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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Bioderma | Créaline AR BB Cream


Há um mês que uso, praticamente todos os dias, o primeiro BB Cream que, de facto, tenho vontade de voltar a comprar, assim que acabar. Podia estar tudo dito e, quem quisesse, ia correr a comprá-lo, mas não, ele não se adapta a todas as peles e gostos e, apesar de me agradar e de cumprir na perfeição a função para o qual o comprei, tenho a plena noção de que é, realmente, daqueles produtos que não servirá a todos. Dir-vos-ei porquê.

O Créaline/Sensibio* BB cream Anti-rougeurs da Bioderma,segundo a marca, foi desenvolvido para pele sensível e com tendência a vermelhidão por razões climáticas ou stress, seja ela temporária ou permanente. Enquanto que o complexo D.A.F, “aumenta a tolerância da pele”, o Rosactiv, patenteado pela Bioderma, pretende ter uma “dupla acção  biológica sobre os factores responsáveis pela vasodilatação permanente e fragilização dos pequenos vasos sanguíneos, que estão na origem da rosácea”. Como bom BB, é ainda um creme hidratante, com cor, que “uniformiza e ilumina a tez, alisa a pele para um toque aveludado”. Tem ainda SPF 30, protegendo a pele dos raios UV, “que agravam a vermelhidão”.

A minha pele reage bastante a mudanças rápidas de temperatura, ao vento seco, ao sol… enfim, é uma mariquinhas sensível que fica vermelha com muita facilidade. Não estou a falar de uma dermatite atópica ou rosácea agressiva, mas sim de regiões, especialmente ao lado e em cima do nariz, que ficam vermelhas por tudo e por nada e, claro está, não fica muito bonito (além de ser desconfortável de tão quente que essa zona fica). Como estou num inverno seco e frio, onde a diferença entre a temperatura dentro e fora de casa é considerável, decidi, na minha primeira ida à citypharma, que talvez fosse interessante experimentá-lo, já que não sou menina de pôr todos os dias base.  Por 12 euros, pareceu-me um produto de uma marca confiável, que desse para trazer mesmo sem um teste prévio.

A primeira reacção, quando cheguei a casa, foi “que sorte!”. O único tom existente deste creme, o Clair/Claro é exactamente o meu tom de inverno, um NC 20 da MAC ou B30 da Chanel. Escusado será dizer que qualquer pessoa que tenha um tom ou muito mais claro, ou mais escuro que o meu não vai conseguir usá-lo (pelo menos de forma discreta e natural, como se pretende). A Bioderma considera que este "Claro" corresponde à maioria das pessoas, mas, na minha humilde visão da tez alheia, parece-me uma noção demasiado redutora da diversidade de tons. Poderia, pelo menos, ter lançado três, um muito mais claro que este e um mais escuro, se queria agradar realmente à maioria.



Sobre o produto em si, confesso que tem sido uma autêntica salvação. Mesmo com óleos, o vento seco e a água francesa ressecam a minha pele normalmente mista a oleosa e sinto que, mesmo depois do hidratante, este BB cream vem complementar a minha rotina diária, protegendo de forma notória a minha pele. A reacção a mudanças de temperaturas é, agora, praticamente nula e as vermelhidões reduziram bastante. Ajuda, sem dúvida, o facto de estar a usar o creme de dia anti-rougeurs da Avène, recomendado pela Lisa Eldridge, mas é de notar que, mesmo assim, nos dias em que saí sem este BB da Bioderma à rua, senti a pele nua e mais sensível.

Tem uma textura cremosa, que deixa a tez uniforme, aveludada e luminosa, mas sem brilhar demasiado como senti com outros BB que testei. Os poros ficam camuflados e, se bem aplicado, é produto para se fundir com a pele deixando-a bonita durante algumas horas sem chegar ao nível, como me parece óbvio, de uma base. Quando quero segurar um bocadinho mais o tom, passo um pincel com pó compacto por cima e resulta muito bem. Nos dias em que é essencial uma cobertura duradora, não é neste BB cream que pego, nem pegarei.  

Não sei se será BB cream para um clima quente, seja seco ou húmido, mas farei o favor de testar em Abril e logo vos direi como se porta. Para quem tem uma pele semelhante à minha e é ou normal a seca por natureza, ou está num clima mais agressivo, pode ser que vos interesse. E muito. Quem preferir a cobertura de uma base e estiver à espera que este BB cream lhe faça o mesmo, também ficará decepcionada. É um BB cream, perfeito para aquilo a que se propõe, mas com algumas condicionantes.  

E, passada a febre dos BB creams, eis que há um que me seduz imenso, neste contexto específico ao qual se viu a minha pele votada. Ninguém disse que aqui em casa se era muito seguidor de “tendências”. Especialmente quando elas chegam de rompante e invadem o mundo da beleza.  

Entretanto, está a caminho um coreano, da Missha, para a Primavera, recomendado pelo blog Coisas e Cenas. Assim que chegar, mostro-o logo. :)

*Créaline é o nome da gama no mercado francês, sendo Sensibio no lusófono.


( Peço desculpa pelo amarelado das fotos, mas o fenómeno dá-se quando a foto é carregada pelo blogger, independentemente dos ajustes que lhe dou previamente. Se alguém souber contornar isto, ajude-me, por favor. :) )

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Inacessíveis* # 1


Já olharam para alguma coisa e pensaram "Caramba, tem o meu nome escrito, foi feito para mim e mais ninguém"? E aí procuram a etiqueta, corta-se-vos o ar e ficam verdes? 

Pois é, hoje aconteceu-me isso com um vestidinho. Quem me acompanha já deve ter reparado que não sou menina de gastar muito com a roupita ou calçados. Compro mais produtos de pele e maquilhagem, aliás, do que tudo o resto. Prioridades para recursos escassos. Mas se há coisa que adoro e, se pudesse, enchia um armário especial, só dedicado a eles, são os vestidos. Quando vi a foto deste da Diane von Furstenberg, os meus olhos brilharam. Confesso. 

Sei que o modelo me fica bem porque é parecido com o meu vestido de casamento, tem um ar fifties como eu gosto... Enfim, como disse, feito para mim (a Diane só ainda não me conhece, mas isso é um pequenino pormenor) !

Agora, alguém tem aí uns 500 euritos a mais, assim, coisa pouca, sem uso, que me possa dar?  :D


* aqueles que são mais do que objectos de desejo, mas que são impossíveis de alcançar. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Delineadores | Os coloridos que faltavam


Já é altura de terminar a ronda de posts sobre delineadores e, ao contrário do que fiz com os azuis, pretos e castanhos, juntei num texto apenas todos os outros que, sozinhos, não formavam grupo suficiente para uma publicação diferenciada. Assim, misturam-se verdes com nudes e beringelas, passando por cinzas para um traço menos carregado, e tem-se uma amálgama de cores, umas melhores, outras decepcionantes.

Comecemos pelos caquis que, desde o primeirinho, da Clinique, que comprei, acho que puxa o esverdeado dos meus olhos avelãs. Avanço depois pelos nudes, beringela, cinza e um roxo, para fechar esta última leva.


1. Clinique Cream shaper for eyes, 103 Egyptian – Num verde azeitona mais escuro, com reflexos dourados discretos, este foi o primeiro lápis colorido para olhos que me lembro de ter comprado. É cremoso q.b. e difícil de afiar (não sei se é assim tão relevante ou será só a minha falta de jeito, mas eu tenho alguma dificuldade em deixá-lo com uma ponta fininha), portanto para um traço mais denso serve na perfeição, mas eu não consigo ser muito detalhada com este lápis. Dura imenso no olho.

2. Chanel Stylo Yeux Waterproof, 104 Kakhi Precieux – Este meu queridinho da colecção de Outono da Chanel já teve direito a um post só dele. Não tenho grande coisa a acrescentar, a não ser que, quem prefere um traço mais fino, também poderá gostar menos deste meu delineador verde seco com dourado que adoro usar apenas com rímel. Como é de rodar, é muito difícil (se não impossível) manter uma ponta fininha e precisa.

3. Urban Decay 24/7, Stash – parecido com o da Chanel, mas num tom mais verde do que dourado, e igualmente com micro purpurinas, o lápis da UD não foge da qualidade dos irmãos e porta-se lindamente. É cremoso, pigmentado e, sem mexer muito no olho ou suar horrores, garante um traço bonito durante largas horas.


4. Rimmel Scandaleyes waterproof, 005 nude – Comprei este lápis numa promoção da ASOS, baratíssimo, para quando quero aplicar na linha d’água inferior um nude e abrir assim o olhar. Fica especialmente bem quando o olho já está muito carregado e não o queremos diminuir imenso. É um beige com um toque ligeiro de pêssego, macio q.b. e bem pigmentado. Dura consideravelmente na linha d’agua, onde outros, até mais caros, são derrotados. Para o preço, é um lápis francamente interessante.

5. Sephora Nano Yeux, 09 pearl beige – foi o primeiro lápis que comprei para o fim do anterior. Não o apreciei nem um pouco. É um champagne acetinado, pouco pigmentado e demasiado seco, para a zona que é, além de desaparecer com um pequeno ai ou bocejo, daqueles que deixam os olhos ligeiramente húmidos. Já o tentei usar para iluminar o canto interno do olho e, não fosse esse pequeno problema com a duração, até que lhe daria algum uso.

6. Clarins Crayon Khol , 07 smoky plum – É um beringela bastante escuro, com alguns pigmentos prateados. É um lápis para ser esfumado, com a ajuda do pequenino pincel que tem na outra ponta. Contudo, quem tem olhos sensíveis, mais vale nem sequer pensar nele, mesmo que as cores sejam muito bonitas; é seco e é necessária vontade para um risco denso e pigmentado. Tenho dois desta linha, porque estavam a um preço muito bom na Balvera, mas, a menos que a Clarins mude a formulação, não me estou a ver a comprar outro da marca.

7. Bourjois Khol & Contour, 07 praline inventif – É um beringela a puxar para o cobre avermelhado, acetinado. É dos menos cremosos e dos menos pigmentados que tenho da Bourjois, apesar de ter uma duração decente e uma cor que eu adoro. Uso-o, mas é mais difícil de aplicar, por ser mais seco, do que outros, da marca.    

8. Clarins Crayon Khol 04 platinum – Comprei-o para um esfumado simples, acinzentado, escuro, quando não me apetece fazer muito mais e mesmo assim ter um ar elaborado e pensado. Serve-me apenas para isso já que, à semelhança do seu irmão beringela, é seco e requer, consequentemente, mais passagens pelo olho para ter um traço denso e pigmentado (o que pode agredir os mais sensíveis).

9. KIKO Glamourous eye pencil, 415 – Os lápis da KIKO, não sendo os mais cremosos, são relativamente bons para o preço que custam (4,2€). Este é um prata acetinado, cremoso quando baste e de aplicação fácil. Não é muito pigmentado na primeira passagem mas, como é macio, dá para trabalhar o tom que queremos sem ferir os olhos. Apesar de ser waterproof, não é intocável, como outros, tendo uma duração boa, mas não resistente a tudo.
  
10. Bourjois Contour clubbing waterproof, 47 purple night – É um roxo claro de subtom azulado com micro purpurinas rosas e azuis. É pigmentado, mas pode ser trabalhado para um tom mais ou menos intenso, permitindo um lilás suave com uma passagem apenas ou um traço bem flash, se mais carregado. É macio e faz jus ao nome waterproof, com uma excelente duração. Já tive alguns lápis desta linha e nunca me decepcionaram.  

No final, fica esta sensação de tarefa cumprida, alguns posts depois. Parecem muitos, mas serão os últimos da sua espécie na minha colecção? Claro que não! O delineador é essencial em qualquer das minhas maquilhagens, nem que seja para brilharem sozinhos, dando-lhe um pop de cor, como acontece com o caqui ou com o roxo. Quanto mais cremosos e duradouros, melhor.


Quais são os vossos delineadores favoritos? De que cor?  (Se alguém avistar os da colecção da Lancôme de primavera 2013, avise-me, por favor. Obrigada. :) ) 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Verniz da Semana # 12

Esta semana decidi dar um descanso às minhas unhas. Porque não me apeteceu pintá-las, porque queria que elas estivessem ao natural uns dias, por qualquer outra razão que me tenha passado pela cabeça. Não usei verniz. Mas apercebi-me, ao mesmo tempo, de que há um do qual não me vou mais separar, o de base.

Na realidade, não estou a falar de um específico, mas do passo em si e, particularmente, dos dois que já experimentei, da Essie. É, de facto, muito importante passar, antes de qualquer verniz de cor, especialmente se for de uma cor intensa, carregada e bem opaca, um verniz de protecção da unha. Não apenas porque previne que a unha lasque e aumenta a duração do verniz de cor, mas também porque evita que ela fique amarela e feia.


Os dois da Essie que experimentei (o all in one base e o nourish me), embora supostamente com propriedades diferentes (que, para ser honesta, não identifiquei com o uso),  foram perfeitos quer na protecção e endurecimento da unha (que se lascava frequentemente nas pontas) e, especialmente, na prevenção do amarelecimento. Com qualquer um deles, pude remover o verniz de cor e andar com as unhas sem nada, já que continuavam bonitas, rosadinhas e fortes. Como se nunca tivessem tido um verniz colorido, azul escuro ou mesmo rosa ou coral.

A única desvantagem é que, à semelhança do top coat, não se consegue chegar até ao fim com um frasco. Os meus, faltando um terço para acabar, começaram a ficar mais viscosos e praticamente inacessíveis ao pincel e/ou impossíveis de serem aplicados. Valeu-lhes o uso que lhes dei e o bem que me fizeram às unhas até lá. Pode ser que a Essie mude, entretanto, o frasco ou a formulação de modo a evitar este pequeno problema.

Quase todos os meus vernizes da Essie foram comprados na promoção "leve 3 pague 2" que, na Balvera, com os 30%, faz com que traga cada um por pouco mais de 4 euros. Mesmo sem promoção, não chegam aos sete euros, nessa perfumaria. Um preço muito bom para a qualidade deles. Na feelunique conseguem encontrá-los por cerca de 11 euros.    

Actualmente, estou a experimentar um da Bourjois. Depois de algumas semanas de uso, dir-vos-ei o que penso dele. Entretanto, fica a sugestão: usem sempre um verniz de base antes do de cor. As vossas unhas agradecerão.

(Se já usarem e tiverem algum predilecto, deixei a sugestão nos comentários, por favor. Como já vos disse, adoro experimentar produtos novos, especialmente até encontrar aquele que é, para mim, perfeito na sua categoria. :) )

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Dicas que dão jeito # 6

Viajar é bom e recomenda-se. Para qualquer lado, dentro do país, fora, sozinhos ou acompanhados, por um fim de semana ou meses de aventura. Qualquer destino vale. Por isso, decidi que seria interessante partilhar convosco, aqui nas “Dicas que dão jeito”, algumas informações úteis que fui vivendo, recolhendo, nos meus passeios por aí.


Começo com uma das perguntas que mais me fazem, agora que estou em Paris, sobre como escolher a viagem e chegar ao centro da cidade, partindo de um ou outro aeroporto. Vou tentar dar a informação mais detalhada possível, mas, como cada um tem a sua experiência, quem quiser, coloque nos comentários as dicas e sugestões que achem pertinentes e das quais me esqueci. Obrigada. :)

Visitar Paris, especialmente para quem mora na Europa, não é difícil. Há vários voos, diariamente, que fazem a ligação às horas que mais nos convêm.  Os preços diferem e as condições de vôo também, consoante a companhia, mas, de qualquer forma, é relativamente fácil encontrar uma viagem que nos agrade, por menos de 100 euros, se procurada com alguma antecedência.

Eu recorro muito ao site www.skyscanner.com para encontrar viagens a preços interessantes. Eles recolhem preços de várias agências online de viagens, de várias companhias, e listam as opções segundo a ordem que queremos, normalmente do mais barato ao mais caro. Poder fazer uma pesquisa por mês e ver quais as datas mais baratas é algo que acho, também, realmente muito útil.

Para vir para Paris, há algumas considerações que coloco sempre a quem me pede ajuda para organizar a viagem:

1) Escolher datas que coincidam com o primeiro domingo do mês – No primeiro domingo de cada mês é tradição ser, aqui em Paris, o dia dos Museus gratuitos. Não sei se é o nome comum, mas é o que lhe damos aqui em casa. Há alguns que são de entrada livre, nesse dia, durante todo o ano (como é o caso do d’Orsay ou o Cluny, da Idade Média) e outros só de Novembro a 31 de Março, como o Louvre, Pompidou, a Sainte Chapelle ou a Conciergerie. Também conseguem subir o Arco do Triunfo ou até às torres de Notre Dame, sem pagar, nesses meses. Podem ver neste link do site Paris Info a lista dos gratuitos, por datas. Se forem pessoas que gostam de visitar museus e monumentos, e pensando que conseguem ver três (cansativo, mas possível) num domingo gratuito, podem poupar, pelo menos, 30 euros (média). Já é um valor a considerar na hora de comparar preços de viagens.

2) Mala de porão – Aqui falo directamente para todas as pessoas que cuidam da pele e querem aproveitar para comprar produtos de marcas farmacêuticas. Para os outros não interessará tanto. Como já partilhei convosco aqui pela salinha, há algumas farmácias que têm uma quantidade enorme de produtos a preços muito simpáticos. A Citypharma é conhecida. É de aproveitar para fazer stock dos produtos que usam, ou querem experimentar. Por isso, torna-se essencial que tragam uma mala de porão, factor que deverá também ser considerado na vossa escolha da companhia aérea (nem todas têm uma mala incluída no preço). Às vezes uma diferença de 10 euros na viagem é suficiente para vos permitir trazer uma mala na qual podem levar, no regresso, produtos líquidos e (quase) tudo o que quiserem. Acreditem que pouparão muito mais do que isso na diferença dos preços com os de Portugal (e ainda mais se compararmos com os brasileiros).

3) Saldos – Em Paris há duas épocas oficiais de saldos, uma no Inverno (início de Janeiro/Fevereiro) e outra (fim de Junho/Julho). Apesar de, normalmente, as coisas aqui não serem assim tão baratas (sendo mais caras do que em Portugal), as lojas baixam os preços duas e três vezes até ao final. Na 3eme démarque (última semana de saldos, normalmente), ainda se encontram algumas peças ou produtos interessantes, a menos 50 ou 60% do preço inicial, embora, convenhamos, muito escolhidos.  

4) Charles de Gaulle (CDG), Orly (ORY) ou Beauvais (BVA)? – Paris tem dois aeroportos à volta da cidade, o CDG e o ORY, e um mais longe, o BVA, para onde viaja a Ryanair. O de Vatry é mais usado para quem quer ir até à Disney, e não tem tantos voos frequentes. Portanto, os principais são esses três. Tanto o de Orly quanto o CDG estão ligados à rede de transportes públicos que vos farão chegar, facilmente, ao centro da cidade, por RER (um comboio suburbano, ligado à rede de metro) ou autocarro. Em ambos os casos, contem com um bilhete de cerca de 7 euros até a uma estação maior, onde apanharão o metro para vos levar onde quiserem. Antes de irem, consultem o site da RATP e vejam qual o melhor trajecto. Basta conhecerem o nome da rua onde vão ficar e saberão como lá chegar, desde o aeroporto.

4.a) Do CGD para Paris – Fácil, mais fácil não há. A linha de RER vai até ao aeroporto pelo que é só apanharem o comboio que vos levará, em 45 minutos, mais coisa menos coisa, para o centro da cidade. Basta seguirem as indicações RER, no vosso terminal. Como é fim de linha, não há nada que saber. Com o mesmo bilhete podem apanhar o metro e chegar ao vosso destino. Há outras opções, como mini bus, que também vos levam até à cidade, mas são sempre mais caras. (E nós aqui conhecemos as opções mais amiguinhas dos bolsos, sempre.)

4.b) De Orly para Paris – A rede ferroviária de Paris não vai até Orly. Mas, não se preocupem, que é tão fácil chegar à cidade quanto por Charles de Gaulle, embora possam ter de esperar um bocadinho mais. De Orly também saem vários mini-bus e autocarros para a cidade, mas a opção mais barata é, sem dúvida, o autocarro. No Terminal Oeste (Ouest), seguem até à porta C5 e vêem a paragem do Orlybus logo em frente. No Sul não sei qual a porta mas podem perguntar pelo Orlybus, mesmo em inglês, que alguém vos dirá. Na paragem, têm um guichet automático, que aceita dinheiro ou cartões, onde devem comprar o bilhete, mais uma vez, por volta de 7 euros. Chegada a uma estação que tenha ligação ao metro ou RER que devem apanhar, têm de comprar um bilhete (há guichets automáticos também em inglês e espanhol), que custa 1,7€, à unidade. O melhor é comprarem logo um conjunto de 10 viagens (se pretenderem andar muito de metro) que vos ficará a 13 euros. Não se esqueçam de verificar bem, no site RATP, qual a estação na qual devem sair e que linha de metro apanhar depois.  

4.c) De Beauvais para Paris – Como em quase todos os aeroportos nos quais aterra a Ryanair, há shuttles, autocarros, que vos farão a ligação com a cidade maior, neste caso Paris. Custam cerca de 13 euros a viagem (26 ida e volta, a última vez que vi) e demora, de Beauvais até Porte Maillot (de onde podem apanhar o metro para onde quiserem) cerca de uma hora e meia. Esta informação é extremamente relevante na hora de escolher a hora de partida e chegada, já que devem ter as viagens de um lado para o outro em atenção.  

5) Horário da viagem – Algo extremamente importante no momento de escolherem o horário da vossa viagem e comparar preços é, sem dúvida, a hora de chegada. Tenham em mente que as ligações por transportes públicos terminam às 22/23 horas. Logo, se o vosso voo chegar às 23, só estarão despachados lá para a meia noite e têm de apanhar um táxi, que vos ficará entre 50 e 60 euros. Portanto, se possível, é preferível apanhar um voo que chegue, no máximo, até às 20, para terem tempo de recolher a bagagem e deslocarem-se para comboio ou autocarro sem grandes pressas. Mesmo que o voo seja mais caro, tenham em conta o valor do táxi, quando estiverem a considerar todas as hipóteses.

Estas são algumas das dicas que temos em consideração quando, ainda em casa, escolhemos a viagem, para nós, ou para quem nos vem visitar. Algumas foram acrescentadas pela experiência com amigos que vieram até cá e que achei que poderiam ser muito úteis. Se tiverem mais alguma sugestão sobre a escolha da viagem e a chegada a Paris (outros temas como passeios e restaurantes serão abordados posteriormente), deixem por favor, nos comentários. Os futuros aventureiros que venham até cá agradecem. :)

Ficaram com vontade de entrar já num site de compra de bilhetes e comprar o vosso, para virem? 
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