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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Pão sem pressa

por Carol Vannier

Um ano depois, e eu finalmente tentei outra receita de pão, e me arrependo de ter demorado tanto! Como eu já dizia há um ano atrás, pão bom pra mim tem que ter glúten, e nessa última receita eu misturei uma farinha italiana que me deram, mas que não é especial pra pão, com a tal farinha de glúten do Irmãos da Terra. Eles não têm sempre, mas ainda não desistiram de nós, clientes "malucos" que não estamos fugindo do glúten. O dono me disse que além de mim (na verdade ele deve achar que eu e minha mãe somos a mesma pessoa) só tem um outro cara que aparece pedindo farinha de glúten. Eu disse pra ele que o pão feito com um pouco dessa farinha fica fantástico, pra ver se ele faz propaganda e vende mais. Hoje em dia pode não ter tanto doido sovando pão, mas muitos têm aquela máquina de pão e também podem se beneficiar de uma farinha melhor.

Dito isso, quero deixar claro que eu entendo quem realmente precisa evitar o glúten. Mas mais do que isso, eu acho importante esclarecer as pessoas sobre a sensibilidade ao glúten, conhecida como doença celíaca. A moda de evitar glúten não faz bem nenhum nem aos que entram na moda, nem aos que realmente não podem comer glúten, como mostram esses dois textos da Shauna, uma food blogger que tem doença celíaca. As pessoas precisam parar de reduzir as coisas, e começar a entender as coisas. Hoje eu entendo o efeito que o glúten tem sobre o resultado de uma receita, e entendo que eu não me sinto mal quando como glúten. Mas sei que tem quem se sinta, e essas pessoas devem ser respeitadas. Mas pra isso não precisamos extirpar o mundo de glúten, só precisamos nos informar para tentar não envenenar ninguém. E quem alimenta essa moda desmoraliza quem realmente tem a doença, que passa a ser taxado como modista também. Para confundir mais ainda, existem outras formas de intolerâncias alimentares que se parecem com a doença celíaca mas não são, e as pessoas que sofrem dessas intolerâncias precisam ainda mais que não se invente modismos.

Eu deixei eles se encostarem no forno e deu esse formato doido :P

Voltando ao pão, dessa vez inaugurei duas técnicas: usei uma pedra no forno como "tabuleiro" para o pão, e um e spray de água. A pedra serve como reservatório de calor, e estabiliza a temperatura do forno, que precisa ser bem alta. O vapor ajuda a fazer a crosta dourada e crocante. Eu ainda não fiquei 100% satisfeita com a crosta, então quando evoluir o método eu conto por aqui. Dessa vez o que eu fiz foi pulverizar bastante água assim que eu coloquei os pães no forno. Esse processo só ajuda nos primeiros minutos de forno. A técnica de assar na panela de pedra fechada meio que dá conta das duas coisas, pois o vapor que sai da massa fica preso na panela. Só que estou sem panela de pedra no momento, mas acho que vou testar essa mesma receita dentro da panela depois.

A receita foi adaptada do La Cucinetta (minha constante inspiração para pães e mais mil coisas), trocando o fermento de fresco para seco e omitindo a farinha de centeio que eu não tinha. Eu aviso logo que é uma receita cheia de etapas e esperas. Ideal para um domingo preguiçoso ou para o dia que você está refém em casa esperando uma entrega no horário comercial.


PÃO TIPO SOURDOUGH*

Ingredientes

Fermento:
3g de fermento biológico seco
250g de farinha de trigo para pão (ou farinha normal com +- 20% de farinha de glúten, nesse caso 200g normal + 50g de glúten)
5g de sal
175g de água

Massa:
500g de farinha de trigo para pão (ver acima)
360g de água
300g do fermento preparado 
10g de sal

Preparo:

  • Fermento: Misture bem o fermento na farinha, e adicione os outros ingredientes, misturando bem até ficar uniforme. Despeje numa bancada sem farinha e sove segundo o método do Bertinet, que é ótimo para misturas bem úmidas. Volte a massa para uma tigela enfarinhada e deixe descansar por 6h. Se quiser fazer de um dia pro outro, coloque na geladeira por até 48h. Eu deixei 6h fora e mais uma noite na geladeira.
  • Massa: Misture a farinha com a água até formar uma massa e deixe descansar coberta com um pano por 30 minutos.
  • Junte 300g do fermento preparado anteriormente (o que sobrar pode ser o fermento de uma pizza depois) e misture. Quando estiver uniforme, despeje na bancada sem farinha e sove por alguns minutos até a massa ficar elástica. Distribua o sal por cima e continue sovando por mais alguns minutos.
  • Enfarinhe ligeiramente a superfície, forme uma bola com a massa e coloque-a para descansar coberta com um pano por 1h30.
  • Enfarinhe ligeiramente a bancada, despeje a massa e forme novamente uma bola, achatando a massa e puxando as beiradas para dentro. Volte com a massa para a tigela e deixe descansar coberta com um pano por 1h.
  • Enfarinhe ligeiramente a bancada e despeje a massa para modelar. Divida em duas partes e dê forma aos pães. Eu modelei com as dicas desse vídeo
  • Acenda o forno no máximo com a pedra dentro, se você tiver, ou com uma panela de pedra. O objetivo é chegar em 250ºC.
  • Forre um tabuleiro com um pano de prato limpo e polvilhe-o com farinha. Arrume os pães com uma dobra de pano entre eles para que não se encostem quando crescerem mais. Cubra com outro pano ou com as sobras desse, e deixe descansando por mais 1h ou até que dobrem de tamanho.
  • Polvilhe uma pá ou um outro tabuleiro com fubá e coloque os pães com a emenda (que vem do processo de modelagem) para baixo. Faça cortes com uma faca bem afiada na superfície do pão. Abra o forno e pulverize bastante água com o spray, depois deslize os pães para a pedra. Asse por 25 a 30 minutos ou até que eles estejam grandes, dourados, e façam um barulho oco quando você bater no fundo deles. Tire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.


*Sourdough mesmo seria usando fermentação natural. Esse é só um pão de fermentação lenta.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Filorga | Protector Solar UV-Defence SPF 50 +

Ainda em França, com o aproximar da minha vinda para o Brasil, andei por farmácias e perfumarias à procura de um protector solar bom, leve, que pudesse usar todos os dias, mesmo por baixo da maquilhagem. Que não fosse muito caro, ou que pelo menos tivesse uma excelente relação qualidade/preço, também era condição essencial para que eu o trouxesse. Depois de algumas amostras e por acaso, descobri este UV Defence SPF 50+, anti-manchas e anti-idade, da Filorga, do qual fiz stock para trazer.


Segundo a Filorga, este produto tem uma excelente protecção contra raios UVA e UVB, com fitros "inovadores, potenciados por ativos antioxidantes, Sunactin e Vitamina E". Contém, igualmente,  "um extrato de lúpulo que ajuda a prevenir as manchas fotoinduzidas e regula a síntese de melanina, o pigmento responsável pela coloração da pele", e, não bastasse estas promessas, ainda vem com  "ácido hialurónico associado ao NCTF®, o complexo revitalizante exclusivo da Filorga, para estimular a atividade celular e regenerar a pele", um anti-envelhecimento, portanto. De textura não oleosa, pela descrição parece tudo o que queríamos (e o que nem sequer sabíamos que queríamos) de um protector solar. Seria assim?

Depois de testar o afamado protector da Kiehl's (bom, mas, para mim, excessivamente caro), foi com muita surpresa que encontrei, quando andava numa das minhas incursões na Citypharma com uma amiga minha, o UV Defence, ao pé das outras maravilhas da Filorga, a uns simpáticos 15 euros (acreditem, é um excelente preço para algo com esta qualidade). Não o trouxe comigo na altura, especialmente porque se há coisa que eu mudaria nessa fantástica farmácia francesa, é a inexistência de testers e amostras a granel, para conseguirmos testar texturas e cheiros (e logo eu, que sou tão picuinhas com os aromas de tudo). Por sorte, a minha amiga comprou um dos dois protectores da prateleira (que eu francamente achei que não eram os únicos) e apaixonei-me por ele em casa. Quando lá voltei, nada de UV Defence no stock, nem nesse dia, nem nos seguintes, nas datas indicadas em que entrariam em loja. Com o aproximar da viagem para o Brasil, teria de resolver a coisa de outra forma.

Pesquisando online, descobri a farmácia fantástica da qual já vos falei, a Cocooncenter. Como queria comprar três protectores e ainda um creme de olhos para oferecer, consegui que os portes fossem gratuitos (para França, o limite é menor), e consegui-os por apenas um euro e pouco a mais do que estavam na Citypharma. Não me pareceu mal, pela maçada que seria chegar ao último dia sem que o produto tivesse entrado realmente em stock (a determinada altura deixei de confiar) e ter de o adquirir noutras farmácias, onde estava a 25 euros ou mais. Bom negócio, pareceu-me.

Mas vamos ao produto, que já se faz tarde. Tenho usado o UV Defence quase todos os dias, de manhã, depois do hidratante ou, nos dias mais húmidos, em substituição do meu creme de dia (impossível para quem tem a pele mais seca). A minha pele absorve-o rapidamente, sem deixar qualquer partícula ou camada esbranquiçada, e permitindo que me maquilhe imediatamente a seguir. Sinto a pele realmente mais bem tratada, e até mais bonita, quando o uso (deixei de o usar uns dias para ver a diferença, para ter termos de comparação). Parece realmente mais hidratada, mais suave, sem brilhar, nem ficar com aquele aspecto lustroso, com ar de pele com excesso de produção de sebum. Confesso que estou bastante satisfeita com o protector.


A textura, não oleosa, é de um branco translúcido que desaparece completamente quando aplicado no rosto, deixando apenas a sensação de véu de hidratação (se é que isto faz algum sentido nas vossas mentes). No meu caso, sem suar muito nem indo à praia, aguenta perfeitamente o dia todo, precisando de retoques, obviamente, como qualquer produto do género, se entrarem no mar, na piscina, ou se sentirem que está a escorrer pela cara em dias de muito calor. O aroma, segundo li, é o típico da Filorga, que não me desagrada nem um pouco, além de desaparecer depois de algum tempo (mas não imediatamente). Se preferirem um produto inodoro, talvez o UV Defence não seja para vocês.

Em conclusão, esta história de amor terá com certeza mais uns capítulos, já que irei aproveitar a promoção da Filorga na Cocooncenter (UV Defence a 15,21€ /ca R$ 46, ainda mais barato que na Citypharma) para comprar mais alguns. Entretanto, quem sabe se não invisto noutros produtos da marca, o Time - Filler ou o Optim-eyes, ambos muito elogiados? Não percam as cenas do próximo episódio, porque nós, também não! :)

Já testaram algo da Filorga? O que aconselham? Onde costumam comprar?


Ingredientes (para quem se interessar):

Aqua (Water), Glycerin, Butylene Glycol, Polysilicone-11, Silica, Methyl Methacrylate Crosspolymer, Dicaprylyl Carbonate, Imperata Cylindrica Root Extract, Propylheptyl Caprylate, Squalane, Propylene Glycol, Hydroxyethyl Acrylate/sodium Acryloyldimethyl Taurate Copolymer, Sucrose Palmitate, Polyacrylate Crosspolymer-6, Parfum (Fragrance), Zinc Pca, Stearalkonium Hectorite, Glyceryl Linoleate, Alcohol, Peg-60 Hydrogenated Castor Oil, Tocopheryl Acetate, Decylene Glycol, Pentylene Glycol, Phenoxyethanol, Laureth-12, Prunus Amygdalus Dulcis (Sweet Almond) Oil, Sorbitan Isostearate, Polysorbate 60, Pistacia Lentiscus (Mastic) Gum, Lecithin, Biosaccharide Gum-1, Sodium Hyaluronate, Caprylyl Glycol, Carbomer, Phenethyl Alcohol, Plankton Extract, Hydroxypropyl Cyclodextrin, Citric Acid, Potassium Sorbate, T-butyl Alcohol, Glyceryl Caprylate, Sodium Anisate, Sodium Levulinate, Achillea Millefollium Extract, Xanthan Gum, Methylisothiazolinone, Ethylhexylglycerin, Potassium Hydroxide, Dipeptide Diaminobutyroyl Benzylamide Diacetate, Acrylates/c10-30 Alkyl Acrylate Crosspolymer, Palmitoyl Tripeptide-38, Tocopherol, Sodium Chloride, Glucose, Potassium Chloride, Calcium Chloride, Magnesium Sulfate, Glutamine, Sodium Phosphate, Sodium Acetate, Ascorbic Acid, Lysine Hcl, Arginine, Alanine, Histidine, Valine, Leucine, Threonine, Isoleucine, Tryptophan, Phenylalanine, Tyrosine, Glycine, Polysorbate 80, Serine, Deoxyadenosine, Cystine, Glutathione, Cyanocobalamin, Deoxycytidine, Deoxyguanosine, Deoxythymidine, Asparagine, Aspartic Acid, Ornithine, Glutamic Acid, Nicotinamide Adenine Dinucleotide, Proline, Aminobutyric Acid, Methionine, Taurine, Hydroxyproline, Glucosamine, Coenzyme A, Glucuronolactone, Sodium Glucuronate, Sodium Uridine Triphosphate, Thiamine Diphosphate, Disodium Flavine Adenine Dinucleotide, Nicotinamide Adenine Dinucleotide Phosphate, Retinyl Acetate, Inositol, Methyl Deoxycytidine, Niacin, Niacinamide, Pyridoxal, Pyridoxine, Biotin, Calcium Pantothenate, Folic Acid, Riboflavin, Tocopheryl Phosphate.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Copa 2014 | Vestir as Cores da Selecção - Alemanha

(Apesar de benfiquista assumida, confesso que o que me faz vibrar mesmo são os jogos da Selecção. Há algo na união de todos os torcedores portugueses com um só objectivo, uma só meta e desejo, que me faz acreditar no futebol, no desporto em si, pelo que é, não uma guerra, um conflito violento, no qual perdemos a razão. Os adversários da selecção estão, normalmente, demasiado longe para que a rivalidade canalizada no momento do jogo extrapole para algo pior, um desprezo enraízado, especialmente para quem não sabe mais do que isso.) 

Entre os dias 12 de Junho e 12 de Julho, ver-me-ão, muito provavelmente, em frente a uma televisão a ver os jogos de Portugal, vestida de verde e vermelho, mas sem estar com o uniforme oficial ou com tshirts da equipa. Quando (e se!)  Portugal perder, provavelmente, tomarei as dores do Brasil, e envergarei o amarelinho e o verde como ninguém (afinal, a diferença é só o vermelho). Adoro usar as cores com a minha própria roupa, sem perder o meu estilo, o que me fica bem e que gosto. Por isso, achei que seria engraçado (pelo menos para mim, vá), uma série de posts com possíveis modelitos com as cores das várias selecções, que eu usaria. Procurei as várias opções na ASOS, loja online de roupa com envio gratuito internacional, para honrar o Mundial. Começo alfabeticamente, com a Alemanha, para a qual optaria por um vestido vermelho (adoro vestidos vermelhos!), com apontamentos de amarelo e preto nos acessórios (escolhendo a combinação entre alguns destes):


1. ASOS Flippy Skater Dress - 22,53 € / R$ 68,4
2. New Look Lace Cap Sleeve Dress - 32,38 € / R$ 98,31
3. Vila Cap Sleeve Skater Dress - 19,75€ / R$ 59,96
4. Warehouse Shoulder Pad Shell Dress - 50,70 € / R$ 153,94



ASOS Double Bracelet Pack With Magnets - 11,27 € / R$ 34,21
ASOS Bracelet With Paracord - 11,27 € / R$ 34,21
ASOS Leather Bracelet Pack - 14,08 € / R$ 42,75
Reclaimed Vintage Leather Wrap Bracelet - 14,08 € / R$ 42,75
Black & Brown Melody Skinny Swarovski Leather Cuff Bracelet  - 33,80 € / R$ 102,63
Moschino Cheap & Chic Spot Scarf - 105,63 € /R$ 320,72
ASOS Woven Scarf With Stripes - 10,56 € / R$ 32
Ted Baker Bowun Leather Bow Belt - 83,10 € / R$ 252,32
ASOS Barrel Cross Body Bag With Leather Pony - 26,76 € / R$ 81,25
New Look Supple Yellow Barely There Heeled Sandals - 28 ,15 € / R$ 85,47
D-Struct Wayfarer Sunglasses With Contrast Printed Arms - 11,27 € / R$ 34,21
Quay Oversized Round Yellow Plastic Sunglasses - 16,90 € /R$ 52,31

Se torcesse pela selecção alemã, provavelmente seria assim que vestiria o vermelho, o amarelo e o preto. E vocês? Não é uma combinação que fizesse à partida, mas confesso que gostei muito de alguns dos acessórios que encontrei, e vesti-los-ia, com certeza, noutras ocasiões, noutros conjuntos.

Costumam vestir-se de forma especial, com as cores das vossas selecções, quando vêem algum jogo?

terça-feira, 27 de maio de 2014

Revlon | Super Lustrous Lip Gloss, tom Pomme Fatale

Não consigo usar um gloss sem me lembrar da frase da Serena van der Woodsen "Lipsticks last longer, but glosses are more fun". Assim, sem gaguejar. Eu confesso que estou naquela camada que sabe que detesta produtos pegajosos (que os há em barda, e bem desconfortáveis), mas que não se opõe a um brilhozinho nos lábios (nos olhos, também, para pôr o pezinho a dançar). Afinal, adoro o meu glossy stain da YSL e um ou outro brilhantes, acetinados e coisa que tal que tenho aqui no meu potinho de lápis e afins para a boca, também fazem as minhas delícias, esteja a cabeça (e a vontade) para aí virada. 


Trouxe este Revlon Super Lustrous, no tom 240 Fatal Apple /Pomme Fatale, por duas razões que nem fazem jus à minha sistemática análise prévia dos produtos, nem abonam muito a favor da própria racionalidade na escolha do produto em si: gostei da embalagem, de um vermelho que me pareceu absolutamente lindo (sem investigar sobre texturas, durações, qualidade, etc.), e o nome lembra-me a vilã que, já todos sabem, adoro. Aliado ao facto de, na minha cabeça, este produto ter potencial para se assemelhar aos da YSL, lá veio ele, dos Estados Unidos, a um preço muitíssimo interessante. 

Partamos então para o Super Lustrous que, também, não tem muito que se lhe diga. Este Maçã Fatal é um vermelho quente, lindo, com um ligeiro toque alaranjado, que não tem qualquer partícula de brilho ou purpurina. Admito que fui conquistada pela intensidade de cor que apresenta quando na embalagem, que, avanço já, não transfere, nem um pouco, para os lábios. Sim, sim, é um brilho labial, dirão vocês, não é necessariamente opaco, mas, para mim, a pigmentação podia ser muito melhor do que é. Não fica feio, por si mesmo, é um brilho avermelhado, para quem gosta de algo com cor, mas discreto (como os que eu usava, às vezes, e quando não punha mais nada na cara, na escola) e banal, já que não honra a cor à primeira vista.

A textura é o que melhor o produto tem. Não é de todo pesada, nem pegajosa, nem colante, e ainda hidrata ligeiramente os lábios. Ligeiramente, repito, não é um bálsamo. Contudo, tem um enorme senão, que arruma com o Super Lustrous a um canto: desvanece estupidamente rápido. Querem um gloss, um brilho, do género que vos dure mais tempo? Esqueçam esta opção, que há outros, que vos servirão muito melhor. Este terá de passar a ser o vosso fiel companheiro de carteira, para o reaplicarem tantas vezes quanto vos der vontade. Mesmo sem comer, nem beber, só a mexer os lábios (que eu não consigo ficar de boca parada muito tempo), o menino perde a graça, sem desaparecer, passada uma hora. Escusado será dizer que, daí em diante, será sempre a fugir.      

Portanto, andam há procura de um gloss acessível, gostam de algo brilhante, mas pouco pigmentado, e não se importam de retocar frequentemente? Então, senhoras e senhores, é para vocês. Todas as outras pessoas, até lhe podem achar piada, como eu, que o comprei, certo, mas talvez fiquem decepcionados. Talvez. Que nisto, como em tudo, há sempre gregos e troianos e se não se agrada a um até se pode agradar e muito ao outro.  

Sei que a Revlon se vende na Face Colours, em Coimbra (lembrem-se do desconto de 20% para os leitores do Coisas e Cenas), ou pela página de Facebook da loja, e sei que, no Brasil, há alguns produtos na Sephora. Se já tiverem visto os produtos da marca por aí, indiquem nos comentários, por favor. Dará imenso jeito, com certeza, a quem anda à procura de algum produtinho Revlon (que não é das mais fáceis de encontrar). Obrigada! :)

(Assim que possível acrescento uma foto de lábios pintados. Até agora as fotografias estão a correr todas mal. Talvez amanhã, com mais luz.)

sábado, 24 de maio de 2014

Sou esquisitinha, sou! #2

Além de algumas coisas das quais não gosto, outras que não consigo explicar, há sempre aquelas que eu não entendo, por mais que passe algum tempo a reflectir sobre elas. Segue, por isso, a primeira leva, que pode ser que alguém me ajude a descortinar a luz, entre as minhas inquietações (sejam elas mais ao menos complexas):

1- Pessoas que comentam nas  supostas páginas "oficiais" de gente famosa, como se as conhecessem de longa data, e fossem muito íntimas. Será que sabem que essas páginas, muitas vezes, são geridas por acessores, outras vezes nem são verdadeiras (mas sim produto de algum fã por mim incompreendido), e que por mais que haja uma ligação no Facebook, isto não quer dizer que a celebridade vá responder ou convidar para tomar um chá, um dia destes, na sua casa? 

2 - Da mesma medida, e ainda mais estranhas, são, para mim, as pessoas que escrevem em páginas de Facebook de pessoas que faleceram, com mensagens direccionadas à/ao falecida/o em questão (seja ela famosa ou não).  Preciso de dizer o quão mórbido isso me parece?

3 - A necessidade de haver páginas a "informar" sobre os acidentes nas estradas de Portugal, com fotos. Sim, sim, o condutor gosta de saber se o seu trajecto está, ou não descongestionado, mas acho muito estranho ninguém ter pensado nas vitimas, nas famílias das vítimas, ou em qualquer pessoa que reconheçam os carros em questão (ou acha que reconhece) e que possa, com isso, sofrer uma síncope, antes de ter qualquer informação concreta, em condições dignas, seja ela boa ou pior. Informar que a estrada está congestionada, sim, mostrar fotos, não! Sensacionalismo barato e a mais, gente. Parece-me. (Ou será que não é e eu é que estou enganada neste mundo?) 

4 - Pessoas que não conseguem opinar sobre a beleza de algo, quando este é totalmente oposto àquilo que a própria pessoa usaria, gostaria, vestiria, e por aí adiante. Há várias coisas que eu não adoptaria, mas que reconheço que, noutras pessoas, fica bem, faz sentido, é bonito. "Gosto, em ti"; "não gosto, em mim" não são expressões excludentes, não precisamos de afirmar uma por oposição à outra quando nos perguntam directamente a nossa opinião sobre a beleza de algo, nem desgostar só porque a nós ficaria mal. Reconheço que há peças da Vista Alegre que são bonitas, mesmo que tal não signifique que compraria alguma para minha casa. Reconheço que o cabelo pintado de louro, quando bem feito, fique fantástico a muita gente, mesmo que não seja, de todo, a minha preferência, enquanto apaixonadamente brunette (que mais facilmente pintaria o cabelo de ruivo). Sou assim tão estranha? 

5 -  Pessoas que necessitam de se valorizar por constante oposição aos outros, que julgam inferiores, menos correctos, menos inteligentes, "menos" no cômputo geral, que pessoas assim vêem-se como superiores em tudo. Magnânimas na sua sapiência e únicas enquanto seres humanos racionais, especiais, melhores. Sempre achei que várias formas de olhar o mesmo objecto podem ser viáveis, podem coexistir, desde que bem fundamentadas, correctas (que a correcção muitas vezes não está apenas numa única perspectiva), sem precisar de se denegrir o outro, para se mostrar que se é melhor. Posso valorizar o que sou, porque acredito no que sou, defendo quem sou, sem fazer disso uma cruzada que mostre o outro como mau, ou o meu desprezo pelo que o outro é. Mostrem-me porque julgam a vossa a posição mais acertada, com bons argumentos, sem me espezinhar, e quem sabe eu própria não mude de opinião? A diferença pacífica, sem agressividade física ou verbal, é possível, julgo. Ou será que não e que eu sou uma idealista inveterada, que nunca vai compreender a forma como o mundo gira?

E para já é tudo, para a próxima há mais cinco, que o quotidiano é rico em momentos que não entendo, e a curiosidade é coisa para nunca me abandonar.  

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