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terça-feira, 12 de março de 2013

Violeta sobre avelã - Nada mal!


As passadeiras vermelhas, especialmente das grandes galas de cinema ou música, são sempre um espaço privilegiado de glamour, onde as mulheres, especialmente, brilham ainda mais. Com os Óscares há poucas semanas, decidi pesquisar quais as tendências em termos de maquilhagem. É um dos melhores momentos de inspiração para uma festa, um dia importante, no qual seremos intensamente fotografados.

Não foi com surpresa que reparei que, este ano, o destaque foi para uma pele imaculada, sem qualquer imperfeição. Sem sinal de linhas ou vermelhidões ou poros dilatados, com blushes ou leves bronzers naturais e olhos definidos apenas com eyeliner ou lápis esfumaçado e grandes pestanas, os maquilhadores deixavam o toque de cor para os lábios, mais ou menos carregados. Segue a tendência dos looks das grandes marcas de cosméticos, que lançam cada vez mais produtos para uma pele sem falhas, desde os cremes BB (Blemish ou Beauty Balm), aos próximos CC (Color Control) .

Por isso, desmotivada, comecei a pesquisar as galas anteriores e encontrei, na de 2009, a maquilhagem da Natalie Portman. Para mim, uma das actrizes mais bonitas que aparecem hoje nos grandes ecrãs (telas). Em tons de violeta, era perfeita para usar a nova palette da Guerlain que comprei em saldos (redução de 60%!), a Violette du Soir. Não fiz a maquilhagem toda, apenas os olhos, e gostei bastante do resultado. Escusado será dizer que as sombras aguentaram o dia todo e, à noite, ainda estavam perfeitas para um jantar de aniversário.

Aqui vão as dicas de como conseguir este look, bem fácil (como sempre!). Coloquei a foto da palette para ajudar a escolher tons semelhantes, para quem não a tiver. Depois da pele limpa, hidratada e de base aplicada, passei para os olhos:

1) Em primeiro lugar, usei o primer da Urban Decay.
2) De seguida, apliquei o tom rosa mais claro em toda a pálpebra móvel, só para ter uma base.
3) Para definir o contraste, apliquei o violeta no canto do olho e fui trabalhando com o pincel até junto do nariz pelo espaço que em inglês se chama crease do olho, ou seja, a zona mais côncava, onde termina a pálpebra móvel e se pode sentir o osso.
4) Com um pincel mais fino, passei a mesma sombra igualmente pela linha das pestanas inferiores e superiores, ajudando a dar profundidade ao olhar.
 5) Usando o aplicador de ponta que veio na palette, passei o tom mais escuro, um castanho com reflexos violetas, pelas zonas inferior e superior das pestanas, bem próximo, para não esconder o violeta que usei antes.
6) Para iluminar o olhar, apliquei, com um pincel fofinho, a cor Sin da Urban Decay, junto das sobrancelhas.
7) Como a maquilhagem da Natalie Portman tem igualmente o brilho das purpurinas, acrescentei um bocadinho, sem exagerar, de uma sombra com pigmento brilhante grande. Eu aproveitei a palette de Natal da Dior, Fairy Golds, porque tem uma sombra perfeita, mas julgo que todas as marcas têm uma do género. (Mais uma vez, a foto não é ideal mas, ao vivo, ficou muito semelhante)
8) Para escurecer o olhar, toca a aplicar o lápis preto, o meu eterno Khol & Contour da Bourjois, no interior e completamente à volta do olho e um rímel que dê volume. Eu usei o Diorshow, que permite este efeito mais preto e pestanas mais juntas (que não é o que uso diariamente).


Blush suave nas maçãs do rosto e um bâton rosa neutro, complementado com um gloss por cima e fica perfeito. Apesar de o violeta ser o tom de excelência para todas as pessoas de olhos azuis, uma vez que realça o olhar claro, acho que também não fica nada mal para as morenas, de olhos avelã.

Se experimentarem esta maquilhagem, mostrem como ficou e digam que produtos usaram. Espero que gostem. 

domingo, 10 de março de 2013

Chama-o três vezes e ele aparecerá... às riscas!

Há alguns meses que tenho visto nas revistas que a grande tendência de cores para esta Primavera/ Verão são os tons neutros e pastéis. As riscas também se mostraram nos desfiles como presença obrigatória nas colecções de várias marcas, das mais baratas às mais caras. Contudo, mesmo sabendo que a combinação entre o preto/branco e as riscas seria inevitável, e estando preparada para tal, cada vez que vejo alguém vestido com o padrão, não consigo deixar de pensar numa das personagens mais loucas e hilariantes de um dos filmes do meu realizador favorito -- Beetlejuice! Alegra-me por dentro.

Gosto, e sempre gostei, da relação que há entre cinema, ficção e a moda. Então dos filmes do Tim Burton podemos sempre tirar modelitos fantásticos, que o comprove a Helena Bohnam Carter em todas as galas onde vai (terríveis para uns, originais e criativas para outros). Mas devo confessar que o estilo beetlejuiciano, por mais que me divirta, não entrará no meu armário. Talvez por me lembrar demasiado os anos 80 (considerados por muitos como um acidente de percurso da moda, mas aos quais voltamos devagarinho -- afinal, isto é tudo um ciclo), talvez por eu não ser assim tão adepta de riscas verticais, largas, muito menos em preto e branco, talvez porque me lembraria do Keaton cada vez que me visse ao espelho. Não sei.

Apesar de tudo, fica a dica para quem quiser uma peçazita da moda, desde o luxuoso Marc Jacobs, até marcas mais perto de nós (ou de mim, vá...), como a ASOS e a Mango. Usem e abusem das riscas largas em preto e branco. Afinal, devemos todos ser livres de vestir o que bem nos apetecer (lembrei-me agora do colega de casa do Hugh Grant em Notting Hill -- e viva a liberdade!).   


  1. Tshirt Mango (22,99€)
  2. Mala Marc Jacobs (ca 1700€)
  3. Saia Midi ASOS (51,94€) 
  4. Saia Travada ASOS (41,55€)
  5. Leggings ASOS (20,78€)
  6. Calça Mango (29,99€)
  7. Casaco Marc Jacobs (1290€)
  8. Mala ASOS (41,55€)
  9. Camisa Mango (29,99€)
10. Mala Folli Follie (93€)


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Delícias de Natal - Gingerbreads da Favorina


Imbuídos no espírito natalício do post anterior, e porque, se estivessem na minha salinha física, eu colocaria em cima da mesa um prato cheio para provarem, apresento-vos os Gingerbreads da Favorina. Estes bolinhos fazem as minhas delícias desta quadra desde que os descobri, há anos e anos.

Para quem ainda não os conhece, há dois tipos de Gingerbreads que podem encontrar no Lidl nesta altura do ano, os com cobertura de chocolate negro (caixa vermelha e meus favoritos) e de chocolate de leite (caixa verde, para quem gosta de algo mais doce). Não sendo obviamente uns bolinhos caseiros, têm uma consistência de pain d'épices (pão de especiarias) comum, vendida aos pedaços em várias lojas de iguarias. Como disse no post sobre o Marché de Nöel dos Champs, comi uns bolinhos numa barraquinha com docinhos de Natal, supostamente artesanais, que eram muito, muito semelhantes a estes. Embora o chocolate acabe por assumir um bocado o sabor, nota-se perfeitamente o toque das especiarias -- além do gengibre e da canela, ainda devem ter cravinho e cardamomo, pelo menos. 

Desta marca vão encontrar ainda bolinhos de especiarias recheados com geleia de morango e alperce/damasco, com ou sem cobertura de chocolate negro ou de leite, speculoos, pannetonnes, Pais-Natal de chocolate e outros doces que associamos ao Natal. Depois de ter provado alguns, fico mesmo por estes gingerbreads da caixa vermelha. .

Apesar de satisfeita, um dia destes tento fazer os meus próprios bolinhos de especiarias, em vários formatos e coberturas, para ver se ficam muito diferentes. 

Entretanto, tirem um e provem, não se vão arrepender.


Pontos VP por bolinho: 2,3

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Marché de Nöel dos Champs


Há anos que as notícias das Feirinhas de Natal francesas, alemãs, e por aí adiante nos países mais frios, me deixavam com uma vontade enorme de ir a uma e sentir o espírito natalício, com as suas decorações e comidinhas temáticas. Com muito frio e cheios de expectativa, fomos ao Marché de Nöel dos Champs Élysées. Desilusão.

Como pessoa que adora esta época do ano, sempre que pensava numa feirinha do género o que me vinha à cabeça era um local cheio de decorações e motivos natalícios à venda, rodeados de comidinhas e bebidas quentes com especiarias. A preços também natalícios. Escusado será dizer que esse não foi o caso deste Marché.

A decoração da rua está extremamente bonita. Não fosse a famosa Avenue des Champs Elysées. Simples, em tons de azul e branco, que vai ganhando um colorido luminoso, com dourados e vermelhos (tons típicos da época), à medida que anoitece e as luzes se acendem. Só pela beleza do lugar já valeria a pena. Ficaríamos a passear mais tempo, não fosse o frio que enregelava de tal forma os pés que os dedos doíam e pareciam um bloco único de gelo (Lição aprendida - nunca andar à noite por aqui sem pelo menos dois pares de meias nos pés, apesar da qualidade das botas).  

Num dos lados havia uma pista de gelo, para quem se quisesse aventurar pela patinagem. O circuito, curiosamente, estava decorado com animais de todos os cantos do mundo, até de zonas bem quentes e húmidas. Apesar de ser uma decoração bem montada e bonita, parecia completamente deslocada do contexto -- que evocava mais o polar, frio e gelo -- com bisontes, macacos, araras, etc. Contudo, uma actividade para se aproveitar (especialmente por todos os que não têm uma propensão à queda e uma descoordenação motora total, sem os pés completamente apoiados no chão). 

Sobre o Marché em si a opinião já não foi tão positiva. Apesar de uma meia dúzia de barraquinhas que tinham efectivamente artigos alusivos ao Natal, a maioria era apenas de venda de potenciais prendas, desde camisolas a gorros, bijuteria e até um "novo animal de estimação", um crustáceo de carapaça pintada. Em primeiro lugar, pensámos que a barraquinha vendia apenas o objecto de arte em si, dentro de um aquário com areia meramente decorativo, mas depois reparámos que era uma colónia inteira de animais vivos, que, segundo o cartaz, eram os melhores por serem silenciosos, pequenos, não sujarem e a comida ser barata. Ficámos revoltados com a situação.

Apesar dos preços, as barraquinhas com os produtos de "gastronomia com toque natalício" foram a cereja no topo do nosso bolo. Provámos várias coisas, desde cerveja quente com especiarias (muito boa enquanto está bem quente, morna perde toda a graça), a bretzel com nutella (muito bom) e pain d'épices coberto com chocolate negro (bom, mas parecidíssimo com os que o Lidl tem à venda apenas no Natal, da Favorina, que são uma das minhas delícias desta quadra). Aproveitámos ainda para provar os famosos canelés de Bordeaux, cuja textura não me convenceu por ser mais pudim abaunilhado do que bolo com canela, como eu achava e preferia que fosse.

Para casa trouxemos um saucisson sec com avelãs, que eu adoro, de uma das barraquinhas de queijos e  enchidos de várias zonas, e uma caixa de bombocas/nha bentas de vários sabores, também deliciosas, com um chocolate saboroso e um marshmallow bastante cremoso. Viemos já de noite, com o brilho das luzes dos Champs, que fica particularmente magnífico vestido de Natal. 








(para ampliar as fotos, clicar em cima)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Natal 2012 - Turandot da Guerlain


Este Natal, com edição limitada, a Guerlain apresentou a colecção LIU, inspirada na heroína da ópera Turandot, de Puccini, e retomando a essência do perfume com o mesmo nome, lançado no final dos anos 20 por Joseph Guerlain. Apesar de a colecção ser composta por vários produtos que eu acho absolutamente fantásticos (mas, como quase todos os produtos da marca, com preços acima do bolso comum), focarei apenas a palette 500 - Les Ombres Turandot, que já tive a oportunidade de testar. Se há uma coisa que a Guerlain faz particularmente bem (e eu até agora tenho gostado de todos os produtos da marca que tenho experimentado) são as palettes de quatro cores de sombras para os olhos. E esta não é excepção.

Pela descrição apresentada no press release da colecção, "este quarteto precioso apresenta uma palette monocromática para uma maquilhagem de olhos vibrante e requintada. A conjugação de texturas e cores permite-lhe transformar o seu look de dia para a noite sem esforço".  Perfeitas para quem não gosta de andar com um kit de maquilhagem completo na bolsa, as sombras Turandot são versáteis, adaptando-se impecavelmente a qualquer ocasião. Mesmo por nós, amadoras.

A palette é composta por dois tons matte e dois brilhantes, com tons de burgundy e dourado, que combinam harmoniosamente e remetem de imediato para esta quadra natalícia. Como todas as sombras da Guerlain que experimentei, as Turandot são bastante pigmentadas e aguentam no olho (mesmo sem primer) durante muito tempo. No final do dia, ainda se nota a maquilhagem, embora não tão carregada como de manhã, mas sem deixar ninguém ficar mal. As cores aplicam-se com facilidade, permitindo que cada pessoa as trabalhe nas pálpebras como preferir.  

Apesar de a Guerlain afirmar que esta palette quente foi desenhada para todos os tons de olhos, eu acho que fica particularmente fantástica nos mais acastanhados, dos mais escuros aos mais claros, dando-lhe uma profundidade de cor fabulosa.

Mostro-vos duas formas que encontrei para usar Les Ombres Turandot, numa versão mais clara e outra mais para a noite:
Dia - Usando apenas os tons matte nas pálpebras e o dourado no canto interior do olho para algum brilho:


Noite - Para um toque mais carregado e com mais brilho (tanto quanto cada um preferir), poder-se-á usar toda a palette:



Preços das sombras Turandot (em época normal, sem promoções especiais):
Sephora - 47 €
Perfumes e Companhia - 48 €
Douglas - 49,9 €
Balvera (Cartão Cliente - desconto de 30 %) - ca 37 € 

Nesta maquilhagem usei ainda o lápis de olhos da Bourjois Khôl & Contour em 07 Praline Inventif (6,5 € na Balvera), que vai buscar exactamente os mesmos tons da palette.

(peço desculpa pela qualidade de imagem, um dia destes investirei num difusor de luz para conseguir mostrar claramente as tonalidades das sombras)
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