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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Macarrão do Papa, e também de acampamento

por Carol Vannier

Essa semana peguei as chaves da minha casa nova! A casa na verdade é um apartamento, e nele ainda não temos quase nada, mas aos pouquinhos vamos preenchendo os espacinhos :)

A receita que eu vou mostrar pra vocês hoje foi a primeira coisa que cozinhei na cozinha nova, algo que poderia ser feito tranquilamente num acampamento, dadas que são essas nossas condições atuais. É sério, usei um fogareiro de camping porque o fogão novo não chegou hehe.



Fiz um macarrão simples, com berinjela e queijo, que minha avó chama de macarrão do Papa. Não sei se a informação confere, pode muito bem ser um desses boatos espalhados pela Ana Maria Braga, mas a história dela é que era o macarrão favorito do Papa (acho que era ainda na época do João Paulo II).

Então lá vai: aqueci numa panela larga um bom fio de azeite, e comecei dourando cebola e alho picados. Quando já estavam macios, acrescentei uma berinjela grande em cubos. Se tivesse pimenta, eu colocaria, mas como não tinha, foi só sal mesmo. Depois que a berinjela estava macia e bem escurinha, reservei essa panela (o fogareiro só tem uma boca!) e coloquei a água do macarrão pra ferver, com sal. Quando o fusili estava al dente, escorri a água reservando um pouco dela para depois. O macarrão cozido foi imediatamente para a panela com a berinjela, que voltou pro fogo pra dar mais uma aquecida, junto com pedacinhos de mozzarela (essa não era muçarela não, era das boas rsrs), que poderiam ser parmesão se eu tivesse achado um bom e barato o mercado, mas não achei. Pinguei um pouco da água do cozimento do macarrão só pra dar alguma liga (eu gosto de fazer isso em pratos de macarrão que não têm um molho realmente molhado) e fui mexendo até a mozzarela fazer alguns fiapinhos. Pronto! :D


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Objecto de desejo* # 15


Laura Mercier Perfection Lip Trio - Matte Red, $38, na Sephora.com


* que há-de ser meu, porque todas as mulheres deviam ter na sua bolsinha de maquilhagem um vermelho matte bonito, elegante, para qualquer ocasião especial. :)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Séries | A mulher polícia de salto alto e coração na boca

(este post pode conter spoilers a título de exemplo de Homeland e Bones)

Não gosto do sexismo nas séries. Pronto. Tenho dito e assumido. É algo que me revolta até ao mais profundo do meu âmago, me dá a volta ao estômago e me põe verde de raiva. Quando, então, acontece em séries que comecei a seguir e até a gostar, que me dão a impressão, à primeira vista, de serem diferentes, ainda pior.

Vão dizer que é comum, normal, e que as séries (e toda a produção cinematográfica, convenhamos) são fruto de um contexto social e reflectem, como tal, os valores e hábitos da sociedade na qual se insere. Mesmo muitas, que pretendem ser, de alguma forma, diferentes, acabam por, em temporadas seguintes, dar uma guinada conservadora, dentro do sistema, do comum intocável. Vimos a Bones nos primeiros episódios como uma mulher determinada, racional, criticada até por demasiado crítica e insensível. Vimo-la rodeada por um grupo de cientistas entre os quais Hodgins, que, de quando em vez, lá se mostrava anti-sistema e fã dos que muitos chamam de Teoria da Conspiração. Independentes. Além do clima de romance entre o Booth e a Brennan, quem iria, então, pensar que, mais tarde, ela se tornaria numa mulher que quer casar, constituir a família “comum”, numa série com nuances de um nacionalismo bacoco do “God save America”? Talvez tenham pensado nisso, mas eu não. Quero sempre acreditar que me podem surpreender, e muito, pela positiva.

Em vários exemplos de séries de polícias (confesso que é um género que me agrada bastante, para vegetar em frente à TV ou ao computador), vemos muitas vezes a mulher sensualizada, sexualizada, completamente incoerente com o papel que desempenha. Não me esqueço de um determinado episódio do CSI Miami em que uma das personagens femininas, da equipa de investigação criminal, se desloca a uma cena de incêndio com um fato todo cintado branco. Branco, sublinho. Numa zona cheia de cinzas?! Francamente.

Quantas vezes não vemos, também, polícias ou investigadoras de saltos altos, extremamente maquilhadas, sempre com roupas bem reveladoras do corpo e com o cabelo sempre muito bem arranjado? Estou a lembrar-me da Caleigh e da Boa Vista do CSI Miami, que vivem a combater criminosos no topo dos seus saltos agulha; da JJ, da Prentiss, que fazem directas mas que nunca estão com olheiras; da Penelope Garcia que, à sua maneira, cumpre 48 horas de trabalho directo sem uma sombra esborrada ou verniz descascado, sempre ultra produzida; da Chandler e da Vargas, embora com roupa mais confortável; da Rizzoli e de tantas outras, sempre com tops justos e decotados, por oposição aos homens, de fato e gravata, com o ar mais sério do mundo; com o cabelo fora do sítio e barba por fazer quando tem de ser, quando é isso que retratam, e quase sempre nas posições de chefia.

Quando Homeland começou, achei que tinha chegado (mais uma vez, o meu lado crente), uma série que, contra todas as expectativas, tinha uma mulher num papel coerente, forte, determinada e determinante como funcionária da CIA. Uma espia sem ares de menininha, sem seduzir para recolher informações e, acima de tudo, de pulso firme perante os homens (os chefes, para não destoar, nem incomodar, e o suspeito) que a rodeiam. A determinada altura, mais uma vez, porque, provavelmente, as massas gostam de ver romances e mulheres sensíveis no ecrã (mas quem sou eu para especular sobre o que os outros gostam de ver, acriticamente), a mulher firme torna-se uma apaixonada inveterada, invertebrada, que se deixa levar muitas vezes pela emoção, impulsiva e de sangue quente. Que pensa numa vida a dois, que a tire da solidão e sofrimento. Com razão em muitas intuições ao nível profissional?! Com certeza. Mas “mulher” do senso comum, tradicional, na forma como é construída a personagem na segunda temporada?! Sem dúvida. 

Alguns dirão que assim é por causa da bipolaridade diagnosticada da Carrie, mas respondo-vos lembrando que a doença não explica tudo e, se queriam manter uma personagem feminina forte, poderiam ter acrescentado outra ao elenco principal. Que bem ficaria uma Quinn, no lugar do analista da equipa, ponderada, firme, assertiva, em vez do actual, a quem a Carrie reporta (mais um homem), pedido especialmente pelo Estes com um I want one of my men on the team. Força de expressão?! “Men”, tão sexista quanto o resto (diga-se o que disser, olhem lá para a sua origem).      
A mulher, agora sem aspas, deve ser valorizada nas séries e nos filmes pelo que é, como é. Pela força que a personagem tem, e não pela elasticidade da roupa que veste. Como é que nós, comuns mortais, conseguimos estar ao nível de alguém que corre, salta muros, escapa de tiros, trabalha a noite inteira perfeitas, com a base sempre no sítio e o cabelo solto, ao vento, sempre alinhado, liso sedoso ou encaracolado à babyliss (escolham)? Se não tiver o cabelo apanhado, não consigo correr ao vento sem andar constantemente a tirá-lo da boca; fico vermelha que nem um pimentinho com todo esse exercício e, convenhamos, sombra, blush, e tudo o que tiver escorrerá pela cara abaixo com o suor (ah, pois é, mas elas não suam); Se andasse a fugir pela minha vida o meu cabelo (apanhado, claro está, porque se é pela vida há que ver bem por onde se foge), no caminho, rebelar-se-ia comigo. Serei eu assim tão diferente? Não. Quem escreve o guião sabe perfeitamente qual a diferença.  E sabe bem porque o faz. Nós também. Infelizmente.

Na realidade, apesar do longo caminho já percorrido, há, de facto, muita desigualdade, muito sexismo mais ou menos camuflado, mais ou menos pensado. Falar aqui noutras esferas que não a que me fez escrever este texto, na ficção, seria tema para um blog inteiro. Não é esse o meu propósito. Mas, acreditando que a nossa relação com os media não é a passiva que outrora se acreditava ser, que temos voz e que podemos mostrar que percebemos a forma como a mulher aparece, decidi que era tempo de pôr cá para fora estas pequenas reflexões. Não sou a favor de um feminismo em que mulher deve afastar de si como se de Satanás se tratasse tudo o que é associado ao mundo feminino. Quem seria eu para ter um blog de beleza, se assim fosse. Mas acredito na escolha, na liberdade e na coerência. Em tudo. 

Perdoem-me o desabafo aquelas que ainda não se tinham apercebido e nas quais introduzi este bichinho que me revolta. Espero que um dia se apercebam, aqueles que escrevem os textos que guiam a ficção que vemos, que não estamos de olhos e mentes fechados, e que comecem a tratar as personagens femininas e as masculinas com a igualdade que merecem. E, já agora, que o espírito passe cá para fora, para a sociedade, que bem precisa.   

KIKO | Perfect Eye Duo - Lápis Iluminador

Nesta era de sobrancelhas escuras e densas, comecei a dar uma atenção especial ao formato das minhas e a reparar que estas complementam, e muito, uma maquilhagem de olhos. Apesar de não ser fã da sobrancelha estilo Cara Delavigne, porque acho que, sinceramente, não fica bem a toda a gente, rendi-me ao facto de que moldar e iluminá-la (correctamente) contribui, e muito, para um olhar mais aberto e bonito.

Por isso, fiquei atenta a produtos específicos para embelezar essa zona e, embora ainda não tenha encontrado nenhum gel que me dome ou escureça os pelos, de uma forma confortável (julgo que será por falta de hábito), nem um conjunto com sombra fácil de usar e que não me deixe com um ar constante de desconfiada, descobri um duo de lápis iluminadores bons e baratos. Na realidade, andava à procura do lápis da Benefit, que descobri que foi descontinuado, e se separou em dois iluminadores distintos, cujo preço não foi muito convidativo. Quando vi um semelhante, numa época de promoções, nem pensei duas vezes.

ponta iluminador mate
ponta iluminador acetinado/ brilhante
O Perfect Eyes Duo, da KIKO, é um lápis com duas pontas. Numa, encontramos um iluminador acetinado, com micro purpurinas, num tom rosa champagne; noutro, um beige rosado mate, mais pigmentado que o anterior. Ambos macios e muito fáceis de aplicar.  Eu uso um ou outro, consoante o resto da maquilhagem (embora prefira o mate para usar imediatamente abaixo da sobrancelha e o acetinado para o canto interno do olho), esfumo-os um bocadinho com o dedo ou com um pincel e ficam lindos. Nas fotos estão bem carregados para que se vissem. Como iluminadores, são mais discretos.


Quer um, quer outro, aguentaram as horas que eu precisei deles, cumprindo a sua função de iluminar e abrir o olhar. Quietinhos, sem se mexer. Só saíram à noite, com desmaquilhante. Como são os meus primeiros lápis do género, não tenho grande termo de comparação, mas devo confessar que fiquei impressionada e estou a gostar imenso deste Perfect Eyes Duo. Ao ponto de não andar, para já, em busca de mais nenhum lápis iluminador (e quando assim é, sei que tenho par à altura para o meu desejo).  

Custa, a preço normal 6,9€ e, quem não tem uma loja física perto, pode sempre encomendar os produtos da marca online. Para quem quer algo fácil de usar e prático para o dia a dia, é perfeito.  

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Objecto(s) de desejo* # 14

Pull Up a Cherry Dress, $57.99, Modcloth
Picnic in Paradise Dress, $84.99, Modcloth


















Be Outside Dress in Delft, $74.99, Modcloth

Soda Fountain Dress, $44.99, Modcloth























partilhei convosco o meu amor pelos vestidos (e tudo o resto, para ser honesta), da Modcloth. Ainda não comprei nada da loja mas, este ano, estou decidida a investir num vestidinho destes, que adoro. Confesso que o carrinho já tem vários e a escolha é muito difícil. Estes são apenas quatro dos que estão para análise. :) 

Aproveito para vos dizer que a Salinha também tem Pinterest e, sempre que encontrar um modelito ou acessório que goste, nas deambulações pela net, colocarei lá a foto e o link. Por isso, convido-vos a seguir-nos também por lá e a comentarem sempre que quiserem. :)  


* Um deles há-de ser meu! :)

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