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domingo, 20 de abril de 2014

Semanagram # 2

Aqui no Rio, a Páscoa este ano foi sinónimo de alguns feriados próximos, que facilmente se tornaram num "feriadão" propício a um passeio mais longo. Muita gente dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais vieram até à região dos Lagos, Búzios, Arraial do Cabo ou, onde temos família, Cabo Frio, para fugirem da chuva que teima em cair por esses lados e aproveitarem as praias de água claríssima e areia fina, branca, e este Sol fantástico que temos apanhado.

Nós, como não poderia deixar de ser, deixámo-nos seduzir não apenas pela paisagem mas também pelas iguarias da região, apresentadas pelos nossos anfitriões. Fui mostrando tudo, no Instagram. Ficam alguns momentos por lá partilhados, mais uma vez. :) 

O maior pastel de já comi, no Festival de Lulas de Arraial do Cabo / Pôr do Sol no Canal  
Uma fruta de cacto de um vermelho lindo
A ler Game of Thrones na rede = momento de relax total / Uma aldeia piscatória / A melhor cocada

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Guacamole

por Carol Vannier

Sexta-feira santa, cadê a receita de bacalhau? Pois é... vai ficar pra uma próxima vez. Mas para quem, como eu, não é a dona da cozinha onde se dará o almoço de páscoa, o post de hoje pode vir a calhar. É sempre bom ter na manga aperitivos ou sobremesas gostosos para levar e ajudar o(a) anfitriã(o).

Aproveitando que abacate está na época, e que ganhei um de presente do quintal do vizinho, resolvi tentar a sorte com o guacamole. Eu já tinha feito uma vez antes, sem achar assim fantástico. Dessa vez pude concluir algumas coisas: uma é que o abacate estar maduro faz ficar bem mais gostoso, pelo menos para mim. Outra é que não gosto de exagerar no limão, mas posso pesar a mão no coentro. Então se você já comeu/fez um guacamole que não te despertou grandes interesses, tente ajustar essas variáveis, porque faz muita diferença! E não esqueça do sal. Pra um abacate grande a quantidade certa de sal pode parecer muito, mas não economize porque não vai ter graça nenhuma!




GUACAMOLE

Ingredientes:
1 abacate grande maduro
2 tomates maduros e firmes
1 cebola roxa
meio maço de coentro (ou quanto você preferir)
1 pimentas dedo de moça (pra quem gosta bem apimentado, pode ser mais, mas prove antes!)
1 limão
sal e azeite a gosto.

Preparo:
  • Pique no menor tamanho que você tiver paciência a cebola e os tomates sem sementes. A proporção de cebola e tomate para o abacate pode ser difícil de reproduzir, dado que eles variam muito de tamanho. Se achar que é muito, guarde a cebola e o tomate picados pra um molho à campanha.
  • Abra o abacate, tire a polpa e amasse com um garfo.
  • Pique o coentro e a pimenta e misture tudo, espremendo o limão e temperando com sal e azeite.
  • Prove para acertar as quantidades de tempero.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

MISAKO | Companheiros de viagem


Se, por um lado, viajar,  conhecer novos espaços e lugares, é extremamente interessante e toca o que mais de profundo há em mim e que me faz desejar fazer da vida isso, como uma globe trekker, por outro, ter a mesma vida em malas e necessaires não é nem fácil, nem animador. Escolher a roupa consoante os dias, prevendo momentos e climas, adivinhando necessidades futuras e, muitas vezes, esquecer aquela coisinha que, naquele lugar, seria essencial, é, ao mesmo tempo, um processo cada vez mais célere e frustrante. Por mais que se teste o desapego, e se faça dos dias um libertar constante daquilo que deixámos para trás, noutros cantos, há sempre aquele momento em que desejamos poder andar com tudo atrás, sem limite de peso, sem dificuldade. 

Mas, enquanto isso não acontece (que as companhias aéreas têm limite e as minhas costas -- e as do meu companheiro de viagens -- também),  ando sempre à procura de sacos e saquinhos, dos maiores aos mais pequeninos, que auxiliem na organização de algo que, à partida, já desorganiza o quotidiano. Nesta última viagem, descobri os sacos de mão da MISAKO.

Embora tenhamos sempre malas de porão tão cheias quanto nos for permitido, levamos sempre uma mala de mão, de cabine, com roupa, electrónicos, ou outro item mais delicado que não pode andar aos trambolhões. Gostamos, igualmente, que esta seja fácil de colocar no espaço por cima dos assentos e maleável, para que ninguém deixe de pôr a sua. Confesso que uma das coisas que mais me irrita, especialmente em viagens com mala de porão incluída, é a desfaçatez de algumas pessoas que levam bagagens enormes para a cabine (quando sabem que não há a rigidez de regras como em companhias low cost, então, é vê-las a crescer e a  engordar), que ocupam, quase sozinhas, os compartimentos devidos. Resultado: em voos cheios, os desgraçados que entram depois no avião, andam feito baratas tontas à procura de um espacinho para a sua mala, engarrafando o corredor e, por vezes, atrasando a descolagem. Agradável? Garanto-vos que não. 

Mas voltemos às malas da MISAKO que é esse o foco deste post e não a minha total desacreditação de quem se acha sozinho no mundo. Conheço a marca desde que abriu no Colombo e, quando quero uma mala engraçada, não muito cara, é a primeira que procuro. Não são malas para durarem uma vida, mas servem para nos acompanharem durante alguns (não muitos, vá) anos, enquanto o tamanho do bolso não permite a compra de melhores, com designs divertidos e com feitios para todos os gostos.  

A duas mais recentes aquisições na loja, que há uns meses abriu também no Fórum, em Coimbra, foram um satchel camel (o meu modelo favorito de malas, admito, mesmo que sejam supostamente para homens; que espero que aguente até eu conseguir comprar uma em cabedal da Ted Baker que, essa sim, aguente anos e anos) e uma mala de viagem, grande o suficiente para os essenciais, mas no tamanho certo para não ocupar todo o espaço na cabine. A MISAKO tem, entre 30 a 40 euros, vários modelos entre os quais podem escolher e que servirão na perfeição para uma viagem de avião ou para um passeio de fim de semana. A minha, a das girafas, tem dois compartimentos, um maior, onde coloco roupa e as minhas necessaires (sim, tenho várias) e outro, para os sapatos, secador e instrumentos que tal, e é toda de um material impermeável. Além da alça curta, vem ainda com uma mais longa para pormos ao ombro, caso nos apeteça, embora não seja das mais confortáveis para esse fim. 



No site da marca espanhola podem encontrar todas as opções, ao mesmo preço (se não estou enganada) das lojas físicas. A grande desvantagem, para quem não tem MISAKO próxima, são os 15 € de portes para a Europa, que pesam e muito, na hora de comprar. A minha favorita era, sem dúvida, a das flores e borboletas azuis, mas, além de ser  menor do que a que acabei por comprar, não havia na loja onde fui. Seria impensável comprá-la online com os portes que tem. 

    


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Nova Iorque | Guia útil de mão da Lonely Planet


Há algum tempo que eu desejava ir a Nova Iorque. Anos, direi. Mudaram-se casas, projectos e até de possíveis companhias para a dita viagem, mas a vontade sempre ficou. Firme e com a mesma convicção de que a cidade me iria apaixonar. Ou maior, até, que, com o passar do tempo, os filmes vistos e os milhentos programas sobre o que ver, visitar, comer, e por aí adiante, o desejo só aprimora, adensa e cresce como se a cidade já fosse nossa. 

Quero com isto dizer que foi com muita antecedência, aviso prévio e muita organização que se planeou a viagem do mês passado? Nã... Nada disso. Aproveitando a nossa disponibilidade mais flexível este ano, foi num ápice que encontrámos uma viagem abaixo de 400 euros, entrámos em contacto com a minha amiga que mora por aqueles lados (obrigada mais uma vez, A., sem ti não teria sido possível), e zás trás, viagem comprada. Isto em plena fase de mudanças para Paris, onde todos os dias, incluindo fins de semana, eram passados a trabalhar ou a receber visitas simpáticas, que nos ocupavam (e muito bem) o tempo que poderíamos ter para planear convenientemente a viagem. 

Confesso, desde já também, sem qualquer pudor ou timidez que, na mesma medida em que sou totalmente control-freak (assumidamente, o que é um primeiro passo para tratar qualquer obsessão) ao nível profissional, acabo por relaxar muito mais nas férias e deixar que me guiem. De forma flexível, que não sou pessoa para guiões rígidos nem muito cheios, que me impossibilitem uma das coisas que mais gosto de fazer quando viajo para algum lado; respirar a cidade, observar as gentes, sentir a vida dos espaços, das pessoas, comer o que comem, andar pelas ruas menos turísticas, pelo quotidiano do quem por lá fica quando todos os habitantes de passagem se vão embora. 

Moro, contudo, com alguém que me completa (até) nisto. Ele adora guias, mapas, roteiros, com os quais aprende mais sobre a história dos sítios que visitamos, sobre dicas de restaurantes e espaços de paragem obrigatória, sobre os passos que outros já deram e que aconselham. No final, acabamos por nem ir completamente à toa para perdermos muitas coisas extremamente interessantes, nem tão presos ao turístico que nos esqueçamos de parar a saborear o clima e a observar os transeuntes. É uma situação win-win (que, na primeira viagem feita a dois, teve uma fase de adaptação menos simpática, mas que agora é natural). 

Por isso, e de há uns anos, poucos, para cá, compramos sempre um guia, que levamos em viagem, para nos acompanhar. Desta vez, e acho que a partir de agora terá preferência, optámos pelo da Lonely Planet. Com menos fotografias do que outros, nomeadamente aqueles mais famosos, os branquinhos, acaba por ter mais dicas e informações úteis sobre o que vamos visitar. Alia ainda uma vertente mais cultural às dicas, ao contrário de outros como o Frommer's, mais prático. Como a intenção é conhecer, in loco, os monumentos, restaurantes e afins, e registarmos com a nossa máquina a nossa presença lá, achámos que o que o outro tinha de vantajoso, não traria qualquer vantagem para nós. Queríamos mesmo algo que nos auxiliasse, não que fizesse a visita por nós. E assim foi. 

Separado por bairros e muito bem organizado por temáticas (viagem com família, para shopping, alternativo, etc.), consoante a vontade do freguês, diz-nos onde ir e quando é melhor ir. Dá-nos sugestões, indica faixas de preços, à medida de cada carteira, e ainda propõe roteiros curtos, para quem for fazer alguma visita de quatro dias. Com cinco grandes temas principais -- onde comer, comprar, sair, o que ver e desporto -- apresenta-nos, de forma clara, os imperdíveis de cada região da cidade, para que não percamos o que ela tem de melhor.  E ainda acrescenta dicas para quem quer ter uma experiência de residente, para quem se quer sentir um verdadeiro New Yorker durante uns dias, fugindo dos lugares meramente voltados a turistas. 

O mapa geral da cidade, destacável, e os menores, por secções, foram essenciais na nossa exploração de Nova Iorque que, não sendo das cidades mais difíceis para nos orientarmos, também precisa de algum tempo para se dar a conhecer e parecer menor labiríntica. Fiquei realmente bastante satisfeita com o senhor guia, fiquei.  

Nas próximas semanas partilharei convosco tudo o que achar que possa interessar desta nossa viagem de nove dias. Confesso que a organização da informação, mais que muita, ainda não está totalmente definida, mas irei, com certeza, por partes temáticas, tentando não me esquecer de pitadinha. :) 
   

terça-feira, 15 de abril de 2014

Produtos acabados e Impressões-Flash # 1

Vejamos, muitas horas e quilómetros depois, eis que estou mais do outro lado do oceano, fixa por alguns meses, com o quarto arrumado e os cremes (quase) todos em ordem. Depois do caos que foi a mudança de países (sim, no plural, que foram quatro diferentes nas últimas semanas, com três climas completamente distintos), acho que já posso, com toda a confiança, dizer que estou preparada para voltar a escrever com regularidade. Peço mais uma vez desculpa se não tenho estado muito presente, mas infelizmente os dias não têm 48 horas (especialmente os de NY, porque se tivessem, tudo o que eu não teria feito! Ai ai). 

Mas sigamos em frente que, coisa boa dos saltitos por aqui e por acolá, é a oportunidade de levar produtos em formato de viagem e amostrinhas que não usamos em casa (a pele ficar doida com a mudança drástica que clima é só um pormenor mais desagradável, vá). Decidi, por isso, fotografar todos os produtos acabados e os testes flash, testes estes que, confesso já, são apenas as primeiras impressões de produtos que experimentei em viagem, no curtíssimo prazo, em algumas (poucas) utilizações. Não quero, portanto, com isto, afirmar como peremptórias assumpções que, a médio/longo prazo, poderiam ser diferentes. Especialmente no que diz respeito a produtos faciais, só com algum uso (e, muitas vezes, preciso até de largar algum produto para sentir, de facto, o efeito que ele produz) é que consigo ser assertiva na minha opinião. Vá-se lá entender, a minha pele é mais lenta do que outras, que numa utilização já vêem milagres em cremes que precisam de tempo. 

Vamos lá, então, à primeira leva de produtos acabados e impressões-flash do momento:



Bourjois Óleo de Duche Délices de Soleil - Adoro! Supostamente é um óleo de duche com beta-caroteno que ajuda a sublimar e a prolongar o bronzeado e vitamina E, para a hidratação. Então vejamos, tendo usado o menino em pleno Inverno francês, o máximo que fez foi hidratar dignamente a minha pele no banho, que, este ano, não ressecou como aconteceu no ano passado. Será deste ou da combinação com exfoliantes hidratantes ou outras loções? Não sei, mas que a minha pele ficou muito mais bonita e menos seca, ficou. Agora o cheirinho, minhas senhoras e meus senhores, o cheirinho... Lembram-se da publicidade do Tahiti Duche (Tahiti duche, duche, duche)? É assim que me sentia em todos os meus banhos. Alegre, como se estivesse num paraíso exótico. Quem detesta de aromas baunilhados com toque de frutas tropicais, vai detestar. Se forem como eu, temos amor assolapado. Mesmo que a sensação só dure o tempo do banho, já que não é amiguinho para nos acompanhar durante muito mais horas. Comprei-o por dois euros e picos (muito rigorosa, como podem ver) na Bourjois francesa e penso que será mais ou menos o mesmo preço em Portugal. No Brasil, ainda só encontrei a maquilhagem Bourjois à venda (e eu que não trouxe carregamento porque achei que encontraria aqui...). Se souberem onde se compram os produtos de banho, coloquem nos comentários, por favor. Obrigada.

Keims Champô Menta e Macadamia - Este champô chegou às minhas mãos numa das Birchbox/Joliebox que eu assino sempre que estou em França. Tem produtos extremamente interessantes, uns em amostras, outros em tamanho de viagem (como este) ou até tamanho integral, numa caixa janota para arrumações, e a 13 €, já com portes. É uma delícia recebê-la. A Keims criou este produto especialmente para quem tem o cabelo fraco e baço, já que tem menta, para estimular a circulação sanguínea ao nível do couro cabeludo, e macadamia, que o hidrata até às pontas. O meu couro cabeludo é extremamente sensível, pelo que quando um produto não o agride, não o deixa seco, e ainda trata convenientemente do fio até às pontas, é uma prova mais do que superada. Não deu para ver, a longo prazo, nem noutros climas, como é que ele se portaria, mas, no inverno francês e na água calcária, foi muito agradável para o meu cabelo. Tem ainda a vantagem de eu adorar o aroma a mentol e dar aquela sensação de frescura ao cabelo, deixando-o leve. Parece-me que, para quem tem o cabelo oleoso, deve ser muito bom. Só o encontrei à venda em Portugal através da loja Luxe Beauty Products (da qual nunca comprei nada) a 6,35 €.

Sephora Creme de Duche com espuma Fleur de Coton - Este produto chegou-me às mãos como prémio da Sephora.fr, juntamente com outras novidades da marca. De outra forma, talvez nunca olhasse para ele, pelo menos não neste aroma. Numa fórmula bastante cremosa, este creme envolve o corpo com uma camada  densa de espuma, não umas bolhinhas apenas, deixando a pele bastante suave. Não sou a maior fã do aroma a flor de algodão, mas, pelo menos, é sempre um frasco engraçado e diferente, para oferecer às visitas que pernoitam em casa (ou pernoitaram, que o creme já acabou e a casa já não é a mesma). Se pagaria os 7,95€ que ele custa? Provavelmente não. Talvez, se o adicionasse a um daqueles conjuntos giros da Sephora, com outros produtos, numa promoção e, definitivamente, noutro aroma. Consigo, mais baratos, no supermercado, outros cremes de banho que me proporcionam o mesmo grau de prazer que este.

John Frieda Condicionador Sheer Blonde Go Blonder - Agora estou com o cabelo bem mais curtinho (o que, pelos vistos, para toda a gente, me retira anos e me deixa a cara mais arejada e bonita -- iupiii!), mas este condicionador valeu-me tudo o que custou (e mais!) em França, onde, por causa da água e do vento seco, o meu cabelo fica uma palha de aço sem qualquer maleabilidade e muito quebradiço. Já escrevi sobre ele no post sobre a minha rotina capilar e mantenho o que disse. Em Nova Iorque, aproveitei para comprar já várias embalagens para fazer stock, dado que lá é metade do preço. Normalmente, encontram-no em lojas online, como a FeelUnique, a cerca de oito euros.

Tenho uns quantos conjuntos de produtos já na recta de lançamento para receberem o devido post. Todos os que ficaram pelo caminho, até chegar aqui, a Niterói - Rio de Janeiro, que me recebeu com muita chuva e humidade no ar. :)

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