Passar os 30 não dói, não nos corrói a alma, nem o ser, nem a essência daquilo que somos e defendemos. Sim, sim, a todos os que me continuam a dizer "quando lá chegares" ou "quando tu fores" isto ou aquilo, "tu vais ver", ofereço um grande sorriso de vilã à la Angelina Jolie em Maleficent e, depois de um irónico "Well, well..." (para quem me conhece, o meu sempre amado "pois é" arrastado, na mesma entoação), penso no quanto estão equivocadinhos (sem lhes dizer, que aqui não é preciso comprovar nada a ninguém a não ser a mim mesma. Pelo contrário, gosta-se sempre de ver dogmas certos, certeiros, indiscutíveis e únicos *pfff* a cair sozinhos, depois de se abrirem os olhos para outras realidades. As tentativas de mostrar que não há só uma forma de se ser algo já se esgotaram e levaram com elas a minha paciência para essas declarações de sábios de algibeira. Discussão é boa, mas com quem vale a pena.).
Portanto, daqui a nada faço 31, de cabeça erguida, olhando para trás, gostando do meu caminho e reconhecendo que há muita coisa ainda para descobrir, muitos obstáculos ainda por passar e desafios (uns mais fáceis que outros) a enfrentar. E, por mais que as melhores coisas do mundo não tenham preço, há coisas que o têm e que entram rapidamente para a lista dos meus desejos mundanos da vez, que nem só de mente cultivada vive uma pessoa, como também não vive só de luxos exagerados numa cabeça oca (ah, quantas destas eu conheço... e de quantas eu não fujo!).
Assim, a década começa com um desejo antigo e daqueles que dificilmente passará disso, mas aqui vem outra vez:
O meu querido relógio Lexington da Michael Kors, que, infelizmente, pelo que me apercebo, anda a sair da colecção, em rose gold, é tudo o que um pulsinho minúsculo gostava (especialmente se fosse o meu).
A acompanhar o menino de cima, ou sozinha, que é menina para ter luz por si mesma, uma Interchangeable 2 Rangs Metal, em Beige Rosé 3 e não se falava mais no assunto.
Não sou a maior fã (em mim, claro) das Pandoras tradicionais, mas confesso que estas de pele têm um je ne sais quoi que me levam à época dos pulsos cheios de entrelaçados e acessórios que tal, que não saiam até apodrecerem, mas dão o pulo para o que me agrada mais agora. Com meia dúzia de pendentes e continhas simbólicas ficam giríssimas e, assim, entre a marca pela primeira vez na listinha deste ano.
As pulseiras, estas ou outras, marcam assim a data que se aproxima, e ajudam à inspiração daqueles que, aproximando-se o dia, me colocam a inveterada pergunta: "O que queres para os anos?".




