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sábado, 19 de outubro de 2013

Sobre o valor das coisas (que não é o seu custo)

Se alguma vez derem por mim com um olhar de autismo momentâneo, despertado por uma incredulidade de quem não sabe onde se veio meter, é porque estou, muito provavelmente, no meio de uma conversa sobre qualquer assunto que desperta o meu alter ego que cedeu ao cansaço da luta. Não é frequente, as pessoas ainda me vêem como a idealista revoltada que quer mudar o mundo (salvo seja), mas acontece. E com algumas pessoas mais vezes do que com outras. As conversas sobre dinheiro são, consistentemente, um gatilho comum.  

Na realidade , não é propriamente "falar sobre dinheiro", sobre a economia do país, ou sobre o capital em si. Mas sim a listagem vazia e autocomplacente de tudo o que se gastou, do dinheiro que se deu, ou sobre o custo de uma prenda que, "generosamente", foi oferecida. Não vejo no dinheiro em si a razão de todos os males, nem acredito que o mundo seria melhor ou pior sem ele. Não sou de todo uma purista que não gosta de gastar e que trata tudo o que é material como se do satanás se tratasse. Mas faz-me confusão a promiscuidade com que, muitas pessoas, associam o custo de algo com o seu valor.

Valor e custo de algo não são, nem nunca serão, a mesma coisa. Parece introdução à gestão ou ao marketing, algo básico, mas que muitas pessoas não sabem. Queiramos ou não. Não me interessa, portanto, quantos euros fulano ou sicrano deu por determinada coisa, mas sim o grau de satisfação que tal coisa proporciona a todos a quem afecta.  Não me interessa quem tem mais, mas sim quem sabe e quer ser mais, o que luta por ser melhor, por tentar ir além e tornar a sua vida mais do que um percurso vazio num cimento sequíssimo, que não deixa pegadas. Não me interessa quanto se tem no banco, se não se sabe dar, nem reconhecer como se ganhou (O que nem sempre depende de si mesmo, mas de outros, que passam despercebidos).

Daí o meu silêncio desistente quando, passados alguns argumentos, ainda ouço que o "dinheiro faz amigos", e que, quem não o tem, nada é. Quando, depois de me oferecerem algo que queria há muito, ouço "um pedaço de plástico tão caro" (mas, para mim, de valor incalculável). Quando gozam com alguém que reclama de 2,5€ que se pagou num café (mau), como se a pessoa fosse uma desgraçada pobretanas.

Tudo porque, quem o diz, não entende que as coisas, as acções, a vida, têm valor, que não é directamente relacionada com o custo delas, nem é igual para todos. Eu não valorizo nem um pouco algumas "extravagâncias" de outras pessoas, nem os seus carros, nem os seus telemóveis. Gosto das minhas coisas, e, quem me conhece, sabe que tão depressa me entusiasmo com algo mais caro, quanto com um quadro natural, artesanal, simples, dado com o carinho daqueles que querem, com ele, transmitir todo o amor do mundo.  Ou com a "mera" presença de alguém que vem de longe só para nos abraçar. Assim, sem preço. Mas com imenso valor.

Eu reclamaria por 2,5 € num mau café, mas não por 150 euros (ou quantos fosse, se pudesse) dados à companhia aérea que me permitiu fazer uma surpresa à minha avó nos 80 anos dela. Inesquecível. Porque tudo tem o seu valor, e há coisas que valem, e muito mais, o seu preço, independentemente de qual seja, e outras que são completamente escusadas, mesmo que custem um euro. E o dinheiro não nos vale de nada se não soubermos distingui-las. 

Por isso, se me virem no meio de uma conversa, no final de uma refeição, ou noutro momento, alienada do mundo, é porque, muito provavelmente, o valor da pessoa que há em mim se cansou de mostrar que não se interessa pelo preço que está na etiqueta com que algumas, outras, insistem em marcar a sua vida. Temos pena (ou não), mas sou assim. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Shortbread

por Carol Vannier


Quando eu tinha 18 anos eu fiz uma viagem para a Escócia. Foi uma oportunidade muito boa de me virar um pouco sozinha num lugar bem diferente de casa e de ter muitas experiências novas. 'Long story short', durante essa viagem eu me apaixonei pelo shortbread, um biscoito típico escocês que virou meu lanche de emergência depois que eu ganhei de presente alguns pacotinhos. E eles vieram bem a calhar, porque com o real valendo 1/5 de libra na época, eu não gastava quase nada na rua com bobagens pra comer. Essa viagem deixou muitas lembranças boas, e os shortbreads definitivamente fazem parte dessa lista ;)

foto: walkersshortbread.com
Os pacotinhos que eu ganhei eram esses da Walkers, que é uma marca de ótima qualidade, e acho que a mais tradicional. Um bom indício a favor deles é a lista de ingredientes dos biscoitos: farinha, manteiga, açúcar e sal. Simples assim. Para um biscoito industrializado é de impressionar. 

Na volta da viagem, um dos presentinhos que eu trouxe foi uma toalha de chá estampada para minha mãe. Além de desenhos a toalha tinha algumas receitas, dentre elas uma de shortbread. A receita também era bem simples, mas levava um ingrediente diferente: 'corn flour', ou seja, fubá/farinha de milho/farinha de polenta. 

Nesse vídeo vocês podem ver uma receita bem semelhante à que eu usei sendo feita. Pena que eu não tenho a fôrma tradicional como a do vídeo... Eu tentei reproduzir esse formatinho da foto de cima, mas os biscoitos sempre acabam por se espalhar um pouco no forno. De uma próxima vez vou tentar usar um pirex normal e cortar depois.

De qualquer jeito, mesmo espalhadinhos, os biscoitos ficaram ótimos: crocantes e ao mesmo tempo derretendo na boca. Tive que esconder o pote com os que resistiram ao meu ataque inicial, para evitar danos maiores!



SHORTBREAD

Ingredientes:
200g de manteiga com sal (se for usar sem sal, adicione uma pitada de sal à receita)
100g de açúcar, mais um pouco para polvilhar (eu esqueci desse detalhe...)
200g de farinha de trigo
100g de fubá

Preparo:
  • Bata a manteiga com o açúcar na batedeira até ficar fofo. 
  • Peneire o fubá e a farinha e acrescente ao resto. Bata mais para misturar, mas não muito, para não trabalhar demais a massa.
  • Abra a massa numa superfície polvilhada de farinha, ou sobre papel manteiga. Corte no formato desejado e coloque num tabuleiro. (ou use um pirex e corte depois de assado). Nem precisa untar o tabuleiro, os biscoitos já são amanteigados o suficiente ;)
  • Polvilhe com açúcar e leve ao forno médio até dourar. Se usar os biscoitos cortados, o tempo de forno é curto, cerca de 10 a 15 minutos. Se usar a massa inteira no pirex, acredito que demore mais tempo.
  • Deixe esfriar em lugar arejado para que eles fiquem bem crocantes.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Giuseppe e Joaquim, para momentos especiais, em Coimbra

Coimbra tem uma vida voltada para os estudantes. Quem a conhece, sabe que toda a energia e dinâmica da cidade é nutrida pelo entusiasmo e farra dos que por lá passam, de todos os lados, pelo menos três anos, no mínimo. Há uns anos, lembro-me de ser muito difícil para os autóctones, aqueles que vivem Coimbra desde que nasceram, encontrarem algum espaço ao fim de semana que fosse interessante. Os restaurantes eram igualmente mais do mesmo. Mas sinto que, nos últimos tempos, a coisa tem vindo a mudar, e a ajeitar-se.

Um dos restaurantes que descobrimos deste abraço da cidade a todos os seus habitantes, foi o Giuseppe e Joaquim, onde vamos, actualmente, sempre que queremos comemorar algo. Almoçámos lá no dia do casamento civil e por lá passamos vários aniversários, encontros com velhos amigos, e outras ocasiões, sempre que se proporcionarem. Está, por isso, mais do que na altura de eu partilhar convosco este espaço.
foto: tripadvisor.com.br
Situado na Baixa, o Giuseppe e Joaquim está num local privilegiado, com estacionamento relativamente fácil (à noite há um parque à beira rio e, durante o dia, há sempre o subterrâneo da Loja do Cidadão). Por lá passam muitos turistas e, mesmo quem não conhece, chega ao restaurante sem grandes problemas.

O espaço é amplo e está muito bem decorado. À média luz, como me agradam os restaurantes à noite, tudo tem um ar cuidado e quente, acolhedor e moderno, em tons quentes como os avermelhados e amarelos (estou aqui a ver uma semelhança com o Malagueta Afrodisíaca… dêem-lhe um toque exótico/ oriental e conquistam-me). Gosto de espaços que tenham um ar requintado, que me encantem, e o Giuseppe (para os amigos), encanta-me.
foto: boaescolha.pt
Mas, um restaurante sem boa comida não seria nada e todos os pratos que provei estavam deveras deliciosos. Há elementos da minha família que são mais exigentes e, mesmo eles, ficaram convencidíssimos e com vontade de regressar. É um espaço consensual. O que, acreditem, é um feito.

O cardápio é longo e podem escolher entre vários pratos italianos e portugueses. Pizzas e massas ao lado de bifes de vaca, polvo e bacalhau, para agradar a todos os paladares. Eu adoro a Pizza Norvegese, que não encontro em mais lado algum; mozarela fresca, uma camada decente de rúcula e salmão fumado. Até estou a salivar.

Como entrada pedimos sempre a mozarela com presunto e rúcula. Um prato vem com quatro pedaços e cada pessoa come apenas um e fica bem. Entretanto a refeição chega, é rápido, e ficamos entretidos a degustar a combinação de sabores.

Um dos pratos mais interessantes e originais é o Bacalhau no Pão. O Chef pegou num prato tradicional, o peixinho mais famoso de Portugal, juntou-lhe batatas, azeite, cebola, e pô-los dentro de um pão do qual se retirou o recheio, onde leva o últimos retoques. Quem come bem, come-o sozinho, eu teria sempre de dividir, tal não é a quantidade de comida.

A desvantagem para alguns pode ser o preço. Há pratos que não chegam aos dez euros e outros mais próximos dos vinte. A refeição completa, com bebida, andará sempre, no mínimo, à volta de quinze euros por pessoa. Se pedirem vinho e sobremesas podem contar com vinte euros ou consideravelmente mais (consoante o prato que se escolher). Mas, como um dia não são dias, e há momentos que são para celebrar (ok, ok, mais uma vez contra os nutricionistas, mas, que querem? Sou uma gulosinha que gosta de boa comida e de marcar momentos com sabores), julgo ser um excelente espaço a visitar. Recomendo vivamente!

Localização:

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Verniz/ Esmalte La Lacque Couture, da YSL - 22 Beige Leger

Há dias em que preciso de me sentir confiante e calma. Normalmente, quando assim é, todos os meus produtos de cosmética tendem a ser mais neutros, que fiquem bem sem chamar a atenção e tenham um toque de seriedade clássica. Não que a cor não me faça sentir bem, nada disso, mas quando tenho um desafio a ultrapassar, a última coisa que quero que saia da minha zona de conforto é a maquilhagem. Unhas incluídas.
Por isso, escolhi, nas promoções de Verão, o 22 Beige Leger, um La Lacque Couture, verniz/esmalte da YSL. Andava curiosa para experimentar um há algum tempo, depois de ler num blog (já não me lembro onde) que eram dos melhores no mercado. Com uma promoção de 40 % escolhi um tom que sabia que seria o meu amigo de dias como hoje, um beige suavemente rosado, muito bonito.
 
Opacos em duas camadas, este verniz/ esmalte fica seco rapidamente e aguenta imenso tempo. Eu não tenho paciência nem para esperar o produto secar, quando o aplico, nem para mudar frequentemente de verniz. Só consigo tal proeza com os melhores. Julgo que é seguro afirmar com certeza que este YSL entra nesse rol, juntamente com os Dior que, nos quesitos fórmula e pincel, continuam a ganhar.
 
Outra grande vantagem desta cor, especificamente, é ser realmente um tom intemporal. É um beige, um neutro, que pode ser usada em qualquer estação do ano e, parece-me, é transversal a tendências e aos grandes ciclos da moda. Foi, então, uma compra segura, mesmo que estes La Lacque sejam mais caros do que o comum dos vernizes (a alguns dos quais estou a gerar uma leve intolerância, por não chegarem nem aos pés do pelotão da frente). Talvez venham outros irmãos cá para casa, quando encontrar boas promoções.
 
Também têm produtos de confiança para dias desafiantes? 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

As prendinhas dos trinta


Para quem ficou curioso com as prendinhas que recebi no aniversário, eis uma primeira lista:

Velas da Natura
Bule Rainha de Copas da colecção Tea with Alice, da Vista Alegre
Palette de olhos Classy, da YSL
Blush Radiance no tom 09, da YSL
Illusion d'ombre no tom 84 Épatant, da Chanel
Rouge G no tom 861 Madame Flirte, da Guerlain
Rouge Coco Shine no tom 85 Secret, da Chanel
Coffret Baume Beauté Eclair, da Clarins
Bolsa de toilette da Ted Baker 
Iluminador Poudre Signée, da Chanel  
Colar pérola, natural
Cristal natural de Oliveira do Hospital. 

Assim que conseguir faço um pequeno vídeo a falar rapidamente sobre cada um deles, prometo. :) 

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