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quinta-feira, 27 de março de 2014

Sorteio | De NY, com Amor

Com a diferença de cinco horas entre Paris e Nova Iorque posso, com toda a certeza, afirmar que este foi o meu dia mais longo de sempre (isto sem contar directas que juntavam um dia ao outro, estamos a falar de dias únicos, com dormidas no meio). Finalmente estamos na cidade que eu queria visitar há anos e anos e admito que nem o cansaço, nem as horas passadas nos transportes públicos de malas atrás me desanimaram nem por um minuto. Pelo contrário, apenas me deixaram com mais vontade de conhecer todos os cantos e recantos daquela que nunca dorme (ao contrário de mim que, sem as minhas horinhas de sono, me torno um bicho do mato). 

Long story short (que estou aqui e permito-me uns estrangeirismos catitas) decidi que, embora os posts possam ser, durante estes dias, mais erráticos, deixo-vos com um sorteio de uma paleta de uma marca daqui que é uma das que mais curiosidade me despertava, a Tarte

Portanto, senhoras e senhores, até 7 de Abril, podem candidatar-se à paleta Amazon Escape, que contém:
  • Seis sombras Amazonian clay  - Canopy (castanho escuro); Tribal (ameixa); Rare (pêssego suave); Rope (beige mate) Tame (beige clarinho); Cameo (bronze brilhante)
  • Dois 12-hour blushes - Free e Exposed
Todos, numa embalagem com aspecto de clutch arroxeada, que é perfeita para levar a passear. Se quiserem ver mais imagens e swatches cliquem no link para o blog Musings of a Muse que vos deixo aqui. Quero manter a vossa intacta, intocada, até ir para a pessoa sortuda que a receba de braços abertos e muito carinho.

Como concorrer é fácil. Vou, novamente, recorrer ao Rafflecopter, ao qual já estão mais do que habituad@s, deixando dois passos obrigatórios para a participação:

1 - Ser seguidor/ clicar em gosto/curtir/like na Salinha no Facebook;
2 - Partilhar o post do sorteio, publicamente, na vossa página de Facebook, e colocar, nos comentários, o link para esse post. Vejam neste link como é que podem copiar esse link, para deixarem abaixo. 


a Rafflecopter giveaway


Relembro que, quem não seguir ambos, não ficará habilitado a ganhar, uma vez que, aquando da selecção da felizarda ou do felizardo, verificar-se-á o cumprimento das duas condições.

Mais uma vez, o sorteio é internacional, portanto todos estão mais do que convidados a participar. Boa sorte!

(Entretanto, poderão seguir a viagem por NY no Instagram ou no Facebook da Salinha, sempre que eu apanhar uma internet livre por aqui. Vejo-vos por lá.)

terça-feira, 25 de março de 2014

Pergunta da Salinha # 3

Como preferem remover o produto de limpeza na vossa rotina diária facial? Enxaguar com muita água ou à japonesa, com um paninho?

Enquanto não descobri a limpeza à japonesa, adorava sentir a água bem fresca no meu rosto, logo de manhã, para acordar. De dia é o que ainda faço, por ser mais prático, rápido e ser uma fonte  de energia diária através da água, que eu preciso. Mas, confesso que, à noite, adoro o ritual de passar o paninho com água quente e depois bem fria. Além de me relaxar, sinto que a pele fica muito mais limpa. 

E vocês?



domingo, 23 de março de 2014

Em Paris, provem um bom macaron (ou dois!)

Pierre Hermé ou Ladurée, Pierre Hermé ou Ladurée ? Fossem todos os dilemas da vida resolvidos com a facilidade e o prazer da solução para uma das questões principais que coloco às pessoas que aqui me vêm visitar. Não que a escolha tenha que passar, obrigatoriamente, pela preferência de um em detrimento do outro mas, se quiserem provar os reis daquelas que são umas iguarias francesas mais apreciadas, conceituadas e coloridas, os macarons, não deixem de visitar os mestres na arte. França comemora o Dia do Macaron a 20 de Março, e nós fomos provar mais uns sabores, não fosse o nosso julgamento, até agora, não ser o mais correcto.

Por todas as boulangeries e muitas chocolaterias em Paris, encontramos vitrines, maiores ou menores, cheias de doces coloridos e com ar elegante, que primam não só pela concepção mas muitos, principalmente, pela apresentação. Antes de provarmos algum, já os nossos olhos estão conquistados no requinte das formas, das frutas lustradas e dos pequenos acabamentos de chocolate. Eu gosto, particularmente das cores, dos verdadeiros arco-íris, em combinações de sabores improváveis, que me desafiam os sentidos. E, aí, entram os macarons.

O primeiro que comi, há tantos anos que já nem me lembro quando, foi numa daquelas padarias de estação de metro e RER. Uma coisa tipo bolachinha, de framboesa, pareceu-me uma aposta segura. Contudo, a falta de algo que o tornasse especial, associado a um recheio de fraca qualidade e a um merengue com gosto a corante demasiado artificial, levou-me a acreditar que, de facto, ali estava um doce que não me diria nada. Provei ainda um em Portugal, numa pastelaria conceituada, e também não me aliciaram. A adoração ao macarons iria, para mim, permanecer um mistério, daqueles que mais ninguém pode resolver por nós.

Um dia, no ano passado, andava eu à procura de um vestido para o casamento civil nas Galeries Lafayette (tendo encontrado um da Karen Millen, marca que está no meu coração ao lado da Ted Baker, lindo), quando passei pelo quiosque, num dos andares (não me perguntei qual), da Pierre Hermé. O ar cuidado, as combinações de cores e texturas em cada macaron, atraíram-me. Não eram nada como os outros que já tinha visto, coloridos, mas de um só tom, lisos. Aqueles tinham um verdadeiro je ne sais quoi, que convidavam à prova. Apesar de custarem o dobro dos macarons pelos quais passava normalmente, pensei que, se fossem tão bons quanto o seu aspecto, haviam de valer muito mais do que qualquer outro, pelo que um chegaria perfeitamente para saciar a minha gulodice.



Tal e qual. Assim que dei a primeira trinca, senti a delicadeza de um merengue bem batido, leve, crocante e ao mesmo tempo saboroso; a mestria de um recheio pensado para agradar, para despertar outros sentidos, dando-lhe um toque de qualidade artesanal; a combinação de sabores, minhas senhoras e meus senhores, as combinações de sabores... inigualáveis. Foi amor. Eu, que nunca tinha apreciado por aí além os macarons, estava convertida aos do Pierre Hermé.

Cada docinho do Pierre Hermé, como outras iguarias dele, são criadas para despertar várias sensações em quem os prova. Desde os pequenos pormenores desde chocolate negro, do melhor, polvilhado, a pequenos pedaços crocantes de açúcar ou sal, consoante o sabor, passando por degradés de cores e misturas de tons, aos recheios que têm tanto de sabor quando de textura própria do ingrediente ao qual foram buscar a essência (o de figos e foie gras tem a densidade do segundo e sementes, esmigalhadas, crocantes, do primeiro; o de cream cheese a cremosidade do queijo; o de chocolate tem gotas de uma intensidade insuperável e o de limão tem a acidez cítrica natural que se encontra raramente num doce), tudo foi pensado para ter tanto de original quanto de excelente. Ficaram tentados?

Por outro lado, não podendo passar impávida e serena ao culto da Ladurée (como se fosse necessária razão para provar algo diferente e doce), fui, passados poucos meses, até àquele que é, para mim, o espaço mais parisiense de Paris, desejosa de provar os macarons deles (e confesso, compará-los com os do meu primeiro amor). Nos Champs Elysées, avenida tão procurada de Paris, a fachada da Ladurée é qualquer coisa de sumptuoso. A lembrar o frenesim da cidade das luzes no final do século XIX, os motivos verdes e dourados transportam-nos para a era de um Paris de filme de época, sumptuoso, glamouroso, em todo o seu esplendor. Dentro, em dois espaços distintos, podemos visitar o salão de chá ou ir directamente à vitrine dos doces, comprar umas delícias para levar para casa. É o que fazemos, embora os saquinhos transparentes cheguem sempre a casa vazios.


Os macarons da Ladurée, embora menos divertidos em termos de cores, dado que, normalmente, cada um só tem um tom e uma aparência monótona, são, em termos de sabor, muito bons. A qualidade com a qual são confeccionados e a exigência na escolha dos ingredientes são inegáveis e merecedoras da adoração que lhes têm. Quando se vai à Ladurée, não se trazem apenas uns docinhos coloridos numas caixas bonitas (uma delas assinada pela Nina Ricci), mas também um Paris dos sonhos, um glamour tão francês. E essa é uma experiência que vale muito.  

Entretanto, já provei outros macarons de outras confeitarias, tendo conhecido, inclusivamente, a fábrica que distribui os doces para a maioria das padarias comuns. As que não são especializadas, as que não têm confecção própria. Também são bons, admito, para quem quiser levar uma caixinha, não muito cara, para oferecer em casa. Os 18 ou 20 euros por sete ou oito macarons nas duas grandes lojas que vos falei não são assim tão acessíveis à maior parte dos comuns dos mortais, como eu. Valem o que custam, atenção, e valem mais do que os outros, mais normais, mas são, reconheço, muito caros.

Contudo, o que proponho, se me permitem, é que façam o teste. Um dia, quando estiverem a passear pelos Champs Elyssées, provem um de cada, pelo menos. A Ladurée está a meio da avenida, é fácil de ver, e a Pierre Hermé tem um balcão na Drugstore mesmo no topo, ao chegar ao Arco do Triunfo. Quando estiverem no Marais podem visitar, igualmente, o espaço PH, acrescentando essa visita a outras, das quais vos falei noutro post

Acharão, talvez, os cerca de dois euros por cada um demasiado caros por uma coisa tão pequenina, mas, se forem como eu, acreditam que há experiências que são únicas, que não se repetem. E há que aproveitar. Mais vale provarem dois macarons muito bons, e escolherem o vosso favorito, se tiverem um, do que uma caixa daqueles que não brilham.

   

sábado, 22 de março de 2014

Dicas que dão jeito # 12 - Cocooncenter e a descoberta da semana


Passo por aqui muito rapidamente só para partilhar convosco o site de uma parafarmácia, a Cocooncenter, com preços extremamente interessantes, com entrega tanto em Portugal quanto no Brasil. Os portes não são gratuitos para o Brasil e, para Portugal, só são oferecidos a partir de 99 € de compras, mas, se fizerem uma encomenda considerável, ou se se juntarem com amigas, será sempre um óptimo negócio. Especialmente se considerarmos os preços dos produtos em Portugal ou no Brasil.

Vejam só alguns preços:

Uriage Hyséac Mon Kit Zero Brillance - 11,9€

Estes são só alguns produtos que eu andei à procura ou comparei. Vejam no site qual a diferença para outros preços, inscrevam-se na newsletter e conseguirão, provavelmente, ofertas muito boas. 

Excelente descoberta, esta, não?


sexta-feira, 21 de março de 2014

Sementes de Abóbora

por Carol Vannier

Num país onde se come muita carne seca com abóbora, acho curioso que seja tão pouco comum aproveitar as sementes da abóbora. Elas são um petisco tão viciante quanto um bom amendoim, e ainda acredita-se* que combatam vermes!

Além disso, eu adoro poder aproveitar tudo de um alimento, em vez de jogar fora um monte de coisas úteis. É verdade que às vezes esse aproveitamento todo dá muito trabalho. Você pode por exemplo fazer caldos de legumes caseiros com aparas e cascas de algumas coisas (inclusive abóbora), mas pra isso tem que lavar tudo antes de descascar, ir juntando essas aparas num pote e depois ferver tudo, acondicionar etc. Mas as sementinhas são tão fáceis de aproveitar...

Outra coisa que adoro é aproveitar que acendi o forno pra uma coisa e assar logo duas. E como um jeito que adoro preparar abóbora é assada, asso ela e as sementes numa leva só. Caso você esteja achando estranho assar abóbora, saiba que praticamente qualquer legume que você come cozido na água fica fantástico assado também. Corte em pedaços do tamanho que preferir, jogue num pote com sal, pimenta e um fio de azeite e misture bem com a mão, e depois despeje no tabuleiro. Outro dia fiz uma rapa de tudo que estava meio murcho no gavetão da geladeira e foi tudo assim pro forno: abóbora, nabo japonês, cenoura, abobrinha e pimentão amarelo. Eu comecei picando os que demoram mais pra cozinhar (cenoura, abóbora e nabo), e aí eles entraram antes no forno. Depois que terminei de picar e temperar as abobrinhas e pimentão, eles entraram também, no mesmo tabuleiro que ainda tinha espaço (é bom que eles fiquem numa camada simples, sem montar uns nos outros). Tirei tudo junto, quando estava tudo macio. É prático porque o tempo de cozimento não é muito preciso, então mesmo que você esqueça um pouco da vida, não vai necessariamente esturricar. E o sabor de tudo fica bem intenso, porque não perdem nada pra água. O nabo japonês me surpreendeu muito, foi a primeira vez que fiz assim e estou ansiosa pra repetir. A abóbora fica super doce e cremosa, e se cortar em pedaços fininhos, tipo palito, ainda forma uma boa casquinha. E o legal das sementes é que, além de salgadas e crocantes, elas assam bem mais rápido que os legumes em si, então são o tira-gosto perfeito.

Então da próxima vez que comprar abóbora, já sabe: escolha o pedaço mais cheio de sementes!




SEMENTES DE ABÓBORA ASSADAS
dicas preciosas do Simply Recipes

Ingredientes:
sementes de abóbora
água, sal e azeite

Preparo:
  • Separe as sementes da abóbora e tente tirar o máximo dos cabelinhos que conseguir. Fazer isso na água às vezes ajuda. 
  • Depois de dar uma enxaguada nelas, coloque-as numa panelinha com água e sal, e cozinhe por aproximadamente 10 minutos.
  • Escorra as sementes e tempere-as com azeite (elas já estão salgadas!). Você pode usar a própria panelinha (sem água) para misturar as sementes no azeite. Assim você garante um recobrimento ideal sem jogar litros de azeite no tabuleiro.
  • Espalhe as sementes numa camada única em um tabuleiro que pode ou não ser forrado com papel manteiga, para evitar um bocado de trabalho a quem for lavar a louça ;)
  • Asse em forno alto por um-tempo-que-eu-nunca-sei-e-por-isso-queimo-com-frequência-minhas-sementinhas. Hahaha, brincadeira, é por volta de 10 minutos, mas varia dependendo de muitas coisas, então fique de olho e ponha um timer!



*Não consegui achar nada além de alguns livros citando artigos antigos, e mesmo assim os testes não foram feitos com semente assada, mas sim crua e triturada e combinada a longos jejuns, para azar das cobaias...
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