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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Bolo de cenoura

por Carol Vannier

Essa é uma das receitas mais antigas que eu faço. Aprendi em alguma das aulas de Educação para o Lar que eu tive na escola. Pra quem não conhece, no Centro Educacional de Niterói os alunos de +- 10 anos (de ambos os sexos!) costumavam ter (não sei se ainda têm) aulas que incluíam receitas simples e rudimentos de costura (bainhas e botões). Não lembro se tinha mais coisa, mas o que ficou na minha memória foram as receitas, claro. E o caderno dessa aula foi meu caderno de receitas por muitos anos depois disso.

O bolo esta mais ou menos naquela classe de "bolos de liquidificador". É que na verdade não precisa bater a massa toda no liqui, mas tudo começa nele, e não complica muito depois disso. Nível de dificuldade infantil mesmo. Eu costumo fazer num tabuleiro retangular pra aumentar a relação superfície/volume, e consequentemente a quantidade de cobertura, mas dessa vez fiz em forma de cupcakes para uma festa especial (essa é minha desculpa para o atraso no post...). Deu muito certo!



BOLO DE CENOURA
rende 1 tabuleiro de aprox. 40x25 cm ou 18 cupcakes

Ingredientes
Bolo:
2 cenouras médias (descascadas e picadas de acordo com o tamanho que seu liqui/processador aguentar triturar)
2 xíc. (400g) de açúcar
1 xíc. (200g) de óleo
3 xíc. (360g) de farinha
2 ovos
1 c. sopa de fermento

Ganache:1 barra de chocolate meio amargo (+- 180g) picado grosseiramente
2/3 de uma lata (200g) de creme de leite, misturando o soro

Preparo:
  • Bata no liquidificador/processador as cenouras, o óleo e o açúcar.
  • Passe para uma tigela e acrescente a farinha os ovos e o fermento.
  • Coloque num tabuleiro untado e polvilhado, ou em forminhas de cupcake (não precisa untar) e leve ao forno por 20 min.
  • Ganache: coloque o creme de leite numa panelinha e leve à fervura. Desligue o fogo e jogue os pedaços de chocolate na panela, mexendo bem até que todos os pedaços derretam. Espalhe em cima do bolo e espere esfriar para cortar.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

KIKO | Colour Shock, tom 107 Inspiration Emerald

Antes de mais, desculpem a ausência. Há momentos assim, em que a vida nos engole, o tempo encurta, e as prioridades têm de ser geridas. Em que os dias deviam ter 48 horas, a cabeça organizar-se em poucos minutos e as palavras fluírem em todas as direcções, com a mesma qualidade e rapidez de raciocínio. Ao mesmo tempo que se cultivam relações interpessoais, o convívio e os laços. Mas ainda não cheguei a esse ponto e acho que dificilmente chegarei.

Entretanto, e porque tenho este post em rampa de publicação há já demasiado tempo, tenho de partilhar convosco a minha adoração pela minha Colour Shock Long Lasting Eyeshadow da KIKO, antes que acabe o stock. Não são novas, já muito se falou sobre elas, mas, vamos lá, que mais vale tarde que nunca e pode ser que nunca tenham visto esta cor (quem sabe...) num comentário do género. 

Comprei esta sombra ainda em França, quando andava interessada em sombras creme de longa duração que aguentassem o clima húmido brasileiro. Sou francamente teimosa e, quando descobri que por aqui (que agora já estou no país tropical "lindo por natureza") se dava pouco valor aos produtos em creme, que se julgam mais propícios a brilhos e oleosidades (mesmo sem levar em conta acabamentos, vá-se lá entender), decidi provar que há alguns que são ainda melhores do que o pó, sem escorrer, e de longa duração. Foi nessa busca que, numa compra flash com alguém a cobrar-me os dois minutos (literalmente) que eu disse que demoraria, veio o tom 107 Inspiration Emerald, morar cá para casa (ou para a minha mala de viagens, que é o que mais sinto como tal).


Ainda na loja, quando tracei alguns riscos na mão, gostei imediatamente das cores, embora nenhuma me tivesse arrebatado por completo. Trouxe este verde realmente porque me pareceu um tom estival, para usar como um traço simples junto à raiz das pestanas, sem grandes confusões, que o Sol é bom é para aproveitar e não ficar uma hora à frente do espelho. A admiração e respeito pelas sombras vieram, por isso, apenas quando tentei apagar as queridas amostras da minha mão, que ia reunir a seguir e não pareceria bem ir com as mãos como quando fazia desenhos a caneta na escola primária (Se há coisa da qual a minha pele sempre gostou, foi de tinta colorida, apegando-se a ela de tal forma que não havia sabonete que resolvesse). O dedo, sozinho, não esborratou sequer os tons, e mesmo o desmaquilhante à disposição na KIKO não foi potente suficiente. As sacanas só saíram totalmente em casa, com o bifásico da Clarins. Preciso de dizer algo mais sobre a durabilidade destas meninas?


As Colour Shock são em textura creme, que se podem facilmente esbater na pálpebra, para um efeito mais suave, ou como delineador, com um pincel, em linhas de cor bem intensas. É assim que gosto mais de usar este meu verde, sem dúvida, dado que, como base, há outras que me parecem melhores, e acho que esbatida perde toda a piada. Têm um micro brilho, umas purpurinas muito fininhas, em grande quantidade, que se notam muito bem especialmente quando usada como sombra. Em delineador, conseguimos um risco acetinado, com algum brilho, mas sem nos apercebermos do glitter, que não migra para outras partes do rosto (o que me agrada imenso!).

Gosto, inclusivamente, do frasco em vidro fosco, grosso, que não parte com facilidade, deste produto da KIKO. Não fosse a tampa, arriscaria a dizer que lhe dá um ar de linha de luxo de marcas mais caras. Claro que, se criassem uma paleta, do género da Tango da MUFE (a malfadada Tango, que seca mais rápido do que lençol ao sol), eu seria realmente tentada a abdicar do vidrinho fosco, para ter algo mais prático. Mas isso sou só eu, que gosto muito mais de conjuntos com tudo (dão-me muito mais jeito), do que miudezas individuais. Que fazer?! Quero tudo à grande e à francesa!

Encontram as Colour Shock, agora, em promoção nas lojas KIKO ou online, por 4,8€. Aproveitem. Se eu estivesse em Portugal quase de certeza que compraria mais umas duas cores, talvez a Burgundy e uma das azuis. Têm alguma? O que acham? 

sábado, 21 de junho de 2014

Mousse de chocolate

por Carol Vannier

Essa receita tem uma historinha por trás, contada pela Dorie Greenspan, que quem quiser pode ler em inglês aqui, mas eu traduzo resumidamente. Ela aprendeu morando na França que não adiantava pedir as receitas para as anfitriãs de eventos que ela frequentava, que só bons/boas amigos(as) compartilhavam suas receitas. E foi assim que ela ficou muito feliz quando uma grande amiga sua fez uma deliciosa mousse de chocolate. Só que quando pediu a receita, recebeu apenas uma resposta evasiva, e achou que era um caso perdido. Mas de uma segunda vez que a amiga serviu a mousse, ela lhe surpreendeu com uma barra de chocolate na hora da despedida, e um sorriso enigmático. Atrás da barra tinha uma receita de mousse...

É uma receitinha tão simples, e com tão poucos ingredientes, que dá pra fazer num impulso, como quem faz um brigadeiro numa gula da madrugada. Foi mais ou menos assim que eu fiz essa na verdade. Só suja um pouco mais de louça, mas vale cada tigela na pia. Você também pode ser um anfitrião de última hora e preparar essa sobremesa pra algum convidado (que vai te pedir a receita se for esperto). Se tiver chocolate meio amargo, ovo e um tiquinho de açúcar em casa já sabe, pode me convidar. Eu prometo que ajudo com a louça.



MOUSSE DE CHOCOLATE
daqui
rende 4 porções francesas / 2 normais / 1 pra afogar as mágoas

Ingredientes:

100g de chocolate meio amargo (eu misturei 53% e 70% cacau)
3 ovos*, gemas e claras separadas
2 c. chá de açúcar

Preparo:

  • Derreta o chocolate em banho maria ou no microondas.
  • Fora da fonte de calor (não tente cozinhar suas gemas como eu) acrescente as gemas e misture bem.
  • Bata as claras até começar a formar picos. Vá adicionando o açúcar e batendo até o ponto de neve.
  • Misutre primeiro só um pouco das claras, para "amaciar" a mistura, e depois todo o resto com delicadeza para não tirar o ar todo.
  • Coloque em uma tigela grande ou algumas pequenas para servir. Se não for servir imediatamente, guarde na geladeira*. Ela fica mais densa de um dia pro outro.
*Os ovos não são cozidos na receita, por isso não sirva para pessoas com o sistema imunológico prejudicado, crianças, grávidas e idosos, e mantenha a mousse sempre refrigerada.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Séries | Orange is the new Black


Muito rapidamente, passo por aqui para vos dizer: Dêem uma oportunidade à série Orange is the New Black. Da Netflix, não é brilhante nem complexa (se quiserem algo com uma profundidade dramática ou cenas cómicas de cair para o lado, esqueçam esta sugestão), mas tem uma abordagem engraçada, com momentos de diversão e entretenimento bastante interessantes. 

Sobre a vida de um grupo de mulheres presas numa penitenciária norte-americana, ficcionada, parte do olhar da personagem principal, Chapman, uma nova-iorquina de famílias abastadas, que lá vai parar por um crime quase inconsciente cometido dez anos antes, e mostra as relações entre as mulheres, com os carcereiros, com o mundo exterior. Gosto particularmente da forma como constroem a história de cada uma, mostrando a razão da sua prisão, embora fiquem alguns pormenores por contar. Como disse, também não se pretende muito elaborada, nem pesada.

Para ver antes de dormir, tem sido a minha companheira para, como dizem aqui, "chamar o soninho" e apagar do mundo. Alguém já viu?

terça-feira, 17 de junho de 2014

Unhas | As Cores da Selecção

O primeiro jogo de Portugal foi ontem, a vergonha pelo comportamento desadequado de sabemos-bem-quem já dissipou e agora há que esperar que a equipa se lembre de funcionar como um todo e que os jogadores não sejam nem pedantes, nem pesados, nem cansados (difícil?!). Mas, nas unhas, mantenho os tons da selecção que, apesar de estar em território estrangeiro e inóspito à selecção (e não, "secar" o adversário de forma destrutiva não precisa de ser norma obrigatória do espectáculo futobolístico, já dei a minha opinião aqui sobre isso), vamos lá apoiar as nossas cores, que de espectáculo e festa eu gosto bastante (raio da faringite que me fecha em casa há quase duas semanas, nem a Malévola ainda fui ver!).

Por isso, e rapidamente, partilho convosco os produtos que eu usei, caso alguém queira usar os mesmos tons. Não falo do "belo" design, que acredito que há, por aí, gente com muito mais técnica, jeito e dom artístico para fazer algo mais pormenorizado. Como fã de coisas simples, até que não desgostei do resultado final das minhas unhas, mas sei que de mestria não tem nada.

Como verde escuro, usei o AmazOn... AmazOFF, da colecção Colours of Brazil da OPI, de uma amiga. Parece mais azulado no frasco, mas, depois de duas camadas, atinge o tom que vêem, um verde que tem, efectivamente, um pequeno toque de turquesa. Seca rapidamente e lasca ligeiramente ao quarto dia, podendo aguentar uns cinco, no máximo, com top coat (sem, reduz para metade a longevidade do tom). Costumo comprar os meus OPI na Beauty Bay, que demora mais algum tempo a entregar do que outras, mas com a qual nunca tive problemas, ou na Lookfantastic, que também nunca me deixou mal. No Brasil, o melhor lugar para comprar os vernizes/esmaltes da marca é da Dufry, com preços interessantes. 

Na parte vermelha usei o meu tão adorado 999, da Dior e, para a pinta amarela, o Banana Pop, da colecção Néon do Verão passado da L'Oreal. Na mão direita, fiz exactamente o oposto, com o vermelho a dominar todas as unhas. Sem equipamento oficial, sem tshirt da selecção, eis que, pelo menos as minhas unhas, combinam com o cachecol de Portugal do Euro 2004. Como seria bom se este ano fossemos longe (afinal, a esperança é a última a morrer)... 


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