isolar o uso de cada um dos membros deste trio, por um período de tempo, para ver se, sozinhos (ou, melhor, com outros produtos dos quais eu já tinha uma opinião formada e sabia o que faziam) se portavam bem. Tanto o champô, como o tratamento foram facilmente substituídos por outros produtos – o primeiro pelo Bain Vital Dermo-Calm da Kerastase e o segundo pelo Stimuliste, da mesma marca, que tem um resultado muito mais próximo ao que eu esperava –, mas o condicionador, desenvolvido para ser usado na raiz, limpa o meu couro cabeludo como nenhum outro. Depois de uma semana a usá-lo, sempre que regressava de Cabo Verde ou quando, por alguma razão, sinto que a minha cabeça está mais suja e me incomoda mais, é notória a ajuda que presta no controlo da sujidade, no equilíbrio do couro cabeludo. Tenho um cabelo com alguma personalidade, que só faz o que quer, e misto (oleoso na raiz e seco nas pontas), pelo que o uso do condicionador tinha sido restrito, até então, às regiões menos hidratadas. Foi, portanto, com um misto de cepticismo e deslumbramento que vi o meu cabelo a ficar não só hidratado até às pontas, mas fresco e tratado na raiz, com um aroma a mentol muito agradável. Senti-o inclusivamente mais forte, mas em termos de volume não registei qualquer diferença digna de realce (ou entre curvas e pontas arrebitadas, a minha noção de volume fica sempre meio turva, vá). 

Em alguns blogs que falavam sobre este trio, algumas pessoas queixavam-se que o condicionador, especialmente, as deixava com a pele irritada e vermelha, pelo pescoço, mas, felizmente, nunca senti desconforto algum a usá-lo. Pelo contrário.

Comprei o meu kit na Look Fantastic que, desde então, tem expandido os produtos Nioxin à venda. Assim que sentir que o meu couro cabeludo, por alguma razão, mais irritado, comprarei com certeza o condicionador que, por pouco mais de 17 euros em promoção, me parece um excelente preço para o bem que me proporciona. Caso queiram experimentar um dos kits, há agora seis à disposição, é só verem qual o que mais se adequa ao vosso tipo de cabelo.

Ingredientes do condicionador (para quem entende):

Water (Aqua), Stearyl Alcohol, Cetrimonium Bromide, Cetyl Alcohol, Decethyldimonium Chloride, Dimethicone, Cetrimonium Chloride, Polquaternium-11, Hydroxypropyltrimonium Honey, Panthenol, Amodimethicone, Cetearyl Alcohol, Ceteareth-20, Polysorbate-60, Polysorbate-80, Propylene Glycol, Camellia Sinensis, Cucurbita Pepo, Humulus Lupulus, Mentha Piperita, Rosmarinus Officinalis, Serenoa Serrulata, Urtica Dioica, Visnaga Vera, Hexapeptide-11, Saccharomyces Ferment Filtrate Lysate, Betaine, Hexylene Glycol, Glycoproteins, Cystine Bis-PG-Propyl Silanetriol, Dimethyl Isosorbide, Phenoxyethanol, Phospholipids, Saccharomyces Lysate Extract, Ethoxydiglycool, Coenzyme A, Coenzyme B5, Coenzyme B6, Coenzyme B12, Coenzyme Biotin, Coenzyme Folate, Coenzyme Nicotinate, Coenzyme Q6-10, Coenzyme R, Coenzyme Thiamine, Melanin, Superoxide Dismutase, Diazolidinyl Urea, Methylparaben, propylparaben, Green 5, Yellow 6.


(E sim, até pode parecer que este é um post patrocinado, mas, como todos os do blog, garanto-vos que é, mais uma vez, a humilde opinião sobre um produto comprado. Não tenho culpa se sou assim, de paixões assolapadas – mesmo que possam ser efémeras – de vez em quando. :) )   

sábado, 30 de agosto de 2014

Pataniscas de Bacalhau

por Carol Vannier

Para os leitores portugueses, não há nenhuma grande novidade. Mas para nós brasileiros, em termos de petisco feito com bacalhau, o bolinho é o padrão, onipresente em todo botequim/restaurante de origem portuguesa por aqui. O bolinho é feito com basicamente com bacalhau desfiado e batata, mais alguns temperinhos e um ovo pra dar liga.

Viajando por Portugal eu não comi nenhum bolinho assim, feito com batata. O que eu vi com muito mais frequência foram as pataniscas. Seguindo a tradição dos doces portugueses, as pataniscas levam uma boa quantidade de ovos. A consistência fica, por isso mesmo, mais aerada e menos cremosa que o bolinho. São assim... quase fofas. E deliciosas, claro, como tudo que leva bacalhau!

No futuro devo colocar aqui uma receita de bolinho de bacalhau fantástica que andam desenvolvendo aqui em casa, mas por enquanto fiquem com a de pataniscas, que aprendi com o melhor mestre cuca português que conheço. E a receita, além de diferente e gostosa, é um bocado mais simples de fazer que a do bolinho!

Foto tirada às pressas, pra não deixar esfriar!


PATANISCAS DE BACALHAU
A massa antes de fritar


Ingredientes:
500g de bacalhau dessalgado e bem desfiado
4 ovos
3 c. sopa de farinha de trigo
2 cebolas bem picadinhas
1 maço de salsinha bem picadinha
sal e pimenta do reino a gosto

Preparo:

  • Misture todos os ingredientes, até que você atinja uma consistência que não seja nem tão seca a ponto de poder enrolar bolinhas, nem tão líquida que não fique nada agarrado na colher. Ajuste a quantidade de ovo e farinha se não ficar feliz com a consistência. Pelo que pude perceber, o bacalhau devia estar mais bem desfiado que o meu, para ajudar a massa a ficar mais homogênea. 
  • Aqueça uma frigideira com aprox. 2 dedos de óleo. 
  • Vá despejando a massa em colheradas e achatando um pouquinho a parte de cima para que ela mergulhe toda no óleo e fique com um formato mais plano. 
  • Frite até dourar um lado e depois vire para dourar o outro lado. Retire e seque em papel toalha.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Muffin de Banana, Coco e Chocolate

por Carol Vannier

Adoro ter a desculpa de fazer esses muffins quando tem banana ficando madura demais na fruteira. Tendo também coco ralado na despensa, o que não é tão frequente, e também gotas de chocolate (essas estão quase sempre presentes!) não tive dúvidas sobre como gastar as bananas.

Esses muffins são bem substanciais, bons para um café da manhã ou lanche. Eu gosto de fazer bolinhos desse tipo na véspera de algum dia que vou ter que acordar muito cedo e sair logo de casa, seja para uma viagem, ou uma prova. Eu não sou daquelas pessoas que acordam super facilmente, na verdade sou o oposto disso, então é gostoso ter um companheirinho prontinho para um café forte nessas horas de confusão mental. Eu sei que grande parte das pessoas tem uma rotina em que todo dia é dia de acordar muito cedo e sair logo de casa, e eu já tive também, e por isso mesmo agradeço todos os dias por ter um horário mais flexível! Então vocês, heróis matutinos, experimentem o bolinho e digam se ajudou, ok? ;)




MUFFIN DE BANANA, COCO E CHOCOLATE
Adaptado do Technicolor Kitchen
Rende +- 12 muffins

Ingredientes:

2 xíc. (240g) de farinha de trigo
2 c. chá de fermento em pó
1 pitada de sal
1/2 xíc. (100g) de açúcar refinado
1 xíc. (50g) de coco em flocos adoçados*
100g de gotas de chocolate amargo ou meio-amargo
100g de manteiga sem sal, derretida e fria
3 bananas maduras, amassadas com um garfo*
2 ovos*
1 colher (chá) de extrato de baunilha

*eu quis acabar com meu coco ralado todo, e usei uns 80g. Como ele era bem seco, a massa acabou muito seca e acrescentei mais uma banana, pois nenhuma delas era grande, e mais um ovo. Mas em geral sigo certinho essas medidas.

Preparo:
  • Pré-aqueça o forno a 200°C; Prepare suas forminhas de muffin: se for usar forminhas de papel forrando as de alumínio, ou de silicone (com ou sem papel), não precisa untar.
  • Numa tigela grande, misture a farinha, o fermento e o sal. Junte o açúcar, o coco e as gotas de chocolate.
  • Numa tigela menor, misture bem a manteiga, as bananas amassadas, os ovos e a baunilha.
  • Despeje esta mistura sobre os ingredientes secos e misture levemente com um garfo – não mexa demais; massa de muffins não é lisa e homogênea como massa de bolo.
  • Transfira a massa para as forminhas preparadas e asse por 15 minutos ou até que cresçam e dourem (faça o teste do palito).
  • Deixe esfriar ligeiramente na fôrma, depois desenforme e deixe esfriar completamente sobre uma gradinha, ou um tabuleiro frio. É importante desenformar, mesmo das fôrmas de silicone, porque a fôrma guarda umidade e os bolinhos acabam azedando rapidamente. Experiência própria... :( 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sopa de Inhame

por Carol Vannier

Eu me inscrevi pra receber uma cesta orgânica em casa há algumas semanas já. Ela é quinzenal e você não escolhe o que vem. Cada semana vem um conjunto de coisas, com algumas bem constantes, outras que vão variando, de acordo com o que os produtores têm. Tem sido um exercício ótimo de me virar com o que tem, e fazer coisas sem muito planejamento. E foi assim que lembrei que adoro inhame, porque ele tem aparecido frequentemente na cesta, mas antes dela fazia tempo que eu não comia.

Pobre inhame, feinho por fora, com a casca toda cabeluda, feinho por dentro, branco e visguento, e feinho quando cozido, cinza que só ele. Mas é ele, em toda a sua feiúra, que tem me animado a comer mais sopas ultimamente. É que sopa com inhame fica tão boa! Cremosa sem precisar de creme de leite, maisena, ou o que seja. Assim posso deixar os "enfeitinhos" só por cima mesmo.

Sopa não precisa de uma receita tipo de bolo, é bom fazer com o que tem. O que faço com muita frequência é refogar bastante cebola, às vezes alho, jogar pedaços do inhame e mais algum outro legume que eu queira (frequentemente chuchu, porque também vem muito na cesta, e se não for na sopa vai acabar virando um suflê cheio de molho branco e quejo!), cubro com água ou caldo de legumes caseiro, tempero com sal e pimenta, e cozinho até amaciar bem. Bato no liqui / processador / varinha mágica e pronto. E depois vem os enfeites... Frito cubinhos de bacon, se tiver alho poró, refogo ele em um pouco da gordura do bacon e misturo na sopa, um queijinho ralado...

Não é colorida como essas, mas é muito boa! :)



sábado, 9 de agosto de 2014

Spéculoos

por Carol Vannier

Pra quem não é da minha família, e portanto não conhece nem é tarado por ele, Spéculoos ou Spekulatius é um biscoito cheio de especiarias, típico da Holanda e da Bélgica, e também comum na Alemanha como quitute natalino. É tipo o gingerbread (o biscoito/boneco do Shrek), que também é comum no natal nos EUA e Reino Unido. Apesar dessas tradições natalinas serem super fofas, no hemisfério sul, fazer biscoito no natal é meio suicida. Não que a gente não acenda o forno para assar o peru, mas enfim, não vamos inventar mais moda, né? Então aproveito o frio máximo do inverno Niteroiense (18ºC!!!) e faço uma batelada de biscoito.

Batelada mesmo, dividi a receita original na metade e ainda assim fiz mais de 100 biscoitinhos e ainda congelei o final da massa. Sejam mais espertos que eu, e façam isso com ajudantes! As fornadas são rápidas, e é muito útil ter pelo menos duas pessoas, uma abrindo a massa e cortando no formato, e a outra cuidando do forno e de acomodar os biscoitos para esfriar. Esfriar biscoitos é uma etapa importante para garantir a crocância deles. Eu ainda não tenho uma grade de esfriar biscoitos (um dia, quem sabe...) então usei um tabuleiro frio (pegando os gélidos 18ºC na varanda hehehe) como estação de resfriamento. Só que isso me deixou com apenas um tabuleiro pra ir ao forno, o que tornou minha gincana ainda mais animada.

As especiarias são o tempero, então ficam ao gosto do freguês. Eu usei duas colheres de chá de um mix pronto (usei também a receita que vem atrás da latinha do mix) que leva: canela, gengibre, semente de coentro, noz moscada, cravo da índia, cardamomo, pimenta do reino, anis verde e sementes de erva-doce (os dois últimos me parecem idênticos nas fotos que achei na internet). Na falta do mix eu colocaria a olho colherinhas de café mais ou menos cheias das especiarias dessa lista que mais gosto. Aqui tem outra receita do mesmo biscoito com proporções diferentes, e com as especiarias separadas e medidas em gramas pra você ter uma idéia.

Esse é pra mim o acompanhante ideal de uma boa caneca de chá numa tarde friorenta ou num fim de noite guloso. Acho que a porção que eu congelei não vai passar desse inverno.




SPÉCULOOS

Ingredientes:
150g de açúcar cristal
150g de açúcar mascavo
150g de manteiga
1 pitada de sal
Aprox. 2 c. chá de mistura de especiarias
Sugestões: canela, gengibre, semente de coentro, noz moscada, cravo da índia, cardamomo, pimenta do reino, anis verde e sementes de erva-doce
1 ovo
50ml de água
1/2 c. sopa de bicarbonato de sódio
500g de farinha



Preparo:
  • Misture bem os açúcares, a manteiga, o sal as especiairas e o ovo. Eu fui espremendo com a mão porque minha manteiga estava gelada. Acho que poderia ter feito numa batedeira também. Se a manteiga estivesse mais mole e eu não quisesse usar a batedeira, misturaria com colher de pau, bem vigorosamente.
  • Misture os 50ml de água. É estranho, porque parece que tudo talhou, mas segui adiante e deu certo.
  • Acrescente o bicarbonato e a farinha e misture tudo formando uma bola.
  • Deixe a bola descansar na geladeira por pelo menos 30 minutos. Enquanto a massa descansa, pré-aqueça o forno a 200ºC. (Acenda o forno uns bons 15 minutos antes de botar a primeira leva).
  • Abra a massa numa superfície enfarinhada (se quiser usar papel manteiga para forrar, use farinha mesmo assim) com uma espessura uniforme, na medida do possível, e corte com um cortador de biscoitos.
  • Leve ao forno em uma assadeira forrada de papel manteiga pra facilitar, por aprox. 10 minutos. No meu caso só a primeira leva levou 10 minutos, as outras foram de 8. Vigie sempre as primeiras levas, até pegar o tempo certo, e nunca esqueça do timer!
  • Outras dicas: o papel manteiga se presta bem a ser reutilizado de uma leva pra outra. Tenho a impressão que fica até melhor. 
  • Não esqueça de esfriar os biscoitos assim que eles saem do forno para garantir a crocância. O tabuleiro frio na varanda funcionou bem.
  • Não testei ainda o resultado de congelar esse biscoito especificamente, mas já congelei outros, e costuma dar certo. Faça um cilindro com a massa e embale bem em filme de pvc e talvez com mais uma camada de papel manteiga ou alumínio. Dá até pra fazer um embrulho fofo e virar presente. Quando quiser preparar, pode descongelar por algumas (8 ou mais) horas na geladeira e depois fatiar em rodelas e assar. Ou pode também ser esganado e ficar lutando contra uma massa dura feito pedra. Tenho certeza que na hora da gula você vai conseguir! De repente mergulhando a faca em água quente... quem precisa de planejamento?
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