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domingo, 23 de março de 2014

Em Paris, provem um bom macaron (ou dois!)

Pierre Hermé ou Ladurée, Pierre Hermé ou Ladurée ? Fossem todos os dilemas da vida resolvidos com a facilidade e o prazer da solução para uma das questões principais que coloco às pessoas que aqui me vêm visitar. Não que a escolha tenha que passar, obrigatoriamente, pela preferência de um em detrimento do outro mas, se quiserem provar os reis daquelas que são umas iguarias francesas mais apreciadas, conceituadas e coloridas, os macarons, não deixem de visitar os mestres na arte. França comemora o Dia do Macaron a 20 de Março, e nós fomos provar mais uns sabores, não fosse o nosso julgamento, até agora, não ser o mais correcto.

Por todas as boulangeries e muitas chocolaterias em Paris, encontramos vitrines, maiores ou menores, cheias de doces coloridos e com ar elegante, que primam não só pela concepção mas muitos, principalmente, pela apresentação. Antes de provarmos algum, já os nossos olhos estão conquistados no requinte das formas, das frutas lustradas e dos pequenos acabamentos de chocolate. Eu gosto, particularmente das cores, dos verdadeiros arco-íris, em combinações de sabores improváveis, que me desafiam os sentidos. E, aí, entram os macarons.

O primeiro que comi, há tantos anos que já nem me lembro quando, foi numa daquelas padarias de estação de metro e RER. Uma coisa tipo bolachinha, de framboesa, pareceu-me uma aposta segura. Contudo, a falta de algo que o tornasse especial, associado a um recheio de fraca qualidade e a um merengue com gosto a corante demasiado artificial, levou-me a acreditar que, de facto, ali estava um doce que não me diria nada. Provei ainda um em Portugal, numa pastelaria conceituada, e também não me aliciaram. A adoração ao macarons iria, para mim, permanecer um mistério, daqueles que mais ninguém pode resolver por nós.

Um dia, no ano passado, andava eu à procura de um vestido para o casamento civil nas Galeries Lafayette (tendo encontrado um da Karen Millen, marca que está no meu coração ao lado da Ted Baker, lindo), quando passei pelo quiosque, num dos andares (não me perguntei qual), da Pierre Hermé. O ar cuidado, as combinações de cores e texturas em cada macaron, atraíram-me. Não eram nada como os outros que já tinha visto, coloridos, mas de um só tom, lisos. Aqueles tinham um verdadeiro je ne sais quoi, que convidavam à prova. Apesar de custarem o dobro dos macarons pelos quais passava normalmente, pensei que, se fossem tão bons quanto o seu aspecto, haviam de valer muito mais do que qualquer outro, pelo que um chegaria perfeitamente para saciar a minha gulodice.



Tal e qual. Assim que dei a primeira trinca, senti a delicadeza de um merengue bem batido, leve, crocante e ao mesmo tempo saboroso; a mestria de um recheio pensado para agradar, para despertar outros sentidos, dando-lhe um toque de qualidade artesanal; a combinação de sabores, minhas senhoras e meus senhores, as combinações de sabores... inigualáveis. Foi amor. Eu, que nunca tinha apreciado por aí além os macarons, estava convertida aos do Pierre Hermé.

Cada docinho do Pierre Hermé, como outras iguarias dele, são criadas para despertar várias sensações em quem os prova. Desde os pequenos pormenores desde chocolate negro, do melhor, polvilhado, a pequenos pedaços crocantes de açúcar ou sal, consoante o sabor, passando por degradés de cores e misturas de tons, aos recheios que têm tanto de sabor quando de textura própria do ingrediente ao qual foram buscar a essência (o de figos e foie gras tem a densidade do segundo e sementes, esmigalhadas, crocantes, do primeiro; o de cream cheese a cremosidade do queijo; o de chocolate tem gotas de uma intensidade insuperável e o de limão tem a acidez cítrica natural que se encontra raramente num doce), tudo foi pensado para ter tanto de original quanto de excelente. Ficaram tentados?

Por outro lado, não podendo passar impávida e serena ao culto da Ladurée (como se fosse necessária razão para provar algo diferente e doce), fui, passados poucos meses, até àquele que é, para mim, o espaço mais parisiense de Paris, desejosa de provar os macarons deles (e confesso, compará-los com os do meu primeiro amor). Nos Champs Elysées, avenida tão procurada de Paris, a fachada da Ladurée é qualquer coisa de sumptuoso. A lembrar o frenesim da cidade das luzes no final do século XIX, os motivos verdes e dourados transportam-nos para a era de um Paris de filme de época, sumptuoso, glamouroso, em todo o seu esplendor. Dentro, em dois espaços distintos, podemos visitar o salão de chá ou ir directamente à vitrine dos doces, comprar umas delícias para levar para casa. É o que fazemos, embora os saquinhos transparentes cheguem sempre a casa vazios.


Os macarons da Ladurée, embora menos divertidos em termos de cores, dado que, normalmente, cada um só tem um tom e uma aparência monótona, são, em termos de sabor, muito bons. A qualidade com a qual são confeccionados e a exigência na escolha dos ingredientes são inegáveis e merecedoras da adoração que lhes têm. Quando se vai à Ladurée, não se trazem apenas uns docinhos coloridos numas caixas bonitas (uma delas assinada pela Nina Ricci), mas também um Paris dos sonhos, um glamour tão francês. E essa é uma experiência que vale muito.  

Entretanto, já provei outros macarons de outras confeitarias, tendo conhecido, inclusivamente, a fábrica que distribui os doces para a maioria das padarias comuns. As que não são especializadas, as que não têm confecção própria. Também são bons, admito, para quem quiser levar uma caixinha, não muito cara, para oferecer em casa. Os 18 ou 20 euros por sete ou oito macarons nas duas grandes lojas que vos falei não são assim tão acessíveis à maior parte dos comuns dos mortais, como eu. Valem o que custam, atenção, e valem mais do que os outros, mais normais, mas são, reconheço, muito caros.

Contudo, o que proponho, se me permitem, é que façam o teste. Um dia, quando estiverem a passear pelos Champs Elyssées, provem um de cada, pelo menos. A Ladurée está a meio da avenida, é fácil de ver, e a Pierre Hermé tem um balcão na Drugstore mesmo no topo, ao chegar ao Arco do Triunfo. Quando estiverem no Marais podem visitar, igualmente, o espaço PH, acrescentando essa visita a outras, das quais vos falei noutro post

Acharão, talvez, os cerca de dois euros por cada um demasiado caros por uma coisa tão pequenina, mas, se forem como eu, acreditam que há experiências que são únicas, que não se repetem. E há que aproveitar. Mais vale provarem dois macarons muito bons, e escolherem o vosso favorito, se tiverem um, do que uma caixa daqueles que não brilham.

   

sábado, 22 de março de 2014

Dicas que dão jeito # 12 - Cocooncenter e a descoberta da semana


Passo por aqui muito rapidamente só para partilhar convosco o site de uma parafarmácia, a Cocooncenter, com preços extremamente interessantes, com entrega tanto em Portugal quanto no Brasil. Os portes não são gratuitos para o Brasil e, para Portugal, só são oferecidos a partir de 99 € de compras, mas, se fizerem uma encomenda considerável, ou se se juntarem com amigas, será sempre um óptimo negócio. Especialmente se considerarmos os preços dos produtos em Portugal ou no Brasil.

Vejam só alguns preços:

Uriage Hyséac Mon Kit Zero Brillance - 11,9€

Estes são só alguns produtos que eu andei à procura ou comparei. Vejam no site qual a diferença para outros preços, inscrevam-se na newsletter e conseguirão, provavelmente, ofertas muito boas. 

Excelente descoberta, esta, não?


sexta-feira, 21 de março de 2014

Sementes de Abóbora

por Carol Vannier

Num país onde se come muita carne seca com abóbora, acho curioso que seja tão pouco comum aproveitar as sementes da abóbora. Elas são um petisco tão viciante quanto um bom amendoim, e ainda acredita-se* que combatam vermes!

Além disso, eu adoro poder aproveitar tudo de um alimento, em vez de jogar fora um monte de coisas úteis. É verdade que às vezes esse aproveitamento todo dá muito trabalho. Você pode por exemplo fazer caldos de legumes caseiros com aparas e cascas de algumas coisas (inclusive abóbora), mas pra isso tem que lavar tudo antes de descascar, ir juntando essas aparas num pote e depois ferver tudo, acondicionar etc. Mas as sementinhas são tão fáceis de aproveitar...

Outra coisa que adoro é aproveitar que acendi o forno pra uma coisa e assar logo duas. E como um jeito que adoro preparar abóbora é assada, asso ela e as sementes numa leva só. Caso você esteja achando estranho assar abóbora, saiba que praticamente qualquer legume que você come cozido na água fica fantástico assado também. Corte em pedaços do tamanho que preferir, jogue num pote com sal, pimenta e um fio de azeite e misture bem com a mão, e depois despeje no tabuleiro. Outro dia fiz uma rapa de tudo que estava meio murcho no gavetão da geladeira e foi tudo assim pro forno: abóbora, nabo japonês, cenoura, abobrinha e pimentão amarelo. Eu comecei picando os que demoram mais pra cozinhar (cenoura, abóbora e nabo), e aí eles entraram antes no forno. Depois que terminei de picar e temperar as abobrinhas e pimentão, eles entraram também, no mesmo tabuleiro que ainda tinha espaço (é bom que eles fiquem numa camada simples, sem montar uns nos outros). Tirei tudo junto, quando estava tudo macio. É prático porque o tempo de cozimento não é muito preciso, então mesmo que você esqueça um pouco da vida, não vai necessariamente esturricar. E o sabor de tudo fica bem intenso, porque não perdem nada pra água. O nabo japonês me surpreendeu muito, foi a primeira vez que fiz assim e estou ansiosa pra repetir. A abóbora fica super doce e cremosa, e se cortar em pedaços fininhos, tipo palito, ainda forma uma boa casquinha. E o legal das sementes é que, além de salgadas e crocantes, elas assam bem mais rápido que os legumes em si, então são o tira-gosto perfeito.

Então da próxima vez que comprar abóbora, já sabe: escolha o pedaço mais cheio de sementes!




SEMENTES DE ABÓBORA ASSADAS
dicas preciosas do Simply Recipes

Ingredientes:
sementes de abóbora
água, sal e azeite

Preparo:
  • Separe as sementes da abóbora e tente tirar o máximo dos cabelinhos que conseguir. Fazer isso na água às vezes ajuda. 
  • Depois de dar uma enxaguada nelas, coloque-as numa panelinha com água e sal, e cozinhe por aproximadamente 10 minutos.
  • Escorra as sementes e tempere-as com azeite (elas já estão salgadas!). Você pode usar a própria panelinha (sem água) para misturar as sementes no azeite. Assim você garante um recobrimento ideal sem jogar litros de azeite no tabuleiro.
  • Espalhe as sementes numa camada única em um tabuleiro que pode ou não ser forrado com papel manteiga, para evitar um bocado de trabalho a quem for lavar a louça ;)
  • Asse em forno alto por um-tempo-que-eu-nunca-sei-e-por-isso-queimo-com-frequência-minhas-sementinhas. Hahaha, brincadeira, é por volta de 10 minutos, mas varia dependendo de muitas coisas, então fique de olho e ponha um timer!



*Não consegui achar nada além de alguns livros citando artigos antigos, e mesmo assim os testes não foram feitos com semente assada, mas sim crua e triturada e combinada a longos jejuns, para azar das cobaias...

quinta-feira, 20 de março de 2014

Philip Kingsley | O adorado Elasticizer

Não sou muito dada a hypes, febres estranhas ou multidões loucas atrás de um produto que se diz fantástico pela blogosfera fora. Já houve alguns, adorados pelas bloggers inglesas, que eu experimentei e pensei, frustrada, “neh, é só isto?!”. Esquisita? Talvez. Mas sou assim, muito pouco influenciada pelas massas, especialmente quando todas pendem para a adoração, qual rito, de determinadas marcas, de determinados produtos, como se fosse possível agradar a gregos e troianos. Não é. Nunca será. Quando assim for, desconfiemos.


Tendo dito isto, num primeiro parágrafo que é mais uma declaração de posição e contexto ao que apresento em seguida do que outra coisa qualquer, devo confessar que o Elasticizer, da Philip Kingsley, me arrebata em cada utilização. É adorado, e bem, pela maioria, e o meu cabelo entende perfeitamente os elogios rasgados que lhe fazem. Não é para todos, mas é, sem dúvida, para ele.

O Elasticizer é um produto para a pré-lavagem, a aplicar no cabelo húmido, antes do champô. Eu uso-o apenas nas pontas, onde o cabelo fica mais seco, mais difícil de pentear e mais quebradiço. Para mim, é suficiente aplicar de vez em quando, só quando o cabelo decidiu que se ia revoltar contra mim e começa a formar “ninhos de rato”, como carinhosamente chamam ao entrelaçado de nós e chatices, especialmente na região da nuca (quando uso cachecóis e lenços, é uma festa). Um cabelo fino e seco nas pontas é uma carga de trabalhos, também.

Quando assim está, pego na minha bisnaga, espremo-a para sair uma pequena quantidade que massajo nas pontas, espero 20 minutos, e vou tomar banho. Uso o champô e o condicionador, actualmente aqueles que vos mostrei no post a eles dedicado, olho para ele e digo: Quem manda aqui sou eu, seu sacana! E eis que acalma, se deixa pentear, secar como bem quiser, e ainda fica bonito e maleável durante dois dias (mais do que isso não sei porque lavo o cabelo dia sim, dia não).

Usar diariamente, arrisco a dizer que, no meu caso, seria demais, já que é um peso pesado na protecção e cuidado de cabelos muito secos e estragados. Contém (e aqui limito-me a reproduzir o que a marca diz, e deixo os comentários a quem percebe melhor que eu) óleos, glicerina e glicol para hidratar; silicone, para amaciar e dar brilho e elastina, para dar vigor e elasticidade ao cabelo.  Portanto, hidrata, dá brilho e aumenta a elasticidade do cabelo. Em mim: Check!

Só em jeito de conclusão, e acho que é um facto interessante, o Elasticizer foi desenvolvido, há 40 anos, para a Audrey Hepburn e, como afirma Philip Kingsley, desde então “tem ajudado milhões de cabeças de cabelos”. O pai do aniversariante espera que gostemos tanto dele quanto a Audrey gostava, ao que eu digo: Mais ainda, meu caro, mais ainda!

Podem encontrar o Elasticizer em várias lojas online, como a Feelunique ou a Lookfantastic, com vários tamanhos e preços e envio gratuito internacional. Por ocasião do aniversário, a marca lançou ainda um coffret rosa, limitado, com 250 ml de produto e uma toalha. O preço mais acessível deste kit é o da Lookfantastic (41,15€/ ca R$134) , ao qual poderão acrescentar os códigos de desconto que, frequentemente, a loja tem (Cód: LFNEW, fica a 37,04€/ ca R$120 ). 
foto:feelunique.com


Estão fart@s de um cabelo seco, quebradiço e com ar baço? Aqui está uma possível solução. :) 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Objecto de Desejo * # 16


Relógio Michael Kors Petite Rose Golden Stainless Steel Lexington, a $195, no site da MK

(ficaria lindo com a minha futura Interchangeable, marca que a A. do Coisas e Cenas me deu a conhecer. Safada!)  


* que, quem sabe, um dia, no futuro, se, entretanto, não for descontinuado, será meu, numa ida aos Estados Unidos (onde é, francamente, mais barato). 

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