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quarta-feira, 12 de março de 2014

Bourjois | 123 Perfect CC Eye Cream

Tendo já partilhado algumas das minhas descobertas interessantes da Bourjois (aqui, aqui ou aqui), outras nem tanto, quando a apanhei a 50% de desconto, por altura dos saldos, acho que está mais do que na altura de partilhar convosco o que penso do CC Eye Cream, novidade de Janeiro. Convenhamos, ele não vai ficar melhor, nem pior, do que é, também já não tem por onde me surpreender, por isso, vamos a isso.

Começo pela embalagem que, parecendo que não, pode afectar imenso a (in)satisfação sentida relativamente a um produto. Em formato de caneta, com uma ponta diagonal (provavelmente para aplicação directa, que eu não faço), o produto sai por uma pequena ranhura (mas mesmo assim maior do que devia). Se forem pessoas calmas, com tempo, pacientes, rodarão comedidamente a outra ponta para que o dito corrector saia, descansadamente, do seu espacinho, e dê ares de sua graça. Ora, para todas as outras, como eu, que, especialmente de manhã, têm o botão no extra-rápido e aqui vai disto, é processo sujo e, o tão inglês, “messy”. Isto porque ou não sai nada, ou sai muito mais do que é preciso e, vai não vai, esse extra seca na ponta, bloqueia o que aí vem e, quando damos por ela, já saiu corrector para cobrir a cara inteira, fosse esse o propósito. Não é. Aplicar directamente o produto também não me pareceu o mais confortável; a ponta é dura, não se vê a quantidade que sobe e, nessa técnica desajeitada, lá ficamos com as olheiras extra cremosas e demasiado iluminadas. No mínimo. Eu, até agora, usei ou os dedos ou um pincel, tipo o deluxe crease brush da RT, e só assim consigo aplicar com alguma eficácia.

Posta a questão prática de lado, que, se um produto for bom, os ses menores até se esquecem (excepto o cheiro, que essa é, normalmente, a razão que me faz pôr os produtos de lado, mas não interessa aqui para nada, porque o CC Eye Cream até cheira bem, floral, para um corrector), passemos à textura e eficiência do produto em si. Confesso que a minha primeira reacção ao produto foi “olha que parecido com o Touche Éclat”! Isto porque está mais para o líquido e fluido do que o cremoso mais denso, e mais para iluminador (como ele se pretende, também), do que corrector per se. Isto é, não tapa, completamente, mas “clareia” por assim dizer, a zona das olheiras, que parece imediatamente mais fresca e revitalizada.


sim, sim, sei que as fotos não são as melhores, mas a máquina estava sem bateria e aqui tem-se pouco tempo para esperar...

A Bourjois garante, igualmente, 24 horas de hidratação e, apesar de, no meu caso, manter a promessa por umas boas 10 horas (nunca o deixei as 24, para garantir), confesso que não sei como se portará em alguém com pele mais seca. Hidrata, é verdade, mas é um iluminador/corrector , não um creme com esse fim, nem me parece ter todo esse poder, se é que me entendem. Ou seja, como agente camuflador já vi melhores, como iluminador, apenas, também não é favorito (O Touche Eclat é, neste género de produto, e pese embora ser muito mais caro, mais eficiente, não vale a pena negar) e, como hidratante, não bate um creme. Só por aqui pensamos imediatamente que será produto para uma ida ali ao lado rapidamente, naqueles dias em que não precisamos de maquilhagem perfeita e segura, e nada mais que isso.

Agora, o grande senão dele, na minha pele: sozinho acumula horrores! Se tiverem a sorte de não ter qualquer linha abaixo ou ao lado do olho, palmas para vocês porque, provavelmente, não terão qualquer problema com este CC Eye Cream. Para todas as outras jovens que, como eu, se riem frequentemente e têm, por isso, marcas de expressão bem vincadas, nessa região, esqueçam. Assim que o colocam, minutos depois, já têm linhas que terão de ir esbatendo ao longo do dia. A única forma de se aguentar mais, deixando-vos seguras, sem marcas chatas, algumas horinhas, é passando um pó por cima. Não fica perfeito, perfeito, mas é bom para aqueles dias em que só se usa corrector (o que eu faço, muitas vezes, no Verão). Sozinho, é um desastre (pelo menos na minha pele, mista, e, no meu caso, com linhas). Tenho de andar constantemente a limpar e a esbater a acumulação de produto, o que não é de todo agradável. Isto até um de nós se cansar;  ou eu desisto e vai, fica assim, ou ele fica tão esbatido que fica quase imperceptível ao nível da cor, embora mantenha a sua acção iluminadora. Devia vir num kit, com um pó, sem dúvida.

Este menino, que custa (pelo menos aqui) 9,95 €, está disponível em três cores; a Ivoire 21, Beige Clair 22 (a que tenho) e a Beige Doré 23. No Brasil encontrarão a Bourjois a excelentes preços na Dufry. Servirá para quem não tiver olheiras muito marcadas, nem linhas profundas, e pele com tendência a seca. Especialmente para dias em que estão numa de no make up. Quem quiser comprá-lo, não se esqueça de juntar à lista um pó, até pode ser o Healthy Mix, da marca, para assentar o produto e ter um companheiro quietinho durante mais tempo. 


terça-feira, 11 de março de 2014

Ted Baker | Os felizes companheiros (fosse tal possível)

Costumo dizer que, se alguma vez ganhasse o Euromilhões, a primeira loja na qual entraria seria, sem dúvida alguma, a Ted Baker. Recebi um saco de maquilhagem de prenda de aniversário, um dos eternos de borracha com um laço, e adoro-o. Na loja, na qual entrei num domingo, aquando de um passeio pelo Marais, conseguir-me-ia vestir dos pés à cabeça, traria uns acessórios e aproveitava para umas pecinhas para a praia. Apesar da escolha ser difícil, já que teria vontade de experimentar (e trazer, vejam o problema!) tudo, eis algumas coisas que, com certeza, viriam comigo... 

... para um evento de Verão:

CARLII - 240 €                                                       HALINA - 225 €

... para um passeio simples:

TEZZ - 165 €                                                        PRISCIL - 200 €

... para uma saída à noite:

TEMBERL - 175 €                                                EVELIN - 215 €

... para a praia:

LEALLAA - 75 €                                                        TEBAG - 75 €

... para o caso de estar um friozinho:
PATRINI - 125 € (a parte de trás é amor)                       GAETON - 200 €

... no caso de estar ainda mais frescote:

MADIGAN - 375 €                      MEELIYE - 300 € (mais uma vez, parte de trás linda)    SANCIA - 315 €

... para os pézinhos:


... e para acompanhar:



Bem, no final, não era nada de assim tão extravagante ou excêntrico. Sou assim de pedinchices pequenas, vá. 


segunda-feira, 10 de março de 2014

Das pessoas | A compaixão vazia e a solidariedade fotogénica

Toda a comoção e a indignação que tem movido o Facebook em torno da sessão fotográfica com a Rita Pereira levou-me a, passados meses de clausura e introspeção sobre evoluções e passos que somos obrigados a dar na vida, escrever sobre o que trago em mim de um espaço que também se tornou meu, onde deixei parte de quem era e trouxe muito do que sou hoje, Cabo Verde. Explico-vos porquê.

Dizem que África nos molda, nos tolda, e nos deixa órfãos quando nos vamos embora. Eu nunca acreditei, nem subscrevo, assumpções tão generalistas que partem imediatamente do princípio que um continente, tão vasto em culturas, mentalidades, povos, formas de viver, quantos os quilómetros que separam países e meridianos que os ultrapassam, é todo igual. Não é. Dizê-lo, de boca cheia, parece-me sempre tão acertado e sério quanto dizerem que nós, portugueses, e os polacos são iguais, e que a Europa de uns é igual à dos outros. Disparatado.

E, contudo, Cabo Verde, do qual posso falar, deixou-me assim, moldada, toldada, órfã de uma terra que não era minha, que me maltratou no primeiro ano e que passei a adorar. Tanto quanto aqueles amores estranhos, loucos, que se entranham e dos quais só nos apercebemos quando se foram embora. Ou quando partimos, que foi o que aconteceu, no meu caso. A vida é de evolução, e a minha estava num afastamento que, fossem outras as condições, nunca teria acontecido. Mas não são. Se há semana que passa em que não penso nas gentes, no Sol, na calma e simplicidade de uma vida tão própria? Não há. Se sinto aquele aperto para voltar, já amanhã, e abraçar o que de mim deixei lá, aqueles cujas vidas tocaram na minha e me fizeram crescer, viver, saborear risos e partilhar frustrações, gritar com o mundo mais petulante e chorar ao lado dos que se esforçam por ter algo, com um ânimo de alguém que só de si se vale? Sinto. Muito.

Há qualquer coisa naquela terra, árida na maior parte do tempo, naquelas pessoas, cuja morabeza não é a dos hotéis, nem a que romanticamente idealizamos, que entra em nós e nos faz sentir aliens perdidos no meio de comunidades, outras, materialistas, individualistas, com egos que se medem pelas contas bancárias. O regresso foi um choque. Confesso. Deixar amigos para trás, que ganharam lugar cativo no meu coração, com preocupações dignas de seres humanos, completos, que lutam, que sabem distinguir o valor das coisas, e das pessoas, e sentar-me à mesa de quem mede forças pelo preço do que compra, do que tem, é algo que tem tanto de inexplicável, quanto de penoso. Aqui estou eu, mais de um ano depois, a assumi-lo. O problema não eram os outros, esses estavam iguais, era eu, diferente, não apenas num rosto mais cansado, mais maduro, com a pele de quem viveu anos debaixo de um Sol  mais claro, mais baixo, mais quente, mas também nuns olhos que viram o que é viver sem nada, ali ao lado, e um coração que não queria suportar o regresso, que anseia por voltar, que se sente perdido no meio de outros, pequeninos, que se julgam muito maiores do que são. E nem percebem como estão errados. Não estou melhor, nem pior, estou diferente.

Por isso, e chegando às malfadadas fotos que circulam por aí, custa-me o extremo mau gosto da campanha (da qual não entendo a razão e, quando assim é, significa que a estratégia de comunicação não foi tão bem desenhada quando podia), mas ainda mais os comentários de comiseração bacoca, compaixão de uma superioridade ignorante, que tratam as pessoas como se de "coitadinhos" se tratassem. E daqui parte um dos primeiros erros e sentimentos que não se deveriam nutrir pelos outros. A comiseração misturada com uma pena que, no desconhecimento, nos faz sentir defensores de causas, na net, por escrito, mascarados por identidades virtuais, fachadas essas com as quais podemos ser este mundo, e o outro (que a ser, sê-se em grande). Revoltamo-nos, julgamos a modelo que lá está no meio como se o diabo fosse, porque “coitadinhos” dos que estavam à volta, perante tanta opulência, tanta riqueza, no meio de quem nada tem.

Não direi, com isto, que não vi muita "miséria" em Cabo Verde. Vi. Crianças com roupa rota, a jogar com uma bola feita de trapos, descalças (se algum ser que se julgasse superior me visse, nos anos oitenta, na aldeia da minha avó, a brincar com a minha prima, descalças, sujas, na terra, também nos fotografaria). Mais meninos de rua, sozinhos, do que alguma vez deveria ser permitido (porque até um já é demasiado). Casas por construir, por terminar. Comida que escasseia em muitos pratos e escolas demasiado longe para muitos alunos, que têm de andar quilómetros a pé, faça sol ou chuva (e em Cabo Verde isto significa terra alagada e muita lama, escorregadia naqueles montes do interior de Santiago). O cansaço na vendedora de rua, que lá está o dia todo (todo! Não as quarenta horas semanais, nem algumas horas extra, tão penosas e queixosas para alguns, que acham que são desgraçadinhos a trabalhar, mesmo por conta própria, para terem “coisas” topo de gama) para conseguir dar aos filhos, que a ajudam quando podem, um futuro melhor. Jovens que batalham com a força de heróis para conseguirem ir longe, simplesmente para serem quem querem ser, quem sonharam ser, já que não podem contar com mais alguém a não ser com eles próprios. E noutros países haverá, com certeza, ainda mais. Mas “coitadinhos”? “Coitadinhos” não são. Até é ofensivo.

A distribuição de riquezas mundial é, de facto, assustadora e revoltante. Não temos uma real noção de quanto até abrirmos as mentes e nos confrontarmos, in loco, com ela, olharmo-la nos olhos e identificarmos a sua verdadeira alma, diabólica. Um dia, um aluno meu disse-me que tinha sido Deus a fazer com que algumas pessoas nascessem num país com tantas faltas, onde a chuva não cai, a comida não abunda, no mar nem um pocinho de petróleo se encontra. Pequenino, já que o país também não é grande. Sorri, tentei explicar-lhe que não. Mas como perceber, eu, que vivi sempre com electricidade e o conforto de um banho quente matinal, a visão de quem se habituou a conhecer outro mundo, o nosso, nas palavras de emigrantes, nas fotos ou na televisão, quando havia? Fiquei com vontade de pegar nas fortunas da ínfima percentagem dos grupos e pessoas que seguram as cordas do mundo, e espalhá-las por ali. Mas não tenho como. Infelizmente. Só posso fazer o que está ao meu alcance. 

Não trouxe, contudo, comigo, a ideia de um povo e de uma comunidade merecedores de uma pena vazia. Isenta de acções. Muitas vezes, resultado apenas de uma noção de consideração mínima da regra do politicamente correcto, totalmente desprovida de fundo de valor. Revolta-me a hipocrisia, muitas vezes incorporada ao ponto de nos acharmos repletos de uma compaixão que nos faz dignos de um pedaço do céu, ao ponto de me gerar náuseas. Sinto que é o Cabo Verde que se entranhou em mim que me faz ficar fisicamente incomodada com o coração oco alheio, aquele que faz mal ao próximo e defende, porque está longe, o outro, só porque tem um tom de pele que, mediaticamente, fica bem associado com a solidariedade e caridade.

O mundo evoluirá quando nos olharmos como iguais, e não uns de um pedestal sobre os outros, os “coitados”. Há gente que precisa, muito, da nossa partilha, onde quer que esteja, mesmo que seja aqui ao lado de casa. Cada um de nós sabe como essa parceria pela humanidade pode ser feita; cada um dá o que tem e sabe. E há gente muito feliz e muito lutadora mesmo sem o último telemóvel ou carro topo de gama (ou mesmo sem nenhum, acreditem). Ou sem vestir as marcas x ou y da moda, porque fica mal não as usar, já que todos os outros têm. Satisfeitos com o que têm, com a vida que levam, simples e humilde, mas nas quais há espaço para a família, que apoiam e para a qual estão presentes, naturalmente, assim, de braços honestamente abertos, porque ela vem sempre em primeiro lugar. E não estou a falar num núcleo pequeno, mas de uma colaboração entre primos, tios, sobrinhos, que, em alguns casos, chega às dezenas. Há de tudo, em todo o lado, de todas as cores, de todos os feitios.

Ninguém nos fez donos da sapiência superior, nem dignos de julgarmos os outros por terem vidas, hábitos e mentalidades diferentes dos nossos. Muito menos de manter estereótipos de uma "miséria" que é foto e videogénica, ao mesmo tempo que nada fazemos para estender a mão ao outro. Numa das letras de uma das minhas músicas cabo-verdianas favoritas, a Mnine de Rua, dos Cordas do Sol, encontramos, a determinada altura, esta frase: “Es e mnine d'rua ma es meste nos tude/ Ai munde, Ai Munde/ Un kalker d'nos pudia ser mnine d'rua” (É menino de rua, mas precisa de todos nós /Ai mundo, ai mundo / Qualquer um de nós podia ser menino de rua). E, para mim, é daqui que devia partir a ajuda, a parceria global, o voluntariado e a mão estendida, ao lado, não por cima, não com a compaixão que “fica tão bem”. Porque, lembrem-se “qualquer um de nós podia ser menino de rua”. E se fôssemos, queríamos ser tratados como “coitadinhos”, especialmente por quem pouco faz por nos conhecer? 

domingo, 9 de março de 2014

O que eu (humildemente) usaria # 2


Serena van der Woodsen 
Gossip Girl, interpretada por Blake Lively

Guerlain Terracotta Joli Teint - Acabadinho de sair, este creme/base dá a cobertura perfeita para uma pele ensolarada, com ar saudável. Eu adoro este toque de Verão que me deixa a pele dourada, com um aroma estival, sem parecer demasiado laranja ou artificial. A Guerlain é, sem dúvida, a minha favorita no quesito maquilhagem para um ar bronzeado natural.

Laura Mercier Undercover Pot - A Laurinha tem alguns dos melhores produtos para criar uma pele perfeita (com maquilhagem). Este produto, com um creme para as olheiras, outro para as imperfeições e um pó translúcido para finalizar e garantir que nada saia do lugar durante horas, servirá para camuflar tudo o que quisermos esconder. Afinal, se há coisa que a Serena tem sempre é uma pele perfeita, daquelas de causar inveja. A Space.Nk é, normalmente, o site que procuro quando quero comprar Laura Mercier que, infelizmente, ainda não chegou a Portugal.

Dior Glow Maximizer Primer - Antes do Joli Teint, nada como um bom primer que dê um ar luminoso e radiante à pele. Ao contrário de muitas pessoas, que gostam de matificar totalmente a pele,esta personagem tem sempre uma luz na tez muito bonita, tanto no Inverno, quanto no Verão, quando está mais bronzeada. É fácil encontrá-lo numa perfumaria que venda Dior, ou, se preferirem online, já o encontram no Selfridges.

Guerlain Terracotta 4 Seasons - Para fazer o contorno, com o tom mais escuro, ou para dar um ar mais moreno, passando o pó pela cara, misturando os tons mais claros, este é o bronzer ao qual recorro e que usaria para uma maquilhagem deste género. Embora haja alguns, desta linha, com algum brilho, o que eu tenho é totalmente mate, perfeito para um bronze discreto e natural, também nada alaranjado.  

Guerlain Terracotta Light, tom 04 Sun Blondes - Neste caso, especifico o número, o que tenho, porque é o que tem os tons mais discretos e rosados, que funcionam perfeitamente como blush ensolarado. Depois de "aquecer" a pele com  o anterior, usaria este produto, tocando com o pincel especialmente nas zonas mais rosadas (é um "mosaico" com tons bronze, dourado e rosa) e aplicá-lo-ia exactamente como um blush, nas maçãs do rosto, onde a Serena o usa, como podem ver na foto. Também o usaria, com um pincel menor e passando apenas nos tons mais bronze, na zona do contorno do olho, para criar alguma profundidade ao olhar e dar-lhe um ar natural de Verão. Compro os meus produtos Guerlain, normalmente na Balvera, onde os encontro mais baratos, ou na Perfumes & Companhia quando tem descontos competitivos. Se preferirem as compras online, têm sempre a Feelunique

BareMinerals Prime Time, tom pérola - Além de uma tez iluminada, as pálpebras da Serena também estão sempre radiantes e naturais. Por isso, antes das pinceladas com o pó anterior, passaria este primer para servir como base reflectora de luz, que não desvaneça o dia inteiro. Tenho-o há um ano e confio bastante nele. Encontram a BareMinerals online, na Feelunique, a um preço mais baratinho. 

NARS Higlighter, tom Albatross - Para iluminar o osso das maçãs no rosto ou por baixo da sobrancelha, usaria o iluminador na Nars, o Albatross, que é um pérola champanhe, não tão dourado quanto o meu da gama Soleil Tan, da Chanel, nem rosado. Fica muito bonito na pele, se usado discretamente, como todos os iluminadores. Vê-se que gosto de um rosto iluminado, mas não brilhante ou cheio de purpurinas. Com um bronze bonito, ainda melhor. Conseguem encontrar este iluminador no site online da NARS.  

Collistar Mascara Shock - Para umas pestanas bonitas, curvadas e que duram o dia todo, eu aplicaria, depois de encaracolá-las com um curvador, tipo o do Kevyn Aucoin, que me foi oferecido pela A. e que eu muito estimo, este rímel, da Collistar, que comprei na Balvera. Qualquer um que seja bom, preto, bem escuro e que dê volume e alongue, serve perfeitamente para este tipo de maquilhagem. 

Urban Decay 24/7, no tom Zero - Para este look eu usaria um preto não tão carregado quando o meu adorado Perversion, e que me permitisse esfumá-lo um bocadinho, com um pincel ou a ajuda de um cotonete, para um efeito menos pesado, junto à raiz das pestanas. Qualquer um que dê para tal, e que dure as horas que o quisermos por lá, serve. Podem encontrá-lo também neste duo, na Lookfantastic

Laura Mercier Lip Glacé - Uma das frases da Serena é, exactamente, "Lipsticks last longer, but glosses are more fun" (os batons duram mais, mas os glosses são mais divertidos). Apesar de ser um produto mais do que detestado por imensa gente, outras tantas pessoas adoram-no e, felizmente, algumas marcas já criaram glosses de brilho bonito, nada colante, nem viscoso, como eram os primeiros que eu experimentei, há alguns (largos) anos atrás. Não são todos os glosses que eu consigo usar; o sabor, a textura, a forma como desvanecem são factores determinantes para que eu os exclua mais facilmente do que excluo um baton. A Laura Mercier tem os Lip Glacé, que dão brilho e são confortáveis, com tons bastante naturais e discretos, como os da Serena. Podem, mais uma vez, encontrá-los na Space.nk, online, com os outros produtos da marca.   

Estes são os produtos que usaria para fazer uma maquilhagem deste género. Quais seriam os vossos?

sábado, 8 de março de 2014

Dicas que dão jeito # 10 - Os sabores do Quartier Latin

Quando passeamos por Paris, uma das coisas que nos chama desde logo a atenção é o preço da restauração. Toda a gente que por aqui passa leva na memória pratos, normais, a mais de 15 euros (e a chegar aos entas num sítio melhor), cafés a três ou seis euros, sobremesas a perto de dez e vá, nem se fala do que custam as bebidas, um assombro para quem, no seu país, paga o mesmo por um prato. Ao todo, numa refeição completa, num restaurante mais comum, aqueles cujas esplanadinhas com aquecedores e mantas polares no Inverno criam cenários românticos cinematográficos, podemos preparar-nos para receber contas de quarenta euros, ou mais, por pessoa. Por isso, o turista mais descapitalizado come crepes, sandes e as pequenas viennoiseries que vai encontrando nas boulangeries espalhadas pela cidade, ou nas cadeias de comida rápida, que encontram em todo o lado. Cá em casa, por mais que sejamos práticos e bem humildes na escolha das refeições, não conseguimos, nem queremos, visitar uma cidade sem provar alguns pratos mais tradicionais. Nas nossas buscas estão sempre, por isso, locais bons e baratos, onde quer que vamos. E foi assim que abraçámos, com carinho e muito amor, zona de Saint Michel e o Quartier Latin.


As pequenas ruas repletas de restaurantes a bons preços, mesmo à beira do Sena, ali pertinho de Notre Dame, do Panthéon e a uma caminhada do Louvre, têm qualquer coisa de acolhedor e pitoresco que eu adoro. Lá, sinto-me, realmente, num Paris do qual gosto imenso, multicultural, com escolha e, acima de tudo, amiguinho dos bolsos mais pequenos. As opções são diversas, entre comidinha tipicamente francesa, com a sopa de cebola gratinada a aparecer em todos os menus, até aos souvlakis gregos, ou às especiarias indianas e ao que mais consenso reúne, a culinária italiana. É um Paris acessível a todos, que convida a entrar, sentar, relaxar e a reunir forças para o resto do dia de passeio.

Normalmente gerido por estrangeiros (o que incomoda os autóctones, orgulhosos da manutenção dos preços mais elevados, desafiados por estes), é uma região com várias línguas e sotaques, que nos chamam a descobrir as várias Formules (menus), a preços competitivos, que têm para oferecer ao transeunte. A Rue de la Huchette é sempre o nosso ponto de partida em busca de um lugar para comer, consoante o que nos apetecer no dia. Em frente de cada restaurante há placas com as ofertas que começam, normalmente, nos menus de 10 euros, podendo chegar aos 16, com entrada, prato e sobremesa. Os três, com umas quatro ou cinco opções entre as quais podemos escolher o que mais convém à nossa fome e vontade. Vários serão os senhores, ou senhoras, a aliciar-vos para o deles, quando vos virem a olhar para as ofertas, mas, não se preocupem, levem o tempo que quiserem para ver as outras e decidir, sem se enfiarem no primeiro. Há muito por onde escolher.

Nos vários meses que já passámos pela cidade das luzes, há alguns restaurantes que mereceram destaque e, até, um regresso simpático. Para uma refeição com pratos franceses, com toque de caseirinho e um espaço muito convidativo, temos o Petite Hostelerie, na Rue de la Harpe, onde encontrámos a melhor sopa de cebola gratinada que já provámos, como entrada. Duas das especialidades como prato principal da casa são o Boeuf Bourguinon, uma carne estufada servida com batata cozida ou puré, ou a Andouillete, uma salsicha fresca feita de tripas de porco ou vaca, de sabor bem forte, só mesmo para quem gosta. Para fechar a refeição, a Tarte de Maçã, quentinha e ladeada de crème fraîche, é uma óptima escolha. Os três, no menu de 10 euros.

Quem quiser pratos mais simples, com massas ou um bife com molho de pimenta, encontra várias opções, na Rue de la Huchette. Um dos nossos favoritos deste género é o La Braserade, com um empregado muito simpático e boa comida, com menus a 12 euros. Como entrada, o melhor que já lá comi foi o crepe de queijo e, diz quem o provou, o gelado de baunilha é delicioso como sobremesa. A mousse de chocolate também não é má, admito. Como prato principal, eu já provei uma massa com cogumelos boa e o Steak au Poivre (bife com pimenta) é muito bom, acompanhado com as melhores batatas fritas que comemos nessa região.  


Se, por outro lado, quiserem provar algo diferente, podem experimentar alguma especialidade grega. Recentemente, descobrimos o Le Fil d’Ariane, com especialidades da Ilha de Creta e um espaço bastante agradável, à média luz. Confesso que não é tão bom quanto o que comi na Grécia, mas posso também estar a ser atraiçoada pela memória inebriada da lua de mel. De qualquer forma, é muito bom para provarem algumas delícias helénicas, entre as quais, para entrada, um Tzatziki (pasta de iogurte com pepino e ervas), o Souvlaki (espetadinhas de carne) e, para finalizar, um Galaktobureko, um dos muitos sabores maravilhosos que trouxe e que, julgava eu, não iria encontrar noutros lados. Bem doce, é uma sobremesa com massa brique, estaladiça, com um creme de leite dentro e embebida em calda de açúcar. Uma pessoa saliva só de falar nela.

Estes são apenas três exemplos de restaurantes a bons preços e boa comida (a relação ideal), que encontramos pelo Quartier Latin. Entre 10 a 16 euros por pessoa, podem ficar pelas formules e pedir apenas uma Carafe d’eau (gratuita), ou vinho no jarro (uns 10 euros), para acompanhar. Guardem um espaço na vossa agenda para passearem por lá, quem sabe entre a visita à catedral do Quasimodo e a entrada no Louvre, ou depois da visita ao Panthéon e antes do passeio no Sena de barco, que se apanha ali ao lado. Não se esqueçam de que vale sempre a pena, também, conhecer os sabores de uma cidade.



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