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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Compras | De Amesterdão, com 40%

Quando, em Amesterdão, dei de caras com uma perfumaria com os batons a 40% e outra com preços imbatíveis (não sei bem porquê) em produtos de maquilhagem, eis que trouxe logo quatro produtos, dos quais já andava atrás há algum tempo, alguns há meses, confesso. Por isso, não foram opções tendo em conta novidades desconhecidas a apresentar (vá, uma foi, apenas), mas sabendo de antemão que estes me iriam acompanhar até os gastar completamente (demore isso os anos que demorar).

Portanto, da perfumaria Ici Paris XL de Amesterdão, vieram (por ordem de compra):


Dior Rouge 999 – porque sim, porque tinha de ser, e para combinar na perfeição, sempre que quiser, com o verniz 999, sobre o qual já vos falei. É que se fica bem à Natalinha (Natalie Portman para os menos próximos), não sei porque não me ficaria bem a mim. :D

Estée Lauder Signature Hydra Lustre, 59, Portofino Coral –  Quando, num avião, a hospedeira entra, trabalha e, sem retocar os lábios, o batom, que já nos chamou a atenção de tão bem que lhe ficava, especialmente naquela pele morena, não mexe, há que saber imediatamente qual é. Depois de um sorriso encavacado (mas lisonjeado, que eu sei!), ela mostra-nos o dito, juntando um “mas já é de duas colecções antigas, era limitado, talvez já não o encontre”, e eis que surge um novo objectivo: achá-lo! Depois de procurado literalmente na Grécia, Londres, Portugal e França (aeroportos correspondentes, ao qual se acrescenta o de Milão numa escala), vou encontrá-lo, a quase metade do preço, em Amesterdão, numa loja em que a empregada, ao pegar nele, ainda diz: “Olhe tem sorte, é o último”. Sorri, acenei com a cabeça e pensei: "Sorte, nada! Persistência!"

Clinique Chubby Stick Intense, Heaftiest Hibiscus – Já não sei quando foi a primeira vez que dei de caras com este Chubby num blog que sigo, nem sei qual, admito, mas ficou-me sempre na memória. Depois do meu Heaping Halzenut e o Oversized Orange, eis que faço uma incursão pelos Intense com este avermelhado que, se continuar a portar-se como nas duas vezes em que o usei, continua a garantir o lugar da linha como os meus lápis do género favoritos.  

L’Oréal Nude Magique Eau de Teint – Apesar de ser um tom mais escuro do que uso agora, no pico do Inverno, no qual a minha pele fica acinzentada pela falta de Sol, comprei-o essencialmente para um clima mais húmido e quente, quando estiver já no meu tom normal, douradinho e com ar mais saudável. Base em água, parece-me interessante.

Poucos, mas bons. É tudo o que tenho a dizer, para já, destes meus mais recentes companheiros de viagem. Assim que possível, escreverei mais detalhadamente sobre cada um, aqui, na Salinha. Por isso, qual vos interessa em primeiro lugar?

Telegrama à Coragem

Há dias assim, em que o único som que ouvimos, muito ao longe, como se estivesse noutro espaço, noutra era, é o bater de um tempo que suaviza por momentos, e nos faz flutuar. Em que os arrepios nos fazem querer ficar, parados, até sermos tocados, envolvidos, abraçados profundamente, como se nunca aqui estivéssemos, mas sim ali, onde nunca deixámos de estar. Em que os dias que nos apagariam da memória, e nos tornariam meras imagens fugazes daquilo que um dia quisemos ser, se afastam para onde vai tudo aquilo que jamais acontecerá, perdendo-se no temor de um salto no vazio. Em que os medos, por momentos, desaparecem com a rapidez de um sorriso, e a profundidade de uns olhos que são livres dos grilhões impostos por uma mente complexa, fechada dentro de si própria, travando discussões acesas entre o ser, ou não ser. Deixamos escapar o brilho do que se sente, assim, sem proferir uma única palavra, olhando, apenas, com a vontade de divagar entre as curvas do horizonte. Há dias em que todas as cores parecem fundir-se num longo caminho, a percorrer calmamente, sem medo, retirando de cada passo a sabedoria de uma vida, respirando, até à meta, até ao futuro, que será sempre nosso. Há dias só teus.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Bourjois | Color Edition 24H, tom 05 Prune Nocturne

A jornada pelas sombras mais ou menos cremosas (ou tipo, vá) tem sido interessante… e só agora começou! Depois de manifestar o meu amor pela On and On Bronze Colour Tattoo da Maybelline, ou fascínio pela Apparition da Chanel, eis que, quando a Bourjois lançou a sua versão cream to powder, não demorou muito a despertar o meu interesse. Por isso, encontrar as Color Edition 24h a 50% no site francês pareceu-me uma boa oportunidade e, no mesmo dia, estava no carrinho o tom 05, Prune Nocturne.


Da caixinha pouco tenho a dizer. É semelhante à da Maybelline, menos pesada, e com uma quantidade mais reduzida de produto (o que, para ser franca, só por si já me bastaria para optar pelas primeiras do que estas, da Bourjois, se estivessem a preço normal). Com uma tampa preta, de rosca, e toda em plástico, vale o fundo transparente para vermos a cor, já que não encontro a dignação dela em parte alguma.  

A minha primeira reacção ao abrir, e sendo que não a tinha testado antes de a comprar, foi surpreendentemente mais agradável do que tinha imaginado. Na caixa, a sombra é de um beringela quente bonito, com pequenas partículas de brilho da mesma cor, o que lhe dá um toque interessante, e, se não estou em erro, algumas douradas. Teria, por isso, tudo para me proporcionar looks engraçados com uma das cores que salienta o esverdeado dos olhos avelãs.


Quando colocamos o dedo no produto, a pigmentação parece ser fantástica, mas, assim que o passamos na pele, reparamos rapidamente que a transferência de cor é reduzida e que tem de ser bem trabalhado para ganhar a intensidade devida. Ainda animada, lá fui eu testar o produto durante uns dias. Usei-o sem primer, com primer, aplicado com pincéis ou só com os dedos e, depois de muita persistência, já vos posso dizer que é um produto que não me agrada nem um pouco. Depois de tantos elogios que tenho tecido à marca, especialmente com os meus queridos Liner Feutre ou alguns vernizes, achei que este produto me fosse impressionar muito mais.

Em primeiro lugar, a prestação dele na pálpebra é das piores que eu já testei, considerando que, como já devem ter percebido, tenho tendência para ler sobre tudo o que compro antes e, por isso, dificilmente compro algo que não conheça que já seja alvo de muitas opiniões negativas. Não que tenhamos de ser todos iguais, mas com recursos escassos, a sensatez parece-me sempre a melhor opção. Tal acontece, especialmente, em marcas sobre as quais eu ainda não tenho uma opinião formada e uma garantia de sucesso, como tenho com outras como a Laura Mercier, a Guerlain ou a Dior, só para mencionar três.


Embora, com uma base, aguente mais tempo, estamos perante um produto que acumula horrores e perde o brilho e tonalidade superficiais deixando a pálpebra com “manchas” notórias de diferentes cores. Não é um produto que permaneça com o mesmo ar homogéneo e bonito na pele ao longo do dia, como vemos com outros do género. Se o tom mais acetinado e beringela desvanece na primeira hora de uso sem primer, com ele ainda demora mais uma hora, mas não mais do que isso. Portanto, se as restantes cores forem como este que me calhou (e partindo do princípio que não tive um azar descomunal e que este esteja estragado – pelo menos tão estragado quanto outros testers nos quais, entretanto, pus a mão), esqueçam a parte em que lêem longa duração, por favor.

Outro aspecto menos positivo, que reparei numa das vezes que o testei, com primer, foi a queda constante das pequenas partículas de brilho. Com o passar das horas, fui vendo as minhas bochechas a ficar cheias de purpurinas, que fui tirando, mas que voltavam a aparecer. Como estava em casa (vá, porque não se testa algo no qual não se confia por alguma razão, para uma saída, importante ou não), pude deixar a sombra durante mais tempo na pálpebra, para ver como, apesar de tudo, se portava com o tempo, e garanto que apenas a usaria numa saída rápida, de vou-ali-e-já-volto-em-três-tempos. 


Parecendo uma cantora de música romântica lamechas, eu fiz de tudo para gostar dele, mas não deu, a relação ficou condenada com a fraca prestação deste menino. Um produto para custar cerca entre 11 a 15 euros, consoante o sítio onde o comprarem, o que pode não ser um assombro, mas, para mim, não vale o preço. Como já vos disse num texto sobre o assunto, o valor (de tudo) é, para mim, o mais importante. E ficamos assim com a história de um possível amor que nunca chegou a acontecer. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dior | 999 e o Verniz da Semana # 14

Pode uma pessoa explicar como é que, passadas trinta primaveras de total desconfiança com a cor vermelha nos lábios e nas unhas, encontra o tom que a arrebata e a faz repensar anos de preconceito? Não, não pode, a não ser assumir que provavelmente não teria , até hoje, encontrado a tonalidade ideal, aquela que associa o elegante ao clássico, passando pelo confortável e de qualidade. Perdoem-me, mas, especialmente no que concerne o vermelho, sou uma esquisita elitista que não se contenta com qualquer escarlate, encarnado, atomatado que por aí ande. Tem de ser o tal. E o tal é o 999, Dior.


Adiei, durante uns meses, a minha compra dos clássicos da Dior, até que, na iminência de me ver destituída para sempre do único vermelho no qual poderia confiar, fui a correr comprá-los, encontrando-os, felizmente, em promoção  (não sem antes penar com uma compra enganada pela conselheira da Dior, a própria, na Sephora, mas isso são águas passadas e de remorsos e rancores não evolui o mundo).

Sobre o baton, falarei depois, dado que ainda só o usei uma vez, mas o verniz, senhoras e senhores (se é que por cá passam também), é um vermelho magnifico, sem pitadinha de brilho e discreto (ou tão sóbrio quanto um vermelho pode ser). Não pretende ser dono e senhor das unhas e arrebatar para ele todas as atenções de forma negativa, como muitos outros, mas também não passa despercebido. É um true-red (ou assim me ensinaram a distingui-lo lá pelo Coisas e Cenas), vivo, sem ser frio, como alguns mais escuros ou azulados, nem quente, podendo roçar num quase-coral mais chamativo. Belíssimo!


Da textura, e correndo o risco de parecer um disquinho riscado, só tenho a falar muito bem. A Dior não me decepciona, nem me engana, com uma fórmula que fica homogénea em apenas uma camada, caso queiram deixar assim, sem se notarem os traços dos pincéis ou zonas menos opacas. Com duas passagens, têm um efeito de manicure profissional, brilhante, mas non troppo, e resistente.

Não é um verniz barato, mas é, sem dúvida bom e bonito. Cada vez mais aprecio um produto de qualidade do que vários piores e este será o único vermelho na minha bolsinha de vernizes até acabar. E, provavelmente, será o primeiro a ser recomprado, tal não é, pelo menos actualmente, a minha paixão.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

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