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quinta-feira, 15 de maio de 2014

O que viria (já!) para o meu armário - Met Gala 2014


Já quase toda a gente falou dos vestidos que passaram na passadeira vermelha da Met Gala 2014, que lembrava e homenageava, este ano, como tema, o estilista anglo-americano Charles James (1906:1978). Além da moda (Beyond Fashion), na exposição com o mesmo tema, no Metropolitan Museum (NY) até 10 de Agosto, os organizadores convidam-nos a explorar "o processo de desenho de James e o seu uso de abordagens esculturais, científicas e matemáticas na construção de vestidos de gala revolucionários e alfaiataria inovadora que continuam a influenciar os estilistas actuais." Admito que, não sendo (de todo!) fashionista, o tema do ano passado interessou-me mais, já que de cultura punk percebo um bocadinho mais. Contudo, como não podia deixar de ser, houve alguns vestidos que me chamaram a atenção e, embora tenha achado vários muito bonitos, julgo que traria comigo para casa, se pudesse, apenas três, que usaria sempre que a ocasião se proporcionasse. 

São cortes, estilos, tons que adorei, mesmo que tivessem de ser totalmente adaptados a uma petite curvilínea, comme moi. Sem qualquer ordem outra, a não ser a na qual fui encontrando estas minhas preferências, segue o vestido preto lindíssimo, Balenciaga, vestido pela Gisele Bünchen, que tem tudo para eu gostar dele; decotes profundo, preto, mas não pesado, elegante... o que eu vestiria sem pestanejar numa gala nocturna, formal. O da Marion Cottillard, Dior Haute Couture, tem o meu nome escrito algures, ela é que não se apercebeu (a safada!). É absolutamente fantástico, tanto elegante quanto de divertido, num tom azul que transita muitíssimo bem do dia para a noite, o que me permitiria usá-lo em qualquer ocasião mais formal que me apetecesse (oh para a versatilidade, oh!). Emma Stone surpreendeu-me. Não apenas com um modelito Thakoon fora do vulgar, mas por me ter, efectivamente, agradado no seu conjunto de duas peças, em tons de rosa -- a saia bem viva e que caia maravilhosamente bem, e um top que dá um toque de formal-informal, confortável, à coisa, num misto de sensação agri-doce. Os acessórios simples, o cabelo tipo "vim da praia e fiz esta trança em dois minutos" completam o quadro, diferente, mas com todo o seu glamour.   

Com três cerimónias já agendadas para este Verão, até já estaria decidido qual levar a cada uma. É só entrarem aqui no meu armário, sim? Há um espaço muito caloroso, nuns braços (e corpo inteiro) que vos receberão muito bem. Prometo. 


fonte: Met Museum 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Clinique | Blush Cheek Pop, tom Ginger Pop


Perdidinha que sou por coisas bonitas com margaridas (digam o que disseram, é essa a flor em alto relevo deste produto), quando vi as fotos do lançamento dos novos blushes da Clinique, soube desde logo que tinha de ter um. O facto de ter viajado para Nova Iorque por altura da chegada dos quatro tons às lojas, confesso que aumentou este meu ímpeto e esta foi, sem dúvida, uma das primeiras compras que fiz, assim que cheguei. Depois de pesquisar e de lhes pôr o dedo, veio comigo o Ginger Pop, que deve ser, provavelmente, o mais atractivo, já que estava esgotado em várias Sephoras por onde passei. 

Os Cheek Pop são, segundo a marca, uma cor para as maçãs do rosto vibrante e ao mesmo tempo natural, que não deixa a pele com ar de empoeirada, com uma fórmula suave como a seda, que se adapta a qualquer tom de pele. É uma promessa ambiciosa para apenas quatro tons, mas, depois de usar o meu várias vezes, com diferentes tipos de base e primers, com a pele mais branca e, agora, mais morena, percebo que é um produto que se mistura perfeitamente com a tez, permitindo a tal adaptabilidade. Há algum tempo que a Clinique não me surpreendia tanto. Bate aos pontos (e disparadinho) o primeiríssimo blush que tive, também da marca americana, com a qual comecei a aprender a maquilhar-me.

Paremos um minuto para apreciar este desenho, senhoras e senhores. Lindo e bem gravado, dos que não nos deixam em duas pinceladas.

O Ginger Pop, o que trouxe, é um coral vivo, mais para o avermelhado que o alaranjado de outros tons do género. É um pó tão fininho e pigmentado que um suave toque com o pincel já é suficiente para nos dar um ar saudável de cor na pele. Contudo, se preferirem, consegue trabalhar-se ao ponto de ficar numa cor mais semelhante ao da embalagem (como fiz na mão, para conseguirem ver exactamente a textura e acabamento, espero que ambos sejam perceptíveis na foto), mais bonito em quem tem uma tez mais morena. Eu prefiro tocar-lhe levemente com um pincel de blush (tenho usado principalmente o da Real Techniques), para o tal efeito natural, corado, e fica perfeito. Por ter um acabamento acetinado, dá ainda um toque de luz ao rosto, não sendo nem um pouco exagerado.


Quando achamos que a cor e o toque na pele já era o suficiente para nos agradar  (e muito!), eis que estes meninos se portam lindamente ao longo do dia. Discretos, macios, com um ar de textura creme, sem ponta de ar de pó, este Ginger Pop é, talvez, um dos blushes que tenho que mais dura na pele. Independentemente de o aplicar por cima de uma textura em pó ou mais líquida, na realidade, ao fim de oito horas, ainda estava com aquele aspecto saudável, rosadinho (ou coraladinho, vá, se existisse) e não o pálido-zombie dos dias em que passo a trabalhar em frente ao computador, sem apanhar sol. 
      
Julgo que, se não chegou, deverá chegar em breve às perfumarias lusófonas. Com envio para Portugal, podem ainda comprá-lo online na Boots por £16,5 / ca € 20, mais portes. Nos Estados Unidos, onde comprei o meu, podem encontrá-lo nas várias Sephoras americanas, onde está a cerca de 17 €, se forem até lá, tragam um convosco. É bom, bonito e, apesar de não ser dos mais baratos para a quantidade (3,5g), durar-vos-á, provavelmente, imenso, de tão pigmentado que é.

Alguém já conseguiu pôr a mão numa flor destas? Digam-nos tudo, somos todas ouvidos. :)   

terça-feira, 13 de maio de 2014

Barry M | Gelly Hi-Shine Nail Paint, tom Papaya

No ano passado, quando os dias de calor começaram a aparecer, não havia coral ou cor semelhante que não me atraísse. Foi então que, ao seguir o blog da inglesa Lily Pebbles (se não me engano), vi o verniz/ esmalte que acabaria por vir comigo, no final da época estival passada, de Londres, o Gelly Hi-Shine da Barry M no tom Papaya, para quando regressasse o Verão. 


Compreenderão, portanto, que este foi um dos primeiros a entrar na mala de cosméticos e afins a vir para o Rio de Janeiro. Num tom vivo e alegre, o Papaya pareceu-me um coral muito bonito para quando estivesse com a pele mais bronzeada, que combinaria na perfeição com outros produtos que tenho, mais voltados para esta cor (sem exagerar, que por cá gostamos tanto de parecer um borrão monocromático, quanto um carro alegórico de carnaval). 

A linha Gelly da Barry M dá, supostamente, como diz o nome, um efeito gel à fórmula, mais resistente e brilhante. Eu não tenho como comparar com outros da marca, dado que só tenho mais um magnético, de Inverno, que tem uma textura completamente diferente, mas, enquanto, por um lado, asseguro que é, sem dúvida, dos mais brilhantes que tenho, mesmo sem top coat, por outro, não o achei com aquele ar espesso do gel para unhas (e ainda bem, para mim!). 


Aplica-se com alguma facilidade, embora precise de atenção. Na realidade, se fosse um bocadinho mais denso do que é, num pincel um bocadinho mais largo, talvez melhorasse imenso o processo, mesmo não sendo, de todo, dos piores que já usei (pode ser só um preciosismo, mas se é para opinar com alguma atenção sobre algo, ao menos que se faça com sinceridade e seriedade). Fica opaco em duas camadas, apenas, apesar de ser extremamente pigmentado, secando de forma homogénea. Numa primeira passagem, ainda se notam as pinceladas. Como seca rápido, ficando bom em escassos minutos, mas perfeito em quinze a trinta no máximo, é um óptimo verniz/ esmalte para pessoas mais apressadas (como eu!). Com um bom top coat, então, não me deu qualquer problema. 

Não sendo à prova de lasca, aguentam de forma algo decente, com desvanecimento nas pontas, durante quatro dias no máximo. Mais do que isso é abusar da perseverança dos meninos que, afinal, foram feitos para o Verão e a diversão, não para a monotonia de dias sempre da mesma cor. E a Barry M pensou nas pessoas que gostam de diversidade, lançando estes vernizes a preço muitíssimo acessível, a uns costumeiros cinco euros e pouco, à venda agora na ASOS por 2,81€ / R$8,5 (conferir as restrições de envio), ou na loja da marca a £3,99 (mais portes). No Reino Unido é fácil encontrá-los na Boots, tendo de vez em quando umas promoções muito interessantes. 

Têm algum verniz da Barry M? Onde o compraram? O que acham dele? (Assim, perguntado com avidez, que sou muito curiosa. :) )

Adenda: A A. relembrou-me que a Barry M também está à venda na Rada Beauty, com envio para Portugal. Este tom, especificamente, ainda em stock, está a 5,29 €. Obrigada, A.!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nova Iorque | Petiscos, Comidinhas e Gulodices (Parte I)

Uma cidade que nunca dorme tem, obrigatoriamente, muitas bocas, de gostos, culturas e paladares diferentes, para alimentar. Reconheço que, os mais puristas, vão franzir o olho e achar que nos Estados Unidos não há nada de especial para comer, que fritos, molhos, guloseimas ou petiscos mais calóricos não são para apreciar, nem saborear, como se o diabo em forma de comida fossem. Gosto que a minha alimentação seja correcta, especialmente em casa, mas o ser turista que há em mim gosta de provar tudo, desde saladas na Grécia aos bagels com ovo e bacon em Nova Iorque.

Por isso, e sem mais demoras (e já com um mês de atraso), sai mais um post sobre a nossa viagem a NY, com referências aos vários locais onde comemos, dignos de partilha. Relembro que, para quem não sabe, aqui em casa gostamos de tascas, comidas de rua, petiscos e afins, pelo que não verão, nesta leva, restaurantes caros e/ou nos quais se percam horas a comer. Se esses forem os vossos favoritos, poupo-vos já o trabalho de lerem tudo até ao fim. Se gostarem de "biroscas" (adoro esta palavra em português do Brasil, que classifica as nossas tascas ou cafés mais simples, aqueles que até têm um espaço de mercearia, por vezes), vamos lá, de quatro em quatro por leva, para não maçar muito. 



Johnny Rockets - Logo no primeiro dia, como já partilhei convosco no post sobre compras para os pés, fomos até um outlet em Jersey City (para o qual há autocarros a sair de Manhattan, embora tenhamos ficado em casa de uma amiga muito perto e não o tenhamos usado), o Jersey Gardens. Sendo enorme, com excelentes preços (relembro que em New Jersey não se cobram impostos na roupa, além dos preços já muito rebaixados e dos cupões de visitante), e relativamente longe do centro da cidade, é lugar para ser visitado durante um dia inteiro, o que pressupõe uma refeição por lá (pelo menos para mim que não me tenho em pé horas e horas sem comer). Nós optámos pelo Johnny Rockets, pelo ar de cafézinho/restaurante de filmes, daqueles onde param as pessoas que passeiam de carro pelas longas estradas norte-americanas. Com sofás, uma jukebox por mesa, e empregados simpáticos que, de vez em quando, faziam uma coreografia organizada, pelo restaurante (muito gosto eu de flash mobs, mesmo pequenas!), é um espaço acolhedor, que nos envolve ao ponto de quase nos esquecermos que estamos numa praça de restauração de um shopping, fechado. Comemos hamburguers, cada um com o seu acompanhamento, e apercebi-me do meu imenso amor por batata doce (desta, alaranjada, que nem sei qual é) frita. O resto também estava delicioso; o pão (doce), a carne (de frango), os cogumelos frescos e a cebola tinham sabor de comida muito mais "caseira" do que cadeias como o McDonald's ou semelhantes. As batatas fritas comuns, ainda por cima, são à descrição e há a opção de refill da bebida em alguns menus. O ketchup em formato de smiley estava literalmente de roubar sorrisos e acompanhei tudo com um Dr. Pepper (adoro, adoro!). No final, o preço era ainda mais simpático, custando o mesmo que um restaurante de fast food, mas com muito melhor qualidade e atenção. (Confesso que, saídos de Paris, onde comer fora é algo de luxo, quase todas as refeições que fizemos tinham, para nós, uma relação qualidade/preço bestiais.) 


Dunkin' Dounuts - Sou aficionada em Simpsons, o Homer é aficionado em Donuts, pareceu-me portanto impossível deixar de provar uma (ou mais!) gulodices tão apreciadas por ele. Não consegui perceber se, efectivamente, esta era a cadeia de tinha o donuts da série, com cobertura rosa e sprinkles coloridos (embora houvesse um exactamente assim, mas sem qualquer referência à família amarelinha), mas comi vários, incluindo um especial da páscoa, que tinha no meio um Peeps (pintinho típico da época, por aqueles lados) de marshmallow. Admito que os com cobertura colorida não eram os meus favoritos, mas os simples, apenas com açúcar, ou com framboesas na massa, deixaram-me bem impressionada. São produtos totalmente industrializados, numa cadeia que há por todo o lado, portanto nada de artesanal ou caseiro, como os bolos das nossas pastelarias, mas vale a pena provar pelo menos um.    


Eli Zabar - Na Grand Central Station (que, por sinal, é absolutamente linda), há um mercado gourmet, com produtos a preços menos amiguinhos do bolso (embora nada de extraordinário, na Grand Epicerie de Paris a coisa é pior), mas com um ar muito natural e fresco, perfeitos para um pic nic. Com o frio que estava, confesso que deixámos uma refeição no parque para uma próxima visita, mas não saímos de lá sem provar algo da padaria/ pastelaria, mesmo no fundo (para quem entra na estação e se dirige à rua), a Eli Zabar. Tudo tinha tão bom aspecto, que foi difícil escolher, mas, pelo bem do consenso, e com vontade de algo que parecesse um lanchinho salgado enquanto fazíamos tempo para o almoço, trouxemos um quadrado de algo que parecia uma pizza mas que tinha outro nome (não me lembro dele e não o anotei... shame on me!) e adorámos. Era realmente fofinho, com tomate fresco, um queijinho muito saboroso e com ar de acabadinho de sair. Quem for até à Grand Central Station, passe pelo mercado, nós voltaremos lá com certeza.  

McGee's - Ok, sou influenciável e sou, vou fazer o quê? Andávamos nós, vindos do Times Square, em busca do Burguer Joint, recomendado no nosso guia, quando, do nada, o meu companheiro de viagem (de todas e da vida, vá) me diz que, por ali, deveria ser o bar que inspirou o famoso MacLaren's do How I Met Your Mother (série que seguia religiosamente e que deveria ter ficado no penúltimo episódio). Poucos minutos depois, aguardávamos numa passadeira, quando avisto, por sorte, mais para o fundo da rua W55, entre a Broadway e a 8th Avenue, uma grande faixa branca, com letras pretas, muito discreto e, para quem não conhece, pouco visível, a chamar para o McGee's Pub. Era onde os criadores se reuniam, elaboraram o projecto da série e pensavam nos guiões /roteiros dos episódios iniciais (reza a lenda, pelo menos). Quando se entra vê-se alguma semelhança, especialmente num quadro igualzinho ao bar ficcionado, que fica por cima das mesas à esquerda, e na lareira, mas só nesses pormenores. Algumas fotografias dos actores, uma pequena banca com produtos de merchandise à venda e os nomes de alguns cocktails também nos remetem para a série, mas não descaracterizam, de forma alguma, o McGee's como típico pub irlandês. Os preços, esses, era um bocadinho mais picantes que outros bares e restaurantes (não sei se pela fama recente), mas a comida estava realmente boa. Eu comi uma tortilla de espinafres com camarão, servida com batata doce (Whatelse?)  e  ele uma Philly Cheesesteak (típica, a provar, para quem gostar muito de carne) e ambas eram muito frescas e saborosas. Sim, tinham muito molho à mistura e algum queijo, mas notava-se que eram pratos confeccionados ali, com ingredientes de muito boa qualidade. Eu sou esquisita com os camarões e estes eram grandes e carnudos, nada como os mirraditos e esponjosos que às vezes se apanham em sanduíches. Não provei nenhum cocktail, que o dia ainda era longo e não queria ficar pesada, com sono e sem vontade de continuar o passeio, mas deixo-vos a lista, caso queiram experimentar as combinações em casa. Se não houvesse outros restaurantes que eu quero conhecer numa próxima visita, seria um espaço onde voltaria, com certeza. É muito bom, simpático e acolhedor, para quem estiver a fugir do frio, ou quiser algo sentado, para descansar, relaxar, ter uma refeição especial e/ou saborear uns petiscos com qualidade.  

Brevemente mais quatro locais interessantes (ou não) para comer. Estejam atentos, que isto agora vai-se tentar levar tudo de rajada.

Já comeram em algum destes lugares?  O que acharam?

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tarte | Power Couple Amazonian Clay Bronzer & Blush


Desde que perdi dois duos de bronzer e blush dos quais gostei imenso, um da Guerlain, da colecção de Emilio Pucci, do Verão de 2012 e o na época estival anterior, da Dior, que ando mais atentamente à procura de um compacto destes, para me acompanhar em viagens pequenas, quando o limite de peso da mala dita assertivamente o que podemos levar. É um conjunto prático, especialmente no Verão, quando a pele está em melhor estado e um leve toque de Sol (para uniformizar o tom do rosto e do corpo) e de cor a aprimoram ainda mais.

Por isso, quando encontrei, online, este Power Couple, da Tarte, com boas críticas e a um excelente preço (com o desconto que uma amiga conseguiu. Muito obrigada, M.!), pu-lo logo no carrinho, que, desta vez, não iria deixar a oportunidade escapar. A marca ainda não está acessível em Portugal, mas conseguem comprar os produtos através do site oficial da marca ou Sephora americana, para os Estados Unidos, ou desta última, para o Reino Unido. Eu aproveitei a minha viagem a Nova Iorque (suspiro, suspiro) para o trazer comigo e testar a tão badalada Tarte.


Este "casal poderoso" vem com o aclamado bronzer Park Avenue Princess e o famoso blush Dollface, ambos com base no ingrediente-rei da Tarte, a argila da Amazónia (Amazonian clay).  Esta edição limitada, apenas à venda no site oficial da marca, custa cerca de 24 € e oferece 7 gramas de pó em cada metade (logo 14g), o que a torna realmente aliciante, especialmente se a compararmos com o tamanho de outros como o novo da Clinique (3,5g), os Radiance, da YSL ( 4g), os cremosos da Chanel (2,5 g), ou mesmo os da MAC ou Guerlain, ambos com 6 g (isto só para referir os que tenho aqui ao meu lado).

O Park Avenue Princess, que, no site, a Tarte classifica como mate, é um pó bronzeador quente, fino (mas não amanteigado), que se aplica com muita facilidade, sem parecer artificial, esbatendo-se e misturando-se com a pele de forma muito natural, sem ser minimamente laranja. Agora, não é, de todo, baço. Pensando, inicialmente, que poderia haver transferência de micro purpurinas do pó ao lado, usei-o várias vezes, passando com convicção o pincel (para retirar o brilho e não para passar depois na cara, já que é realmente pigmentado e uma mão leve basta para o tal efeito beijado pelo Sol) em todo o bronzer. O brilho continuava lá. Na pele, confesso, o máximo que faz é dar uma luminosidade à pele, pelo que eu continuo a gostar imenso dele, especialmente quando a minha tez acorda mais fosca e pálida. Mas, em dias em que está mais radiante, o clima está mais húmido, ou quando quero algo totalmente mate, não posso, de forma alguma, recorrer a ele.

O Dollface é um blush rosa clarinho, que o meu leigo olhar diria mais para o frio, também com algum brilho (micro, infinitamente mais discreto do que o do Orgasm, da NARS, para quem conhece, ao pé do qual parece mate), mas muito natural. Em combinação com o bronzer, dá efectivamente um toque de cor à pele mais morena, sendo perfeito como blush do dia a dia (caso só queiram ter um), para quem preferir algo mais subtil. É, como o colega do lado, um pó muito fininho, que se esbate facilmente na pele, sem acumular.

com luz artificial

com luz natural
Usei a combinação repetidamente, com e sem primer, com bases em pó, mousse e líquida. Não sei se a promessa das 12 horas de durabilidade da Tarte se aguentará efectivamente com um spray de fixação (que, na verdade, faltou), mas, com qualquer uma das experiências, no final de 8 horas, ainda mantinha um ar saudável e de luz, na pele, desvanecendo um pouco, especialmente o Dollface. Passadas 10 horas (portanto das 9 às 19, num ambiente mais húmido), ainda havia um toque do bronzer, mas o blush quase não se via. No final de um dia mais comprido, ambos não me deixavam totalmente, mas não mantinham a mesma prestação, de forma alguma. Agora, se são daqueles que não precisam de retoques constantes e podemos confiar e nos esquecer deles? São, sim senhora!

Eu sei que pode ser frustrante lerem sobre um produto que não é de acesso fácil (não fosse alguém ficar com uma vontade enorme de correr desesperadamente para lhe pôr a mão), mas pode ser que conheçam alguém que vá ou que more nos Estados Unidos, que vos possa enviar. Ou podem vocês estar a planear uma visita àqueles lados, vá. O site da Tarte aceita os cartões de crédito internacionais, mesmo com morada em Portugal ou no Brasil, o que facilita imenso a compra (acreditem, tentei várias vezes, em vão, comprar no site da Sephora americana com o meu cartão português e só aceitou o francês, ou o brasileiro). Pelo preço que custa, vale muito a pena.





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