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sábado, 16 de maio de 2015

Bebé | Babetes com estilo, da Chicken Chicos

Cá em casa temos um bolçador, um babador, um fazedor de iogurte e leite coalhado que todos os dias nos abençoa com banhos e banhos de tudo o que consegue sair daquela boquinha (vamos fazer figas para que não decida pôr a comida toda fora, quando começar a comer, que aí teremos de comprar bibes e viseiras para todos). Já não sei o que é sair de casa sem pensar em mudas de roupa, várias, por dia, e em estratagemas para que a minha não se comprometa. Em dias especiais, pais e bebé só se vestem imediatamente antes de sair de casa e ponderam outro modelito, caso no caminho algo corra pior (é nesta altura que todos me dizem "Ah, aproveita tudo, cada momento, que é uma época maravilhosa, só coisas boas, que passa demasiado rápido"?!). O último acessório de moda do nosso pequeno é, por isso, e como já devem ter descoberto, um babete, complemento básico que o acompanha sempre, transversal a estações e tendências.


Até agora, o bebé A. herdou alguns babetes do padrinho dele, agora crescido e sem precisar deles, que lhe cobrem o peito e a alma. Na verdade, o primo usava-os aos dois anos e, com quase quatro meses, escusado será dizer que o A. fica deveras engraçado com um verdadeiro lençol à frente dele. Quando saímos é sempre motivo de bastante diversão. Contudo, como é de pequenino que se torce o pepino (e às vezes o comprimento do acessório não se torna tão prático em passeio), decidimos procurar lojas online com babetes divertidos, diferentes e chegámos à Chicken Chicos, portuguesa, com imensas opções de roupa e acessórios para bebés com mais estilo (já repararam como a roupa de bebé é quase tooooda igual, separando azuis e rosas por sexo e com uma oferta bem maior e diversificada, desde logo, para as meninas?!). 

Depois de ver página a página e de querer comprar tudo (a tshirt dos Nirvana estava esgotada se não teria vindo também!), fiquei-me por dois babetes impermeáveis, para, como disse o pai, testarmos a marca e "se gostarmos destes, compramos mais!" (é assim que se fala, que pai bolçado de baba fria tem medo).  Feitos com cuidado e com materiais de qualidade, um tecido macio, cada um tem molas em dois níveis para acompanhar o crescimento do bebé. Os desenhos bordados dão um toque especial e fora do comum, das serigrafias cuja tinta está votada ao desaparecimento nas constantes lavagens. Muito atraentes à primeira vista, sim senhora. Daqui a um mês de uso continuado direi como estão.

Entretanto, já fizemos uma nova encomenda, que avó e bisavó ficaram tão maravilhadas com os babetes que quiseram oferecer, cada uma, mais um, para que o bebé A. saia com estilo e todo aprumado, com o seu complemento (nosso) favorito. Um dia destes temos a colecção completa dos impermeáveis cá em casa, que a baba é muita e a vontade de trocar de tshirt constantemente muito pouca.




   

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Maternidade | O meu parto supersónico

(Depois de alguns pedidos, aqui vai um relato do meu parto ao pormenor. Gente grávida, não temeis. Esta minha experiência foi a excepção que confirma a regra, não quero com isto assustar ninguém. Se forem mais impressionáveis e têm um parto para breve, não leiam por favor, não quero aumentar o nível de ansiedade de ninguém.)
foto:celebbabylaundry.com
Enquanto pessoa cronicamente ansiosa, tento contornar os momentos de pânico com informação. Sobre tudo, sobre todos, para que, numa situação desconhecida, eu já tenha ferramentas para reconhecer onde estou e o que devo fazer. Podem chamar-me nerd, control-freak, e tantas outras coisas (acreditem, já ouvi de tudo!), mas cada um sabe os mecanismos aos quais deve recorrer para se sentir bem. A gravidez, sendo a primeira, foi um desses momentos cheio de inesperados,  de desconhecidos, para os quais tentava estar minimamente preparada informando-me. Não que faça do que leio/sei/aprendo regras inflexíveis. Pelo contrário, gosto de saber onde me movimentar  para, inclusivamente, me movimentar melhor. Quase como na dança, deve-se saber a técnica para depois a podermos desconstruir e ultrapassar os seus limites.  

Por isso, fui, toda contente e aplicada, às aulas de preparação para o parto, duas vezes por semana, na maternidade a 45 minutos de carro da minha casa. Li artigos, pesquisei fóruns, pedi testemunhos, e vi inclusivamente vídeos no Youtube (não aconselho a ninguém!). Tudo, para não chegar o meu momento do parto e eu sem saber o que fazer. "Respirar, encher a barriga num balão, expirar devagar como se estivessem a inclinar uma vela", incorporei eu, para as longas horas de trabalho de parto que, segundo todos os profissionais, era o que me esperava como mãe de primeira viagem. Risos era o que eu obtinha sempre quando perguntava se iria ter tempo de chegar à maternidade, com a tal quase hora de viagem. "Depois da primeira contracção ainda terá muito tempo, menina, pode esperar em casa, venha só quando as contracções estiverem próximas, não venha de véspera!", respondiam. E lá estava eu, toda confiante, de que teria todo o tempo do mundo e que, com a epidural não se sente nada que "até podes estar a ler revistas e tudo!".   

Como se passou então? Como previsto? Claro que não. As semanas completavam ao domingo e, na terça feira da 37ª (semana na qual eu sempre disse que ele nasceria), lá fui eu à médica que mediu 1,5 cm de dilatação, num colo mole, que se daria facilmente à abertura. Contudo, a previsão de nascimento seria com certeza para a semana seguinte, dados todos os sinais. Fui para casa, fechei de vez a mala do petiz, e deixei para o fim de semana os últimos preparativos, nomeadamente os electrónicos e alguma roupa minha. Ainda não tinha tido qualquer contracção de treino, as famosas Braxton-Hicks, o tal "rolhão" mucoso e sanguinolento não tinha dado qualquer aviso que iria sair, enfim, nada apontava, efectivamente, para que a criança nascesse entretanto. 

Já em descanso forçado por ordens da médica, passei a quarta feira nauseada, o que poderia ter a ver com a azia constante dos últimos meses ou com qualquer das muitas coisas que eu comia. A fome que eu senti nos últimos três meses não teve explicação. Comia uma tira de dez ossinhos de entrecosto sozinha e conseguia comer mais, não me travasse eu.  Não foi, portanto, nada ao qual eu ligasse muito (até porque não tinha lido em parte alguma que se enjoava um bocadinho na véspera do parto). 

Às cinco da manhã de quinta feira acordei com uma dor e um mal-estar estranhos. Sabendo que poderia ser o trabalho de parto, fui tomar um banho e vestir-me. Acordei o F., disse-lhe que podia continuar a dormir porque tinha tido uma dor mas ainda queria tomar o pequeno almoço e supostamente a segunda contracção poderia demorar horas a vir. Tinha acabado de torrar o pão e veio outra dor, mais forte ainda. O F. já em pé, começou a contar o intervalo. Quinze minutos, uns míseros quinze minutos. "Não deveríamos estar já em Coimbra com este intervalo?!". Fui à casa de banho e eis que o tal muco com sangue tinha começado a sair também. Agarrámos o que nos lembrámos; tablet, máquina fotográfica, telemóveis, carregadores, tudo num daqueles sacos pretos da Space.nk e "vamos lá que agora a dor voltou em dez minutos!".

A viagem de carro, feita de madrugada e com as estradas vazias (felizmente!), pareceu-me maior do que as 14 horas Coimbra-Paris que tínhamos feito no ano anterior. No caminho, inclinei um bocadinho o banco, para me sentir mais confortável, fiz a respiração do ioga (que me valeu imenso neste momento para não entrar em taquicardia) e evitei olhar para o relógio, que as contracções já vinham em intervalos de 4 minutos. Confesso que, naquele momento, a única coisa que queria era entrar na maternidade e deixarem-me fazer o que quisessem. O que eu não queria era ter a criança ali, no carro. Até os semáforos vermelhos passámos, com os quatro piscas ligados, que não era tempo para regras de trânsito (que não pusessem ninguém em risco). 

Cheguei à maternidade com dores incríveis e a ponderar seriamente entrar numa cadeira de rodas. A respiração é boa, mas não alivia a dor. Pode até atenuar, acredito, mas eu, com muito pouca tolerância à dor, achei que aquilo não estava a fazer efeito algum. Ao ponto de, segundo o F. (que nesta altura eu já não era eu (nem o outro, nem qualquer coisa de intermédio, diria o poeta), entrar pela urgência a pedir epidural ao segurança. Muito glamour, elegância e sensatez, como podem ver. 

Da equipa que me recebeu só tenho bem a dizer. Mediram a minha dilatação -- 3,5 cm, normal -- prepararam-me para subir para a sala de parto, e fizeram-me uma série de perguntas às quais eu respondi meio em modo automático. A determinada altura, o F. já tinha entrado e já tratava ele de tudo por mim, que eu andava de um lado para o outro feito barata tonta, a aguentar a dor, a libertar gases e a vomitar o pão que eu não tinha comido. "Parto vomitado, parto apressado", tentava confortar-me a médica, e eu de balde de cartão improvisado na mão, suor frio na cabeça, de bata da maternidade, cabelo despenteado e ar desnorteado. Sem esquecer todos os aromas que exalavam do meu corpo, desde o sangue, ao suor, aos gases, ao vomitado. Não, minhas senhoras e meus senhores, não foi um momento bonito, cor de rosa, especial de se ver, não foi, não. Nem eu me senti, naquele momento, uma luz eterna de radiância suprema por estar prestes a fazer nascer um ser do meu corpo gracioso e mágico. Nada disso!

Naquele momento, às sete da manhã, estava tudo encaminhado para ainda umas horas pela frente, já na sala de trabalho de parto, na qual me dariam a epidural e controlariam as contracções. Entre momentos de contorcionismo de dor e gritos (que sou muito pouco contida nestas situações, temos pena), de preparação para a analgesia, e de mudança de turno da equipa médica, lá estava eu, acompanhada de uma ou outra enfermeira. O pai da criança só pode entrar depois da mãe estar preparada para esperar o parto. Ninguém acreditava que, passada meia hora de dar entrada, a dilatação já estivesse completa e o bebé A. já estivesse prontinho para sair. 

Foi quando eu comecei a gritar que a sensação de expulsão de algo já era demasiado forte que me deram mais atenção. Uma das enfermeiras agarrou-me nas pernas, de lado, fechadas, e disse para eu aguentar. Naquele instante queria mandá-la passear, que o meu corpo já tinha vida própria e contraía sozinho, sem que eu mandasse nele... ela que aguentasse o dela! Mas calei-me, concentrei-me no momento e pensei que não tarda nada teria a epidural e tudo ficaria mais fácil. Foi no corre, corre da equipa, que entretanto se apercebeu que o expulsivo já tinha começado, que entrou a anestesista e se apresentou da melhor forma que uma pessoa, naquela situação, quer ouvir: "Bom dia, eu sou a anestesista que lhe ia dar a epidural...". Nesse instante tenho a nítida noção que rangi os dentes, abri os olhos e disse: "Como ia?! Já não vai?!". Não havia tempo. Propuseram-me uma pequena analgesia local, a raquidiana, momentânea, com um curto tempo de actuação. Aceitei de imediato, que naquela hora tudo o que me proporcionasse uns minutos sem dor, para respirar um bocadinho de alívio, seria bem-vindo. E assim foi. Durante uma hora lá estive eu a recuperar as forças, já com o F. ao lado a mandar-me respirar e a enviar pontos de situação pelo whatsapp a várias pessoas. Agora era só aguardar que a cabecinha do A. se visse, o que aconteceu no momento em que eu já sentia tudo e a dor voltava. 

O parto em si foi rápido e muito mais simples do que eu achava que iria ser. Muito à National Geographic, se me permitem a imagem. Agarrada a uns ferros, eu fazia força sempre que vinha a dor e ajudava ao máximo o bebé a descer. A cama já estava preparada, a equipa a postos e assim que o pai voltou à sala, eis que sai o A., o líquido amniótico, a placenta, e tudo o que andava por ali. A barriga esvaziou e a equipa saiu ficou prontinha para ir para debaixo do chuveiro. 

Não fiz episiotomia, o tal corte lateral para ajudar o bebé a sair, porque também não houve tempo, mas rasguei um bocadinho. A médica, depois do parto, estando já o bebé em cima de mim para o contacto pele a pele, tentou suturar sem anestesia porque, dizem, a adrenalina do bebé em cima ajuda. A minha deve ter feito greve nesse dia porque senti tudinho. Lá me tiveram de dar uma anestesia local injectável (coisa fraquinha, fraquinha), para ver se conseguiam terminar o trabalho minucioso sem que eu pusesse lá a mão constantemente (sim, eu sou muito pouco disciplinada quando estou com dor). 

Às 09:38, quatro horas e meia desde a primeira contracção, em casa, passando pela viagem e uma hora a relaxar com a analgesia momentânea (sem a qual, segundo a médica, teria sido ainda mais rápido o processo), nasceu o A., com 48,5 cm e pouco mais de três quilos, e num choro grave e baixo, muito diferente do que vemos nos filmes, coberto de vérnix e sangue. Mais uma hora de pele a pele, maravilhosa, e fomos para o quarto. Não me esqueci da dor, não me tornei de direita (como tanta gente dizia que me aconteceria), não deixei de ser quem sou naquele momento, mas passei a ser mais. A ter mais um papel. 

(48 horas depois viemos os três para casa e a recuperação terá direito a todo um outro post. Adianto já que foi simples também.)

sábado, 2 de maio de 2015

Prendas | E aí vem o Dia da Mãe! #2

Ainda não têm ideias para o dia da mãe?! Então corram a uma loja (qualquer uma destas podem encontrar-se facilmente numa Perfumes & Companhia ou perfumarias afins por aí -- excepto a Kiehl´s) e comprem uma senhora máscara facial, que actue durante a noite, sem grandes complicações nem processos complexos, que, algures no caminho, a mãe com certeza teve, tem ou terá noites mal dormidas que deixem a pele baça, desconfortável e sem radiância. (E, já agora, fica a dica de prenda para todas as mulheres, com ou sem filhos, que miminhos destes não se podem confinar a um grupo apenas, vá.)


1 - Clinique Moisture Surge Overnight Mask
2 - Erborian Sleeping BB Mask (comprei-a numa promoção da Showroomprivé e acompanha-me duas vezes por noite como creme de noite.)
3 - Kiehl's Ultra Facial Overnight Hydrating Mask
4 - Eisenberg Firming Remodelling Mask (não é específica para a noite, mas uma já a experimentei tanto em modo máscara rápida quanto para o sono de beleza e adorei-a)
5 - Sisley Eye Contour Mask*
6 - GlamGlow Brightmud Eye Treatment* (usei-a no avião, numa viagem de 11 horas e a pele chegou fresquinha, fresquinha -- muito mais do que eu!)
7 - GlamGlow Thirstymud Hydrating Treatment (uma que adorava experimentar, adoro o cheiro dela)
8 - Sisley Black Rose Cream Mask (mas que maravilha!)

* porque os olhos também precisam e merecem.

Se conhecerem outras máscaras de noite que sejam maravilhosas, por favor comentem aqui ou no facebook. Agora que entrei no belo mundo das máscaras, quero experimentar tudo (fosse tal possível!). 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Bioderma | Água micelar Abcderm para limpeza do bebé

Quando, ainda grávida, comecei a juntar uma listinha de produtos que seriam necessários para o ser que aí vinha, a S. do Bola de Sabão aconselhou-me a usar a água micelar da Bioderma, da linha específica para bebés, a ABCderm, com compressas de tecido não tecido, para limpar o rabinho (e qualquer outra parte do corpo que se suje - que nesta altura do campeonato já nos apercebemos que xixi e cocó é coisa que vaza, migra, sai da fraldinha e suja muito mais do que a região demarcada do rabinho). 


Achei extremamente curioso, até porque, fazendo eu mesma reacção ao uso continuado de toalhitas, estava realmente resistente a usá-las diariamente, fossem de que marca fossem, prometessem o que prometessem. Para mim, as toalhitas representavam ingredientes a mais que não via como necessários na pele do bebé desde tão novo, e uma quantidade de lixo superior (e olhem que não sou a pessoa mais eco-consciente do mundo! Não abdico do conforto das fraldas descartáveis, por exemplo, mas, neste caso, valia a pena considerar). Quando, nas aulas de preparação para o parto, a enfermeira nos aconselhou a usar as tais compressas com água, mesmo que fosse da torneira, pus qualquer dúvida de lado e adoptei de imediato a sugestão da água micelar.   

O frasco de um litro dá para, no mínimo, um mês, consoante o número de fraldinhas sujas diárias. O formato transparente com uma bomba em cima é extremamente prático na hora do aperto; nem ficamos sem água para limpar porque vemos perfeitamente quando está a acabar, como é muito fácil molhar a compressa só com uma mão, segurando umas perninhas energéticas com a outra. Uma boa esguichadela é suficiente para limpar xixis simples, e, para cocós, nunca menos de três compressas com duas "bombeadelas" de água micelar. A pele mais vermelha fica fresquinha e nota-se que limpa e acalma de facto qualquer início de irritação ou vermelhidão (sim, porque, com os produtos que usamos, o nosso bebé nunca ficou realmente irritado, mesmo sem usar a cada muda o Bepanthene, nem hidratando diariamente, por acharmos que a pele dele não precisa), além de limpar muito bem e deixar o bebé com um cheirinho agradável e nada intenso como outras marcas. 

Nós compramos os nossos frascos na Cocooncenter a 10,90 €. Nas farmácias portuguesas, esta água é, pelo menos, uns 5 euros mais cara, o que nos leva a fazer stock todas as vezes que fazemos uma encomenda na farmácia virtual francesa. A partir de 99 € os portes para Portugal são gratuitos, o que implica um gasto grande de uma vez, mas uma poupança de dezenas de euros a médio prazo. E, se forem como eu, juntam várias encomendas de produtos de farmácia da família mais próxima e o valor mínimo para o envio gratuito atinge-se rapidamente. Todos poupam, todos ficam a ganhar. 

Já me estava a esquecer... No final dos dias mais difíceis, podem sempre usar esta água para a vossa limpeza facial, sem sair do quarto. Não é desmaquilhante, mas para uma limpeza simples é boa. Só têm o senão de ficarem, como me disse o espécimen masculino cá de casa, nas raras noites em que isso aconteceu, a cheirar ao rabinho do bebé. Cheira bem, pelo menos. 

Quem, como eu, olhar de lado para as toalhitas para uso diário e as querem deixar apenas para saídas pela sua praticidade, pode optar por uma água deste género (ou água normal, apesar de terem de abusar mais nos cremes hidratantes, neste caso). Eu aconselho vivamente. 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Maternidade | Entendamo-nos antes de mais!

Desde que engravidei e especialmente agora, nesta aventura com o bebé A., várias pessoas acabaram por manifestar os seus receios e dúvidas relativamente a tudo o que tem a ver com maternidade. Não me tinha apercebido, anteriormente (porque era assunto que, realmente, não me interessava), das reticências que muitas pessoas têm de ter efectivamente um filho por causa de mitos, medos, estereótipos e deturpações da realidade. Na verdade, e ainda este fim de semana conversava sobre isto com uma amiga, a maternidade está, ainda, envolta em tabus, camuflada num véu rosa pastel com brilhos mágicos, e deus-nos-valha-que-falemos-mal-deste-que-é-um-estado-de-graça-tão-divino! 

Pois bem, e antes de começar a escrever sobre a minha experiência (que eu nunca gostei de véus ou peneiras a tapar o sol), deixem-me que avance desde já com a minha posição geral sobre o assunto para não criar confusões e estar tudo claro. Eu não acho que todas as mulheres tenham de ser mães, não acho que isso nos faz melhores, mais femininas ou mais realizadas. Respeito bastante quem opta por não ter filhos e o assume, até porque, nesta nossa sociedade ainda extremamente conservadora, é preciso ter coragem para tal (Eu casei e tive um filho depois dos trinta e tive de ouvir milhentas parvoíces, desde questionarem se eu seria lésbica até afirmarem com toda a certeza que eu já estaria infértil... Enfim!). 

Da mesma forma, respeito igualmente quem decide ter filhos e, havendo sensatez e consciência na criação de uma criança feliz, cada um sabe como e quando o quer fazer. Não acho que haja um contexto "ideal" para ter um filho (como tantas vezes eu ouvi) e, estando asseguradas as necessidades básicas do bebé a vários níveis, as pessoas, o casal, os pais, que decidam e ninguém tem de julgar (o processo já é bem complicado sem haver dedos a apontar constantemente, fará com!). Na minha pequena família multi-cultural, o nosso petiz já vai andar sempre entre dois continentes e, nesta nossa mente aventureira, ele será o nosso companheiro de viagem, onde quer que ela nos leve. Nós sabemos que não somos desprovidos de racionalidade, pelo que não lhe faremos mal, mesmo não estando presos a uma casa (e a um crédito que nos tolhe a alma), a um país, a uma vida para o resto dos nossos tempos (até porque tal é cada vez mais impossível, mesmo para quem o deseja). Pelo contrário!  

Portanto, e mesmo acedendo a pedidos de partilhar como foi o está a ser este processo, quero lembrar que cada gravidez é uma gravidez, cada parto é um parto e cada criação é uma criação. Há quem adore amamentar, há quem deteste; há quem queira um parto com dor, sentido, em casa, e, outras pessoas, no hospital, com todos os analgésicos aos quais têm direito; há quem se sinta luminosa, radiante, bonita e sexy com uma barriga proeminente, há quem demore para se sentir novamente sensual e irresistível e que não se sinta tão bem com as mudanças que a gravidez faz. Há tantas experiências quanto mulheres e não nos devemos prender a uma apenas, nem nos sentirmos culpadas ou piores por não sermos mulheres que nasceram para ser mãe (porque as há... e muitas!). 

Vou relembrando isto ao longo dos textos, mas mulheres receosas por aqui, não levem tão a sério o que dizem como dogmas e verdades únicas. Não tenham medo de serem "más mães". Para falar verdade, não há um manual e todos os pais erram, bastante, e cada um tem o direito de acertar e errar à sua maneira. Se quiserem e acharem que pode ser, força! Que se danem os outros! 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Kérastase | Densifique Bain Densité

Diz-se por aí que o cabelo cai e enfraquece que nem um louco após o parto. Eu até falo disto apenas entre dentes, em surdina, que ainda nada me aconteceu ao meu, que continua com a queda e o aspecto normal dele, e espero que assim se mantenha. Na verdade, também não tive aquela juba maravilhosa que dizem que as mulheres têm na gravidez (o meu cabelo continuou a cair e com o mesmo volume), portanto, nada mais justo que, não tendo os meus fios brilhado num corpo carregadinho de hormonas loucas, também não decidam entrar em depressão agora.

imagem: Strawberrynetmedia.com

Entretanto, há uns meses, decidi experimentar o champô da linha Densifique da Kérastase. Com um cabelo fino e sem grande volume, pareceu-me interessante usar algo que promete "reavivar os bolbos capilares adormecidos e conferir substância e tonicidade ao cabelo", deixando-o com "mais elasticidade, mais resistência e mais densidade." Supostamente, seria uma linha com "Stemoxydine ®: a molécula de densidade por excelência" e ácido hialurónico, para conferir a tal "elasticidade e tonicidade à fibra capilar".

Com um cabelo fino, a grande dificuldade que encontro, muitas vezes, é a combinação de um produto que dê volume mas que, ao mesmo tempo, não deixe os fios secos. Gosto da sensação de um cabelo aparentemente mais denso, mas sedoso e macio, e, até hoje, muitos champôs foram incapazes de cumprir todos os objectivos. Não é o caso deste, muito jeitoso.

Em primeiro lugar, e digo já em jeito de aviso, se preferirem produtos com um aroma mais suave, vão detestar este. Não chega a ter o perfume intenso dos champôs masculinos, mas é um cheiro que se mantém durante algum tempo e pode incomodar. Ultrapassada a questão, é um champô maravilhoso. Usei-o semanas a fio e vi, de facto, melhorias ao nível da aparência do meu cabelo. Parecia efectivamente mais denso, como se tivesse mais fios (mas desenganem-se se acham que vão ficar com um cabelo de anjo da Victoria's Secret! Também não é milagroso.) O meu cabelo fininho e escorrido, se não for seco com o secador, ganhou uma vida para lá do ar quente artificial. Sem tanto tempo para um brushingzinho caseiro, este champô (associado com condicionadores e máscaras sobre os quais escreverei mais tarde) torna possível sair de casa com um cabelo sequinho ao vento e, mesmo assim, com um ar decente e que não me deixe mal (ou seja, sem parecer agarrado à cabeça como se fosse lambidinho ou, numa versão também muito comum, num caos de jeitos e ondas anárquicas e secas).

Como não há bela sem senão, e este ponto menos favorável dependerá apenas do estado do vosso couro cabeludo, senti que este champô, se usado insistentemente, pode, após umas semanas, deixar o couro um bocadinho irritado. Confesso que praticamente todos os champôs que usei me fazem isto, pelo que tenho sempre um Bain Dermo-Calm, também da Kérastase, a uso para o acalmar. Portanto, não é defeito que me afecte muito per se.

Compro os meus champôs Kerastase na Look Fantastic, aproveitando sempre promoções de 20% ou mais. Não são produtos baratos, não são. Mas, decididamente, é a marca que deixa o meu cabelo com melhor aspecto e brilho. Tentei outras marcas, de supermercado e de farmácia, das mais às menos caras (dentro dessas linahs), mas até agora não encontrei outra igual. Pode ser que um dia destes outra, como a Shu Uemura (e a minha eterna vontade de testar produtos de cabelos deles!), me seduza e a destrone.

domingo, 12 de abril de 2015

Prendas | E aí vem o Dia da Mãe! #1

Este ano é o meu primeiro Dia da Mãe enquanto tal, portanto, nada mais adequado do que juntar umas quantas coisinhas que, vá lá, se tornam essenciais na vida de uma mãe de um recém nascido (que durante nove meses carregou o pequeno goblinzinho do amor -- Mila Kunis, estou contigo! -- e se sentiu grande, redonda, e muito pouco glamorosa). É o regresso à feminilidade, à confiança e ao mundo maravilhoso das coisas (materiais, sim senhora, que de mundos inundados de arco-íris e unicórnios rosa podemos ficar fartinhos) belas!


1 - O tempo passa a ser medido constantemente... São horas entre mamadas, são minutos a mamar, tempo para o banho, leites artificiais que precisam de descansar antes de ser dados (exactamente 7 minutos!), minutos longos (que mais parecem horas) à espera para ser atendida onde quer que seja se o petiz está a choramingar... Enfim, que melhor forma de acompanhar o tempo com um Michael Kors no pulso, neste tom rosa dourado, de preferência (e não, não entro na onda dos DW, sou fã destes aqui e continuarei fiel). 

2 - Adoro All Star! Sim, não me enganei, sapatilhas converse all star, agora em cano baixo, que, pudesse eu, teria em todas as cores do arco-íris e mais algumas. Mas, depois de meses de salto rasinho e reconhecendo que agora é o melhor (que eu não quero desequilibrar-me com um bebé grande e energético no colo), há dias em que os pés precisam de se sentir bonitos (eles, os grandes vaidosos, não eu). Umas Adilina destas da Ted Baker, que eu adoro eu nude, resolveriam a questão e tornariam qualquer cheiro a leite azedo constante na roupa praticamente imperceptível (não há relação directa mas, acreditem, embelezem qualquer mãe de um recém nascido e verão a fénix renascer das cinzas).

3 - Coloquei esta da Guerlain, a Selection d'Été (luxo, puro luxo) no rol de prendas, mas poderia ser qualquer paleta de maquilhagem (como a Showstopper da Tarte, por exemplo, ou outras que apareçam, normalmente nos aeroportos ou em edições limitadas) com um ar elegante e que tivesse, dentro, produtos de cara, olhos, pincéis decentes e, já que é para pedir, um ou outro baton ou gloss. Uma embalagem bonita e resistente e chamar-lhe-íamos "Kit Salva Brilho". Eu juntei um conjuntinho de produtos que não me decepcionam numa bolsinha e maquilho-me, frequentemente, no carro (porque, lá está, as saídas de casa em família são um processo frenético, ao qual nos temos de adaptar, mas que nunca nos deverá apagar, atenção!). Como uma paleta destas não daria jeito a tanta gente... Marcas, fica a dica!

4 - Sair rapidamente de casa, leve, com uma malinha a tira-colo é coisa cada vez mais rara, confesso. Preparar passeios a três requer sempre uma certa bagagem para o bebé A., com mudas de roupa, fraldas, cremes e afins. Ter, por isso, uma malita assim, como esta da Yummy Mummy, que nos agrade tanto ao olho quanto tem de útil não me parece, por isso, pedido escabroso, vá. (Já nem falamos em manter o estilo com uma Armani, Gucci, Burberry... e por aí fora)


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Guerlain | Joli Teint Poudre Duo Bonne Mine

Como fã inveterada dos produtos de pele da Guerlain, não demorou muito para que o novo pó Jolie Teint me cativasse o olhar. As embalagens são sempre o primeiro chamariz de atenção, especialmente estas de edição limitada da linha de culto Terracotta que, pudesse eu, trataria como se de uma colecção fosse e compraria quase todas.

foto: Guerlain.com *
Os pós Joli Teint, supostamente para complementar as bases com o mesmo nome, vêm em quatro tons, dois para louras e dois para morenas, para cada uma um claro e um escuro. Eu não tive oportunidade de ver os tons ao vivo (este veio directamente de Barcelona pela minha mãe, com uma latinha de bolachas da Cure Gourmande... como gostamos de recuerdos destes!), mas a única diferença da qual me apercebi nas fotos é uma combinação mais rosada para as primeiras e um tom mais pêssego para as brunettes. Eu optei pelo segundo, na versão mais clara, já que queria um pó de acabamento que me aquecesse a tez, sem exagerar. Algo que pudesse inclusivamente substituir o Les Beiges que ando a namorar há algum tempo, mas que não vêm no meu tom para as lojas perto de mim (talvez um dia, quando voltar a Paris, o compre).    

A embalagem foge dos acastanhados dos pós terracotta e tem uma tampa beige rosada muito bonita e elegante, com o ar de luxo que têm normalmente os produtos da marca. Quando abrimos, encontramos um espelho decente e (maravilha!) sentimos imediatamente o aroma intenso da Guerlain, desta vez com notas de flor de laranjeira, freesia e toques de baunilha (segundo descrição da própria Guerlain). Eu nunca me incomodei com o cheiro dos produtos Terracotta, mas quem preferir algo sem cheiro vai detestar este pó. 

O pó em si, com 10 g, é composto por duas partes, a maior, mate quando aplicado, é um bronzer ligeiro, que se funde com a pele para aquele ar saudável que a Guerlain promete, à prova de aselhas e de mãos pesadas. Este que tenho é quente, talvez demasiado "alaranjado" para quem tem uma tez mais fria, apesar de não ficar nem um pouco laranja, com aquele ar de solário que alguns pós dão, na minha pele. Se querem um ar realmente bronzeado, o melhor, contudo, é comprarem uma outra opção dos pós Terracotta da Guerlain porque este, mesmo com muitas camadas, não dá um ar moreno do sol. Servirá apenas, como eu uso, para esta transição de pele baça e pálida do Inverno para algo mais dourado e coradinho com os dias soalheiros da Primavera. 

Com uma textura muitíssimo fina, o tom pêssego tem ainda umas partículas de brilho, que não acentuam poros, nem parecem uma bola de espelhos nas maçãs do rosto. Pelo contrário, conferem uma luminosidade bonita e discreta, num tom também ele natural (nada de chineladas no rosto, se faz favor). Um dois em um, portanto, um pó facial de acabamento, se quisermos usar apenas o lado maior, e um ar radiante, a tal bonne mine francesa (expressão que eu adoro e não tem equivalente directo) se quisermos juntar a tira de cor. 

Já vi o Joli Teint à venda nas Sephoras, mas até agora, o melhor preço ao qual o encontrei foi na perfumaria espanhola Primor, fantástica para comprar produtos da Guerlain, se me permitem o conselho. Lá encontram as quatro cores a 32,90 €, o que não me parece muito para o produto que é, confesso.


*amanhã publico as minhas fotos. Hoje quando terminaram as cólicas do ser mais pequenino da casa, já não havia luz decente.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Decoração | Os autocolantes de parede da Stickers Wall

Quando pensei em decorar o quarto do A. (o bebé cá de casa), pensei logo em torná-lo colorido e com muitos estímulos visuais, atraente a um olhar observador e que quer beber a vida de olhos bem arregalados. Apesar de, por enquanto, ele dormir no nosso quarto, no Next2Me da Chicco (que adianto já que valeu todo o dinheiro que demos por ele!), assim que as noites estiverem mais quentinhas, ele irá para o espaço dele, com o bercinho, armários e brinquedos dele. E, agora, com as paredes prontinhas para recebê-lo. 


Encontrar uma opção divertida e que nós achássemos bonita e a um bom preço não foi fácil. Tudo o que encontrávamos em Portugal eram autocolantes simples e/ou demasiado caros para aquilo que eram (e para o que queríamos gastar). Acabei por encontrar a Stickers Wall, uma loja do Ebay, que tem imensas opções de decoração de parede, não apenas de criança mas também para adulto, com os mais variados temas e materiais. Poderia estar a enumerá-los um a um, mas, o melhor é mesmo, se quiserem, darem uma saltada no site e pesquisarem o que mais vos agrada. Tirem um tempinho porque há imensa coisa à disposição. Eu demorei alguns dias até decidir qual o modelo que iria comprar. 

A compra foi muito simples, os portes de envio não foram um absurdo e, no total, as três páginas de autocolantes, com uma árvore de dois metros e variadíssimos animais não chegou a 35 euros. As folhas vêm enroladas dentro de um canudo de cartão grosso, pelo que não se estragam no caminho. Antes de colá-las, deixámo-las uns dias deitadas, para voltarem a ficar lisas e, assim, facilitar o processo de colagem na parede, que foi muito simples e rápido. Passaram já uns dias e não há nenhum, nem os mais pequenos, que ameace descolar-se, mesmo na nossa parede rugosa.

Para quem estiver interessado em fazer algo diferente às paredes de casa sem usar tintas ou mudar totalmente a cor, fica a dica para algo que se põe facilmente, personaliza o espaço e, diz a marca, pode ser removido sem danificar a parede. Stickers Wall, recomendo totalmente! 


Regresso de uma Salinha três meses depois

Daqui a uma semana comemorar-se-á cá em casa o terceiro mês em que a nossa vida mudou. Mudou, apenas, não desaparecemos como éramos, nem perdemos quem nós somos. Enriquecemos, a cada dia. Não temeis, portanto, gente que quer ter filhos, mas tem medo de quem se tornará. No nosso caso, apenas temos um terceiro elemento, muito pequenino, com a sua identidade em formação (e com tantas nuances já definidas), para nos acompanhar nesta nossa aventura. Ele cresce connosco, e nós com ele.

A adaptação, contudo, tem dias mais simples e outros mais complicados e, só agora, senti confiança para regressar ao blog e regressar com alguma consistência, nada de esporádico ou pontual. Dia sim, dia não, voltarei à partilha e, aos poucos, àquilo que fazia antes. Porque, como disse uma vez, passei a ser mãe, com tudo o que isso abarca, mas não deixei de ser mulher, ambiciosa, namorada, apaixonada pela vida e com milhentas ideias a fervilhar. 

A mudança principal será que, nesta Salinha, a partir de agora entrarão igualmente as opiniões sobre produtos, brinquedos, e o que eu achar pertinente sobre bebés. Parece-me normal, tendo em conta que eu mesma preciso das opiniões de mães mais experientes, quem já passou por lá, para não ter a sensação de fazer as coisas completamente de olhos fechados. E comprar coisas completamente inúteis! Uma vez por outra, e seguindo pedidos que já me fizeram, virão textos mais pessoais, sendo um dos mais requisitados o do meu parto (que devo desde já dizer que foi uma excepção completa à regra, não deverá ser tido como a norma de forma alguma!). Tentarei intercalar temas, para também não massacrar ninguém. E não, nunca será um diário de mãe, nem verão fotos da minha cria, desculpem, para isso há outros blogs que poderão ser interessantes.

Enfim, estou de regresso e sabe-me bem! Até já, nesta Salinha!  

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Salmão caramelizado

por Carol Vannier

Fui cheia de amor no coração pensar numa receita proteica para compartilhar com meus amados fazedores de dieta low carb e acabei onde? Numa receita de salmão que leva açúcar. Definitivamente os carboidratos me perseguem. Ou eu que os persigo? De qualquer jeito é uma receitinha muito gostosa, muito fácil e muito rápida. E nem é tanto açúcar assim, não é sobremesa!

Essa é uma receita do Nigella Express, mas tem também no site dela. Pra quem acha que receita da Nigella é só pra enfiar o pé na jaca da dieta, saiba que ela tem também suas dicas mais lights. O primeiro livro dela, How to Eat, tem um capítulo inteiro sobre dieta.  Aliás, é um livro delicioso, meio prosa meio receitas, e todo mundo que gosta de comer deve achar ali algo de interessante.

Então aí vai a receita, que ela recomenda ser servida com arroz branco e fatias de gengibre (daquelas que acompanham sushi). Eu sugiro um arroz branco misturado com alho poró refogado.



SALMÃO CARAMELIZADO COM MIRIN
do livro Nigella Express

Ingredientes

60ml de mirin (sakê culinário - se tiver uma sobra de sakê normal, manda ver!)
50g (1/4 xíc) de açúcar mascavo
60ml de shoyo
500g de salmão cortado em 4 pedaços (de preferência a parte alta do filé)
2 c. sopa de vinagre de arroz
cebolinha a gosto

Preparo
  • Misture o mirin, o açúcar e o shoyo num pirex onde caibam os pedaços de salmão. Deixe marinar mais ou menos 3 minutos de cada lado. Enquanto isso vá aquecendo uma frigideira anti-aderente.
  • Frite o salmão na frigideira por aprox. 2 minutos de um lado, depois vire, adicione a sobra da marinada, e coznhe por mais 2 minutos. 
  • Remova o salmão da frigideira e adicione o vinagre de arroz na frigideira e deixe aquecer.
  • Despeje essa calda sobre o salmão e enfeite com cebolinhas por cima.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Salada de feijão branco e atum

por Carol Vannier

Continuando com as saladas que alimentam sem matar ninguém de calor: salada de feijão branco com atum. Adoro poder tirar meu almoço já pronto da geladeira e não estar comendo só mato ;)

A idéia veio de novo do Shutterbean, blog que adoro! Só é uma pena que aqui no Brasil é difícil achar feijão branco já cozido em vidros ou latas no mercado. Até existe, mas é raro e caro. Feijão branco e grão de bico assim facilitam muito esse tipo de salada. O que eu faço é que cozinho uma boa quantidade e congelo algumas porções com a água do cozimento. Mas se ficar fechadinho na geladeira dura bem.

O resultado é bem fresquinho e eu costumo comer pura, mas dá pra fazer umas torradinhas caprichadas também. Então vamos à receita porque meu cérebro já tá derretendo de calor e eu não consigo pensar em mais nada pra escrever!


SALADA DE FEIJÃO BRANCO E ATUM

Faltou a salsa mas teve nozes ;)
Ingredientes (tudo aproximado e podendo mudar ao gosto do freguês!)
250g de feijão branco cru, que deve render +- 4 xícaras dele cozido
1 lata de atum sólido (desfio depois, o já ralado eu acho esquisito)
4 talos de aipo cortado em pedacinhos
1/2 cebola roxa cortada em pedacinhos
um punhado de salsinha picadinha (faltou no meu! e fez falta)
um pouco de vinagre, o tipo que você preferir
um pouco de limão espremido
bastante azeite, sal e pimenta do reino

Preparo
É só cozinhar o feijão e depois misturar tudo quando ele já estiver frio! E não tenha medo de botar vinagre e limão, fica muito sem graça se não tiver o azedinho. Vá provando e ajustando ;)

Variações: coloque nozes ou amêndoas, tostadas e picadas, ou faça com maionese em vez de azeite se você preferir.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Uma outra salada de cevadinha

por Carol Vannier

Você já comeu cevadinha? Eu já coloquei uma receita de salada de cevadinha aqui antes, uma salada quente e substancial. Hoje eu vou colocar mais uma, um pouco mais leve, e gostaria muito de convencer alguém que não conhece cevadinha a experimentar. Eu sinto que a moda dos grãos integrais, por mais que tenha convencido muita gente, só chegou no pão de fôrma integral e no arroz integral. Na verdade é difícil achar mais do que isso pra vender nos supermercados. Por isso, preciso ajudar a criar um mercado consumidor!

A cevadinha eu tive que ir comprar no Irmãos da Terra, mas ao menos o preço é camarada, R$ 7,00 o quilo. Meu orçamento precisa se recuperar da quinoa... E o farro, que seria o grão usado na receita que me inspirou, esse eu nunca vi pra vender aqui no Brasil. Mas farro, cevadinha e trigo são grãos que se assemelham muito, então não tive dúvida quanto à substituição. Só um detalhe: eu usei uma cevadinha integral, mas já encontrei pra vender uma versão mais branquinha, provavelmente o equivalente ao arroz branco, sem casca. Perde muito a graça! Procurem uma cevadinha marronzinha, integral. Combinado?

Caso você ainda esteja achando estranho o conceito de salada de cevadinha, pense numa salada de feijão fradinho ou branco (em breve por aqui!) ou numa macarronese. São coisas que "pertencem" de certa forma aos pratos quentes, mas que dão ótimas saladas num estilo prato único. O feijão, o macarrão, ou no nosso caso, a cevadinha, é uma base para você enfeitar em cima. Esse estilo de prato também é muito útil pra ajudar a reduzir o consumo de carne, caso alguém aí esteja interessado, nem que seja só por fugir da nossa fórmula brasileira de arroz + feijão + alguma carne + um enfeitinho. Vamos variar!




SALADA DE CEVADINHA DE VERÃO
adaptado daqui
  • 1 xícara de cevadinha crua, cozida em 3 xícaras de água fervente com sal por aprox. 30 minutos. 
  • 1 cebola roxa ligeiramente refogada em azeite e depois imersa em mais azeite e vinagre balsâmico, pra preparar o molho.
  • 1 pimentão vermelho, 1 cenoura grande, uns 3 talos de aipo, um punhado de cebolinha, tudo bem picadinho. Você pode estranhar a cenoura cortada em cubinhos pequenos, mas com uma faca boa não é difícil. Uma opção seria fazer uns fiapinhos num processador. No ralador normal acho que ela perde o fator mordida.
  • Um punhado de sementes de girassol levemente tostadas numa frigideira limpa.
  • Misture tudo e pronto! De um dia pro outro fica ainda melhor. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Devaneios | Charlie Hebdo e a Liberdade de Expressão

O ataque de hoje (de facto escrito ontem, mas adormecido a meio) ao Charlie Hebdo levanta, mais uma vez, várias questões que activam freneticamente a parte do meu cérebro que quer eliminar a idiotice e os extremismos aos quais assisto. Não estou aqui a definir tipologia do "extremismo" em causa porque, infelizmente, eles espoletam fundamentalismos de todos os lados e se achamos que só o encontramos nas acções horríveis de quem mata, estamos enganados. Ele está igualmente na parte de quem reage. E isso assusta-me profundamente. 

Compreendam-me. Não estou a pôr todos no mesmo saco. Nem mesmo a afirmar que me horrorizam todos da mesma forma. Contudo, a cegueira e a ignorância daqueles que se insurgem nas redes sociais (e por aí), nos media, de lideres de opinião ou meros mortais, de forma tão odiosa, carregando rancores a pessoas, grupos, crenças, que não conhecem, com as quais não querem ter nada a ver, nem se aproximar, leva a uma escalada de violência que, francamente, me revolta e faz desacreditar na raça humana. Porque haver dois, ou três idiotas baralhados com a sua função na Terra e no seu papel enquanto ser humano, admito, não me amedronta tanto (por mais que as suas acções sejam, repito, atterrorizantes em certa medida) quanto a aglomeração de cérebros que se alimentam da retórica da violência, procurando argumentos para a manter e usá-la segundo o seu próprio prazer e vontade. E, convenhamos, Hobbes já nos dizia que, afinal, no seu estado de natureza, o ser humano não é propriamente uma criatura boa e altruísta. O poder será sempre a cenoura na ponta do fio. Seguir essa tendência de forma acrítica, proferindo frases irreflectidas ao vento, e espalhando-as como se fossem verdades absolutas, nunca nos fará melhores.

Sobre a liberdade de expressão, conceito tão maltratado, em consequência do atentado, depois de anos de luta por sermos quem somos e podermos manifestar a nossa opinião sem condenações, muitíssimo haveria a dizer. Especialmente depois de ler em tantos locais por aí que os cartoonistas do Charlie Hebdo (e outros, já agora, por arrastamento e, ah, olhem só como seria bom, todos os jornalistas!) deveriam ter sido/ser mais "razoáveis", como se fosse deles a culpa do que lhes aconteceu, vejo como há pessoas cujo desconhecimento histórico afecta, e muito, o julgamento. E como devemos temer o esquecimento da História!

Confesso, não sou adepta da ideia de Stuart Mill que tudo deva ser dito, especialmente nos media, pelo papel e poder que têm (nós, os que pouco influenciamos, que digamos o que quisermos que a única coisa que afectaremos é, de facto, a noção que outros têm de nós), mas a única linha clara que desenho (e que, para mim, é óbvia, embora reconheça que não é consensual e cada um tem a sua opinião) é efectivamente no discurso do ódio, na incitação à violência gratuita, directa, força activa em genocídios e crimes contra a Humanidade. Toda a gente se lembra com certeza do papel dos locutores de rádio no Ruanda em 1994, que iniciam a matança apelando aos hutus que "matem as baratas!". Isto sim parece-me condenável. Agora, não se confundam! Estamos a falar de um Estado democrático (França), de uma publicação de humor que era reconhecida como referência na sua área e que satirizava democraticamente em todas as direcções. Os olhos do Charlie Hebdo e o humor (infelizmente incompreendido por tantos) que jorrava das suas páginas não tinha um alvo preferencial, não era anti-islâmico, não era anti-nada, era apenas um grupo de mentes (brilhantes, que para mim quem faz bom humor tem de ter sempre uma capacidade intelectual acima da média) que brincava com tudo e todos, provocando a reflexão através do riso, de situações cómicas, de desenhos geniais (uns mais do que outros, mas é sempre a arte) e que, pelos que acompanhei, nunca incitaram o ódio contra quem quer que seja, pelo contrário, tratava todos por igual na sua jocosidade (imaginem como deveria ser divertido trabalhar numa redacção destas!). Colocar limites temáticos a cartoonistas destes é, no mínimo, desrespeitador. Tanto quanto teria sido dizer a Gil Vicente "Vá, agora não escreves nada sobre costumes da sociedade, que pode sentir-se ofendida. Gil, sê razoável.". Ou a Molière, também francês, ou a qualquer autor satírico... O que não teríamos perdido!

Sejamos razoáveis! Nenhum profeta foi vingado (pelo contrário, quero acreditar que, a haver algo/alguém, se ria desalmadamente de braço dado a moisés e a afins personagens das caricaturas que lhes fazem) pelo atentado, como nenhuma religião, nem deus foram ofendidos pelos desenhos. Afinal, não acreditamos que eles estão acima de nós em tudo?! Não compreenderão o humor e a sátira, já que são seres tão superiores a nós, reles mortais?! Tristes de quem não o compreendem, e que aproveitam a deixa para alimentar a raiva, a incompreensão e a violência e limitar liberdades conquistadas por vezes a custo de tantos. 


         


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Maternidade | E que assim se abra o diálogo!

Cada pessoa sente a sua gravidez (e a própria vida, se formos a estender o conceito) à sua maneira. Por mais que nos informemos, que procuremos estar preparados para tudo e mais alguma coisa, na realidade os sintomas vão e vêm e são mais ou menos arrebatadores independentemente dos livros que leiamos, dos especialistas que consultemos, das pessoas que ouçamos. Não estou a dizer para seguirem a vossa intuição de forma totalmente aventureira, se tal não o quiserem fazer, mas apenas para relaxarem e fazerem o que mais segurança, confiança e paz vos dê, com a consciência de que a vossa gravidez será sempre a vossa, de mais ninguém. Eu, por exemplo, leio sobre determinados assuntos e separo muito o que acho que vai ao encontro daquilo que eu sinto e quero, estando sempre aberta a imprevistos, que são o prato de cada dia. Mas nem toda a gente tem, nem deve, ser assim. Estamos a falar de escolhas, não de um manual fechado de como se viver esta fase. 

Posto isto, e sublinhando o facto de este relato ser só e tão somente a minha visão (mais uma vez, a minha experiência, destes meus nove meses que estão no final), se alguém vos disser, logo no início, mal apresentam a boa nova, para aproveitarem tudinho da gravidez ao pormenor, ao segundo, porque será uma das melhores, mais felizes, mais bonitas, mais etc. e tal fases da vossa vida, franzam a sobrancelha e façam cara ameaçadora: das duas uma, ou essa pessoa vos mente, ou encontrou algum elixir mágico e não quer partilhá-lo com o mundo. Ou, numa terceira hipótese, essa pessoa tem alguma disfunção em algum (ou mais) campos da vida pessoal, que canaliza tudo para um determinado momento, tornando-o um mundo de nuvens de algodão doce e cavalos mágicos alados, mas, mais uma vez, isso são outros quinhentos.

A gravidez, ou, vejamos, para não ferir susceptibilidades, a minha, não é pêra doce. Nem poderia ser. O corpo está, afinal, a adaptar-se a um ser estranho, que se gera e cresce dentro dele, forçando-o a reequilibrar-se, a reestruturar-se, a abrir-se e a trabalhar de forma diferente e muito mais acelerada. Parece uma tarefa simples e sem quaisquer danos colaterais? A mim não, nunca me pareceu, muito embora tivesse sido uma gravidez planeada, desejada e que nos faz muitíssimo felizes, não me entendam mal. Talvez o meu corpo, numa mente de control-freak, frenética, não estivesse habituado a ser forçado literalmente a abrandar, a sentir o descontrolo total e necessidades absolutas. Durante a gravidez, se houve coisa que o meu corpo me ensinou foi que quem mandava aqui, nesta fase, era ele, na sua tarefa hercúlea de gerador de um novo ser, uma nova entidade, com uma mente, com vontades, com uma vida que não era a minha, que eu não controlava totalmente. Mais uma vez, digam a uma fanática pelo controlo e perfeccionismo que, a partir de agora, nem tudo dependerá dela, por mais que ela seja o palco no qual se dá toda a acção. Digam-lhe que pode fazer tudo bem, tudo da melhor forma possível, que pode organizar o tempo, a sua vida, como especialistas mandam, e mesmo assim ser assolada por imprevistos que obrigam a mudar agendas, a rever objectivos, a reescrever o caminho que traçou, mesmo a curto prazo... É tarefa árdua (por mais que seja desejado!). 

Conciliar papéis e funções de facto não é fácil, mas, acreditem, para mim, estes têm sido meses de aprendizagem, com o meu corpo no lugar de professor paciente. O tempo é contado de forma diferente, meses passam a semanas, os trimestres ganham outro sentido e as metas começam a ser instituídas por ecografias morfológicas, análises ao sangue e preparativos básicos como a compra de carrinhos, berços, fraldas e tudo o que o bebé precisar. Afinal, queremos que seja bem-vindo, com o melhor que temos para dar (que, mais uma vez, depende de cada pai/mãe e não é necessariamente a mesma coisa). As horas que consagrámos a determinados fins são, subitamente, arrebatadas por necessidades com as quais não estávamos à espera e a nossa reacção, outrora (quiçá) intensa, afectará, agora, outro ser. O stress, a ansiedade, as preocupações devem ficar para segundo plano e, para uma ansiosa crónica, reconhecer quando parar e quais as prioridades que marcarão o resto da nossa vida é um passo importante e essencial a dar. Sim, estes nove meses não têm sido apenas de crescimento físico, a adaptação mental, identitária, foi um processo que começou no início, desde que as duas linhas ficaram vermelhas, não apenas algo que se dará na altura do parto (pelo menos da mãe, o pai é todo um outro assunto).  

Como, nesta Salinha, sempre se propôs falar, partilhar, dialogar sobre qualquer assunto que poderá ser de interesse, eis que este será o primeiro de alguns mais pessoais sobre o que foram estes nove meses. Sem cavalos brancos alados e arco-íris mágicos. Não porque quero massacrar alguém com relatos chatos e até incomodativos de uma intimidade forçada (nem isto é um diário, nem eu sou pessoa para os pequenos dramas sensacionalistas que tanto atraem), mas porque a alguém que, como eu, procure a internet para outras experiências, outras visões, outras sanidades (que há algumas à minha volta que eu questiono, francamente -- e que por sua vez me devem questionar a mim, e eu vivo muitíssimo bem com esta multiplicidade de perspectivas, desde que não haja coerções de parte alguma), a minha pode agradar e até servir de alívio entre tanta coisa que se ouve, mesmo sem se pedir, de gente tão diferente de nós. Felizmente tenho, agora, algumas pessoas, que se contam pelos dedos das mãos, cuja opinião prezo e com a qual me identifico, perto de mim. Recorro a elas, sempre, em dúvida. Mas nem sempre foi o caso e confesso que o primeiro trimestre (o próximo post) foi o que mais me assustou. 

Se tiverem alguma sugestão, opinião, experiência ou partilha, não se acanhem, por favor. Eu ainda sou uma novata, ainda no processo, muito já passou mas ainda mais está pela frente. Todo o diálogo é bem-vindo. Obrigada! :) 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Tarte Tatin

por Carol Vannier

Eu não sei se vocês sabem, mas um dos motivos porque eu adoro ter minhas receitas num blog é exatamente esse: ter minhas receitas num blog! Na internet, onde eu posso sempre acessar e consultar, passar a receita pra alguém sem ter que escrever/digitar... Esse é meu caderninho de receitas. Então, buscando nesse caderninho, fui vendo o que vai rolar nesse Natal:

Vai ter saladão pra acompanhar a ceia e, com sorte, salpicão com a sobra do peru! Vai ter rolinho de tâmara de entrada e petit gâteau de sobremesa. Talvez tenha spéculoos mas com certeza vai ter rabanadastorta de bacalhau da Lilie! E no ano novo vai ter pão, porque já sei que meu presente de natal vai me ajudar a fazer muitos!

Outra coisa que vai ter é novidade no caderninho, mas é antiga na minha vontade de preparar. Adoro Tarte Tatin e não sei porque demorei tanto tempo pra fazer. Ou melhor, eu até sei. Eu cismava que era com massa folheada, não sei por que. Só que eu não encaro fazer massa folheada em casa, e a preguiça e falta de planejamento pra comprar massa pronta atrapalharam. Até que -- dã -- fui ver direito uma receita e vi que era com massa de torta mesmo. Aliás, minha fonte foi um site francês que pode não ser tão útil pra quem não fala francês, mas tem vídeos! Se quiser espiar alguém fazendo, vai lá.

Agora, vou ser sincera: eu já fiz a torta de dois jeitos e acho que vou fazer de novo de um terceiro pra bater o martelo. Mas o Natal está aí e queria dividir essa idéia (e calorias) com vocês. É uma torta deliciosa e sem complicação, e mesmo eu ainda querendo aprimorar um pouco, as duas que já foram feitas foram rapidamente devoradas!

Os dois jeitos que eu testei foram dois recipientes diferentes e duas massas diferentes. O recipiente nº1 foi uma frigideira com cabo de metal que pode ir ao forno. Como eu sei que não é um item muito comum nas cozinhas que eu visito, fiz também com uma fôrma de bolo normal, de alumínio. Deu certo também! 

Sobre as massas: a nº 1 foi a massa 3-2-1 que aprendi com a Ana Elisa, e já tinha um bocado no meu congelador. Essa massa é mais fácil de abrir com o rolo e depois transportar pra cima das maçãs. A massa nº 2 foi a que minha avó me ensinou chamando de massa podre, que leva gema de ovo. Ela fica um pouco mais saborosa só que bem mais quebradiça. Ela é uma massa boa se você quiser simplesmente apertar com a mão no fundo da fôrma em vez de abrir com rolo, mas nessa receita eu não tinha opção. Daí fiquei sofrendo com o rolo. Então sugiro que você guarde essa massa com gema pra outras tortas, empadas etc, e na Tarte Tatin fique com a 3-2-1 mesmo. É o que vai acontecer na minha tentativa nº 3 ;)

Fora isso eu fui um pouco impaciente nas duas vezes e podia ter assado mais, para escurecer e murchar mais as maçãs. Seja mais paciente que eu. Minhas metas pra 2015: aprender a fazer pão direito e controlar a ansiedade! 

TARTE TATIN
recheio daqui e massa daqui

Ingredientes:

Massa
180g (1 e 1/2 xíc.) de farinha de trigo
120g de manteiga gelada em cubos
60ml de água gelada
uma pitada de sal

Recheio
1,2kg (aproximadamente) de maçãs (usei gala porque é boa e barata)
100g de manteiga
100g (1/2 xíc.) de açúcar


Preparo:
  • Comece pela massa: com as mãos ou no processador, misture a manteiga na farinha até que a mistura pareça uma areia molhada. Depois incorpore a água gelada e o sal e misture tudo. Não é bom manipular demais essa massa. Apenas forme uma bola coesa de massa, embrulhe em filme de PVC e coloque na geladeira para descansar por meia hora. Você pode fazer com um dia ou dois de antecedência também, ou até fazer mais quantidade e congelar a sobra por meses.
  • Descasque as maçãs e corte-as na metade removendo o miolo. Pingue limão se quiser evitar que escureçam. Na falta de limão as minhas escureceram e, ao contrário do que eu pensava, ninguém morreu por isso. Se ficar na dúvida de quantas vão caber, deixe algumas com casca ainda de stand-by.
  • Prepare o caramelo: coloque os 100g de manteiga numa fôrma de alumínio redonda de 20cm de diâmetro e leve ao fogo. Quando ela derreter, adicione os 100g de açúcar e vá mexendo. A mistura vai espumar e depois vai começar a escurecer e você vai uma mistura em duas fases: o caramelo se formando e um bocado de manteiga derretida ao redor. Misture sempre até a cor do caramelo ficar... bem... cor de caramelo.
  • Apague o fogo e tomando cuidado pra não se queimar nas bordas, vá arrumando as maçãs por cima do caramelo, numa posição vertical, ou seja, que não seja nem com o côncavo de onde saíram os caroços pra baixo, nem o convexo oposto a ele chapados na fôrma. No início é difícil de equilibrar, mas depois uma vai segurando a outra. Encha ao máximo que você conseguir, bem apertadinho, porque elas diminuem quando cozinham.
  • Acenda de novo o fogo e deixe as maçãs cozinharem no caramelo por mais ou menos 10 minutos. Você pode colocar o forno pra pré-aquecer nessa hora, e no final desse período você pode abrir a massa.
  • Abra a massa numa superfície enfarinhada usando um rolo. Ela pode ficar mais pra grossinha que funciona até melhor. Desligue o fogo e cubra as maçãs com a massa. Corte as rebarbas se forem muito grandes, mas deixe um pouquinho para ir enfiando pra dentro da fôrma, com cuidado pra não se queimar. Aperte bem a massa contra as maçãs e abra um buraquinho com a faca para o vapor sair.
  • Leve ao forno a 180ºC mas coloque a fôrma em cima de um tabuleiro porque o caramelo fatalmente irá respingar. Asse por aproximadamente 35 minutos ou até que a massa esteja bem dourada.
  • Desenforme logo que sair do forno, mas muito cuidado com o caramelo fervendo. Vire bem rápido e num movimento que leve qualquer respingo para o lado oposto ao seu. Nas duas vezes eu não consegui evitar respingos, mas pelo menos não me queimei! 















quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Compras | Erborian na Showroomprivé


Até há bem pouco tempo, não era pessoa para dedicar muito tempo à Showroom Privé, admito. Até por lá tinha feito negócios interessantes, como quando comprei os produtos da Rodial, mas apenas por indicação de mais uma aficionada por este tema do que por motivação própria. Os prazos de entrega estupidamente demorados afastavam-me das compras, rezingava com o custo dos portes e o facto de ter tido uma má experiência com outro site do género dissuadiam-me de comprar. 

A verdade é que, ultimamente, a nossa relação passou a ser outra. Semanalmente atenta àquilo que pode ser interessante, até fiz, nos últimos tempos negócios muito interessantes. O último foi de uma espreguiçadeira da Chicco a metade do preço (que assim que receber e testar vos mostro), a primeira foi de alguns produtinhos da Erborian, singelos, mas suficientes para testar uma marca que me alicia há anos (e que sei que há à venda em Portugal pelo menos na Balvera). 

Só poderei partilhar convosco uma opinião mais aprofundada sobre a sua performance daqui a uns tempos, mas, não tendo chegado a tempo de comprar o conjunto BB/CC cream da marca, vieram:

Herbal Energy BB Cleanser - Mousse de limpeza facial, textura que, desde que tenho usado, me tem agradado bastante. Composta por ervas coreanas, promete ser um 3 em 1, limpando a pele com profundidade, ao mesmo tempo que efectua uma suave exfoliação e afina os poros. Supostamente adaptada até para peles mais sensíveis, vamos ver como é que a minha se dá com este produto diariamente. 

Sleeping BB Mask - A minha adoração por máscaras de aplicar e deixar fazer maravilhas durante a noite toda tem culpado, ou culpada, neste caso, que não fosse a A. do Coisas & Cenas ainda andava eu a usar máscaras de tirar passados uns minutos (o que faço facilmente com as de limpeza, mas que detestava fazer com as de tratamento, vá-se lá saber porquê!), sem apreciar muito o processo. Há qualquer coisa de reconfortante e até revigorante quando acordamos, no dia seguinte, com a pele maravilhosa, pronta para qualquer desafio e a gritar "sou bela, luminosa e venham de lá os factores de stress, não tenho medo de nada!" (e com um olhar sobranceiro do tipo do anúncio do old spice quando diz "sadly, he isn't me"... "Infelizmente, não são como eu [as outras peles]"). Portanto, quando vi esta máscara à venda, nem pensei duas vezes, não prometesse ela pele aveludada como a de um bebé, revigorada e hidratada, como se saíssemos de um spa. Com ervas asiáticas de propriedades anti-idade, pareceu-me algo para ser usado já.

Herbal Energy Lotion 30% - Como estava a precisar de um tónico, decidi juntar este ao conjuntinho, já que supostamente aumenta em 30% a hidratação dada pelo creme hidratante. No Inverno, se cumprir o que promete, parece-me uma óptima aquisição para o grupo dos produtos de limpeza facial. Sem mais a dizer, vamos ver como se porta. 

Com os portes, este conjuntinho de três produtos ficou a 29 euros, sensivelmente o mesmo que pagaria só pela máscara, se fosse comprar uma perfumaria ou até no próprio site da marca. Na showroomprivé temos ainda a garantia que são produtos originais, autênticos, ainda selados, o que não deixa de ser factor de credibilidade e confiança na hora de comprar. Além disso, eles estão a reduzir o tempo de envio, tendo produtos que chegam em poucos dias úteis e outros que vêm ter connosco uma, duas semanas depois. Nada que não se aguente. 

Quem se interessar, inscreva-se no Showroomprivé.pt e esteja atento a promoções, que vêm em todo o tipo de produtos, desde artigos de casa e decoração, a acessórios, roupas, produtos de beleza, brinquedos, artigos para criança, etc. É bastante completo e pode haver negócios muitíssimo interessantes se analisarem com atenção. 




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Guerlain | Rouge G 820 Rouge Parade

A colecção de Natal da Guerlain está, mais uma vez, muito interessante. É sabido que a minha gama favorita da marca é, sem dúvida, a Terracotta, que lança sempre edições especiais quando o verão se aproxima às quais tenho muita dificuldade em resistir. Contudo, desta vez, fui levada totalmente pelos encantamentos do baton lançado para o fim de ano, da colecção Night at the Opera, o Rouge G 820 Rouge Parade, que apanhei numa promoção genial, por alerta da Patuxxa.


Para começar, adoro estas embalagens limitadas dos Rouges da Guerlain, com uma ávida admiração, quase de coleccionadora.  Desta feita, em vermelho, o pormenor do espelho incorporado, para retocar em qualquer lado a cor dos lábios, e um formato elegante atrai sempre olhares curiosos, que querem não apenas saber qual é a marca, mas também abrir, ver a cor ou só mesmo o mecanismo de abertura (homens ou mulheres, que a curiosidade não discrimina por género). Achei esta apenas um nadinha mais leve que os Rouges dourados normais, com um ar mais plastificado do que os irmãos de colecção permanente, o que, contudo, não lhe retira o valor (pelo menos para mim).

A cor é absolutamente magnífica. Um olhar desatento, ou quem sabe com um leque de cores mais reduzido (ainda menor que o meu que já não é dos mais elaborados), dirá que os vermelhos são todos iguais, com apenas algumas diferenças nos tons mais escuros (aos quais já chamam vinho) ou claros, ali a tocar quase num rosa avermelhado. Contudo, mesmo na linha do vermelho vermelho, vivo, médio, neutro, há uns que impressionam mais do que outros, uns com um ar mais elegante e delicado que outros. Este Rouge G está no grupo daqueles vermelhos de luxo, que nos deixam com os lábios sumptuosos, carnudos, a valer um milhão de euros.


E porque há produtos que merecem todos os elogios, esta é, sem dúvida, uma das minhas fórmulas favoritas de batons. É cremoso e hidratante quanto baste, sem deixar os lábios colantes, e tem uma duração absolutamente fantástica, sem ser mate, textura que me incomoda normalmente (com a excepção de alguns, entre os quais outro primo da Guerlain, prenda muito estimada da A.). O tom aguenta horas; permanece mesmo depois de refeições ligeiras e bastante água, perdendo apenas o brilho mas deixando os lábios bastante confortáveis e com uma sensação de nutrição que poucos me dão. Depois de aplicado e assim que assenta nos lábios, é baton para não se mexer, o que é sempre essencial em tons do género (já me aconteceu, passada meia hora com um baton vivo e muito vento, ter riscos coloridos na cara... bastante, bastante desagradável).

Enfim, e posta toda esta exaltação, este baton dá-me vontade de sair de lábios vermelhos todos os dias de casa, não fosse eu pessoa de me chatear com rotinas. Aproveitem, é limitado, e podem comprar não apenas nas perfumarias do costume (mesmo as P&C ou Balveras que não têm Guerlain podem mandar vir de outra que venda a marca) ou online. Eu comprei-o na Primor com uma excelente promoção a cerca de 25 euros, mas a indicação actual é que está sem stock. Talvez regresse, embora o facto de ser da edição limitada de Verão me faça acreditar no contrário. Contudo, ele ainda anda por aí, e é uma excelente prenda de Natal, para vocês mesmas, ou para alguém que goste de bons produtos, com qualidade e requinte.

E que tal deixarem-se levar pela ousadia do vermelho, nos lábios, e saírem dos corriqueiros tons neutros de boca? Atrevem-se? ;)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Produtos acabados e Impressões Flash # 4

Apesar de estar numa onda de usar os produtos até terminar (ou pelo menos até decidir que não os consigo usar de todo e que precisarão de conhecer alguma casa onde possam ser mais úteis que aqui), a verdade é que a velocidade com que tenho frascos vazios suficientes para um post inteiro não é das mais céleres. Por isso, sem compromisso temporal, nem datas específicas, vou continuando a mostrar o que consegue chegar ao fim num determinado período, seja ele qual for, sem vos poder prometer uma periocidade constante. Entretanto, e para não estar a acumular sacos de carcaças em casa, apresento-vos alguns que finalmente terminei, alguns dos quais já nem sei quando comecei a usar, uma vez que, pelas viagens feitas este ano, têm sido interrompidos frequentemente. 


Começando pelos produtos relacionados com cuidados do rosto ou maquilhagem, duas embalagens vazias e duas amostras são o balanço do momento. Vamos a isso.

Sephora Daily Makeup Brush Cleaner - Não sou muito versada em produtos de limpeza de pincéis e, fora um velhinho da Contém 1g, que decidiu rebelar-se e começar a estragar as cerdas, este é francamente o único que conheço do género (para uma limpeza profunda uso o champô da Johnson's). De qualquer modo, julgo que, para o que é, me serviu bem. Usei-o para aquelas limpezas diárias, rápidas, depois de me maquilhar, para não ficar com os pincéis sujos, mesmo que vá usar a mesma base no dia seguinte. Apesar de não deixar as cerdas brancas imaculadas (isso, só com a lavagem profunda), higieniza pelo menos os pincéis e retira a maioria da cor, para não estragar a maquilhagem seguinte, nem ser um depósito de porcaria a espalhar pela pele. Contudo, gasta-se relativamente rápido, dado que são necessárias pelo menos umas quatro esguichadelas e neste formato pequeno, perfeito para viagens, mas chato para um uso diário, temos produto para relativamente pouco tempo. 

Creme diário Clarins Multi-Active Jour - Usei este creme até ao final e, como creme de prevenção de rugas, honestamente, não sei até que ponto lhe posso tecer grandes elogios. Não vi grandes diferenças, até porque, excluindo a região dos olhos, não tenho grandes problemas. Como creme hidratante de dia deixou-me bastante satisfeita. Gostei do aroma, de como sinto a pele confortável, apaziguada (o que não é fácil por ser extremamente sensível e reagir com uma vermelhidão nas maçãs do rosto a vários produtos) e com um grão de facto mais homogéneo e alisado. É rapidamente absorvido, deixando a pele nutrida ao longo do dia, nada colante, mesmo sendo em versão creme e a minha pele ser normal a mista. Não fosse a minha vontade de experimentar novos produtos, agora que os trinta já passaram, à procura de um melhor e mais completo, e ficaria contente se tivesse de comprar este creme novamente. Como a oferta é imensa, ainda por descobrir, e como ainda não me convenceu totalmente, continuo a busca pelo creme hidratante facial diário que me satisfaça por completo. 

Base Teint Miracle Lancôme - Recebi esta amostra há algum tempo, mas só agora, que ando à procura de uma base que me encha as medidas, decidi usá-la. Para ser honesta, foi o teste mais rápido que alguma vez fiz; Não gostei da textura, nem do tom, nem de como assentou de forma vergonhosa em algumas regiões mais secas (e atenção, não tenho uma pele seca) e, em meia hora, como me deixou a pele desconfortável e com alguma escamação de secura. Passada uma hora, ainda em casa, senti-me obrigada a retirá-la rapidamente com um desmaquilhante e água micelar e a repor o nível de hidratação da pele. Dei por mim aliviada por não ter decidido experimentá-la em algum dia em que fosse sair de casa a seguir, nem imagino os estragos na minha pele se ta acontecesse. 

Base Lingerie de Peau Guerlain - Ao contrário da anterior, esta é uma base que me agradou bastante. É confortável, fica invisível na pele, sem a deixar seca ou demasiado colante. É uma base absolutamente fantástica e, não fosse o meu tom ideal algo entre o 03 e o 04, sendo que, para o atingir, teria de comprar os dois e misturá-los no Inverno português, já me teria deixado levar por ela há algum tempo, para ter mais tempo para a testar. Julgo que, de todos os produtos faciais da Guerlain ainda não houve um que me tivesse desiludido. Esta mantém, sem qualquer dúvida, os padrões de qualidade da marca.  



E agora os produtos de banho que não os que mais se gastam cá em casa:

Gel de Duche Dove Deeply Nourishing - Já falei dele noutro post e continua no topo dos meus produtos de banho favoritos, pela hidratação que dá à minha pele. No Inverno, não há melhor. 

Gel de Duche Yves Rocher Vanille CollectOR - Comprei este gel de duche no Natal passado e, regressada à casa portuguesa, terminei-o. Veio morar cá para casa mais porque gosto muito destes aromas quentes no Inverno, além de ter um glitter que discretamente (muuito discretamente) acaricia a pele. Gosto de glitter subtil na pele, à noite, confesso. Não é dos mais hidratantes mas, intercalando-o com o da Dove, serve perfeitamente.  

Gel de Duche Brazilian Nut The Body Shop - Se não o usasse como dupla de um dos meus exfoliantes favoritos, da mesma gama, dificilmente voltaria a comprar este gel de duche. Não é dos mais hidratantes e, especialmente para o final, era extremamente difícil tirar o produto do frasco. No banho quero algo mais rápido, simples e fácil de usar, não de estar a lutar, logo de manhã, com uma das embalagens mais duras e rijas que alguma vez tive. Estou inclusivamente a ponderar experimentar outros exfoliantes, para não me sentir presa a este gel de duche. 

Champô Bain de Force Kérastase - Gosto da Kérastase como marca de topo para o meu cabelo. Já experimentei e continuo a experimentar várias gamas, para vários efeitos, sempre intercalados pelo Dermo-vital, que me apazigua o couro cabeludo, mas não me faz nada de especial pelos fios. Este Bain de Force veio para fortalecer o meu cabelo fino e, apesar de discretas, foram promessas cumpridas. Para um cabelo comprido é muito bom, porque dá elasticidade ao cabelo ao mesmo tempo que o nutre, para agora, que tenho o cabelo menor, estou a experimentar outros, menos pesados. 

Champô Denso e Abundante Fructis Garnier - Uma amiga minha adora a gama Fructis e, por causa dela, já experimentei vários champôs da mesma linha. Este foi dos que mais me surpreendeu por prometer um cabelo mais denso e abundante logo na primeira lavagem. Admito que gostei bastante do volume que me deu, apenas com uma utilização, ao ponto de o ter comprado para aqueles dias em que quero um va-va-voom, mas nada mais do que isso, que os champôs da Fructis, até agora sem excepção, me irritam o couro cabeludo se usados diariamente. Se não são dados a grandes comichões e querem um cabelo com aparência mais densa (que pela rapidez nos resultados presumo que seja coisa superficial e não um tratamento profundo), julgo que vão gostar deste champô.

Com um saco para despejar e outro pronto para começar a encher, fica mais um post cheio de embalagens vazias. Confesso que gosto bastante desta sensação boa de ter levado um produto até ao fim, justificando perfeitamente toda a emoção de abrir um novo sem culpa ou reticências por ter vinte embalagens em espera, com apenas restinhos no fundo. Vou continuar firme nesta minha demanda em 2015.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O mimo do momento #1 - The Dolce Vita, Charlotte Tilbury


Há coisas tão maravilhosas que, mesmo antes de serem devidamente usadas, apreciadas, analisadas e adoradas (quem sabe?!) devem aparecer na luz da ribalta sem pudor nem humildade. É o caso da minha primeira e mais recente compra no Net-a-Porter, site com artigos fantásticos, no qual se pode perder um bolso muito mais fundo que o meu. Além da roupa e todos os acessórios que nos podem deslumbrar, tem ainda marcas de beleza que não encontramos no mercado nacional, como a Charlotte Tilbury que, não me parecendo os preços dos produtos em si excessivos para a qualidade que advogam, se tornam um nadinha mais inacessíveis pelos comuns 15 € de portes. 

Contudo, numa promoção (que acabou ontem) de envio gratuito, e não tendo ainda comprado as prendas de aniversário (que foi num Outubro sem ideias ou vontades) de toda a gente, lá me deixei seduzir pela charmosa paleta The Dolce Vita (48€), uma homenagem atraente "às sereias do ecrã, às estrelas passadas e presentes; a Sophia Loren, Penélope Cruz ou Monica Belluci", belezas do Mediterrâneo que vivem "as vidas mais doces e combinam melhor com tons de bronze e cobre quentes, lábios rosa sedutores e muitos, muitos admiradores." Não é uma paleta que vá usar no dia a dia, quando a minha preferência recai para os castanhos mates da Rue de Francs Bourgeois da Guerlain, mas para um jantar, para qualquer evento mais festivo são acetinados e brilhos que me assentarão que nem uma luva, tanto na versão day look, como na night look, as duas propostas da maquilhadora-mãe da marca. Por mim teria comprado o look todo, confesso, mas na falta de 200€ (que não é muito pela quantidade de produtos que traz!), vale a paleta e adapta-se o resto como se pode.

Passando então a primeira fase de admiração pela caixa fantástica de oferta que a Net-a-Porter envia, tal qual criança pequena que se entusiasma demasiado com o embrulho, ao ponto de perder o foco no conteúdo em si (não se esqueçam de clicar na opção, no checkout para a receber gratuitamente), foi assim com muita emoção que abri, cuidadosamente, a minha Dolce Vita, que terá lugar de destaque nestas festas. Volto com mais detalhes assim que passar este meu fervor de a testar de várias formas e feitios, sim? Entretanto, fiquemo-nos pela contemplação das cores, da elegância das caixas, do fascínio que é receber uma prenda (mesmo que saibamos à partida o que é). 


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